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Dificuldade para dormir atinge 45% da população mundial

segunda-feira, 20 de março de 2017

Quantas vezes você já bocejou hoje? Está se sentindo cansado? Se as respostas indicarem que as horas de sono não são prioridade na sua rotina, cuidado. Não dormir adequadamente causa sérios danos à saúde — de alteração do humor a doenças como hipertensão. Na data de hoje, o Dia Mundial do Sono, especialistas alertam a população dos riscos da insônia e outros problemas relacionados.

Os distúrbios do sono já atingem cerca de 45% da população do planeta, segundo a Organização Mundial da Saúde, o que configura uma epidemia.

— A gente acaba se conformando em dormir menos ou mal. Mas não pode achar isso normal. No outro dia, a atenção e a produtividade são afetadas — observa Edilson Zancanella, da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial.

Um dos transtornos mais comuns é a insônia, a dificuldade para iniciar e manter o sono. Outro problema recorrente é a apneia, pausas respiratórias durante a noite.

Para avaliar a qualidade do sono e diagnosticar se há distúrbio, indica-se o exame de polissonografia, que pode ser feito em casa ou no laboratório e monitora as variáveis do sono, como atividade cerebral, cardíaca, respiratória e a arquitetura do sono.

— O indivíduo que dorme menos de seis horas por noite tem quatro vezes mais chance de morte. Não se pode abrir mão do sono. Essa conta vai ser paga um dia — alerta Andrea Bacelar, da Associação Brasileira do Sono.

Ansiedade e estresse causam insônia

Segundo a Associação Mundial de Medicina do Sono, três elementos são essenciais para a boa qualidade do sono: a duração, que deve ser suficiente para que se sinta descansado e alerta no dia seguinte; a continuidade: o período de sono não deve ter interrupções; e a profundidade: deve ser profundo para ser restaurador.

Muitos aspectos podem levar a um quadro de insônia, como problemas emocionais, ansiedade e estresse. Além desses, os estímulos externos, como barulho ou temperatura inadequada, prejudicam a qualidade do sono.

O otorrinolaringologista Edilson Zancanella lembra que o uso indiscriminado de medicação para insônia pode causar dependência. Muitas vezes, ele explica, essa medida não é necessária.

— Depois, não se dorme com ou sem a medicação. Tem que entender o que está causando o problema, tentar mudar hábitos, como horário desregulado e consumo de cafeína — diz o médico.
Ele acrescenta que, se o uso for necessário, a orientação médica é indispensável.

Consequências

O sono de má qualidade pode causar irritabilidade, memória ruim, baixa imunidade, falta de reflexos e de atenção.

A longo e médio prazos, não priorizar o sono pode aumentar os riscos de hipertensão, diabetes, sobrepeso, enfarte e depressão.




Fonte: Jornal Extra

Médicos defendem alternativas à bariátrica para tratar obesos

Enquanto o número de cirurgias bariátricas no Brasil se expande, com mais de 100 mil operações realizadas só em 2016, uma corrente de médicos está aperfeiçoando tratamentos que desviam do bisturi e investindo em métodos multidisciplinares personalizados, com consultas com psicólogos, dietas e exercícios.

Um estudo publicado no fim de fevereiro no periódico “BMC Obesity”, liderado pelo médico brasileiro Flavio Cadegiani, apresentou os resultados de um tratamento com 43 pessoas, por mais de dois anos, em que 93% dos pacientes com indicação inicial para a cirurgia de redução de estômago chegaram a um peso saudável por uma combinação de acompanhamento psicológico, atividade física e tratamento com remédios — com monitoramento rotineiro e adaptação personalizada. Os pacientes, com obesidade de moderada a severa e idades entre 18 e 70 anos, passaram pelo tratamento entre 2013 e 2015. Dentre as 32 mulheres e os 11 homens, três não atingiram a redução de peso desejada e tiveram indicação para a cirurgia bariátrica. Do total de pacientes, 88,4% haviam perdido mais de 10% do peso corporal após dois anos, e 74,4%, mais de 20%. Cadegiani e os coautores do estudo apontam, no entanto, a necessidade de outros trabalhos para validar as descobertas.

