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sexta-feira, 14 de setembro de 2018


Mais de mil cidades podem ter surto de dengue, zika e chikungunya
    Publicado: Quinta, 07 de Junho de 2018, 11h29Última atualização em Sexta, 08 de Junho de 2018, 10h22




    Ao todo, 5.191 municípios realizaram algum tipo de levantamento que classifica o risco de aumento das doenças causadas pelo Aedes aegypti
    O novo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) indica que 1.153 municípios brasileiros (22%) apresentaram um alto índice de infestaçãocom risco de surto para dengue, zika e chikungunya. O Ministério da Saúde alerta a necessidade de intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti, mesmo durante o outono e inverno, em todo o país. Ao todo, 5.191 municípios realizaram algum tipo de monitoramento do mosquito transmissor dessas três doenças, sendo 4.933 por levantamento de infestação (LIRAa/LIA) e 258 por armadilha. A metodologia da armadilha é utilizada quando a infestação do mosquito é muito baixa ou inexistente.
    “O resultado do levantamento indica que é necessário dar mais atenção nas ações de combate ao mosquito. A prevenção não pode ser interrompida, mesmo no período mais frio do ano”, alertou o secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Osnei Okumoto. Segundo o secretário, a continuidade das ações é importante para manter baixos os índices de infestação, justamente para quando chegar a época de maior proliferação. “Assim será possível manter a redução do número de casos” explicou o secretário.
    Itens relacionados
    Além das cidades em situação de risco, o levantamento identificou 2.069 municípios em alerta, com o índice de infestação predial (IIP) entre 1% a 3,9% e 1.711 municípios com índices satisfatórios, inferiores a 1%. No total, 20 capitais realizaram o Levantamento Rápido de Índices por Aedes aegypti (LIRAa), duas capitais fizeram por armadilha e 5 não enviaram informações. Apenas três capitais estão com índice satisfatório: São Paulo (SP), João Pessoa (PB) e Aracaju (SE). Duas capitais estão em risco: Cuiabá (MT) e Rio Branco (AC). Quinze capitais estão em alerta: Rio de Janeiro (RJ), Fortaleza (CE), Porto Velho (RO), Palmas (TO), Maceió (AL), Salvador (BA), Teresina (PI), Recife (PE), Brasília (DF), Vitória (ES), São Luis (MA), Belém (PA), Macapá (AP), Manaus (AM) e Goiânia (GO).
    As capitais Boa Vista (RR), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e Campo Grande (MS) não enviaram informações. Os municípios de Natal (RN) e Porto Alegre (RS) realizaram levantamento por armadilha. Os dados foram coletados no período de janeiro a 15 de março.
    O Levantamento Rápido de Índices por Aedes aegypti (LIRAa), é um instrumento fundamental para o controle do vetor e das doenças (dengue, zika e chikungunya). Com base nas informações coletadas, o gestor pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de criadouro predominante. O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito.
    CRIADOUROS
    A metodologia permite identificar onde estão concentrados os focos do mosquito em cada município, além de revelar quais os principais tipos de criadouros predominantes. Os resultados reforçam a necessidade de intensificar imediatamente as ações de prevenção contra a dengue, zika e chikungunya, em especial nas cidades em risco e em alerta.
    O armazenamento de água no nível do solo (doméstico), como tonel, barril, foi o principal tipo de criadouro na região nordeste. Nas regiões norte, sul e centro oeste, o maior número de depósitos encontrados foi em lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção. Na região Sudeste predominaram os depósitos móveis, caracterizados por vasos/frascos com água, pratos e garrafas retornáveis.

