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1º Curso de Doenças da Paratireoide

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço - FMUSP

Data: 19 e 20 de abril de 2013

Local : Centro de Convenções Rebouças - São Paulo

Supervisão

Prof. Dr. Lenine Garcia Brandão - Professor Titular da disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço da FMUSP

Coordenação

Prof. Dr. Cláudio Roberto Cernea
Prof. Dr. Marcos Roberto Tavares
Prof. Dr. Vergilius J. F. Araújo Filho

Organização

Prof. Dr. gilberto de Britto e Silva Filho
Dr. Fábio Luiz de Menezes Montenegro
Dr. Sérgio Samir Arap

Temário


  • Conceitos básicos
  • Exames complemetares
  • Discussão de casos clínicos
  • Heperparatireoidismo primário
  • Evolução histórica do tratamento cirúrgico hiperparatireoidismo
  • Discussão de casos clínicos
  • Hiperparatireoidismo secundário
Inscrição pelo site : www.perfectaeventos.com.br/paratireoide

Cirurgião Ano 7

Atualização em Cirurgia Geral, Emergência e Trauma - FMUSP

Dias 25, 26, 27 de abril de 2013

Local : Maksoud Plaza Hotel, São Paulo

Convidados Estrangeiros

Dominique Elias (Paris, França) - Chefe do Departamento de Cirurgia Geral do Instituto de Cancerologia Gustave Roussy

Carlos Morales Uribe (Medellín, Colombia) - Professor Titular da Universidad de Antioquia Cirujano Asistencial Hospital Universitario San Vicente de Paul

Coordenação

Samir Rasslan
Dario Birolini
Edivaldo Utiyama

Comissão Científica

Celso Oliveira Bernini
Claudio A. Vianna Birolini
Cornelius Mitteldorf
Eduardo Akaishi
Eugenio A. Bueno Ferreira
Fernando A. Buischi
Fernando da C. Ferreira Novo
Francisco S. Collet e Silva
Luiz Marcelo Sá Malbouisson
Masahiko Akamine
Pericles Pires
Raul Cutait

Realização

Divisão de clínica cirúrgica III - ICHC - FMUSP - www.fm.usp.br/cirurgiageral


Temário


  • Laparoscopia
  • Cirurgia Geral : controvérsias
  • Parede Abdominal: problemas complexos na parede abdominal
  • Oncologia cirúgica
  • Simpósio-satélite: "câncer avançado"
  • O doente cirúrgico idoso
  • Infecção em cirurgia
  • Doente cirúrgico em UTI
  • Trauma
  • Emergência não traumática
  • Conferências
Inscrições : acesse o site www.cirurgiaoatualização.com.br

Ana Maria Machado participa do Clube de Leitura na Livraria Icaraí da UFF


No dia 1° de março, o Clube de Leitura terá como convidada a escritora carioca Ana Maria Machado, presidente da Academia Brasileira de Letras. No encontro, ela participará da roda de debates acerca do livro "Infâmia", no qual a autora mostra como a calúnia e a astúcia podem distorcer a verdade e como a verdade nem sempre prevalece. O evento será realizado às 19h, na Livraria Icaraí, Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí, Niterói. Serão distribuídas 30 senhas, meia hora antes do encontro. Os interessados também podem acompanhar a transmissão ao vivo pelo site www.webtv.uff.br.

Em "Infâmia", Ana Maria Machado se inspira em escândalos e acusações infundadas reais da história recente do Brasil, para retratar a trajetória de um embaixador cuja filha é encontrada morta em um contexto intrigante e enigmático. Ao longo do livro, os suspeitos tentam provar sua inocência, após denúncias e interpretações equivocadas.

UFF inicia campanha de prevenção das doenças do trabalho


Em função do Dia Mundial de Prevenção das Lesões por Esforços Repetitivos e Doenças Osteomusculares relacionadas ao trabalho, A Divisão de Promoção e Vigilância em Saúde (DPVS) da Coordenação de Atenção Integral à Saúde e Qualidade de Vida (Casq) realizará atividades informativas sobre o tema, no dia 28 de fevereiro, das 9h às 17h, no saguão da Reitoria.

A atividade dará início às campanhas internas mensais de prevenção de agravos e doenças e promoção da saúde 2013. 