Na publicação, o médico reconhece que a intervenção cirúrgica, quando corretamente recomendada, leva a melhoras significativas em parâmetros metabólicos, na redução dos riscos cardiovasculares e cancerígenos, entre outros. Mas, o que se observa, na prática, é que as recomendações de diversas sociedades médicas para a cirurgia e para as etapas anteriores e posteriores a ela não são rigorosamente cumpridas. Uma delas, por exemplo, define que, antes de irem para a mesa de cirurgia, os pacientes devem tentar combater a obesidade, por dois anos, com métodos clínicos e multidisciplinares. No entanto, o que se vê na prática é bem diferente:

— No Brasil, esses protocolos acabam sendo seguidos com menos cuidado. A bariátrica é vista como se fosse a única opção, perfeita e sem problemas. Não sou contra a cirurgia, mas contra a sua banalização. Existem complicações após a operação, de ordem psiquiátrica e nutricional, por exemplo — aponta Cadegiani.

O empresário Gustavo Rondina, de 38 anos, não foi um dos pacientes que participou do estudo, mas passou pelo tratamento com Cadegiani. Obeso desde a infância, Rondina passou por uma cirurgia bariátrica aos 22 anos, quando chegou a pesar 188 kg. Após a operação, o ponteiro da balança chegou aos 96 kg, mas alguns anos depois, voltou a subir, marcando 130 kg. Uma nova cirurgia não era uma opção, já que uma segunda operação do tipo não é recomendada. Em 2011, Rondina passou a seguir rigorosamente o protocolo proposto por Cadegiani.

— A indústria da cirurgia bariátrica vende o sonho do momento. Mas ela não é um milagre, vai cobrar o preço. Eu passei por um processo de envelhecimento precoce e de deficiência nutricional. Mudei então alguns hábitos, com muita disciplina — conta Rondina, que se diz satisfeito com o peso atual, de 105 kg.

No Rio, o Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (Iede), através do Grupo de Obesidade e Transtornos Alimentares (Gota), também oferece um serviço multidisciplinar no tratamento da obesidade, que inclui a participação de psiquiatras, nutricionistas e assistentes sociais, além de encontros mensais em um grupo de apoio. O endocrinologista Pedro Assed, pesquisador no Gota, defende tratamento a longo prazo para a obesidade.

— Há pacientes que chegam no meu consultório para pedir um laudo para a bariátrica com a cirurgia marcada, antes mesmo de tentarem a perda de peso e uma investigação de desordens alimentares e psicológicas. Também chegam pessoas que voltaram a ficar obesas depois da operação. Nos primeiros dois anos após a operação, elas perdem peso que é uma maravilha, mas depois abandonam o tratamento — relata Assed, ressaltando porém a alta taxa de sucesso da bariátrica quando seguida corretamente.

COMPROMISSO COM NOVA ROTINA

Na rede privada, os planos de saúde exigem laudos de especialistas para que a cirurgia seja autorizada. De acordo com resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), a cirurgia pode ser feita em pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC, calculado dividindo o peso pela altura ao quadrado) acima de 40 kg/m², ou acima de 35 kg/m² associado a doenças listadas pelo conselho. Há relatos de que alguns médicos indicam que pacientes sem comorbidades ganhem peso para chegar a um IMC de 40 kg/m² para fazer a cirurgia.

Para o consultor de tecnologia da informação Wesley Torres, de 39 anos, a cirurgia não foi uma opção levada em conta. Aos 35 anos e 165 kg, ele recebeu a indicação médica para a operação, mas sentia medo de ir para a mesa de cirurgia. No consultório de Assed, ele se comprometeu — ao que diz, pela primeira vez — a uma rígida rotina de atividades físicas e controle de alimentação. Hoje, Wesley está feliz com seus 99 kg.

— Eu nunca tinha tentado, de verdade, fazer do jeito mais difícil: com dieta e exercícios. Antes de decidir isso, eu já tinha passado por terapia com uma psicóloga, o que foi fundamental para identificar e trabalhar minha ansiedade e compulsão alimentar. Hoje, eu já não ganho mais peso — comemora.