    AÇÕES 

    As ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti são permanentes e tratadas como prioridade pelo Governo Federal. Desde a identificação do vírus zka no Brasil e sua associação com os casos de malformações neurológicas, o governo mobilizou todos os órgãos federais (entre ministérios e entidades) com a criação da Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC) para combate ao Aedes, coordenada pelo Ministério da Saúde, que orienta e articula ações contínuas ao longo do ano com governos estaduais e municipais para combate ao vetor e monitora a situação epidemiológica e as atividades para enfrentamento do mosquito.    
    Para isso, o Ministério da Saúde tem garantido orçamento crescente aos estados e municípios. Os recursos para as ações de Vigilância em Saúde, que inclui o combate ao Aedes aegypti, cresceram nos últimos anos, passando de R$ 924,1 milhões em 2010 para R$ 1,94 bilhão em 2017. Para 2018, a previsão é que o orçamento de vigilância em saúde para os estados chegue a R$ 1,9 bilhão. Este recurso é destinado à vigilância das doenças transmissíveis, entre elas dengue, zika e chikungunya. O recurso é repassado mensalmente a estados e municípios.

    CASOS DE DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYA

    Em 2018, até 21 de abril, foram notificados 101.863 casos prováveis de dengue em todo o país, uma redução de 20% em relação ao mesmo período de 2017 (128.730). Também houve queda expressiva no número de óbitos. A redução foi de 44%, passando de 72 em 2017 para 40 em 2018. 
    Em relação à chikungunya, foram registrados 29.675 casos prováveis de febre chikungunya. A redução é de 65% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 86.568 casos. Em 2018, houve 4 óbitos confirmados laboratorialmente. Em 2017, no mesmo período, foram 83 mortes.
    Também foram registrados 2.985 casos prováveis de Zika em todo país, uma redução de 70% em relação ao mesmo período de 2017 (10.286). Neste ano, foi registrado um óbito pela doença.
    Por Camila Bogaz, da Agência Saúde 

    Atendimento à imprensa
    (61) 3315-3580/3395/3435


    Fonte: http://portalms.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/43454-brasil-pode-ter-aumento-de-casos-de-dengue-zika-e-chikungunya


    Combate à fake News


    Para combater as Fake News sobre saúde, o Ministério da Saúde está abrindo mais um canal de comunicação com a população. Qualquer cidadão brasileiro poderá adicionar gratuitamente o WhatsApp do Ministério da Saúde, que servirá exclusivamente para verificar se um texto ou imagem que circula nas redes sociais é verdadeiro ou falso. 

    Acesse www.saude.gov.br/fakenewse veja o que já foi desmentido!

    falsoverdadeiro                                                   

    terça-feira, 11 de setembro de 2018

    Hipersonia idiopática: doença rara que causa sonolência excessiva

    "O que é a hipersonia idiopática?

    Esta é uma doença rara que causa sonolência excessiva.
    "A doença faz com que eu durma por períodos muito longos - esta é a parte da hipersonia", diz Lúcia. "Já o termo idiopática significa somente que a causa é desconhecida", diz ela.
    "Eu costumo ficar muito cansada durante o dia. O sono simplesmente não é revigorante, e é extremamente difícil levantar depois que eu estou dormindo", diz.
    "O período mais longo que eu dormi foi da tarde de sexta-feira até a tarde de domingo", diz ela.
    "Naquele fim de semana não tinha ninguém em casa para me acordar. Cheguei em casa do trabalho na sexta-feira por volta das 17h, me deitei, e quando acordei já era tarde de domingo", detalha Lucy.
    A britânica toma de 12 a 15 doses de medicamento por dia, apenas para conseguir acordar de manhã e manter-se de pé durante o dia.

    Quais são os sintomas da hipersonia?

    Segundo especialistas, esta é uma doença rara, que atinge duas a cada 100 mil pessoas. E sabe-se muito pouco a respeito do distúrbio.
    Os sintomas da hipersonia incluem necessidade de cochilar durante o dia, sem sentir-se revigorado depois; pegar no sono com frequência enquanto come ou conversa com outras pessoas; e dormir durante muito tempo à noite mesmo quando você já dormiu durante o dia.
    Lucy descreve sua doença como uma tortura.
    "É quase como estar debaixo d'água tentando chegar à superfície. Quero ser deixada sozinha e dormir", diz. "É muito difícil lutar contra a necessidade de sono, é muito difícil permanecer acordada e ser uma pessoa funcional", diz ela.