No dia 1º de março haverá a palestra “Contribuições da ergologia para o desenvolvimento de ações de promoção da saúde no trabalho na UFF” com o professor Hélder Pordeus Muniz, do Departamento de Psicologia, que atua na área de saúde e trabalho. O evento ocorrerá às 10h, no Auditório Ismael Coutinho, Instituto de Letras, Bloco C, sala 218, Campus do Gragoatá.

Pela saúde do planeta, hospitais sustentáveis


Proteger a natureza é cuidar da saúde. Como em qualquer atividade produtiva, clínicas e hospitais causam grande impacto ambiental e sanitário. Para ter uma ideia, os hospitais brasileiros gastam mais de 10% do total do consumo energético comercial do país. Nos EUA, o setor de saúde é o principal usuário de substâncias químicas. Na China, a despesa do setor de saúde em construções supera US$ 10 bilhões ao ano. Para atenuar esses impactos, foi criada uma agenda global que visa incentivar hospitais a se tornarem instituições verdes e sustentáveis.
No Brasil, o Projeto Hospitais Saudáveis (www.hospitaissaudaveis.org) trabalha nesse sentido. Vital Ribeiro, presidente do conselho da entidade, diz que para integrar o grupo a instituição ou setor de saúde deve cumprir pelo menos dois dos dez objetivos da Agenda Global dos Hospitais Verdes e Saudáveis (www.hospitaisverdes.net). As medidas envolvem ações como uso de água, energia, transporte, alimentos, descarte de resíduos etc. “É uma forma de humanizar o atendimento e preservar o meio ambiente”, afirma Vital.
Foto: Arte O Dia
Clique na imagem para ampliar | Foto: Arte O Dia

No Rio alguns hospitais já estão nesse caminho, como Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), Unimed-Rio e Hospital São Vicente de Paulo. O Into reduziu o gasto de energia e água; na estação de esgoto a água é tratada e reutilizada no sistema de resfriamento e de irrigação dos jardins. E a unidade usa energia solar para o aquecer chuveiros.
Outra medida no Into foi a troca dos termômetros e aparelhos de pressão com mercúrio por digitais, diz Robson Monteiro, gerente de Resíduos do Hospital.
Já o Unimed-Rio ergueu seu hospital com materiais e equipamentos de alta eficiência energética e baixo consumo, e reaproveita água da chuva. E o Hospital São Vicente de Paulo construiu “telhados verdes” que proporcionam o resfriamento do ambiente abaixo, o que ajuda a economizar energia. 
Usuário tem papel ativo
Os dez objetivos da Agenda Global para Hospitais Verdes e Saudáveis mudam a maneira como vemos e usamos os 7 mil hospitais do país, diz Vital Ribeiro. “A participação de todos é essencial para a melhorar a saúde ambiental, que tem relação direta com a saúde humana”.
Como exemplo, ele lembra o uso de produtos químicos nos hospitais, incluindo artigos de limpeza. Alguns deles causam reações alérgicas. Outra medida importante é buscar substitutos mais seguros que plásticos em PVC, usados em material hospitalar, como frasco de soro. “Eles liberam o que chamamos de disruptores endócrinos, compostos que atacam o sistema hormonal de humanos e animais”, alerta Ribeiro.
Fonte : O Dia

