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Três países africanos testarão vacina contra malária em grande escala

terça-feira, 25 de abril de 2017


Gana, Quênia e Malawi administrarão, a partir de 2018, a primeira vacina contra a malária, em um programa piloto inédito que será aplicado a crianças de idade entre 5 e 17 meses, segundo anunciou nesta segunda-feira (24) o Escritório Regional para África da Organização Mundial da Saúde (OMS).

"A informação obtida neste programa piloto nos ajudará a tomar decisões para estender o uso desta vacina", declarou Matshidiso Moeti, diretora regional para África da OMS em um ato realizado em Nairóbi por causa do Dia Mundial da Malária, que é celebrado amanhã.

"Combinada com as medidas que já existem contra a malária, uma vacina assim teria potencial para salvar dezenas de milhares de vidas na África", acrescentou Moeti.

A malária foi a causa de morte de cerca de 429 mil pessoas em 2015, a maioria delas crianças nascidas na África. Ao todo, houve 212 milhões de casos, segundo dados da OMS. Os esforços contra a doença reduziram as mortes por malária em 62% nos últimos 15 anos.

A primeira vacina contra a malária foi desenvolvida e testada pela empresa GSK com o apoio da Fundação Bill e Melinda Gates durante mais de oito anos em sete países africanos, entre eles Gana, Quênia e Malawi.

Estes três países foram escolhidos como teste para o programa piloto em grande escala porque cumprem os critérios estabelecidos pela OMS na luta contra a malária.

Gana, Quênia e Malawi têm um uso generalizado de redes antimosquitos em seu território, além de programas de imunização adequada contra o vírus e uma incidência da doença suficientemente elevada para que os resultados sejam representativos.

Cada um dos três países decidirá as zonas nas quais será administrada a vacina.

Fonte: G1

Consumo diário de refrigerante diet aumenta risco de derrame e demência, indica estudo


Bebidas adoçadas artificialmente, como refrigerante diet, podem aumentar o risco de acidente vascular cerebral e demência. É o que mostra uma pesquisa da Universidade de Boston, publicada na revista científica americana Stroke.

De acordo com o estudo, tomar pelo menos uma lata de refrigerante diet por dia está associado a um risco quase três vezes maior de sofrer um acidente vascular cerebral ou desenvolver demência.

O estudo ressalta, no entanto, que a versão "normal" das bebidas, adoçadas com açúcar, não está associada ao risco de desenvolver qualquer uma dessas condições, contrariando algumas pesquisas já realizadas anteriormente.

"Não foi surpresa descobrir que a ingestão de refrigerante diet está associada com acidente vascular cerebral e demência. O que me surpreendeu foi que a ingestão de bebidas adoçadas com açúcar não está associada a esses riscos, porque as bebidas com açúcar são conhecidas por não serem saudáveis", disse Matthew Pase, que coordenou a pesquisa, em entrevista à CNN.

Os pesquisadores admitem, no entanto, que não conseguiram provar uma relação direta de causa e efeito entre a ingestão de bebidas adoçadas artificialmente e o aumento do risco de derrame e demência. Segundo eles, trata-se de uma associação, já que o estudo se baseia em observações e dados fornecidos por meio de um questionário sobre hábitos alimentares.

A pesquisa

Cerca de 4 mil pessoas participaram da pesquisa, que organizou dois grupos de estudo por faixa etária: 2.888 adultos com mais de 45 anos (para analisar a incidência de derrame) e 1.484 com mais de 60 anos (para avaliar os casos demência). Os dados, coletados por meio de questionários, foram cedido pelo Framingham Heart Study, extenso projeto da Universidade de Boston sobre doença cardiovasculares.

Os pesquisadores analisaram a quantidade de bebidas e refrigerantes diet e normal ingerida por cada participante, em diferentes momentos, entre 1991 e 2001. Em seguida, compararam com o número de pessoas foram vítimas de derrame ou demência num prazo de 10 anos . No período, foram observados 97 casos de acidente vascular cerebral (82 isquêmicos, causado por vasos sangüíneos bloqueados) e 81 de demência (63 compatíveis com Alzheimer).