    Apoio da família

    A doença também cria dificuldades para a família de Lucy.
    A mãe dela, Sue, precisa dormir em casa com Lucy durante os dias de semana, para lhe dar a medicação e garantir que ela acorde para ir trabalhar.
    "É triste ver Lucy desse jeito. Antes da doença, ela tinha uma boa vida", diz Sue.
    "Agora, ela às vezes planeja passar tempo com a filha mas não acorda a tempo. É frustrante para a filha", diz Sue.
    "Se eu estiver aqui, consigo acordar ela a tempo para ela fazer as atividades com a filha. É maravilhoso, mas sem ajuda ela não consegue acordar", diz Sue.

    'Não é preguiça'

    "Ninguém realmente entende a doença. Eles acham que ela está sendo apenas preguiçosa, ou que ela não quer acordar. Não entendem o quanto a vida é uma luta para ela", diz Sue.
    Sue admite que acordar sua filha é difícil. "Quando Lucy está dormindo, nada pode acordá-la", diz Sue.
    Ela coloca vários despertadores para Lucy, mas eles nem sempre funcionam. Ela, então, precisa falar em voz alta com a filha e chacoalhar o corpo dela até que acorde.

    A vontade de seguir em frente

    "É muito difícil vê-la vivendo desta forma. É muito triste. Simplesmente não há pesquisa a respeito desta doença", diz a mãe de Lucy.
    Apesar do cotidiano ser uma verdadeira batalha, Sue elogia a disposição de sua filha para seguir em frente.
    "Ela é muito determinada. É só a força de vontade que mantém ela vivendo, porque é uma doença muito difícil de conviver. Ela também tem sorte de ter uma equipe médica fantástica para ajudá-la", diz a mãe."

    Fonte: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2018/09/06/fui-dormir-na-sexta-e-so-acordei-domingo-a-desesperadora-doenca-do-super-sono.ghtml

    Câncer de mama: Fluxos papilares

    "A revista Jornal do Médico traz em sua 98ª edição um artigo elaborado pelo Conselheiro Prof. Dr. Idelfonso Carvalho que relaciona e esclarece algumas dúvidas sobre o câncer de mama e os fluxos papilares, que é a saída de secreção pelo mamilo fora do ciclo de gravidez.
    Leia um trecho: “ (…) por volta de 66% das mulheres que não estão amamentando, pode-se observar a saída de secreção após a manipulação do mamilo. Percebe-se que é uma grande percentagem de mulheres que podem apresentar esse sinal (saída de secreção) e que, habitualmente, assusta. Todavia, é importante que você fique calma, pois, geralmente, é uma situação fisiológica, benigna. (…)”
    Para mais informações a respeito do assunto na edição impressa, acesse o conteúdo digital pelo nosso portal (https://goo.gl/QU2JgR) ou aplicativo Jornal do Médico, disponível nas plataformas AppStore  e GooglePlay."