Consumir ferro reduz risco de TPM, sugere estudo


Mulheres com uma dieta rica em ferro têm de 30% a 40% menos risco de sofrer sintomas da Tensão Pré-Menstrual (TPM), em comparação com as que ingerem pequenas quantidades da substância, aponta um estudo divulgado pelo site do "American Journal of Epidemiology" nesta semana.
A pesquisa foi realizada pela Escola de Saúde Pública e Ciências da Saúde da Universidade de Massachusetts e pela Universidade Harvard, ambas nos EUA. É um dos primeiros estudos a avaliar como a TPM se desenvolve com base em uma dieta rica ou pobre em minerais, dizem os cientistas.
O levantamento acompanhou o consumo de minerais e de ferro de cerca de 3 mil mulheres, por dez anos. No início do estudo, elas não apresentavam sintomas de TPM. Três vezes ao dia, elas preenchiam questionários sobre sua alimentação.
Ao fim da pesquisa, 1.057 mulheres foram diagnosticadas com TPM e outras 1.968 não tiveram sintomas do distúrbio. Ajustando fatores como a ingestão de cálcio, os cientistas compararam o consumo de minerais pelas voluntárias antes e depois do estudo.
"Descobrimos que mulheres que consumiram ferro de verduras e suplementos alimentares, ou seja, de fontes não diretamente ligadas à carne, tiveram de 30% a 40% menos risco de desenvolver TPM do que aquelas que consumiram menores quantidades de ferro", disse a pesquisadora Elizabeth Bertone-Johnson, uma das autoras do estudo.
"Nós também encontramos alguns sinais de que um maior consumo de zinco também está associado com menos risco [de ter TPM]", afirmou Bertone-Johnson.
"Por outro lado, ficamos supresos em descobrir que mulheres que consumiram quantidades elevadas de potássio tinham mais risco de serem diagnosticadas com TPM do que as que consumiam pouco potássio."
Em geral, os resultados para minerais vindos de alimentos foram similares aos de minerais consumidos por suplementos alimentares. "Nossas pesquisas ainda precisam ser reproduzidas em outros estudos. No entanto, mulheres com risco de TPM deveriam se certificar que elas estão consumindo quantidades suficientes de zinco e ferro", ressaltou a pesquisadora.
A cientista aponta que o nível de ferro para o qual foi identificado o menor risco de desenvolver TPM foi consumir 20 miligramas por dia da substância, maior do que a recomendação diária de 18 miligramas por dia para mulheres antes da menopausa.
"No entanto, como um consumo alto de ferro pode ter outros efeitos sobre a saúde, as mulheres devem evitar consumir mais do que os níveis toleráveis a menos que haja uma recomendação diferente do médico", ponderou Bertone-Johnson.
Fonte : G1


Casos de dengue no país aumentam 190% em 2013, diz governo


O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira (25) que aumentou em 190% os casos notificados de dengue em todo o país. Segundo os números divulgados, entre 1º de janeiro e 16 de fevereiro de 2013, foram registrados 204.650 casos. No mesmo período de 2012 foram 70.489 notificações.
Os casos de mortes caíram no mesmo período, de acordo com o governo. Foram 33 óbitos entre janeiro e fevereiro deste ano, contra 41 no mesmo período de 2012.
Para o Ministério da Saúde, a elevação na quantidade de casos de dengue se deve à circulação de um novo tipo da doença, o DENV-4, um dos quatro sorotipos existentes no país.
Casos por estado e regiões*
 20122013Variação (%)
SUDESTE25.06280.876223
MG375535.334841
ES1.4459.013524
RJ16.39814.838-10
SP3.46421.691526
SUL42312.4202.836
PR36112.0403.235
SC30172473
RS32208550
CENTRO-OESTE8.98480.976801
MS86542.0154.757
MT3.79110.765184
GO4.08027.376571
DF248820231
NORTE11.44618.43561
RO5143.711622
AC6883.116353
AM1.8834.866158
RR218155-29
PA4.8191.985-59
AP78181132
TO3.2464.42136
NORDESTE24.57411.943-51
MA1.128313-72
PI1.154346-70
CE3.4811.711-51
RN2.310955-59
PB244522114
PE6.837476-93
AL2.316378-84
SE835199-76
BA6.2697.04312
BRASIL70.489204.650190
* Fonte: Ministério da Saúde
 Dados indicam que essa cepa foi responsável por 52,6% das amostras verificadas nos casos confirmados.
"Um sorotipo em local onde nunca circulou encontra vários indivíduos suscetíveis. [...] Encontra um país todo suscetível. Atingiu municípios grandes, como Cuiabá, Campo Grande, Goiânia, Uberaba. Isso fez subir o número de casos", afirmou Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
Oito estados concentraram 84,6% do total de casos no começo deste ano: Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso e Espírito Santo.
A pior situação, segundo o governo, ocorre em Mato Grosso do Sul. Enquanto em todo o país a incidência de casos é de 105,5 para cada grupo de 100 mil habitantes, no estado a taxa sobe para 1.677,2 casos a cada 100 mil habitantes. "A mensagem principal é de alerta. Estamos no verão e está tendo transmissão em todos os estados. Temos que redobrar a atenção", disse Jarbas Barbosa.
Epidemia
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que cinco estados do país vivem uma epidemia de dengue: Mato Grosso do Sul, Goiás, Acre, Mato Grosso e Tocantins. É considerado estado de epidemia quando há incidência maior do que 300 casos a cada 100 mil habitantes.