O médico Caetano Marchesini, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCB), defende a eficácia da cirurgia quando feita com responsabilidade. Marchesini aponta que a sociedade também preconiza o tratamento clínico anterior à operação, mas diz que a alternativa pode ser pouco eficaz em alguns casos:

— Há estudos que mostram um percentual pequeno na perda de peso em tratamentos clínicos para a obesidade mórbida. Mas em geral, o tratamento clínico é sempre melhor. No entanto, os pacientes que chegam até nós já tentaram alternativas. A cirurgia bariátrica é um tratamento compartilhado, com um médico que fará a operação da melhor forma possível e um paciente que deve fazer a parte dele — defende Marchesini.

Segundo dados da SBCB, 2016 teve número recorde de cirurgias bariátricas no Brasil: foram 100.512. O número foi 7,5% maior do que em 2015, quando foram feitas 93,5 mil operações, e 39% maior em relação a 2012, que somou 72 mil cirurgias. O país já é o segundo no número de cirurgias, onde as mulheres representam 76% dos pacientes.


Fonte: Jornal Extra

Tribo indígena da Amazônia possui os corações mais saudáveis do mundo

No meio da Floresta Amazônica boliviana, um grupo de indígenas passa o dia caçando ou trabalhando em lavouras. Para a ciência moderna, esse estilo de vida pode, em parte, explicar a saúde cardíaca dos Tsimané. De acordo com um estudo divulgado nesta sexta-feira, essa população possui os corações mais saudáveis do planeta, com os menores níveis de calcificação das artérias já registrados. Segundo a estimativa, um tsimané de 80 anos possui a mesma idade vascular que um americano com 50.

— Na média, os adultos da tribo Tsimané possuem artérias que são cerca de 28 mais jovens que os ocidentais — disse Randall Thompson, cardiologista do Hospital de St. Luke, em Kansas City, e coautor da pesquisa publicada na revista “Lancet”.

Os Tsimané têm população estimada em cerca de 6 mil membros, que vivem no Território Indígena e Parque Nacional Isiboro Sécure, entre os departamentos de Beni e Cochabamba. No estudo, os pesquisadores visitaram 85 tribos entre 2014 e 2015. Eles mediram o risco de doenças cardíacas realizando tomografias computadorizadas em 705 adultos, com idade entre 40 e 94 anos, para medir a extensão do enrijecimento das artérias coronárias, além de medirem peso, idade, frequência cardíaca, inflamações e níveis de colesterol e glicose no sangue.

Com base nos resultados das tomografias, os pesquisadores descobriram que nove entre dez tsimanés — 596 dos 705 voluntários, ou 85% — não tinham risco de doença cardíaca; 89 (13%) tinham baixo risco; e apenas 20 indivíduos, o que representa 3% da amostra, tinham risco moderado ou alto.

Mesmo os idosos possuem os corações saudáveis. Entre os voluntários acima de 75 anos, cerca de dois terços — 31 de um total de 48, ou 65% — não tinham risco de doença cardíaca, e apenas quatro dos 48, ou 8%, apresentaram risco moderado ou alto. Esses resultados são os menores já relatados para o envelhecimento vascular em qualquer população do planeta.

Por comparação, um estudo realizado nos EUA com 6.814 pessoas, com idades entre 45 e 84 anos, revelou que apenas 14% dos americanos que passaram pelo exame de tomografia no coração apresentaram nenhum risco de doença cardíaca, e metade tinha risco moderado ou alto, cerca de cinco vezes a prevalência entre os Tsimané.

— Nosso estudo mostra que os indígenas sul-americanos Tsimané possuem a menor prevalência de aterosclerose (acúmulo de gorduras, colesterol e outras substâncias nas artérias) de qualquer população já estudada — disse o antropólogo Hillard Kaplan, da Universidade do Novo México e líder do estudo. — Seu estilo de vida sugere uma dieta com baixos níveis de gorduras saturadas e alta ingestão de carboidratos não processados ricos em fibras.

