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Pesquisa aponta que droga usada contra Alzheimer pode proteger fetos do zika

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Uma droga usada há anos para controlar o Alzheimer se mostrou promissora, em estudos com animais, para evitar o efeito devastador do vírus zika no sistema nervoso central de fetos, durante a gestação. A pesquisa, desenvolvida pelo professor Mauro Teixeira, da Universidade Federal de Minas Gerais, foi apresentada nesta quarta-feira, no Simpósio Internacional de Zika, que acontece na Academia Nacional de Medicina, no Centro do Rio.

— Não se trata de um antiviral. Esse fármaco impede a doença, ou seja, a morte neuronal, reduzindo o dano no cérebro. O ideal é que ele seja combinado a um antiviral, quando se desenvolver um. Mas ainda precisamos de mais testes para comprovar sua segurança em gestantes e eficácia — ressaltou Teixeira.

Com testes mais avançados, uma vacina de DNA contra o zika desenvolvida pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos Estados Unidos também mereceu destaque no evento organizado pela Fiocruz.

Segundo a cientista da UFRJ Leda Castilho, que participa do grupo de pesquisa nos Estados Unidos, a vacina começou a ser testada em humanos no dia 3 de agosto:

— Os resultados obtidos em macacos foram muito bons, com 94% protegidos. Os primeiros dados dos testes com humanos devem sair no início de 2017.

Esta semana, a Fiocruz Bio-Manguinhos conseguiu a liberação da Anvisa para comercializar um teste rápido de zika, que pode identificar, em 20 minutos, se o paciente está com o vírus ou se o contraiu em algum momento da vida.

O teste inicialmente será produzido apenas nos Estados Unidos, mas poderá ser importado e rotulado no Brasil em cerca de 30 dias. Posteriormente, ele poderá ser fabricado no país.

O Ministério da Saúde informou que comprou 3,5 milhões de testes semelhantes do laboratório público Bahiafarma e que eles estarão disponíveis a partir deste mês na rede pública.

De acordo com a Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria estadual de Saúde, entre 1º de janeiro a 11 de outubro deste ano, foram notificados 65.393 casos suspeitos de zika no estado do Rio, com três mortes registradas no primeiro semestre. Desde o início do monitoramento, até o último dia 29 de outubro, 145 casos de microcefalia associados a infecções congênitas foram confirmados no estado. Outros 387 casos de microcefalia estão em investigação para definição das causas e 264 foram descartados, seguindo os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.


Fonte: Jornal Extra

Cientistas desenvolvem novo tipo de teste de HIV em pendrive

Cientistas do Reino Unido desenvolveram um tipo de teste de HIV usando um pendrive que pode fazer uma leitura rápida e altamente precisa de quanto vírus se encontra no sangue do paciente.
O dispositivo, criado por cientistas do Imperial College de Londres e pela empresa privada norte-americana DNA Electronics, usa uma gota de sangue para detectar o HIV, e depois cria um sinal elétrico que pode ser lido por computadores, laptops e aparelhos portáteis.
Os pesquisadores dizem que a tecnologia, embora ainda em seu estágio inicial, poderia permitir que os pacientes monitorem regularmente seus níveis de vírus, mais ou menos como os portadores de diabete verificam os níveis de açúcar no sangue.        
A tecnologia poderia ser particularmente útil para ajudar pacientes com HIV que vivem em locais remotos a administrar seu tratamento de maneira mais eficaz, já que os testes atuais de detecção dos níveis de vírus demoram ao menos três dias e exigem o envio de uma amostra de sangue a um laboratório.
"Monitorar a carga viral é crucial para o sucesso do tratamento de HIV. No momento, os exames muitas vezes exigem um equipamento caro e complexo que pode demorar alguns dias para produzir um resultado", disse Graham Cooke, que co-liderou a pesquisa do departamento de medicina do Imperial College.
"Pegamos o trabalho que é feito neste equipamento, que tem o tamanho de uma fotocopiadora grande, e o encolhemos até caber em um pendrive."
O exame, que usa um chip de celular, analisa uma gota de sangue colocada em um local do pendrive. Qualquer HIV presente na amostra desencadeia uma mudança de acidez, que o chip transforma em um sinal elétrico. Este é enviado ao pendrive, que mostra o resultado em um computador ou aparelho portátil.
Publicados no periódico científico "Scientific Reports", os resultados revelaram que o teste com o pendrive teve 95 por cento de eficiência com mais de 991 amostras de sangue, e que o tempo médio de leitura foi de 20,8 minutos.
Fonte: G1

Novo laboratório no Brasil usará inteligência artificial para fazer previsões em saúde

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

A mesma tecnologia que possibilita que um aplicativo indique qual é o caminho sem trânsito ou sugira quais séries você deve gostar de assistir pode revolucionar a saúde num futuro próximo. Um laboratório que será inaugurado este mês na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) já está usando os conceitos de big data e machine learning para fazer previsões importantes para a saúde pública.