"Temos epidemia em estados e municípios do país. Oito estados concentram 83% dos casos nessas primeiras sete semanas do ano. E aqueles lugares que não estão classificados como epidemia não podem reduzir os cuidados", disse o ministro.
Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) mostrou que, em janeiro deste ano, 267 municípios estavam em situação de risco para dengue e 487 em situação de alerta. Foram analisados, ao todo, 983 municípios.
Considerando as capitais, há risco de epidemia em Palmas (TO) e Porto Velho (RO). Estão em situação de alerta Belém (PA), Manaus (AM), Rio Branco (AC), Aracaju (SE), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Recife (PE), Salvador (BA), São Luís (MA), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Campo Grande (MS) e Goiânia (GO).
Imagem de arquivo mostra exemplar do mosquito Aedes Aegypt picando braço na Flórida de integrante do setor epidemiológico  (Foto: Wilfredo Lee/AP)Imagem mostra exemplar do mosquito Aedes
Aegypt
, transmissor da dengue
(Foto: Wilfredo Lee/AP)
       Casos graves e óbitos em queda
O governo divulgou ainda que houve retração na quantidade de casos graves e óbitos em razão da doença;
Entre 1º de janeiro e 16 de fevereiro de 2013 foram 324 casos graves contra 577 no mesmo período de 2012, número 44% menor.
Foram contabilizados ainda 33 mortos pela doença até fevereiro deste ano -- queda de 20% na comparação com o ano anterior, quando 41 pessoas morreram. "Os dados mostram o quanto a luta para reduzir casos de óbito e casos graves é permanente em todo o país", afirmou o ministro Alexandre Padilha.
Segundo o governo, a redução nos casos graves e óbitos se deve às medidas adotadas pelo Ministério da Saúde em parceria com estados e municípios, como capacitação de profissionais e reforço na área de vigilância à saúde.
Os sintomas da dengue são os mesmos para os quatro tipos da doença que circulam pelo país: febre alta, dores no corpo e nas articulações, vômitos, manchas vermelhas no corpo, entre outros.
Para Jarbas Barbosa, as famílias devem atentar para a forma de armazenamento da água nas residências. "É possível armazenar água de forma segura. Com menos de 15 minutos, é possível fazer a verificação de seu ambiente. Isso reduz a oferta de criadouros para que o mosquito da dengue não se multiplique."
Cuidados
Alexandre Padilha destacou, após a divulgação dos números, que a DENV-4 não é mais mortal que os demais tipos. No entanto, ele lembrou que quem já teve algum outro tipo da doença pode desenvolver um caso mais grave ao pegar um sorotipo diferente.

"Toda pessoa que já teve algum tipo de dengue, se pegar outro tem chance maior de desenvolver doença grave", lembrou. Segundo Padilha, as pessoas que já tiveram dengue devem procurar o serviço de saúde o mais rápido possível no caso de sintomas da doença.
iNFO DENGUE (Foto: Arte/G1)












