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A Biblioteca da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense destina-se a alunos, professores e funcionários da área médica da Universidade e a comunidade em geral. Localiza-se na Av. Marquês de Paraná, n° 303, Prédio Anexo - Niterói. Tel. (21) 2629-9329 / 2629-9333 Horário de Atendimento: 2ª a 6ª feira: 8:00 às 20:00 h. Bibliotecárias responsáveis: Danúzia de Paula e Verônica Esteves

terça-feira, 7 de novembro de 2017

                                                                   Novidades!!!                                                                       



Devido a prorrogação dos trials da Minha Biblioteca, e da  "Biblioteca Virtual Pearson (até  30 novembro), solicitamos uma nova a divulgação para os usuários da biblioteca e para as coordenações dessas bases de dados de livros eletrônicos, bem como da "Evolution", expostas abaixo:


1. Biblioteca Virtual Pearson (trial até 30 de novembro)
    Endereço da página: http://aulaaberta.bvirtual.com.br
    login: 20164493
    Senha: 65275


2. Evolution (trial até 30 de novembro)
    Endereço da página: www.evolution.com.br
    Sem senha, basta entrar na página, através dos  IPs da UFF


3 Minha Biblioteca (trial até 30 de novembro)
    Endereço da página: http://trial.minhabiblioteca.com.br/



 Agradecemos, e nos colocamos a disposição para quaisquer orientação.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Como poucas noites mal dormidas já afetam nosso metabolismo e saúde mental

Com a chegada do horário de verão, vem sempre a polêmica. Enquanto alguns celebram os dias mais longos, há quem reclame da "hora a menos" de sono ao adiantar os ponteiros do relógio.

Um estudo da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, já mostrou que os brasileiros estão entre os que menos dormem no mundo. A média é de 7h36 por noite. O que, para muitas pessoas, não é suficiente.
Muitas pesquisas sugerem que reduzir o sono, deliberadamente ou de outra forma, pode ter um impacto sério no organismo.
Algumas noites mal dormidas podem afetar o controle de açúcar no sangue e fazer com que a gente coma demais. Chegam até a bagunçar nosso DNA.
Há alguns anos, o programa da BBC "Trust Me I'm a Doctor" ("Confie em mim, eu sou médico", em tradução livre para o português) realizou um experimento em parceria com a Universidade de Surrey, na Inglaterra. Eles pediram a voluntários que reduzissem suas noites de sono em uma hora durante uma semana.
Simon Archer, que ajudou a executar o experimento, descobriu que o fato de ter uma hora a menos de sono por noite afetou a atividade de diversos genes dos participantes (cerca de 500 no total), incluindo alguns associados à inflamação e ao diabetes.

Noites mal dormidas

Ou seja, não há dúvidas sobre os efeitos negativos da falta de sono no organismo. Mas que efeitos as noites mal dormidas podem ter na saúde mental?
Para descobrir, a equipe do programa "Trust Me I'm a Doctor" se juntou a cientistas do sono da Universidade de Oxford para conduzir um experimento de pequeno porte.
Desta vez, foram recrutados quatro voluntários que têm o hábito de dormir profundamente. Eles foram conectados a dispositivos que monitoram o sono com precisão. Nas três primeiras noites, dormiram oito horas seguidas, sem interrupção.
Já nas três noites seguintes, o sono dos participantes foi limitado a apenas quatro horas.
Diariamente, os voluntários preenchiam um questionário psicológico, desenvolvido para identificar qualquer mudança emocional ou de humor. Eles também gravavam vídeos diários.

E qual foi o resultado?

Sarah Reeve, estudante de doutorado que conduziu o experimento, ficou surpresa com a rapidez com que o humor dos participantes mudou.
"Dado que isso aconteceu após apenas três noites de privação de sono, é muito impressionante", completa.
Três dos quatro voluntários consideraram a experiência desagradável. Mas um dos participantes disse não ter sido afetado.
"Essa semana provavelmente não me afetou tanto quanto pensei ", afirmou Josh. "Me sinto perfeitamente bem - nem feliz, nem triste, estressado ou qualquer coisa."
Os testes realizados mostraram, no entanto, um quadro bem diferente.
As emoções positivas de Josh diminuíram bruscamente após duas noites de sono interrompido, enquanto as emoções negativas começaram a aumentar.
Desta forma, embora ele se sentisse bem, havia sinais de que ele estava começando a ser afetado mentalmente.

