Frase do mês

"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina." - Cora Coralina

Contatos

E-mail
Twitter
Telefone:
(21)26299333
(21)26299329







Total de visualizações de página

 

Surto de febre amarela não chegará ao Rio, diz secretário de Saúde

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Diante do surto de febre amarela em Minas Gerais, o secretário municipal de Saúde, Carlos Eduardo de Mattos, afirma que o Rio não corre o risco de ter casos semelhantes. A epidemia no estados vizinho fez com que começassem a circular boatos de que a vacina contra a doença também preveniria contra a zika e a chikungunya. Especialistas ouvidos pelo EXTRA, porém, garantem que essa informação não é verdadeira.

— Embora os vírus sejam da mesma família, eles são totalmente diferentes. A vacina contra a febre amarela é para uma doença específica e não serve para a dengue, zika ou chikungunya — afirma o epidemiologista Guilherme Franco Netto, assessor da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Até esta segunda-feira, a Secretaria estadual de Saúde de Minas Gerais havia registrado 152 casos suspeitos de febre amarela, com 47 mortes sob investigação. No Espírito Santo, foram identificados dois casos.

— O Rio não está na área de risco. Reparamos um aumento da procura pela vacina, mas alertamos que não existe recomendação para isso. Só se a pessoa for viajar para os locais onde a vacinação é indicada. A nossa guerra hoje é contra o Aedes aegypti — declara o secretário.




Doença foi registrada em áreas rurais

O infectologista Alberto Chebabo, do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ, explica que os casos de febre amarela são “silvestres”, ou seja, foram detectados em áreas rurais.

— A febre amarela acontece com o contato de mosquitos com macacos e, eventualmente, com humanos. Os surtos da doença são cíclicos e último foi em 2010, então já esperávamos outro. O estranho é que essas pessoas, por morarem em áreas de risco, deveriam ser vacinadas — diz.

Chebabo não indica que qualquer pessoa tome a vacina, apenas ser for viajar para áreas de risco. Segundo o infectologista, ela é feita com o vírus vivo atenuado.

— Em casos muito raros, a pessoa pode acabar ficando doente. Principalmente se ela tiver alguma alteração de imunidade, como idosos, grávidas e quem está em tratamento contra o câncer. A vacina só deve ser tomada se houver indicação — afirma.

De acordo com o Ministério da Saúde, não há tratamento específico. O médico deve tratar os sintomas, como dores no corpo, com analgésicos e antitérmicos.