Fonte : G1 

Pesquisa aponta que aumento de AIDS no carnaval é mito


A crença de que o número de infecções por Aids aumenta no carnaval é mito - pelo menos em Niterói e em outros seis municípios da região metropolitana da capital fluminense. A constatação faz parte de uma pesquisa desenvolvida por médicos da Universidade Federal Fluminense (UFF), lançada ontem, que analisou durante seis anos a distribuição temporal de demanda e positividade de testes sorológicos anti-HIV no Laboratório Central de Saúde Pública Miguelote Viana, de Niterói.
O laboratório faz cerca de 1.150 exames por mês e é referência no diagnóstico sorológico para todas as unidades de saúde da rede pública da cidade e dos municípios de São Gonçalo, Itaboraí, Maricá, Rio Bonito, Tanguá e Silva Jardim.
O estudo avaliou a sazonalidade existente entre o número de pedidos de exames e os resultados positivos encontrados em todos os meses do ano, de janeiro de 2005 a dezembro de 2010.
“O Ministério da Saúde tem basicamente duas campanhas anti-HIV, uma para o carnaval e outra para o fim de ano. E resolvemos investigar se esse comportamento nessas épocas festivas realmente era de risco aqui em Niterói”, contou o médico Christóvão Damião Júnior, autor da pesquisa de mestrado. 
“Verificamos que não há relação entre as épocas festivas nem com a demanda por testes nem com a positividade dos exames.”
O estudo também mostrou que, nos dois meses após o carnaval, a incidência de abortos era uma das mais baixas do município. O número de nascimentos, nove meses após esse período festivo, também era baixo.
“As pessoas abortam mais no fim do ano e os nascimentos ocorrem mais em maio, ou seja, engravidando mais em agosto e setembro”, destacou.
Para o médico Mauro Romero, orientador da pesquisa, embora a análise não possa ser transposta para nível nacional, o estudo é um incentivo para que pesquisas similares e de maior abrangência sejam feitas. Com isso, será possível fazer um retrato mais fiel da situação do HIV no País e, consequentemente, a adoção de políticas públicas mais eficazes. 
“Esse imaginário popular, e mesmo de alguns profissionais médicos, de que aumentam os casos de HIV no carnaval, não é verdadeiro. O mundo não pode mais ficar no ‘achismo’. Não há números que suportem essa hipótese. Esse estudo deve ser ampliado para se criar uma estratégia de combate ainda mais eficiente”, defendeu Romero.
 infecções por Aids aumenta no carnaval é mito - pelo menos em Niterói e em outros seis municípios da região metropolitana da capital fluminense. A constatação faz parte de uma pesquisa desenvolvida por médicos da Universidade Federal Fluminense (UFF), lançada ontem, que analisou durante seis anos a distribuição temporal de demanda e positividade de testes sorológicos anti-HIV no Laboratório Central de Saúde Pública Miguelote Viana, de Niterói.
O laboratório faz cerca de 1.150 exames por mês e é referência no diagnóstico sorológico para todas as unidades de saúde da rede pública da cidade e dos municípios de São Gonçalo, Itaboraí, Maricá, Rio Bonito, Tanguá e Silva Jardim.
O estudo avaliou a sazonalidade existente entre o número de pedidos de exames e os resultados positivos encontrados em todos os meses do ano, de janeiro de 2005 a dezembro de 2010.
“O Ministério da Saúde tem basicamente duas campanhas anti-HIV, uma para o carnaval e outra para o fim de ano. E resolvemos investigar se esse comportamento nessas épocas festivas realmente era de risco aqui em Niterói”, contou o médico Christóvão Damião Júnior, autor da pesquisa de mestrado. 
“Verificamos que não há relação entre as épocas festivas nem com a demanda por testes nem com a positividade dos exames.”
O estudo também mostrou que, nos dois meses após o carnaval, a incidência de abortos era uma das mais baixas do município. O número de nascimentos, nove meses após esse período festivo, também era baixo.
“As pessoas abortam mais no fim do ano e os nascimentos ocorrem mais em maio, ou seja, engravidando mais em agosto e setembro”, destacou.
Para o médico Mauro Romero, orientador da pesquisa, embora a análise não possa ser transposta para nível nacional, o estudo é um incentivo para que pesquisas similares e de maior abrangência sejam feitas. Com isso, será possível fazer um retrato mais fiel da situação do HIV no País e, consequentemente, a adoção de políticas públicas mais eficazes. 
“Esse imaginário popular, e mesmo de alguns profissionais médicos, de que aumentam os casos de HIV no carnaval, não é verdadeiro. O mundo não pode mais ficar no ‘achismo’. Não há números que suportem essa hipótese. Esse estudo deve ser ampliado para se criar uma estratégia de combate ainda mais eficiente”, defendeu Romero. 
 Fonte : O Fluminense