"Após fazer ajustes por idade, sexo, educação (para análise da demência), ingestão calórica, qualidade da dieta, atividade física e tabagismo, maior consumo recente e maior de refrigerantes adoçados artificialmente foram associados a um risco maior de AVC isquêmico e demência, como a doença de Alzheimer", diz o estudo.

De acordo com a pesquisa, aqueles que consumiam pelo menos uma lata de bebida diet diariamente eram 2,96 vezes mais propensos a sofrer um acidente vascular cerebral isquêmico e tinham 2,89 vezes mais tendência a desenvolver o mal de Alzheimer do que aqueles que bebiam menos de uma vez por semana.

Outros estudos

Essa não é a primeira vez que bebidas diet são associadas ao desenvolvimento de problemas de saúde. A pesquisa cita o estudo Northern Manhattan, que teria revelado que "o consumo diário de refrigerante adoçado artificialmente estava ligado a um risco maior de incidentes vasculares, mas não de acidente vascular cerebral".

Outro exemplo mencionado é o Nurses Health study and Health Professionals, que mostrou que "o alto consumo de açúcar e refrigerantes adoçados artificialmente foi associado a um risco maior de derrame".

Fonte: G1

Coletor menstrual: veja perguntas e respostas sobre esta alternativa aos absorventes

quarta-feira, 19 de abril de 2017




O coletor menstrual – copinho de silicone usado para coletar o sangue da menstruação dentro do canal vaginal – passou a ser uma alternativa aos absorventes mais tradicionais há alguns anos. Mulheres que aderem ao dispositivo apontam vantagens como o fato de poder ser utilizado por até 10 horas seguidas e de resultar em uma menor produção de lixo.

Atualmente, está disponível em várias marcas e preços. Mas o uso do copinho ainda desperta muitas dúvidas. Veja algumas perguntas e respostas sobre esta alternativa aos absorventes:

O que é o coletor menstrual?

É um dispositivo maleável feito de silicone em formato de taça que, introduzido no canal vaginal, coleta o sangue da menstruação. Trata-se de uma alternativa aos absorventes externos e internos mais tradicionais.

 (Foto: Arte/G1)


Como usar?

O copinho deve ser dobrado para ter seu diâmetro reduzido e, em seguida, introduzido com cuidado na vagina. Dentro do canal vaginal, o coletor se abre e fica preso à parede vaginal. Ali, passa a coletar o sangue da menstruação.

Que cuidados que devem ser tomados?

A cada 10 horas, a mulher deve retirar o dispositivo, esvaziá-lo, lavá-lo com água e sabão e reintroduzi-lo. Ao final do ciclo, deve lavá-lo com água e sabão e depois fervê-lo por alguns minutos. O objeto deve ser, então, secado e guardado em local limpo.

Quais são as vantagens?

Questão ecológica: O coletor menstrual pode durar até 10 anos, segundo especialistas, e dispensa o uso de absorventes descartáveis. Portanto, reduz a produção de lixo. Segundo o ginecologista Alexandre Faisal Cury, a questão ecológica é importante: uma mulher que tem até 35 anos de ciclos menstruais pode usar até 10 mil absorventes ao longo da vida. Em longo prazo, também pode representar uma economia de dinheiro.

Maior tempo de uso: Diferentemente dos absorventes interno e externo, que devem ser trocados a cada quatro horas, o coletor menstrual pode ficar até 10 horas direto. “Tem o caráter de liberdade da mulher, que pode dormir com ele, ir à piscina, fazer esportes, então atende ao apelo da mulher moderna”, diz Cury.

Odor: Como o sangue coletado pelo copinho não entra em contato com o ar ambiente, ele permanece sem cheiro. No caso do uso de absorventes externos, o odor pode ocorrer quando o sangue acumulado em contato com o ar entra em processo de degradação.

Quais são os riscos?