Fonte: Jornal Extra

Suspeita de ‘mal da vaca louca’ em Niterói



Quatro pacientes com diagnóstico da Doença de Creutzfeldt–Jakob (DCJ), que tem uma variação chamada de “mal da vaca louca”, estão internados em diferentes hospitais da rede particular de Niterói. De acordo com a Coordenação de Vigilância em Saúde de Niterói, três deles foram notificados no final do ano passado e um neste início de ano. Os casos estão sendo monitorados pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), que até o momento não confirma nenhuma morte. Em nota a Prefeitura de Niterói afirma que “não há até o momento evidências da relação desses casos suspeitos com o consumo de carne bovina”. 
Para médico neurologista Marcus Tulius, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apesar dos sintomas serem os da Creutzfeldt–Jakob (DCJ), não há evidências de que seja a variação transmitida pelo consumo de carne infectada. Ou seja, não motivo para a população da cidade se preocupar ou deixar de participar de churrascos, por exemplo.
“É importante dizer que o que se chama de doença da vaca louca é a variante da doença de Creustzfeldt-Jakob (DCJ). Esta variante pode ser adquirida através da ingestão de carne contaminada com o príon, a partícula proteica que causa a doença e que causa as alterações no encéfalo que resultam nas lesões irreversíveis. Não há em nosso meio evidências de que a carne bovina está contaminada. Não há risco portanto. O sistema de vigilância sanitária brasileiro é bem rigoroso”, explica. 
Já a doença de Creustzfeldt-Jakob é uma doença humana, com média de 1 a 2 casos por milhão de habitantes, prossegue o especialista.
 “É doença letal, que causa uma demência de rápida evolução. Há raros casos hereditários, mas a maioria é dita esporádica. Ela também pode ser transmitida para outras pessoas caso partículas do sistema nervoso sejam inoculadas em outra pessoa. Isto porque a partícula priônica (o príon) é transmissível e infectiva. Isto pode ocorrer por exemplo em material cirúrgico utilizado em neurocirurgia não esterilizado adequadamente. Assim, quando um caso suspeito de DCJ é operado, o material deve ser descartado”. 
Ainda segundo o neurologista, não há tratamento ou cura. Os pacientes evoluem ao óbito em poucos meses após o diagnóstico. O diagnóstico é feito através de Exame neurológico, ressonância do crânio e análise do liquor. A biópsia cerebral pode também. Ser usada, mas quase não é necessária.
“É doença de rápida evolução. Média de 4 a 6 Meses de sobrevida geralmente”, completa.
Os primeiros casos do “mal da vaca louca” surgiram em 1996 no Reino Unido e diferentemente da forma tradicional (DCJ), essa variação acomete predominantemente pessoas jovens, abaixo dos 30 anos. Diversos exames ajudam no diagnóstico de um caso suspeito para DCJ ou DCJ. 
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a definição de um caso suspeito da doença se baseia nas análises dos exames, sinais e sintomas e história epidemiológica do paciente. Sendo assim, ela pode ser definida como possível, provável e definitiva, mas a confirmação final só pode ser feita através da necropsia com a análise neuropatológica de fragmentos do cérebro. 
Colaboraram: Pamella Souza e Lislane Rottas
Fonte: O Fluminense

Rim, fígado e coração são os órgãos mais transplantados no Brasil

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Em algum dia de 2016 você parou para escutar seu coração? Já ouviu ele bater? Está tudo bem com a saúde do seu coração? O Bem Estar desta sexta-feira (30) mostra pessoas que contam cada batida do coração como uma grande vitória! São jovens e crianças que foram transplantados e vão começar em 2017 uma vida nova com um coração novo batendo dentro do peito!

Dois especialistas explicam quando é preciso fazer um transplante e os cuidados que isso envolve, nosso consultor e cardiologista Doutor Roberto Kalil e o diretor da unidade clínica de transplantes do Incor, Doutor Fernando Bacal.

De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, o coração é o terceiro órgão mais transplantado no Brasil, ficando atrás somente do rim e do fígado. De janeiro de 2006 a junho de 2016 foram realizados 2.468 transplantes de coração. O estado de São Paulo é recordista em transplantes, foram 94 até setembro desse ano. Em segundo lugar fica o DF com 31.
Basicamente, o coração precisa ser trocado quando não está fazendo o trabalho direito, ou seja, quando o bombeamento do sangue está comprometido. É a chamada insuficiência cardíaca, que ocorre como consequência de outros problemas como infarto, problemas na válvula, hipertensão e Doença de Chagas. Doenças congênitas e má formações também levam ao transplante em crianças.

Fonte: G1

Pesquisa aponta que droga usada contra Alzheimer pode proteger fetos do zika

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Uma droga usada há anos para controlar o Alzheimer se mostrou promissora, em estudos com animais, para evitar o efeito devastador do vírus zika no sistema nervoso central de fetos, durante a gestação. A pesquisa, desenvolvida pelo professor Mauro Teixeira, da Universidade Federal de Minas Gerais, foi apresentada nesta quarta-feira, no Simpósio Internacional de Zika, que acontece na Academia Nacional de Medicina, no Centro do Rio.

— Não se trata de um antiviral. Esse fármaco impede a doença, ou seja, a morte neuronal, reduzindo o dano no cérebro. O ideal é que ele seja combinado a um antiviral, quando se desenvolver um. Mas ainda precisamos de mais testes para comprovar sua segurança em gestantes e eficácia — ressaltou Teixeira.

Com testes mais avançados, uma vacina de DNA contra o zika desenvolvida pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos Estados Unidos também mereceu destaque no evento organizado pela Fiocruz.