Uso de remédios contra HIV eleva expectativa de vida na África do Sul

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013


A universalização de tratamentos antirretrovirais em uma zona rural da África do Sul gerou um forte aumento da expectativa de vida em adultos infectados pelo vírus da Aids, revelou um estudo publicado na edição desta sexta-feira (21) da prestigiada revista "Science".
Uma campanha realizada em uma comunidade rural da província de KwaZulu-Natal, onde a taxa de infecção em adultos alcança 29%, gerou um aumento da expectativa de vida de 11,3 anos em um período de oito anos quando este programa foi realizado. Em 2003, a expectativa era de 49,2 anos; em 2011, já era de 60,5 anos. A população da área estudada é de pouco mais de 100 mil habitantes.
"Este se trata de um dos aumentos de expectativa de vida mais rápidos já observados na história da saúde pública", avaliou Till Bärnighausen, professor de Saúde Pública da Universidade de Harvard e diretor do estudo.
"A universalização de tratamentos antirretrovirais realizados pelo setor público inverteu amplamente o declínio da expectativa de vida, que resultava das infecções pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) nos anos 1990 e no começo de 2000 nesta província", informou Jacob Bor, pesquisador da faculdade de saúde pública da Universidade de Harvard e principal autor deste trabalho.
Estudos anteriores já haviam mostrado uma melhora importante na saúde graças a estes tratamentos em testes clínicos. Mas estes são os primeiros trabalhos a medir diretamente o impacto na expectativa de vida de toda uma população.
África do Sul, o país com maior número de portadores do HIV no mundo, tem também o maior programa de antirretrovirais, com cerca de 1,7 milhão de beneficiários de um total de 5,6 milhões de soropositivos.
Fonte: G1

Alimentação: pães saborosos e ao mesmo tempo saudáveis


A grande oferta de pães integrais nas prateleiras dos supermercados torna sua escolha uma tarefa nem sempre fácil, afinal, tem pão com tudo quanto é grão, castanha e sementes. Mas será que ao levar esse tipo de produto para casa, você sabe realmente o que está consumindo? Uma avaliação realizada pela Proteste no final do ano passado revelou que não. 
A pesquisa da associação de consumidores constatou que, por falta de legislação, o consumidor compra esse tipo de pão sem saber o que está levando. Por isso, solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) urgência no aprimoramento da norma vigente (RDC nº 263/2005), de modo a definir padrões de identidade, qualidade e teor mínimo de grãos nos produtos à base de cereais integrais. 
Em laboratório, foi avaliada a quantidade de fibra alimentar e a rotulagem de sete marcas de pães integrais (Bread Life, Firenze, Grãolev, Milani, Nutrella, Plus Vita, Wickbold) para mostrar a situação, sem comparar ou eleger um produto. Constatou-se discrepância entre os valores informados no rótulo e os encontrados em laboratório. A legislação permite diferença de até 20% para mais ou para menos na tabela de informações nutricionais e somente uma marca (Milani) respeitava essa margem. 
O resultado apontou, ainda, que todos os produtos apresentavam alto teor de fibras, característica essencial desse tipo de pão. Com base na “lista de ingredientes” que, segundo as normas deve ser descrita em ordem decrescente de quantidade, verificou-se também que quatro marcas (Bread Life, Grãolev, Milani e Wickbold) têm na receita maior quantidade de farinha de trigo tradicional, em comparação à integral. O que, segundo a Proteste, seria estranho, quando se trata de um produto integral. 
A nutricionista Gabriela Marcelino observa que o consumidor não tem como avaliar um rótulo a nível laboratorial, porém, pode e deve ficar atento aos ingredientes contidos no pão, como o tipo de farinha, se leva sal ou se contém ou não açúcar. 
“Para se ter certeza da quantidade expressa na tabela de valores nutricionais, é preciso saber a quantidade exata de ingredientes usados na composição do produto e calculá-la com base em tabelas nutricionais idôneas, como a Taco da Unicamp, mas essa quantidade é segredo industrial. Outra alternativa é lançar mão da análise laboratorial para saber se existem determinadas gramas de fibras em comparação com o rótulo, como feito nesse teste em que se constatou o conflito”, explica a nutricionista. 
Segundo Gabriela, conforme mostrado no teste, a falta de parâmetros detalhados pela legislação leva fabricantes a utilizarem, legalmente, farinha de trigo branca e farelo de trigo nos pães integrais. Por isso, orienta que se fique atento a esse ingrediente. Ela acredita que um produto rico em farinha branca não oferece os benefícios daquele feito principalmente com trigo não processado. 
“‘Integral’ é qualquer produto que leve algo em torno de 20 a 25% de um componente de forma integral, por isso muitos pães podem ter tudo refinado, incluindo farinha branca, mas se têm determinada porção de castanha-do-pará, por exemplo, já podem ser considerados integrais”, esclarece a nutricionista Vânia Barberan, da Associação de Nutrição do Estado do Rio de Janeiro (Anerj). “Isso é muito enganoso, mas a legislação brasileira permite isso quando não estabelece parâmetros para esse tipo de produto. A indústria utiliza, portanto, o termo integral mais como marketing do que como oferta de um produto de qualidade”, acrescenta. 
Outro item a ser avaliado, segundo Gabriela Marcelino, é o tipo de gordura. “Deve-se evitar alimentos ricos em gordura trans”, pontua, recomendando, ainda, a variação de produto. 
“Uma alimentação saudável e equilibrada está na variação de alimentos. No caso do pão integral, isto serve para a quantidade de grãos, se tem sementes oleaginosas ou não. Deve-se dar preferência a marcas conhecidas, idôneas, e antes de comprar uma nova, sempre consultar alguém que já a tenha usado. E em caso de dúvidas, procure tirá-las com o fabricante”, indica. 
Sobre opções light, Gabriela explica que o pão light é sempre comparado ao produto tradicional da mesma marca, e deve apresentar 25% menos calorias, gorduras e açúcares. Portanto, seu o valor calórico varia muito a ponto de alguns light serem mais calóricos que tradicionais de outras marcas, é preciso se ater à embalagem.
Integral ou não: eis a questão
A nutricionista Vânia Barberan alerta para uma desvantagem do pão integral: os conservantes. Segundo ela, a farinha de trigo integral não dá liga – o pão feito essencialmente com ela fica duro e com validade curta, estragando ou mofando rápido. Mesmo que o pão só tenha um componente nessa forma, que pode ser uma passa inteira (ingrediente que estraga fácil), “as indústrias utilizam uma quantidade de conservadores, aditivos, maior que nos demais”. 
“Oriento meus pacientes a prestarem atenção: quanto maior a quantidade de componentes com nomes estranhos, como antiumectante, acidulantes, mais deve ser evitado o produto. Esses ingredientes obscuros são usados para conservar o pão macio por mais tempo, palatável e com aroma agradável, mas podem prejudicar a saúde”, destaca Vânia Barberan. 
“Se você já tem uma alimentação saudável, equilibrada, não faz mal comer de manhã um pão de padaria, do tipo francês (ou de sal), aquele que fica duro no dia seguinte, justamente por conter menos desses conservadores, que a indústria acaba vendendo como uma vantagem”, argumenta. 
Segundo a nutricionista, fibra faz bem, mas não é por ela que se deve dar preferência ao pão integral. “Fibra por fibra, é muito mais vantagem comer legumes e verduras do que pão. No café da manhã, é mais saudável comer um pãozinho francês com manteiga, tomar um iogurte, comer uma fruta, uma castanha-do-pará, tudo sem conservadores, do que comer um pão integral”, ensina.