NOVO FATOR DE RISCO

De acordo com a medicina moderna, os principais fatores de risco para a aterosclerose são a idade, o fumo, altos níveis de colesterol, pressão alta, sedentarismo, obesidade e diabetes. Com os resultados, os pesquisadores propõem a inclusão de novos fatores:

— A perda da dieta e do estilo de vida de subsistência pode ser classificada como um novo fator de risco para o envelhecimento vascular e nós acreditamos que componentes do estilo de vida dos Tsimané podem beneficiar populações contemporâneas sedentárias — disse Kaplan.

Enquanto as populações industriais são sedentárias por mais da metade das horas despertas (54%), os Tsimané passam apenas 10% do dia inativos. Eles vivem num sistema de subsistência que envolve a caça, coleta de frutos e vegetais, pesca e lavoura. Os homens passam em média de 6 a 7 horas em atividades físicas, e as mulheres entre 4 e 6 horas.

A dieta é baseada em carboidratos — 72% — e inclui carboidratos ricos em fibra, como arroz, banana, mandioca, milho, nozes e frutas. As proteínas constituem apenas 14% da dieta e provém de carne animal. A dieta é muito pobre em gorduras, que respondem por apenas 14% da alimentação, o equivalente a 38 gramas diárias, incluindo 11 gramas de gordura saturada e nenhuma gordura trans. Além disso, o fumo é raro entre a população.

INFLAMAÇÃO NÃO AUMENTA RISCO CARDÍACO

Entre a população Tsimané, a frequência cardíaca, a pressão arterial, e os níveis de colesterol e glicose também eram baixo, provavelmente como resultado do estilo de vida. Os pesquisadores também notaram que o baixo risco de aterosclerose coronária foi identificado apesar dos altos níveis de inflamação, que atinge metade dos indivíduos avaliados.

— O pensamento convencional é de que a inflamação aumenta o risco de doenças cardíacas — disse Thompson. — Entretanto, a inflamação comum nos Tsimané não era associada com o aumento do risco de doenças cardíacas, e provavelmente era resultado de altos níveis de infecções.

Como o estudo é observacional, não é possível confirmar se a população Tsinamé é protegida contra o envelhecimento cardíaco, ou qual parte do seu estilo de vida é mais protetivo. Contudo, os pesquisadores sugerem ser mais provável que a saúde do coração esteja relacionada com o padrão de vida, não com a genética. O temor é que o avanço da civilização torne os indígenas sedentários.

— Nos últimos cinco anos, novas estradas e a introdução de canos motorizadas aumentaram dramaticamente o acesso a comércios em cidades próximas para a compra de açúcar e óleo de cozinha — disse Ben Trumble, antropólogo da Universidade do Estado do Arizona. — Isso está introduzindo grandes mudanças econômicas e nutricionais na população Tsimané.

Nas grandes cidades, viver como um tsimané é praticamente inviável, mas pequenos hábitos podem ser mudados. Segundo Joep Perk, cardiologista da Universidade Linnaeus, na Suécia, que não participou do estudo, as pessoas podem “parar de fumar e fazer meia hora de exercícios intensos todos os dias, e isso já será uma grande ajuda”.

— Existe uma tendência de culpar os genes por problemas do coração, e o que esse estudo nos mostra é que você não pode culpar seus pais, apenas o seu estilo de vida — disse Perk.

Fonte: Jornal Extra

Hemorio vacina doadores contra febre amarela para evitar desabastecimento

O Hemorio vai aplicar doses da vacina contra a febre amarela a partir desta terça-feira, mas será necessário se candidatar a doar sangue para receber a imunização. Apenas poderá ser vacinado no hemocentro fluminense quem doar ou for avaliado na triagem e considerado inapto para a doação. 
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, a medida tem o objetivo de evitar o desabastecimento de sangue, já que, quando uma pessoa é vacinada contra a febre amarela, seu sangue fica inapto para a doação por quatro semanas. Neste período, o vírus causador da doença, ainda que atenuado, pode ser encontrado no sangue das pessoas já imunizadas.
Como há previsão de vacinação em massa contra a doença na região metropolitana, a tendência é que os estoques diminuam. 
A capacidade do Hemorio é 400 doadores por dia, e o sangue coletado abastece principalmente emergências de grandes hospitais da capital, maternidades e outras unidades de saúde, além de outras cidades, quando é necessário.
O hemocentro funciona sete dias da semana, das 7h às 18h, na Rua Frei Caneca, n° 8, no centro do Rio. Mais informações sobre a doação e a campanha podem ser obtidas pelo telefone 0800 282 0708
Fonte: O Dia