    Fonte: http://jornaldomedico.com.br/cancer-de-mama-fluxos-papilares/

    segunda-feira, 10 de setembro de 2018



    12 ANOS DA LEI MARIA DA PENHA


    29/08/2018

    Profissionais da rede pública de saúde afirmam ainda existir grande subnotificação de casos
    Médicos relatam avanços com Lei Maria da Penha, mas reforçam necessidade de mais ações
    A lei que trouxe mecanismos para coibir a violência contra a mulher e criou os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher completa 12 anos neste mês de agosto. Segundo avaliação de 2015 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), na época de sua criação, a Lei Maria da Penha (LMP), como ficou conhecida,  já teve impacto nas taxas de homicídio de mulheres, com uma diminuição de 10%. Os números ainda estão aquém do desejado, mas é inegável o avanço conquistado. A afirmativa também é compartilhada pelos médicos que atuam nas emergências do Rio de Janeiro, que acreditam ser necessária uma ampliação das políticas públicas na luta contra o problema.
    Em 2017, o Hospital Estadual Getúlio Vargas (HEGV) atendeu 57 mulheres que declararam serem vítimas de violência doméstica. Até junho desse ano, 30 atendimentos desse tipo já foram feitos na emergência do hospital. Embora a unidade não tenha um serviço especializado nesse sentido, conta com equipe de assistência social 24 horas.
    Segundo a chefe de Equipe da Emergência da unidade, Alessandra Pereira, após a avaliação médica na Traumatologia, as pacientes são encaminhadas ao serviço social e são orientadas a fazer denúncia policial. Há, inclusive, policiais civis que ficam no HEGV. Ela ressalta que nem sempre as vítimas querem denunciar, mas são imprescindivelmente orientadas nesse sentido.
    Há 15 anos na emergência, a médica acredita que os casos atendidos aumentaram depois da Lei Maria da Penha.
    “Hoje notamos uma quantidade maior de casos de violência doméstica chegando aos hospitais, especialmente nos fins de semana, quando há maior consumo de drogas e álcool pelos agressores. Mas eu acredito que estamos vendo esses casos não porque eles estão acontecendo mais agora, e sim porque estamos em um processo de mudança de cultura e as pessoas estão com menos medo de denunciar e expor o problema”, frisa.

     Em busca de uma nova cultura
    Pesquisa da Diretoria da Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), com dados do Disque-Denúncia, indica que a violência doméstica é a principal notificação de violência total contra as mulheres. Segundo o estudo, esse tipo de denúncia teve aumento significativo em 2017, quase dobrando em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse aumento, no entanto, não necessariamente representa o recrudescimento de casos, mas de notificações.
    A LMP é um mecanismo importante não só pelas suas ferramentas práticas e caminhos jurídicos, mas por seu valor simbólico na desnaturalização da violência contra a mulher, ressaltando-se o poder da denúncia e construindo-se uma nova cultura.
    “A violência doméstica é um problema complexo, que exige um tratamento multidisciplinar e integral, como é preconizado pelo SUS”, destaca a diretora do CREMERJ Erika Reis.
    Contudo, embora grande parte das vítimas não procure atenção médica quando sofre agressões, ainda são muitos os casos atendidos pelo SUS de mulheres agredidas pelos parceiros.
    A pesquisa da FGV parte do pressuposto de que a violência doméstica segue ciclos, onde pode haver um acirramento da agressividade na relação até chegar ao crime de homicídio. Logo, uma contenção das agressões por meio dos mecanismos dispostos pela lei gera uma diminuição desses casos extremos.
    “Na maioria das vezes, elas não contam o que aconteceu ou dão outros motivos, por isso acredito que tenhamos uma subnotificação. O número deve ser pelo menos umas três vezes maior do que podemos estimar. As mulheres que atendemos geralmente chegam com traumas, hematomas ou cortes na face. É mais comum serem atingidas na área do rosto”, conta a chefe da emergência do Hospital Municipal Souza Aguiar, Letícia Godinho.
    A unidade, que tem a maior emergência da América Latina, fornece atendimento médico e oferece atenção no Serviço Social e na área de saúde mental, mas não tem suporte especial para as vítimas de agressão doméstica.
    “Vemos diversos casos de violência na emergência. Como mulher, eles mexem comigo, mas também afetam toda a equipe. As mulheres chegam bastante fragilizadas e, muitas vezes, sem o apoio da família. Nós orientamos que procurem a Delegacia da Mulher, contudo, se elas não quiserem, não podemos fazer nada”, salienta Letícia, acrescentando que acredita ser importante a existência de um setor especial, que poderia facilitar no atendimento integral a essas ocorrências, e de investimentos públicos para buscar soluções nas raízes do problema.