'Preso' em pensamentos negativos

O resultado do teste confirma a descoberta de um estudo muito maior, que analisou o impacto da privação do sono na saúde mental de estudantes.
Pesquisadores recrutaram mais de 3,7 mil alunos de universidades do Reino Unido que já tinham relatado dificuldades para dormir.
Eles foram divididos aleatoriamente em dois grupos. O primeiro participou de seis sessões online de Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) destinadas a melhorar o sono. Já o outro recebeu apenas conselhos padrão.
Dez semanas após o experimento, os estudantes que foram submetidos à terapia apresentaram uma redução de 50% nas taxas de insônia, acompanhada de melhorias significativas na pontuação para depressão e ansiedade, além de diminuição da paranoia e alucinações.
A pesquisa, considerada o maior estudo randomizado controlado de tratamento psicológico para a saúde mental, sugere fortemente que a insônia pode causar problemas de saúde mental, em vez de ser simplesmente uma consequência.
Daniel Freeman, professor de psicologia clínica na Universidade de Oxford, que liderou o estudo, acredita que uma das razões pelas quais a privação do sono é tão prejudicial para nossos cérebros é porque ela incentiva o pensamento negativo repetitivo.
Ele não acredita, no entanto, que algumas noites mal dormidas signifiquem que a pessoa vai ter uma doença mental. Mas, segundo ele, o risco de fato aumenta.
"A cada noite, uma em cada três pessoas está tendo dificuldade para dormir. Talvez 5% a 10% da população geral tenha insônia. Muita gente lida com isso e segue com suas vidas. Mas isso aumenta o risco de uma série de dificuldades relacionadas à saúde mental."
Mas há também o lado positivo. A pesquisa mostra que ter uma boa noite de sono pode ajudar a melhorar a sensação de bem-estar.
Norbert Schwarz, professor de psicologia da Universidade do Sul da Califórnia, faz uma metáfora.
"Ganhar US$ 60 mil (R$ 196 mil) a mais por ano tem menos efeito na sua felicidade diária do que uma hora a mais de sono por noite", afirma.
Sendo assim, tenha uma boa noite.

Inscrições para programas de residência do IFF se encerram neste mês

Os programas de residência do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) estão com inscrições abertas até 16 de novembro de 2017.
A residência em saúde é uma modalidade de pós-graduação lato sensu que constitui um programa de formação em serviço, destinado aos profissionais da área de saúde, sob orientação/supervisão de profissionais altamente qualificados, seguindo orientações específicas da legislação que rege cada modalidade. No IFF, os programas se dividem em: Residência MédicaResidência em Enfermagem e Residência Multiprofissional.
Mais informações sobre os programas podem ser obtidas na página de ensino do IFF ou através de contato com o Centro de Estudos Olinto de Oliveira pelos telefones (21) 2554-1700 / 2553-6504 ou pelo e-mail residencias2018.iff.fiocruz@gmail.com.
Fonte: Fiocruz

Icict abre inscrições para especialização em Comunicação e Saúde 2018

O Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), está oferecendo o curso de especialização em Comunicação e Saúde 2018, voltado para graduados nas áreas de saúde, comunicação e afins, que atuam ou desejam atuar nas instituições de saúde, comunicação, movimentos sociais, programas e projetos a elas relacionadas. O curso é do Laboratório de Comunicação e Saúde - Laces/Icict, coordenado pelos pesquisadores Janine Cardoso e Igor Sacramento.
Considerado um dos melhores cursos do país na área, as inscrições para a especialização começam dia 1º de novembro de 2017, oferecendo apenas 20 vagas. Com início em março de 2018, o curso tem carga horária de 370 horas, sendo concluído em março de 2019. As aulas serão de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, uma semana por mês, e o conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Fundamentos e políticas de SaúdeFundamentos e Políticas de Comunicação e SaúdeMetodologia de Pesquisa e de Planejamento e Análise de Estratégias e Práticas de Comunicação e Saúde, além de uma oficina.
A especialização tem, dentre seus objetivos, a identificação e discussão das principais tendências da comunicação na sociedade contemporânea e sua influência na criação/redefinição de valores e práticas relacionadas com a saúde. As inscrições devem ser realizadas até o dia 8 de janeiro de 2018, pelo site da Plataforma SIGA.
Para mais informações sobre a inscrição e a documentação necessária, consulte a chamada pública no site do Icict ou entre em contato com a Gestão Acadêmica do Icict pelo telefone (21) 3882-9063, entre 9h e 16h, ou pelo e-mail gestaoacademica@icict.fiocruz.br – colocando no assunto “Inscrição no Curso de Especialização, Comunicação e Saúde”. A Gestão Acadêmica do Icict/Fiocruz fica na Av. Brasil, 4.036, sala 210, Prédio da Expansão do Campus, em Manguinhos, Rio de Janeiro (RJ).