Novo elevador do Huap garante acesso de qualidade

sexta-feira, 17 de março de 2017

Como parte da adequação de suas instalações no anexo 3, do Huap, onde ficam localizados a oftalmologia, a coleta de sangue  e o Lamap um novo elevador foi instalado no local. A obra irá facilitar principalmente o acesso ao 2º andar dos pacientes que são atendidos na oftalmologia. A obra exigiu empenho do superintendente do Huap, professor Tarcisio Rivello, juntamente à Gerência de projetos e Obras ( GPO ) , por se tratar de um prédio antigo, que não contava com elevador, somente escadas. A preocupação com a intervenção realizada foi adequar a construção existente, sem comprometer as características do local.

O novo elevador tem capacidade para transportar até 9 passageiros, contribuindo para uma melhor circulação dos setores instalados no anexo 3. Além de viagens mais seguras, devido a um moderno dispositivo de segurança, o elevador possui acabamento todo em aço inoxidável, painéis de comando modernos e portas automáticas.

O Huap possui no total 12 elevadores distribuídos por toda a unidade hospitalar, sendo dois deles para carga e descarga. A gestão atual do Huap juntamente com a gerente administrativa Maria Conceição de Lima Andrade, corrigiu a escala dos ascensoristas, para que ficasse de acordo com a circulação de pessoas pelo hospital.

Todos os elevadores do Huap, passaram por  recuperação e modernização e estão em constante manutenção para atender ao fluxo de pacientes, acompanhantes, funcionários, médicos, professores, alunos e residentes.

Estudo revela que ter filhos eleva a expectativa de vida

Mal soube que um novo bisneto deve nascer daqui a sete meses, a niteroiense de origem inglesa Helen Mary Kent preparou para o bebê sete pequenos cabides forrados de crochê. A família grande, com cinco filhos, nove netos e duas bisnetas acostumou Helen a ter — e manter — uma rede de afeto robusta em torno de si, o que pode ajudar a explicar, segundo cientistas, seus 91 anos de vida. De acordo com um estudo do Instituto Karolinska, na Suécia, uma das maiores faculdades de medicina da Europa, o simples fato de ter filhos já aumenta a expectativa de vida. A pesquisa mostra que essas pessoas tendem a viver de um ano e meio a dois anos a mais do que aquelas que não têm rebentos — e, com isso, passam dos 80 anos.

Os cientistas não acreditam que esse efeito seja biológico, mas sim o resultado de uma rede de apoio amorosa que é crucial na vida adulta e na velhice, quando algo tão corriqueiro como uma queda pode ser fatal. Em geral, quem tem descendentes é mais incentivado a procurar médicos e cuidar bem da saúde, além de ter mais chances de manter a mente ativa e se esquivar da solidão. Para Helen, a conclusão dos pesquisadores suecos não poderia ser mais verdadeira.

— Eu adoro o fato de ter muitas pessoas da família com quem conversar. Às vezes, tenho até que tomar água para lubrificar, de tanto que eu falo — conta a nonagenária, aos risos. — Família pequena demais não nos proporciona aniversários, festinhas, a companhia dos netos. Se eu não tivesse ninguém, seria muito difícil.

Embora muitos parentes tenham se espalhado por vários estados — a própria Helen deixou Niterói há nove anos para viver em São Paulo —, há sempre um esforço familiar para que, de tempos em tempos, os entes queridos se reúnam. E a aposentada nunca está sozinha: mora com duas filhas, Kathleen Louise e Florence.

— Ela tem mais saúde do que nós — brinca Kathleen. — Toma seus remédios na hora certa, gosta que a acompanhemos nas consultas, está sempre fazendo palavras-cruzadas, criptogramas, trabalhos manuais. A mente não para.