     Serviço especializado e multidisciplinar
    No Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João do Meriti, há um serviço especializado, o SOS Mulher, mas como a unidade não tem emergência aberta, ela acaba atendendo poucos casos: cerca de cinco por mês, entre violência doméstica e sexual.
    O espaço do SOS Mulher foi criado em 2010, junto com o hospital, e tem uma estrutura física pensada para a proteção da paciente. A sala de exame tem duas portas, porque, segundo relatos dos profissionais de saúde, é comum o agressor ir atrás da vítima e ficar esperando que ela saia da consulta. Com duas saídas na sala, o médico pode encaminhar a paciente por essa segunda porta, dando-lhe mais segurança.
    A equipe do SOS Mulher é multidisciplinar, contando com médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais. Por ser uma maternidade e não ter porta aberta, o perfil da paciente atendida é diferente.
    “É mais comum descobrirmos sobre a violência doméstica durante o acompanhamento, por um relato da paciente a algum profissional, do que de fato por ela chegar machucada. Temos, inclusive, essa pergunta no questionário que passamos para elas. No ambulatório, damos suporte e continuidade a esse acompanhamento, entrando com o pessoal de assistência social também”, explica o coordenador da Obstetrícia da unidade, Philippe Godefroy.
    Nos últimos dois anos, ele relata que houve uma aproximação do hospital com a Delegacia da Mulher, de forma que algumas vítimas são encaminhadas ao SOS Mulher pela própria delegacia para receberem atendimento médico.
    Para a coordenadora de Psicologia do Heloneida Studart, Maria Luiza Cordeiro, a Lei Maria da Penha significou uma mudança de cultura e uma preocupação maior da área de saúde com esses casos.
    “Antes, violência doméstica era considerada apenas caso de polícia, e não de saúde. Hoje temos consciência do papel dos profissionais de saúde nessa luta. Uma mulher nessa situação pode acabar adoecendo e tendo seu quadro agravado. A lei veio desmistificar e apresentar a anormalidade dessas situações. Nosso papel é orientá-las, mas é preciso que estejamos capacitados profissional e socialmente para isso”, defende.

    Matéria especial publicada no jornal de Agosto/Setembro.
    Fonte: https://www.cremerj.org.br/informes/exibe/4014

    ENTENDA COMO FUNCIONA A REGULAÇÃO DE ONCOLOGIA



    A regulação é um processo essencial na garantia ao acesso universal e integral dos cidadãos aos cuidados de saúde, assegurado pela Constituição de 1988. A ação regulatória, quando aplicada de maneira adequada, otimiza os recursos disponíveis e favorece a devida entrada dos usuários ao Sistema Único de Saúde (SUS).
    No caso da oncologia, muitas vezes há desinformação sobre os caminhos que o paciente deve percorrer para conseguir o atendimento adequado. De acordo com a Central Estadual de Regulação, quando há suspeita durante consulta na atenção primária, o procedimento inicial é solicitar alguns exames. Confirmando-se a suspeita, a equipe encaminha o paciente à unidade de saúde de atenção secundária para avaliação de um especialista, para verificar se há, de fato, diagnóstico de câncer. Até este ponto, o atendimento e a regulação são realizados em nível municipal, que é pelo Sistema de Regulação de Vagas (Sisreg).
    De posse do exame histopatológico e do encaminhamento médico, a solicitação de atendimento nas especialidades oncológicas é inserida no Sistema Estadual de Regulação (SER). E, a partir disso, a regulação passa a ser realizada em nível estadual e é o SER que regula estas solicitações de consulta de primeira vez para mastologia, oncologia, neurocirurgia oncológica e cirurgia geral oncológica. Somente depois disso, é que o tratamento é iniciado.
    Caso haja necessidade por atendimento de urgência, o atendimento oncológico também poderá acontecer em uma unidade de emergência. Neste caso, normalmente, o hospital geral é que avalia o paciente, podendo realizar cirurgia ou exames de tomografias e ressonância. Uma vez confirmado o câncer, é solicitada a transferência ou a avaliação de pacientes em “oncologia paciente internado” no SER para unidade especializada. Essa regulação também é de competência estadual.
    Em relação aos exames, a solicitação de radioterapia é feita pela Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) ou pelo Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon), que assistem o paciente diretamente no SER. A radioterapia é classificada como "entrar" em fila única e alguns tumores acabam por receber prioridade no agendamento da radioterapia em função das características de evolução do tumor.
    "Os sistemas utilizados para que se faça a regulação no Estado Rio de Janeiro não são interligados e vemos diariamente as dificuldades dos colegas nesse processo. Há muitos modelos de regulação e, ao mesmo tempo, grandes incógnitas sobre como funciona cada um deles. Por conta disso, é importante que os governos divulguem mais, com total transparência, como funciona o sistema e onde a população deve buscar atendimento", afirmou o presidente do CREMERJ, Nelson Nahon.
    Acesse aqui o protocolo do solicitante do SER para consulta oncológica.