Fonte: Fiocruz

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Serviços de saúde terão o dobro de recursos para diagnóstico do câncer de mama

Ministério da Saúde vai triplicar o número de exames mais precisos para a identificação da doença e início do tratamento. Estima-se que em 2017, 58 mil mulheres terão esse tipo de câncer

No mês dedicado à prevenção do câncer de mama, o Ministério da Saúde aumentou em média 100% os valores de exames essenciais no diagnóstico da doença. A expectativa é triplicar o número de procedimentos mais precisos para a identificação do tumor. Por ano, serão mais R$ 9,4 milhões para esse atendimento. Em 2016, foram investidos R$ 4,1 milhões na realização desses procedimentos. A Portaria foi publicada no Diário Oficial da União e anunciada nesta segunda-feira (23) pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros.
Para o ministro da Saúde, Ricardo Barros, essa medida visa estimular e ampliar o acesso ao exame e diagnóstico. “Precisamos ter mais agilidade na identificação da doença e na resposta dos resultados, para que tenha mais efetividade no tratamento ofertado. Nosso objetivo é garantir maior acesso aos exames que tenham mais resolutividade, de acordo com a indicação médica, no diagnóstico. Quanto mais cedo confirmar a doença, mais cedo se inicia o tratamento, aumentando as chances de cura”, ressaltou o ministro.
Em grande parte dos casos, o câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, aumentando as chances de tratamento e cura. Após a mamografia, são indicados exames para o diagnóstico definitivo da doença que vão apoiar a decisão médica no tratamento. Todos esses procedimentos tiveram reajuste e a expectativa é triplicar o atendimento dos três mais precisos: punção de mama por agulha grossa, biópsia e anatomopatológico. Em 2016, foram registrados 69,3 mil exames e, neste ano, o total deve ultrapassar 200 mil.
O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que cerca de 58 mil mulheres terão câncer de mama em 2017. Obesidade, sedentarismo estão entre os fatores de risco para o desenvolvimento da doença, diante do aumento de gorduras e da produção de hormônios.
EXPANSÃO - O Ministério da Saúde tem expandido a oferta de exames para identificação do câncer de mama. Atualmente, são destinados R$ 4 bilhões por ano para o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde. Nos últimos sete anos, os recursos para procedimentos como cirurgia oncológica, radioterapia, quimioterapia e iodoterapia, cresceram 87,5%, passando de R$ 1,6 bilhão em 2009, para R$ 4 bilhões em 2016.
Também é observado aumento de mamografias realizadas. Entre 2010 e 2016 registra-se um aumento de 35%, passando de três milhões para mais de quatro milhões de exames, sendo que 62,2% de mamografias em mulheres de 50 a 69 anos. Como o aspecto da mama muda com a idade, a realização de mamografia é mais efetiva no período pós-menopausa.
RADIOTERAPIA – O Ministério da Saúde firmou a compra dos 100 aceleradores lineares para todo o país. Serão priorizados novos serviços, desconcentrando a oferta dos serviços. Os projetos estão em andamento e serão executados dentro das atividades previstas do Plano de Expansão dos Serviços de Radioterapia. Cabe ressaltar que os aceleradores lineares são equipamentos de altíssima complexidade tecnológica e não podem ser instalados sem os devidos cuidados com a proteção radiológica. As instalações exigem espaço físico com características peculiares e distintas das construções tradicionais de estabelecimentos e unidades de saúde, uma vez que envolve, por exemplo, sistemas de climatização específicos, refrigeração da água, sistema elétrico diferenciado e maior espessura das paredes.
Nos últimos anos, observou-se uma crescente oferta da radioterapia no país. Em 2010, foram realizados 8,3 milhões procedimentos de radioterapia. Em 2016, realizou-se 10,45 milhões, um aumento de 25,9%. Vale ressaltar que essa ampliação também é resultado do investimento realizado pelo Ministério da Saúde na compra de aceleradores lineares por meio de convênios. Em 2016, foram realizados 26,5 milhões de procedimentos de radioterapia, quimioterapia e cirurgias oncológicas, além dos exames preventivos de mamografias e Papanicolau. Em 2017, entre janeiro até o momento, foram registrados 8,15 milhões de procedimentos. Atualmente, são 283 aparelhos de radioterapia no Brasil.
Por Nicole Beraldo e Victor Maciel, da Agência Saúde