O machine learning é um tipo de inteligência artificial em que o computador usa dados coletados (conjunto chamado de big data) para reconhecer padrões e tendências de modo a “aprender” com a experiência e fazer previsões seguras.
“A ideia é incentivar o uso de dados e métodos rigorosos para resolver os principais problemas de saúde pública no Brasil”, diz o economista Alexandre Dias Porto Chiavegatto Filho, professor da FSP-USP e coordenador do Laboratório de Big Data e Análise Preditiva em Saúde (Labdaps).
Um exemplo de como isso já está sendo aplicado é o supercomputador Watson, da IBM. Capaz de “ler” uma quantidade enorme de artigos científicos, diretrizes de sociedades médicas, base de dados de pacientes, o sistema usa toda essa informação para ajudar médicos a fazerem diagnósticos difíceis ou pesquisadores a encontrarem moléculas candidatas a tratar determinadas doenças, por exemplo






 (Foto: Infográfico G1)

Células-tronco criadas em laboratório regeneram corações de macacos

Em um passo à frente rumo à regeneração de órgãos, células-tronco desenvolvidas a partir de células da pele de macacos revitalizaram corações doentes de cinco animais, anunciaram cientistas nesta segunda-feira (10).
O experimento representa um avanço na direção da meta de se estabelecer uma fonte ampla e indiscutível de células revitalizadas para serem transplantadas em vítimas de ataques cardíacos, escreveram pesquisadores em um estudo publicado na revista científica "Nature".
Isto evitaria a necessidade de coletar células-tronco de embriões ou dos próprios transplantados.
A equipe de cientistas utilizou as denominadas células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs).
Elas são desenvolvidas ao se estimular células maduras, já especializadas - como as da pele - a voltarem ao estado neutro, juvenil, a partir do qual podem dar origem a qualquer outro tipo de célula humana.
Antes do surgimento da técnica iPSC, as células-tronco pluripotentes eram coletadas de embriões humanos, que são destruídos no processo - uma prática controversa.
Há uma terceira categoria de células-tronco, que podem ser diretamente coletadas de seres humanos. Estas células-tronco "adultas" são encontradas dentro de certos órgãos, inclusive o coração, e existem para recompor células danificadas.
Células-tronco adultas do coração já foram usadas em nível experimental para tratar vítimas de ataques cardíacos. E o tratamento com células-tronco embrionárias demonstrou ser promissor no tratamento da insuficiência cardíaca severa.
Mas a equipe de cientistas japoneses afirmaram que seu estudo foi o primeiro a utilizar células iPSCs para consertar um dano cardíaco.
As células humanas iPSCs são há tempos consideradas uma fonte promissora de células para reparar o coração.
Mas desenvolvê-las a partir das próprias células do paciente era "demorado, trabalhoso e custoso", enquanto as células cardíacas desenvolvidas a partir das células de outra pessoa podiam ser rejeitadas pelo sistema imunológico do receptor, escreveram os pesquisadores.
Nas experiências com macacos, os estudiosos selecionaram uma molécula em uma célula do sistema imunológico que combinou tanto com o doador quanto com os receptores de forma a impedir que o sistema de defesa do corpo identificasse e reagisse às células "invasoras".
Os macacos também receberam drogas imunossupressoras brandas e foram monitorados por 12 semanas.
As células melhoraram a função cardíaca, embora tenham sido observados irregularidades nos batimentos (arritmia), destacaram os pesquisadores. Mas, o importante é que as novas células não foram rejeitadas.
"Ainda temos alguns obstáculos, incluindo o risco de formação de tumores, arritmias, o custo, etc", enumerou, em declarações à AFP, o coautor do estudo, Yuji Shiba, da Universidade Shinshu, do Japão.
Mas ele disse estar confiante de que as células cardíacas iPSC serão testadas em humanos "em alguns anos".
Especialistas que não participaram do estudo consideraram-no um avanço, mas advertiram que há um longo caminho a percorrer.
"Eu não acredito que o tratamento com células-tronco para insuficiência cardíaca vá se tornar realidade em muitos anos", avaliou o cardiologista Tim Chico, da Universidade de Sheffield.
Fonte: G1

Nova droga para portadores de HIV será distribuída pelo SUS


O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (28) a oferta do antirretroviral Dolutegravir para cerca de 100 mil pacientes que vivem com HIV no Brasil. A previsão da pasta é que o medicamento comece a ser distribuído na rede pública em 2017.