Assim como o absorvente interno, o coletor menstrual já foi associado à síndrome do choque tóxico. “O choque tóxico foi inicialmente descrito em associação com uso do tampão (absorvente interno). Isso causa uma preocupação porque é uma síndrome bastante grave, com risco de vida para a mulher, mas vale destacar que é raríssimo: 30 casos em um milhão de pessoas”, diz Cury.

Segundo o ginecologista, o choque pode ocorrer quando a colocação do dispositivo leva a uma pequena lesão na vagina e, nesta lesão, bactérias comuns na região como o Staphylococcus aureus adquirem um caráter tóxico e entram para a circulação sanguínea. Os sintomas são febre alta súbita, instabilidade cardiovascular, erupção na pele, comprometimento renal que se evoluir pode ser fatal.

A síndrome é mais comumente associada ao uso prolongado do absorvente interno, mas já há casos descritos de ocorrências relacionadas ao coletor.

Tem contraindicação?

Não é aconselhável que mulheres que nunca tiveram relações sexuais usem o coletor menstrual sob o risco de o dispositivo provocar o rompimento do hímen.

Tem regulamentação?

Por enquanto, coletores menstruais ainda não são regulamentados, mas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirma que os dispositivos em breve receberão uma regulamentação.

A norma deve estabelecer que o coletor seja feito com material atóxico, sem componentes como fragrâncias e inibidores de odor. Um alerta sobre a síndrome do choque tóxico será obrigatória, além de um alerta sobre a frequência da remoção do produto para descarte do sangue.

Quanto custa?

Há várias marcas e modelos disponíveis no mercado brasileiro que custam até R$ 100.

Fonte: G1




Cientistas japoneses desenvolvem a 'pele eletrônica' mais fina do mundo


Pesquisadores no Japão estão desenvolvendo a “pele eletrônica” mais fina do mundo.

Trata-se de um conjunto de circuitos feitos como materiais orgânicos, como plástico, que são mais flexíveis e podem ser “vestidos” pelo usuário.

A versão criada por cientistas da Universidade de Tóquio tem uma espessura dez vezes menor do que a de uma célula cutânea.

Ao mesmo tempo em que é mais leve do que uma pena, é também muito resistente – pode ser dobrada e esticada sem gerar danos aos seus componentes.

A meta é que esse tipo de aparelho seja usado para monitorar a saúde de uma pessoa, funcione como uma tatuagem eletrônica ou crie até mesmo uma tela “de mão”.

Em seu estágio atual, a tecnologia permite exibir um único número digital.

“O próximo passo será incluir mais dígitos e depois fazer uma tela de alta definição”, diz o pesquisador Takao Someya.

“Isso será possível dentro de quatro ou cinco anos.”

Fonte: G1

Gestão de Acervos Bibliográficos do Icict disponibiliza base de dados Ulrich's


O Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), através da Gestão de Acervos Bibliográficos, disponibiliza a Base de Dados Ulrich’s™, uma ferramenta que disponibiliza dados correntes e históricos, completos, precisos e corretos de revistas científicas e também de instituições mundiais acadêmicas e de pesquisa. 

Sua interface de busca disponibiliza além de recursos de filtragem dos resultados, recursos de interligação da UlrichsWeb™ com bases de dados de artigos, facilitando ainda mais a localização do conteúdo de interesse por parte do usuário final. 

A vigência da assinatura será até 04 de abril de 2018.

Em caso de dúvidas, contatar Mônica Garcia pelo e-mail monica.garcia@icict.fiocruz.br ou pelo telefone (21) 3865-3218.

Fonte: Fiocruz

SUS oferece cursos gratuitos sobre zika e chikungunya para profissionais de saúde

Profissionais de saúde de todo o país interessados em saber mais sobre os vírus zika e chickungunya, transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti, podem se inscrever em cursos gratuitos oferecidos pelo Ministério da Saúde. Realizadas pela internet, as capacitações "Manejo Clínico de Chikungunya" e "Zika: abordagem clínica na atenção básica" já têm mais de 90 mil alunos matriculados.