Atendimento à imprensa - (61) 3315- 3880 / 3580

Estação do VLT Carioca recebe a exposição ‘A Mulher e o Câncer de Mama no Brasil’







Sete mulheres reunidas com as mãos na frente dos seios




Os seios femininos são fonte de variadas simbologias nas diferentes culturas, mais do que qualquer outra parte do corpo humano. Com 21 painéis, a exposição A Mulher e o Câncer de Mama no Brasil aborda aspectos históricos, médicos e culturais das mamas, com foco especial no câncer e nas ações para o seu controle no País. Com o estigma de doença mutiladora, hoje o câncer de mama pode ser diagnosticado precocemente e dispõe de alternativas de tratamento e de cura. A mostra é fruto do projeto História do Câncer - atores, cenários e políticas públicas, parceria entre o Inca e a Casa Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), a exposição integra a campanha Outubro Rosa e pode ser conferida na Estação Rodoviária do VLT Carioca (Veículo Leve sobre Trilhos).

Partindo da estrutura anatômica da mama, o público confere diversos módulos temáticos, entre os quais: Os seios na arte; Os seios como fonte de vida; Lendas, mitos e religiosidade; Os seios e a emancipação feminina; O câncer de mama na Antiguidade; Cirurgia moderna; Dos raios X à mamografia; Outros meios diagnósticos; Tratamento; Promovendo a autoestima; Fatores de risco e de proteção; Ações nacionais de controle do câncer de mama; Outubro Rosa; Rastreamento mamográfico em debate e Para controlar o câncer de mama no Brasil.

O câncer de mama resulta do crescimento desordenado de células com potencial invasivo, que se dá a partir de alterações genéticas (hereditárias ou adquiridas). Existem vários tipos de câncer de mama. Alguns evoluem de forma rápida, outros, não. A maioria dos casos tem bom prognóstico. Por isso, a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença.

De acordo com a empresa, o objetivo do VLT Carioca ao receber a exposição A mulher e o câncer de mama, do Museu da Vida, é ir além da prestação de um serviço público de transporte. “É se engajar em causas de relevância para a sociedade e contribuir para a sensibilização em relação à prevenção da doença. Por isso escolhemos a Estação Rodoviária, uma das mais movimentadas do sistema, para receber a mostra e, com isso, alcançar o maior número de pessoas possível”, completou.




Outubro Rosa
A campanha Outubro Rosa ganhou força na última década de 1990 e tinha como objetivo estimular a participação popular na luta contra o câncer de mama. Criada pela Fundação Susan G. Komen for the Cure, escolheu como símbolo o laço cor-de-rosa, que foi distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada na cidade norte-americana de Nova York. A partir de 1997, várias entidades passaram a comemorar a data, promovendo ações de mobilização para o diagnóstico precoce da doença. Inicialmente, as cidades se enfeitavam com laços rosa nos locais públicos. Hoje muitas as ações, como corridas, desfile de modas com pessoas que superaram o câncer, iluminação de monumentos e prédios públicos com a cor rosa fazem parte do Outubro Rosa em várias partes do mundo.

Para saber mais sobre esta e outras exposições itinerantes da Fiocruz, visite o site do Museu da Vida
Serviço

Exposição: “A Mulher e o Câncer de Mama no Brasil”
Local: Estação Rodoviária do VLT Carioca
Visitação: 24 a 31 de outubro. Grátis
Horário: das 6h à meia-noite.
Endereço: rua Santo Cristo, 123-131, Santo Cristo, Rio de Janeiro - RJ.
Telefone para atendimento: 0800-000-0858

Fonte: Fiocruz 

Brasileiro tem conhecimentos falhos sobre o câncer


Apesar de temer o câncer, o brasileiro ainda tem conhecimentos muito falhos sobre a doença, revela pesquisa inédita divulgada nesta terça-feira pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc), véspera do início do XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica, que acontece desta quarta até domingo no Rio de Janeiro.

De acordo com o levantamento, intitulado “Panorama sobre grau de informação, hábitos e atitudes do brasileiro em relação ao câncer”, 44% das 1,5 mil pessoas ouvidas nos 26 estados da Federação, mais o Distrito Federal, admitiram ter um conhecimento apenas “mediano” sobre o câncer (notas 5 a 7 em uma escala que varia de 1 a 10). Outros 26% afirmaram entender profundamente sobre o tema (notas 8 a 10), enquanto 31% pouco sabem sobre a doença (notas 1 a 4) – a soma ultrapassa os 100% devido a arredondamentos dos valores.