REGISTROS DE 1,5 MILHÃO DE PESSOAS

Estudos anteriores já afirmaram que a solidão, ou a perda de um parceiro na vida adulta, pode acelerar a morte. No entanto, a pesquisa divulgada esta semana pelo Instituto Karolinska retrata o primeiro grande levantamento capaz de mostrar que a prole tem uma espécie de efeito protetor.

— O apoio de filhos adultos a pais idosos é importante para garantir a longevidade — explica Karin Modig, autora principal do estudo. — Na idade avançada, o estresse da paternidade e da maternidade é menor. Então o pais podem se beneficiar do apoio de seus filhos.

Para descobrir se a paternidade pode ajudar a adiar a morte entre pessoas de idade avançada, a pesquisadora e sua equipe estudaram os registros de quase 1,5 milhão de pessoas que nasceram em 1911, observando quando elas morreram e se tiveram filhos. O risco de morte foi crescendo conforme o aumento da idade, independentemente de os indivíduos serem pais ou não. Porém, depois de avaliar fatores que poderiam influenciar isso — como os anos de escolaridade —, a expectativa de vida se mostrou maior entre pessoas que tiveram filhos.

O estudo constatou que as mães viveram em média 84,6 anos, enquanto a expectativa de vida entre mulheres sem filhos foi de 83,1 anos. A diferença é ainda mais marcante para os pais, cuja esperança de vida é de 80,2 anos, comparado a 78,4 anos entre os homens sem filhos.

Segundo a presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Carmita Abdo, as questões de ordem emocional costumam ser mais atendidas quando o indivíduo tem filhos.

— Se a pessoa tem mais apoio familiar, tem, consequentemente, menos solidão, evitando assim o que seria um dos principais fatores de doença psicológica para aqueles que têm predisposição a esse tipo de mal. Por isso, não é mera coincidência que tenha aparecido na pesquisa uma longevidade maior para quem tem esse apoio. Com filhos, os cuidados ao longo da vida serão melhores, desde a época da gestação até o envelhecimento — analisa.

Carmita ressalta que tanto mulheres quanto homens tendem a se preocupar mais com a própria saúde a partir do momento em que há crianças em casa. E que, mesmo inconscientemente, o zelo com a qualidade de vida aumenta.

— Uma vez que é preciso dar uma comida saudável para os filhos, os pais comem refeições mais saudáveis. Porque precisam brincar com filhos, eles se exercitam mais, correm pelo parque, andam de bicicleta — exemplifica ela. — O estilo de vida das pessoas costuma melhorar com a chegada dos filhos, e isso é visível de diferentes formas em muitos estudos feitos nos últimos anos. É como se, na intenção de cuidar bem dos filhos, por tabela, os pais cuidassem melhor de si próprios.

A contrapartida, quando os filhos passam a cuidar dos pais na velhice, também é entendida por Carmita como essencial para explicar a longevidade.

— Além do benefício afetivo de se ter filhos, que por si só é muito importante, existe uma questão bem prática: eles estão próximos o suficiente para conseguirem observar qualquer problema de saúde que acomete o pai ou a mãe. Uma pessoa sem laços de parentesco próximos não tem tanto essa possibilidade.

MAIOR VULNERABILIDADE NO FUTURO

Se hoje não é raro encontrar um idoso com família numerosa, a psiquiatra destaca que isso ficará cada vez mais raro. Parcela significativa das pessoas abrem mão de serem pais, o que deve fazer com que, no futuro, tenham uma rede afetiva bem menor. Isso pode levar a uma leve redução na expectativa de vida.

— Aquelas pessoas que têm uma predisposição à depressão ou ao uso de drogas, por exemplo, terão maior vulnerabilidade caso se vejam sozinhas na vida adulta e na velhice — avalia.

A conclusão do levantamento sueco contradiz estudos anteriores que sugeriam que, pelo menos para as mulheres, ter filhos poderia reduzir a expectativa de vida, já que o tempo destinado a atividades físicas é desviado para a reprodução. Pesquisas chegaram a indicar que, em regiões pobres, pessoas com quatro ou mais filhos viviam 3,5 anos a menos do que a média.