    03/09/2018

    quinta-feira, 6 de setembro de 2018

    Simpósio Setembro Amarelo



    Onde: 
    Universidade Federal Fluminense
    Auditório do Bloco FFaculdade de Economia
    Gragoatá
    Niterói - RJ
    Quando: 
    qui, 13/09/2018 - 08:00 até 18:00
    Descrição: 
    SIMPÓSIO: "Precisamos falar sobre suicídio; Viver é a melhor opção."
    DESCRIÇÃO: Promovido pela Divisão de Promoção e Vigilância em Saúde (DPVS/CASQ), em colaboração com a Seção Psicossocial (SPS/CASQ), ambas ligadas à Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEPE), e também com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PROAES), o simpósio "Precisamos falar sobre suicídio; viver é a melhor opção" integra a Campanha do Setembro Amarelo, idealizada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).
    INSCRIÇÕES: As inscrições são gratuitas, podendo ser feitas online (por meio do preenchimento deste formulário) ou presencialmente, no local e dia do evento.
    CERTIFICADO: Serão conferidos certificados de participação àqueles que realizarem a inscrição e assinarem a lista de presenças no local e dia do evento.
    OBJETIVOS: O evento tem como objetivo discutir a situação alarmante e epidêmica de transtornos mentais, com especial ênfase sobre a Depressão e o Suicídio; objetiva também apresentar propostas de prevenção e promoção de saúde com relação ao tema. Para cumprir tais objetivos, o evento se alicerça em três Eixos Temáticos:
    I) Saúde, Diagnóstico e Tratamento
    II) Espiritualidade e Filosofia
    III) Redes de Referenciamento

    PROGRAMAÇÃO:
    EIXO I) Saúde, Diagnóstico e Tratamento
    8h - Café da manhã musical e credenciamento
    8h30 - Mesa de abertura
    9h - "O mundo contemporâneo e o crescimento da depressão em jovens - a necessidade de novas reflexões" - Prof. Roberto Fabri, psiquiatra, professor da Faculdade de Medicina e Psicologia da UFF
    10h - "Diagnóstico, tratamento e acompanhamento da depressão e do suicídio" - Dr. Eric Souto M. Petry, psiquiatra da PROAES
    11h - "Fatores de risco e de proteção: como reconhecer o risco de suicídio e se proteger dele?" - Diego G. Nogueira, médico e psicólogo da DPVS/CASQ/PROGEPE
    12h - Intervalo para almoço
    EIXO II) Espiritualidade e filosofia
    13h - "Mude os óculos da vida e viva melhor!" - Prof. Jano Alves, neurologista e professor da Faculdade de Medicina da UFF
    14h - "O profeta e a ética da gentileza" - Prof. Leonardo Guelmamn, superintendente do Centro de Artes da UFF
    14h45 - Coffe-Break
    EIXO III) Redes de Referenciamento
    15h - "CVV - 56 anos prevenindo o suicídio" - Profª Luísa, fundadora do CVV-Niterói e professora da Faculdade de Medicina Veterinária da UFF
    16h - "A utilização de testes psicológicos no rastreio da depressão e do risco de suicídio: a importância da avaliação por psicólogos" - Carolinne F. Amorim, médica e psicóloga da SPS/CASQ/PROGEPE
    16h30 - "Interseções entre clínicas psi e políticas públicas: desafios da prevenção e posvenção do suicídio para a saúde coletiva" - Alan Lima, psicólogo do Serviço de Psicologia Aplicada (SPA/UFF)
    17h15 - Encerramento musical (com participação do Coral da UFF)
    PARTICIPE!
    Fonte: UFF