Já os tipos de câncer que o brasileiro mais conhece estão justamente os que mais atingem a população segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Na pesquisa da Sboc, 94% responderam já terem ouvido falar do câncer de mama, 90% dos de próstata e pulmão, 89% do de pele, 87% da leucemia e 86% do câncer de colo do útero.

De acordo com o Inca, entre os homens o câncer de próstata responde por 28,6% dos novos casos anuais da doença, num total de cerca de 61,2 mil, seguido pelo de traqueia, brônquio e pulmão, com 8,1%, ou 17,3 mil, casos. Entre as mulheres, por sua vez, são registrados quase 58 mil novos casos de câncer de mama, ou 28,1% do total, com o de colo do útero na terceira posição (7,9%, ou 16,3 mil casos) e os de traqueia, brônquio e pulmão em quarto, com 5,3% e 10,9 mil casos.

Por outro lado, o brasileiro pouco citou menos outros cânceres muito comuns tanto em homens quanto em mulheres, como os de intestino e estômago. Apesar de ficarem em segundo e quinto lugar na incidência nas mulheres e em terceiro e quarto entre os homens, estas formas da doença foram esquecidas por cerca de um em cada cinco dos entrevistados.

- Essa estatística reforça a importância da realização de grandes campanhas informativas e educacionais para a população, uma vez que os tipos de câncer mais reconhecidos são aqueles alvos de ações como o “outubro rosa” e “novembro azul”, por exemplo – diz Cláudio Ferrari, diretor de Comunicação da Sboc.

Com relação aos fatores de risco, 93% dos brasileiros apontaram o tabagismo entre as principais causas do desenvolvimento da doença, seguido de herança genética (84%) e exposição ao Sol (83%). Mesmo assim, 21% dos entrevistados discordaram que fumar ocasionalmente possa causar câncer, enquanto 27% não identificaram relação entre obesidade e sobrepeso e risco para a doença e 26% não a relacionaram com doenças sexualmente transmissíveis.

Diante disso, o comportamento do brasileiro também se mostrou pouco saudável na prevenção do câncer. Quase a metade confessou não praticar exercícios com qualquer frequência, proporção que é ainda maior entre as mulheres (56%) e nas pessoas com mais de 50 anos (54%). Além disso, 43% ingerem bebidas alcoólicas regularmente e 14% ainda fumam, sendo que 30% deles consomem um maço por dia, e 9% mais de dois maços diários.

A falta de informação sobre variações importantes de câncer se reflete também em desconhecimento de sintomas importantes da doença que possibilitariam seu diagnóstico precoce. Assim, por volta de um em cada cinco brasileiros não reconhece que sangue nas fezes, perda de peso, sangue na urina ou dor no estômago são possíveis sintomas de um câncer.

Outro empecilho ao diagnóstico precoce é a baixa procura por exames preventivos. Assim, apesar de 80% reconhecerem a importância de check ups regulares, apenas 49% o fazem. Além disso, 24% dos brasileiros admitem não realizarem nenhum levantamento preventivo. E embora a maioria justifique não fazê-lo por não ter plano de saúde (29%) ou tempo para tanto (28%), um em cada cinco (20%) não acha necessário este tipo de pesquisa, e 11% temem descobrir algum problema pois “quem procura, acha”. Isto apesar de o câncer ser um profundo temor do brasileiro. Na pesquisa, 41% dos entrevistados disseram ter muito medo da doença, resultado impactado principalmente pelas mulheres (48%).

Por fim, a pesquisa revela que o brasileiro ainda acredita em alguns mitos em torno do câncer. Desta forma, apesar de o otimismo prevalecer quando o assunto é a cura da doença, com 80% afirmando ser possível vencer a doença, sendo 80% com radioterapia e 79% com a combinação de tratamentos existentes, 78% ainda apontam a “fé” como um possível caminho para tanto, 62% uma “alimentação natural”, 39% dietas “vegetarianas ou veganas”, 34% “medicina oriental” ou meditação e 26% acreditam que basta estimular o próprio corpo para se curar.

- Por meio do “Panorama do conhecimento, hábitos e estilo de vida dos brasileiros em relação ao câncer” é possível identificar as principais lacunas de conhecimento e reconhecer oportunidades para intervir junto à população, de forma a buscarmos juntos, governo e sociedade civil, reduzir o risco e aumentar o diagnóstico precoce do câncer – defende Ferrari.