Fonte: Jornal Extra


Febre Amarela: moradores buscam vacina no Vital Brazil


Fora da antecipação da campanha de vacinação, Niterói só deve receber os primeiros lotes no fim de março, iniciando, desta forma a sua campanha provavelmente em abril. Com isso, unidades de Niterói tiveram fila nesta quinta-feira (16) para vacinação contra febre amarela. Na Policlínica Regional Sérgio Arouca, no Vital Brazil, Zona Sul da cidade, teve gente ficando mais de quatro horas na fila para conseguir imunização. Procurada, a Prefeitura de Niterói confirmou que a Policlínica Regional Sérgio Arouca, no Vital Brazil, foi a unidade que recebeu a maior demanda, no entanto, não informou os números de pessoas imunizadas nesta quinta no município.

Pela manhã, a Secretaria Estadual de Educação anunciou que 1.250 escolas da rede serão utilizadas como locais de vacinação contra a febre amarela, priorizando o atendimento de alunos e pais.
A orientação da Secretaria de Estado de Saúde (SES) é de que aqueles que vão viajar para áreas com ocorrência da doença em humanos se vacinem com dez dias de antecedência. Daniela Corrêa, de 38 anos, foi acompanhada do marido e do filho ao posto. O trio vai, ainda esse mês, para Casimiro de Abreu, cidade que teve a primeira morte por conta da doença no Estado. “Cheguei às 9h. Cerca de uma hora e meia depois, começaram a distribuir senha. Estou operada, com criança de colo, e não tem fila prioritária. Está desorganizado. Esperava pegar fila, mas não tanta”, comentou. 
A gerente administrativa Cláudio Seabra, de 52 anos, chegou ao posto de saúde às 9h30. Duas horas depois, resolveu ir em casa e voltar mais tarde. “Nem imaginava pegar uma fila desse tamanho. Deixei uma pessoa esperando aqui para mim, e volto mais tarde. Vim porque quero me resguardar”, disse.  
O subsecretário de Vigilância em Saúde da SES, Alexandre Chieppe, alertou que a população não precisa correr aos postos de saúde em busca da vacina contra a febre amarela. Pela manhã, o órgão se reuniu com  representantes de 12 municípios localizados nas proximidades de Casimiro de Abreu, cidade onde foram registrados dois casos da doença, sendo um óbito. Nesta quinta, um Hospital de Campanha foi montado em Casimiro para imunizar a população. A vacinação nas escolas estaduais começará pelos seguintes municípios: Casimiro de Abreu, Silva Jardim, Macaé, Rio das Ostras, Trajano de Moraes, São Pedro da Aldeia, Armação de Búzios e Cabo Frio. Neste período, as aulas ocorrerão normalmente, sem impacto na rotina das unidades escolares.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomenda a vacina para pessoas com doenças que baixam a imunidade – como lúpus, câncer e HIV – nem para quem tem alergia à gelatina e ovo. Já o Ministério da Saúde indica que pessoas com doenças agudas febris moderadas ou graves devem adiar a vacinação até a resolução do quadro para não se atribuir à vacina as manifestações da doença. A vacina não pode ser aplicada em crianças com menos de 6 meses. Em crianças de 6 meses a 9 meses de idade incompletos, só deve ser aplicada em situações de emergência epidemiológica ou viagem para área de risco. A vacinação é contraindicada em gestantes e mulheres que estejam amamentando crianças com menos de 6 meses de idade. Pessoas acima de 60 anos só podem ser vacinadas após avaliação médica. 
Estratégia -  As novas ações da Secretaria de Estado de Saúde (SES) compreendem a antecipação da vacinação para 25 municípios estratégicos, nas regiões Norte, Noroeste, Serrana, dos Lagos e no entorno da reserva do Poço das Antas. Os demais municípios, incluindo a capital e a Região Metropolitana, integrarão as duas fases seguintes, com previsão de início até o fim do mês de março, mediante a liberação de novos lotes de doses a serem disponibilizados pelo MS para o RJ. A SES reforça que todo o Estado do Rio de Janeiro será contemplado, portanto, não há necessidade de deslocamento da população entre os municípios em busca da vacina. Toda a população do RJ, observando as contraindicações, será imunizada, de forma gradativa, até o fim deste ano. 
Fonte: O Fluminense