Segundo a cientista da UFRJ Leda Castilho, que participa do grupo de pesquisa nos Estados Unidos, a vacina começou a ser testada em humanos no dia 3 de agosto:

— Os resultados obtidos em macacos foram muito bons, com 94% protegidos. Os primeiros dados dos testes com humanos devem sair no início de 2017.

Esta semana, a Fiocruz Bio-Manguinhos conseguiu a liberação da Anvisa para comercializar um teste rápido de zika, que pode identificar, em 20 minutos, se o paciente está com o vírus ou se o contraiu em algum momento da vida.

O teste inicialmente será produzido apenas nos Estados Unidos, mas poderá ser importado e rotulado no Brasil em cerca de 30 dias. Posteriormente, ele poderá ser fabricado no país.

O Ministério da Saúde informou que comprou 3,5 milhões de testes semelhantes do laboratório público Bahiafarma e que eles estarão disponíveis a partir deste mês na rede pública.

De acordo com a Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria estadual de Saúde, entre 1º de janeiro a 11 de outubro deste ano, foram notificados 65.393 casos suspeitos de zika no estado do Rio, com três mortes registradas no primeiro semestre. Desde o início do monitoramento, até o último dia 29 de outubro, 145 casos de microcefalia associados a infecções congênitas foram confirmados no estado. Outros 387 casos de microcefalia estão em investigação para definição das causas e 264 foram descartados, seguindo os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.


Fonte: Jornal Extra

Cientistas desenvolvem novo tipo de teste de HIV em pendrive

Cientistas do Reino Unido desenvolveram um tipo de teste de HIV usando um pendrive que pode fazer uma leitura rápida e altamente precisa de quanto vírus se encontra no sangue do paciente.
O dispositivo, criado por cientistas do Imperial College de Londres e pela empresa privada norte-americana DNA Electronics, usa uma gota de sangue para detectar o HIV, e depois cria um sinal elétrico que pode ser lido por computadores, laptops e aparelhos portáteis.
Os pesquisadores dizem que a tecnologia, embora ainda em seu estágio inicial, poderia permitir que os pacientes monitorem regularmente seus níveis de vírus, mais ou menos como os portadores de diabete verificam os níveis de açúcar no sangue.        
A tecnologia poderia ser particularmente útil para ajudar pacientes com HIV que vivem em locais remotos a administrar seu tratamento de maneira mais eficaz, já que os testes atuais de detecção dos níveis de vírus demoram ao menos três dias e exigem o envio de uma amostra de sangue a um laboratório.
"Monitorar a carga viral é crucial para o sucesso do tratamento de HIV. No momento, os exames muitas vezes exigem um equipamento caro e complexo que pode demorar alguns dias para produzir um resultado", disse Graham Cooke, que co-liderou a pesquisa do departamento de medicina do Imperial College.
"Pegamos o trabalho que é feito neste equipamento, que tem o tamanho de uma fotocopiadora grande, e o encolhemos até caber em um pendrive."
O exame, que usa um chip de celular, analisa uma gota de sangue colocada em um local do pendrive. Qualquer HIV presente na amostra desencadeia uma mudança de acidez, que o chip transforma em um sinal elétrico. Este é enviado ao pendrive, que mostra o resultado em um computador ou aparelho portátil.
Publicados no periódico científico "Scientific Reports", os resultados revelaram que o teste com o pendrive teve 95 por cento de eficiência com mais de 991 amostras de sangue, e que o tempo médio de leitura foi de 20,8 minutos.
Fonte: G1

Novo laboratório no Brasil usará inteligência artificial para fazer previsões em saúde

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

A mesma tecnologia que possibilita que um aplicativo indique qual é o caminho sem trânsito ou sugira quais séries você deve gostar de assistir pode revolucionar a saúde num futuro próximo. Um laboratório que será inaugurado este mês na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) já está usando os conceitos de big data e machine learning para fazer previsões importantes para a saúde pública.

