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Exames podem detectar autismo em crianças antes de aparecimento de sintomas

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017


Exames cerebrais de ressonância magnética podem detectar autismo antes que qualquer sintoma comece a surgir, afirmam pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

Atualmente, as crianças podem ser diagnosticadas a partir dos dois anos de idade, mas, em geral, isso costuma ocorrer mais tarde.

O estudo, publicado na revista "Nature", entretanto, mostra que as origens do autismo estão bem antes disso - no primeiro de ano de vida.

As descobertas do estudo podem levar a um diagnóstico precoce e até mesmo a terapias imediatas.

De acordo com o levantamento, uma em cada 100 pessoas tem autismo, condição que afeta o comportamento e interação social. A pesquisa analisou 148 crianças, incluindo aquelas com alto risco de autismo porque tinham irmãos mais velhos com o distúrbio. Todos foram submetidos a exames de ressonância magnética aos seis, 12 e 24 meses de vida.

O estudo revelou diferenças iniciais no córtex cerebral, a parte do cérebro responsável por funções de alto nível - como linguagem por exemplo - em crianças que depois viriam a ser diagnosticadas com autismo.

"Muito cedo, no primeiro ano de vida, vemos diferenças de área de superfície do cérebro que precedem os sintomas que as pessoas associam tradicionalmente com autismo", disse à BBC o médico Heather Hazlett, um dos pesquisadores da Universidade da Carolina Norte.

"Os exames indicam que essas diferenças do cérebro podem ocorrer em crianças com alto risco de autismo", afirma Hazlett. O estudo abre possibilidades para avanços na forma que a doença é tratado e diagnosticada.

Escaneamentos do cérebro de bebês, particularmente em famílias de alto risco, podem levar a um diagnóstico precoce. Acredita-se que, a longo prazo, possam surgir exames de DNA, aplicáveis a todas as crianças, capazes de identificar aquelas em que o risco de ter autismo é alto.

Com a doença diagnosticada cedo, é possível implantar antes terapias comportamentais - como treinar pais a interagir com o filho autista - em busca de resultados mais eficientes.

Intervenção precoce

Outro pesquisador do projeto, Joseph Piven, diz que agora pode ser possível identificar crianças propensas a ter autismo. "Isso nos permite intervir antes que apareçam os comportamentos da doença. Há amplo consenso de que há mais impacto antes que os sintomas tenham se consolidado. O resultado dessa pesquisa é muito promissor", afirmou.

Com a descoberta, os pesquisadores afirmam ser possível prever quais crianças desenvolverão autismo com 80% de precisão.

"É possível que a varredura feita através de ressonância magnética (MRI, sigla em inglês) possa ajudar as famílias que já têm uma criança autista para acessar o diagnóstico anterior de crianças subsequentes. Isso significaria que essas crianças poderiam receber o apoio certo tão cedo quanto possível", diz Carol Povey, diretora da Sociedade Nacional de Autistas da Grã-Bretanha.

A especialista afirma, no entanto, que o autismo pode se manifestar de diferentes maneiras e "nenhum teste único poderia ser capaz de identificar o potencial de autismo em todas as crianças".
Fonte: G1

Repositório Institucional da UFF facilita acesso a pesquisas

Com o objetivo de reunir, preservar, disseminar, promover e dar acesso à produção técnico-científica da instituição, a Universidade Federal Fluminense institui política para depósito no seu Repositório Institucional, o RIUFF. Artigos científicos, teses de doutorado, dissertações, bem como outros tipos de documentos eletrônicos podem ser consultados, via internet, de forma livre e gratuita.
A Comissão de Criação de Políticas de Preservação, Divulgação e Disponibilização de Produção Científica do RIUFF elaborou a política publicada pela universidade, através da Norma de Serviço nº 655 de 3 de janeiro de 2017, e contou com o acompanhamento dos comitês de Governança e de Gestão da Informação da UFF.
De acordo com a superintendente de Documentação e presidente do Comitê de Gestão da Informação, Déborah Motta Ambinder de Carvalho, e a bibliotecária e documentalista Jane Alice de Souza Teixeira, a UFF, alinhada a outras importantes instituições brasileiras e estrangeiras que mantêm seus repositórios institucionais, contará com as coordenações dos cursos de graduação e programas de pós-graduação, mestrado e doutorado, como parceiros fundamentais para o sucesso do repositório.
A ideia da criação do RIUFF, segundo Déborah Ambinder, surgiu em 2009, por meio de um edital do Ibict/Finep, que previa a distribuição de kits tecnológicos, treinamento dos recursos humanos da instituição, além do suporte de informática e de equipamentos. Neste contexto, sua gestão ficou sob a responsabilidade das superintendências de Documentação (SDC) e de Tecnologia da Informação (STI).
Disponibilizado atualmente aos internautas na versão 3.2, e com a perspectiva de migrar nos próximos meses para a versão 5.3, o repositório reúne exclusivamente a produção da comunidade universitária da UFF. Outra iniciativa semelhante, ainda em fase experimental e na versão beta, é a “Questões em Rede”, um repositório temático, voltado para publicações do Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (Enancib), que ocorre anualmente, no qual estão sendo depositados trabalhos de várias comunidades científicas e instituições de ensino.
Déborah Ambinder e Jane Teixeira destacam que a produção científica e administrativa disponível no RIUFF foi estabelecida em conformidade com a Lei 12.527/2011, que regulamenta o direito constitucional de acesso às informações públicas em vigor desde 16 de maio de 2012. A lei criou mecanismos que possibilitam a qualquer pessoa, física ou jurídica, sem necessidade de apresentação de motivo, o recebimento de informações públicas dos órgãos e entidades.
 
