Pular para o conteúdo principal

Como a narrativa é usada para tornar a medicina mais humana


"Linha surgida nos anos 1990 defende que o ato de narrar histórias de doenças força os médicos a ouvir atentamente e a compreender o paciente para além do atendimento 


Uma avaliação realizada pelo Ministério da Saúde em 2001 mostrou que as pessoas que recorrem ao sistema público de saúde no Brasil estão mais preocupadas com a capacidade do médico de compreendê-las e com a maneira como serão atendidas do que com a falta de médicos, de espaço físico nos hospitais e de remédios. 
“Na verdade, o que o paciente quer é ser cuidado por alguém que, além de competência técnica, saiba entendê-lo como um ser humano com sentimentos, que busca uma explicação para sua enfermidade e que anseia por respeito e amparo em seu sofrimento”, escreveram Maria Auxiliadora de Benedetto e Dante Gallian, do Centro de História e Filosofia das Ciências da Saúde da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), em um estudo sobre a desumanização da saúde. 
Segundo eles, o modelo de medicina com ênfase na tecnologia e no progresso científico não “contempla as dimensões sutis do ser humano”. 
Em resposta a esse modelo, e para tentar diminuir os efeitos desse processo de desumanização expresso em filas, tratamentos desrespeitosos e insensibilidade dos funcionários em relação ao sofrimento das pessoas, algumas iniciativas foram postas em prática nos últimos anos, como o Programa Saúde da Família, considerado desde 1999 pelo governo federal como uma estratégia estruturante dos sistemas municipais de saúde, e a Política Nacional de Humanização da Saúde, de 2003. 
Uma corrente de médicos defende ainda que alguns modelos precisam ser incorporados ao ensino para ajudar a melhorar a formação humanística dos profissionais. Um deles é a chamada medicina narrativa."




Comentários

Populares

Campanha Hanseníase 2018

Fonte: Portal da Saúde

UFF Responde: Tuberculose

  No dia 17 de novembro é celebrado o Dia Nacional de Combate à Tuberculose, data que reforça a importância da conscientização sobre uma das doenças infecciosas mais antigas e ainda presentes no mundo. Segundo dados do  Ministério da Saúde , o Brasil registrou cerca de 84 mil novos casos em 2025, o maior número das últimas duas décadas. Fatores como a desigualdade social, dificuldade de acesso aos serviços de saúde e   o abandono do tratamento contribuem para o avanço da doença. O problema também é agravado pela disseminação de desinformação sobre vacinas e doenças infecciosas, o que dificulta o enfrentamento da tuberculose e retarda o diagnóstico precoce — essencial para interromper a cadeia de transmissão. Causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, a enfermidade afeta principalmente os pulmões e pode ser transmitida pelo ar, por meio da tosse, fala ou espirro de pessoas infectadas. Apesar de ter cura e tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a tube...

Fale com a Biblioteca

📝 Olá! Queremos saber como tem sido a sua experiência com as bibliotecas da UFF até agora.  . 👨‍💻Estamos empenhados em melhorar nossos serviços virtuais. Para isso, a Coordenação de Bibliotecas da Superintendência de Documentação da Universidade Federal Fluminense desenvolveu um formulário on-line para mapear as necessidades da nossa comunidade acadêmica. . 📝Preencha o formulário e nos ajude a oferecer serviços melhores para vocês. São apenas 15 perguntas rápidas. Vamos lá? . 🔎Onde responder? Em https://forms.gle/jmMv854ZrikiyRs29 (link clicável na Bio) . 🔺Quem deve responder? Alunos, técnicos-administrativos e professores da UFF, ex-aluno da UFF, alunos, professores e técnicos de outras instituições que utilizam as bibliotecas da UFF. . 👩‍💻Apesar de estarmos fechados para os serviços presenciais, estamos atendendo on-line pelo DM ou e-mail. . #UFF #SDC #BFM #gtmidiassociaisuff #bibliotecasuff #uffoficial  

NBR 6028:2021 atualizada

 

Risco de trombose