O machine learning é um tipo de inteligência artificial em que o computador usa dados coletados (conjunto chamado de big data) para reconhecer padrões e tendências de modo a “aprender” com a experiência e fazer previsões seguras.
“A ideia é incentivar o uso de dados e métodos rigorosos para resolver os principais problemas de saúde pública no Brasil”, diz o economista Alexandre Dias Porto Chiavegatto Filho, professor da FSP-USP e coordenador do Laboratório de Big Data e Análise Preditiva em Saúde (Labdaps).
Um exemplo de como isso já está sendo aplicado é o supercomputador Watson, da IBM. Capaz de “ler” uma quantidade enorme de artigos científicos, diretrizes de sociedades médicas, base de dados de pacientes, o sistema usa toda essa informação para ajudar médicos a fazerem diagnósticos difíceis ou pesquisadores a encontrarem moléculas candidatas a tratar determinadas doenças, por exemplo






 (Foto: Infográfico G1)

Células-tronco criadas em laboratório regeneram corações de macacos

Em um passo à frente rumo à regeneração de órgãos, células-tronco desenvolvidas a partir de células da pele de macacos revitalizaram corações doentes de cinco animais, anunciaram cientistas nesta segunda-feira (10).
O experimento representa um avanço na direção da meta de se estabelecer uma fonte ampla e indiscutível de células revitalizadas para serem transplantadas em vítimas de ataques cardíacos, escreveram pesquisadores em um estudo publicado na revista científica "Nature".
Isto evitaria a necessidade de coletar células-tronco de embriões ou dos próprios transplantados.
A equipe de cientistas utilizou as denominadas células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs).
Elas são desenvolvidas ao se estimular células maduras, já especializadas - como as da pele - a voltarem ao estado neutro, juvenil, a partir do qual podem dar origem a qualquer outro tipo de célula humana.
Antes do surgimento da técnica iPSC, as células-tronco pluripotentes eram coletadas de embriões humanos, que são destruídos no processo - uma prática controversa.
Há uma terceira categoria de células-tronco, que podem ser diretamente coletadas de seres humanos. Estas células-tronco "adultas" são encontradas dentro de certos órgãos, inclusive o coração, e existem para recompor células danificadas.
Células-tronco adultas do coração já foram usadas em nível experimental para tratar vítimas de ataques cardíacos. E o tratamento com células-tronco embrionárias demonstrou ser promissor no tratamento da insuficiência cardíaca severa.
Mas a equipe de cientistas japoneses afirmaram que seu estudo foi o primeiro a utilizar células iPSCs para consertar um dano cardíaco.
As células humanas iPSCs são há tempos consideradas uma fonte promissora de células para reparar o coração.
Mas desenvolvê-las a partir das próprias células do paciente era "demorado, trabalhoso e custoso", enquanto as células cardíacas desenvolvidas a partir das células de outra pessoa podiam ser rejeitadas pelo sistema imunológico do receptor, escreveram os pesquisadores.
Nas experiências com macacos, os estudiosos selecionaram uma molécula em uma célula do sistema imunológico que combinou tanto com o doador quanto com os receptores de forma a impedir que o sistema de defesa do corpo identificasse e reagisse às células "invasoras".
Os macacos também receberam drogas imunossupressoras brandas e foram monitorados por 12 semanas.
As células melhoraram a função cardíaca, embora tenham sido observados irregularidades nos batimentos (arritmia), destacaram os pesquisadores. Mas, o importante é que as novas células não foram rejeitadas.
"Ainda temos alguns obstáculos, incluindo o risco de formação de tumores, arritmias, o custo, etc", enumerou, em declarações à AFP, o coautor do estudo, Yuji Shiba, da Universidade Shinshu, do Japão.
Mas ele disse estar confiante de que as células cardíacas iPSC serão testadas em humanos "em alguns anos".
Especialistas que não participaram do estudo consideraram-no um avanço, mas advertiram que há um longo caminho a percorrer.
"Eu não acredito que o tratamento com células-tronco para insuficiência cardíaca vá se tornar realidade em muitos anos", avaliou o cardiologista Tim Chico, da Universidade de Sheffield.
Fonte: G1