Fonte: O Fluminense

Pesquisa mostra que 68% das pessoas compram genéricos no país


Pesquisa feita pelo Instituto Datafolha em 12 capitais brasileiras sobre o perfil dos consumidores em farmácias particulares aponta que 68% das 1.611 pessoas entrevistadas têm o hábito de comprar medicamentos genéricos.
Outros 25% dos homens e mulheres ouvidos – todos acima dos 18 anos – declararam adquirir remédios de marca. Entre a classe A, essa taxa subiu para 42%. Os demais indivíduos disseram usar outros tipos de drogas: similares, biológicas, manipuladas, homeopáticas e fitoterápicas. Os índices de cada um desses produtos, porém, não ultrapassaram os 2%.
O levantamento do Datafolha – feito entre os dias 6 e 7 de novembro e concluído no fim de dezembro do ano passado – revela, ainda, que 94% da população adulta entrevistada tem o hábito de fazer compras regularmente em farmácias e drogarias.
Entre o público que costuma frequentar as farmácias do país, segundo o Datafolha, 55% são mulheres, 65% têm entre 26 e 59 anos, 43% têm ensino médio e 23% concluíram o curso superior, 48% pertencem à classe C e 70% exercem alguma atividade remunerada.
Os resultados mostram também como os clientes identificam os vendedores e o farmacêutico responsável ao chegar ao local. Ao todo, 79% conseguem saber quem são os balconistas e 46%, quem é o farmacêutico.
A pesquisa quantitativa foi feita a pedido do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), instituição de pós-graduação centrada no mercado farmacêutico. Os participantes responderam a um questionário de 18 minutos de duração em pontos de fluxo de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife, Fortaleza, Campo Grande, Goiânia, Belém e Manaus.
Fonte : G1