Inicialmente, o Dolutegravir será ofertado no Sistema Único de Saúde (SUS) a todos os pacientes que estão começando o tratamento e também a pacientes que apresentam resistência a antirretrovirais mais antigos.

De acordo com o ministério, o medicamento será incluído ao novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Manejo da Infecção do HIV, que deve ser atualizado ainda este ano.

Mudança

Atualmente, o esquema de tratamento das pessoas que vivem com HIV, na fase inicial, é composto pelos medicamentos Tenofovir, Lamivudina e Efavirenz, conhecido como 3 em 1. A partir de 2017, o Dolutegravir associado ao 2 em 1 (Tenofovir e Lamivudina) será indicado no lugar do Efavirenz.

Segundo a coordenadora do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Adele Benzaken, o Dolutegravir apresenta um nível muito baixo de efeitos adversos, aspecto considerado bastante importante para a adesão e o sucesso do tratamento contra o HIV.

"O acesso a medicamentos que trazem qualidade de vida faz com que as pessoas passem a utilizar a terapia antirretroviral e a viverem mais", explicou.

Economia

A pasta informou ainda que, a partir de uma negociação com a indústria farmacêutica, o governo brasileiro conseguiu reduzir em 70% o preço do Dolutegravir - de US$ 5,10 para US$ 1,50. Segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a incorporação da droga não altera o orçamento atual do ministério.

"Estamos fazendo o melhor tratamento do mundo com o menor custo", avaliou Barros. "Nós ousamos. Temos clareza de que é possível fazer muito mais com os recursos que temos", completou.

Unaids

A diretora do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) no Brasil, Georgiana Braga, avaliou a incorporação como um momento histórico para os brasileiros que vivem com o vírus.

"É uma resposta à sociedade e uma inovação", disse. "E a negociação de preços vai beneficiar outros países da região e do mundo para que também possam oferecer o medicamento no sistema público deles", concluiu.

Panorama

Desde o começo da epidemia, o Brasil registrou 798.366 casos de aids, no período de 1980 a junho de 2015. No período de 2010 a 2014, o Brasil registrou 40,6 mil novos casos ao ano, em média.

Em relação à mortalidade, houve uma redução de 10,9% nos últimos anos, passando de 6,4 óbitos por ano por 100 mil habitantes em 2003 para 5,7 em 2014.
Fonte: O Fluminense

UFF disponibiliza tratamento odontológico para gestantes


Com o intuito de oferecer tratamento odontológico gratuito para gestantes e quebrar o tabu de que não é adequada sua realização na gravidez, surgiu, na faculdade de Odontologia da UFF, o Projeto de Atendimento às Gestantes. O serviço visa a uma abordagem especial e atenciosa para que as pacientes se sintam à vontade, mesmo em uma situação comumente de desconforto. Dessa forma, os profissionais participantes, alunos e professores, pretendem lidar não apenas com as gestantes, mas também com suas famílias. Além de reforçar a importância dos conceitos de prevenção, educação e do cuidado com a saúde bucal.

Ao levar em conta o contexto do momento gestacional, onde não só o físico da mulher está alterado, mas o emocional também, muitas acabam deixando de lado a saúde bucal. Dentre eles, a equipe do projeto pesquisou e listou que os mais comuns são a dificuldade de acesso ao profissional, problemas financeiros, medo de chegar ao dentista e não ser atendida, o famoso ‘vou deixar para depois’, a contraindicação da família, e o temor de que a odontologia possa gerar algum problema na gravidez.