Com público alvo de médicos, enfermeiros, assistentes sociais, fisioterapeutas, psicólogos e cirurgiões dentistas, os cursos estão com inscrições abertas até 1º de dezembro de 2017. Organizados pela Rede UNA-SUS em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), os treinamentos têm o objetivo de capacitar um número cada vez maior de profissionais da área para o enfrentamento de epidemias das duas doenças no Brasil. Ao todo, mais de 90 mil alunos já se matricularam.

- Temos acompanhado e avaliado a percepção dos alunos que fazem estes cursos e os relatos de mudança de práticas em seus cotidianos de trabalho são muito frequentes. Após assistir aos vídeos e realizar as atividades, os profissionais que trabalham nas unidades de saúde relataram segurança para fazer o diagnóstico e tratamento de pessoas acometidas por chikungunya ou zika - explica a coordenadora dos cursos e da UNA-SUS/Fiocruz Mato Grosso do Sul, Vera Lucia Kodjaoglanian. Segundo ela, as duas capacitações são indicadas também para professores de graduação e pós-graduação:

- Os professores relataram maior propriedade ao abordar as temáticas em suas aulas. E diariamente temos ingressos de novos alunos.

O curso sobre chikungunya tem carga horária de 30 horas, enquanto o de zika tem 45. Ambos têm conteúdo multimídia e baseiam-se no estudo de casos clínicos e depoimentos de especialistas. Uma biblioteca virtual é disponibilizada para os alunos matriculados poderem se aprofundar mais no tema.




Pesquisa da UFF testa vacinas contra infecção hospitalar

terça-feira, 18 de abril de 2017

A infecção hospitalar é um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. No Brasil, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 14% dos pacientes internados contraem algum tipo de infecção anualmente. O número de mortes, segundo a Associação Nacional de Biossegurança (ANBio), chega em média a 100 mil por ano. 

O professor de Bioquímica e Biologia Celular e Molecular Fábio Aguiar Alves, da Universidade Federal Fluminense (UFF), quatro alunos de graduação e cinco pesquisadores estão testando vacinas contra infecções por Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa na Escola de Medicina da Universidade da Califórnia em San Francisco (UCSF), EUA. A bactéria Staphylococcus aureus causa, entre outras doenças, a pneumonia, osteomielite e infecção generalizada (sepse). A Pseudomonas aeruginosa atinge os aparelhos respiratório, urinário e corrente sanguínea e é a principal preocupação de contaminação em casos de queimados. 

“Esse projeto inédito vai trazer uma série de benefícios para a população mundial. O meu objetivo é levar para o Brasil todo aprendizado e a tecnologia sobre a metodologia de testes com novas vacinas e drogas. Afinal, grandes indústrias farmacêuticas têm filiais no nosso país e podemos desenvolver excelentes parcerias com a Universidade”, ressalta. 

Fábio Aguiar Alves foi convidado pelo Prof. Binh Diep da Universidade da Califórnia em função de estudos realizados sobre biologia molecular eStaphylococcus aureus.

Após testes em camundongos, as vacinas estão sendo testadas em coelhos. Alguns países, como o Canadá, já propuseram o uso como prevenção em procedimentos cirúrgicos de grande porte. O professor da UFF prevê que os estudos e resultados conclusivos devem acontecer em aproximadamente três anos. 

Para o vice-reitor da UFF, Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, a sociedade colhe frutos sempre que há sinergia entre um planejamento institucional responsável e o talento aliado ao trabalho dos pesquisadores. "O professor Fábio Aguiar Alves é um jovem pesquisador, talentoso e trabalhador que encontrou na UFF um ambiente preparado e organizado pelos gestores para desenvolver seus projetos em cooperação com demais colegas, alunos e colaboradores internacionais. Desta forma, fortalecemos nossa missão como Universidade, maximizando o retorno para a sociedade a partir dos investimentos em pesquisa científica."

Fonte: O Fluminense