Ainda é recorrente o mito de que uma extração dentária pode gerar uma hemorragia que levará à perda do bebê. Assim, muitas grávidas optam por deixar de lado as consultas ao dentista. Entretanto, esse pensamento é equivocado, como expõe a coordenadora do projeto odontológico Tereza Cristina Almeida Graça: “O fato de uma gestante apresentar um problema bucal que pode até ser infeccioso é muito mais lesivo e traumático para essa gravidez do que o tratamento em si, que é controlado e feito a partir do uso de anestésicos e antibióticos recomendados por um profissional”.

A partir das análises feitas, a equipe definiu como prioridade facilitar o atendimento odontológico às gestantes e torná-lo atrativo. A coordenadora do projeto explica a solução encontrada para fazer isso possível: “Procuramos acolher a gestante em todos os sentidos para conhecermos um pouco mais as suas ansiedades e também levar esse conhecimento, essa reflexão, de que a saúde bucal tem que ser valorizada. Às vezes é como se as pessoas pensassem ‘a boca é uma coisa e o corpo é outra’ e esquecessem de que tudo é saúde e todo mundo quer saúde durante a gravidez”.
Fonte: O Fluminense

Mutirão fará cirurgias de câncer de mama


Cerca de 840 mulheres que passaram por mastectomia – remoção de uma ou ambas as mamas – serão atendidas gratuitamente por cirurgiões plásticos para o procedimento de reconstrução mamária. O 2º Mutirão Nacional de Reconstrução Mamária, coordenado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBPC), acontece de 24 a 29 de outubro e deve contar com a participação de mais de 800 profissionais da área.

As pacientes que vão participar do mutirão já foram selecionadas e realizaram previamente todos os exames necessários para a cirurgia. A previsão é que pelo menos 842 procedimentos sejam realizados em 98 hospitais do país. Ao todo, 18 unidades da federação que contam com uma regional da entidade participam da ação. São eles: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Pará, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além do Distrito Federal.

Filas - Chaves ressalta  que o Brasil registra cerca de 50 mil casos de câncer de mama anualmente. Desses, em torno de 12 mil pacientes morrem após o diagnóstico. Dos outros 38 mil, cerca de 5 mil conseguem fazer a reconstrução mamária pelo convênio ou plano de saúde, enquanto mais de 30 mil mulheres dependem da rede pública para o procedimento.

“Todos os anos, acumulamos aproximadamente entre 25 mil e 27 mil mulheres que ficam sem realizar a reconstrução mamária. O tempo médio de espera de uma mulher brasileira que permanece mastectomizada na rede pública gira em torno de dez anos. Na França, por exemplo, de cada 100 mulheres submetidas a mastectomia, 82 fazem a reconstrução no primeiro ano após o procedimento”, contou.

Segundo Chaves, em 2012, quando foi realizado o 1º Mutirão Nacional de Reconstrução Mamária, 555 pacientes foram operadas no prazo de uma semana, enquanto a rede pública realizou 1.120 cirurgias em um ano. “É um mutirão de logística muito grande. Este ano, um grande facilitador foi a doação de 500 próteses mamárias por parte de uma empresa fabricante. No primeiro ano, dependíamos que as próteses fossem adquiridas pelas secretarias de saúde de cada estado”.

Outubro Rosa - De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, o tumor na mama é o segundo tipo mais comum de câncer registrado entre mulheres no Brasil e no mundo – atrás apenas do câncer de pele não melanoma. A doença responde por cerca de 25% dos novos casos de câncer registrados todos os anos.

Considerado relativamente raro antes dos 35 anos, o câncer de mama aumenta sua incidência progressivamente a partir dessa faixa etária – sobretudo após os 50 anos. Apesar dos vários tipos de câncer de mama e da variação na evolução, a maioria dos casos, segundo o órgão, tem bom prognóstico desde que precocemente diagnosticado e tratado.

A estimativa é que cerca de 57.960 novos casos de câncer de mama sejam registrados no Brasil este ano. Em 2013, 14.388 pessoas morreram no país em razão da doença, sendo 14.206 mulheres e 181 homens (o tumor também acomete homens, mas de forma mais rara, representando apenas 1% do total de casos).

Em 2016, a campanha Outubro Rosa tem como tema "Câncer de mama: vamos falar sobre isso?". O objetivo é fortalecer as recomendações para rastreamento e diagnóstico precoce e desmistificar conceitos relacionados à doença. A data é celebrada anualmente no intuito de compartilhar informações, promover a conscientização e proporcionar maior acesso a serviços de diagnóstico e tratamento, além de contribuir para a redução da mortalidade.
Fonte: O Fluminense