“O uso do repositório como local virtual da produção científica e institucional traz grandes benefícios para a UFF”, afirma Déborah Ambinder, dentre estes, a maximização do impacto dos resultados da produção adêmica, ampliando sua visibilidade e disseminação, através do livre acesso à informação; a facilitação da gestão da informação disponível em meio digital, reunindo num único local a produção intelectual da universidade; a preservação da memória institucional e a produção técnico-científica da UFF, por meio do armazenamento de longo prazo de documentos digitais; a ampliação da visibilidade e o uso da produção intelectual desenvolvida na universidade.

A superintendente ressalta, ainda, que o RIUFF é um instrumento para subsidiar a gestão de investimentos em pesquisas na instituição e apoiar a formação e desenvolvimento de pesquisadores, educadores, acadêmicos, gestores, alunos de graduação e pós-graduação, bem como a sociedade, a promoção da participação social e o exercício da cidadania.
Os procedimentos para criação de comunidade/coleção no RIUFF estão disponíveis na página do Repositório: http://www.repositorio.uff.br/jspui.
Fonte: UFF

Alunos da UFF produzem tecnologias para pessoas com deficiência

O curso de graduação em Desenho Industrial da UFF está trazendo para a sala de aula a prática do design inclusivo e de cunho social, por meio da disciplina Projeto 4, com ênfase em Tecnologias Assistivas e de Reabilitação. Quem ministra a disciplina é o professor Giuseppe Amado, que incentiva a elaboração de produtos voltados para pacientes com deficiências ou em processo de reabilitação – como bengalas, objetos adaptados e jogos que melhoram a interação, entre outros. Como contrapartida, alguns dos produtos desenvolvidos pelos alunos já foram doados para instituições como a Associação Fluminense de Reabilitação (AFR) e a Associação Fluminense de Amparo aos Cegos (Afac), em Niterói, e o Instituto Benjamin Constant (IBC), no Rio de Janeiro.
Tecnologias de Reabilitação são aquelas voltadas a ajudar pacientes em fase de recuperação física ou psíquica. Já o campo das Tecnologias Assistivas busca aprimorar as habilidades e dar maior autonomia às pessoas com deficiências múltiplas, motoras, sensoriais ou intelectuais, melhorando a qualidade de vida. “Na disciplina busca-se promover um design de qualidade através de técnicas específicas da área, levando-se em conta a etapa em que os alunos estão no curso e as possibilidades tecnológicas e orçamentárias das instituições envolvidas”, diz o professor Giuseppe Amado.
“É uma área pouco explorada no Brasil, o que obriga as pessoas a recorrerem a produtos importados ou fazerem adaptações de má qualidade”, acrescenta Amado. Ele revela que a intenção é que os objetos não sejam apenas protótipos, mas que possam ser fabricados em larga escala, a fim de atender a um público amplo. “Estamos formatando com outros professores do Departamento de Desenho Técnico uma disciplina de projeto executivo para produção em larga escala dos produtos desenvolvidos. Em breve devemos ter mais novidades sobre o assunto. Torço para que saia, porque seria ótimo para os alunos”.
Dirigida a estudantes do quarto período, a disciplina Projeto 4 reúne cerca de 40 alunos por semestre. Divididos em grupos de três a quatro integrantes, visitam as instituições escolhidas por eles mesmos, entrevistam os profissionais de saúde e pacientes, observam as situações, identificam os problemas e desenvolvem as soluções. Ao final, testam o produto com os usuários a fim de avaliar o que foi produzido. Segundo Amado, a cooperação mais importante é com a AFR, instituição filantrópica que possui há vários anos um convênio de parceria técnico-científica com a UFF e é uma das mais tradicionais da cidade de Niterói na área de reabilitação, sendo também conveniada ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Para a fisioterapeuta Valéria Coelho, assessora do Núcleo de Estudos e Pesquisa da AFR, a parceria é duplamente importante pois dá a oportunidade de experimentar os produtos desenvolvidos pela UFF e, ao mesmo tempo, chancelar a qualidade dos projetos dos alunos com a aplicação direta junto aos pacientes. Em dezembro último, com o término do semestre, profissionais da AFR atribuíram notas e opiniões sobre os protótipos apresentados em um encontro realizado no auditório da associação, no qual foram muito bem avaliados pelo setor terapêutico.
Os trabalhos adotam a perspectiva do chamado design social, no qual se evidencia a preocupação do designer em melhorar diversos aspectos da vida das pessoas sob uma perspectiva inclusiva, universal. “Muitas vezes, o design é visto como um meio para melhorar a estética dos objetos, deixando a impressão de que ele é apenas para um público sofisticado. Mas esses conceitos devem estar presentes em todos os projetos de design, arquitetura e engenharia, independentemente de classe social. É importantíssimo que os alunos entrem em contato com outras realidades. Então, tão relevante quanto trabalhar os métodos, é estimular a empatia e o olhar para com o outro. Gosto de tirar o aluno da zona de conforto para que ele não se torne apenas um profissional de escritório, mas que veja o mundo de forma mais ampla”, defende o professor.

Design inclusivo dá o tom dos produtos desenvolvidos para crianças e adultos

De acordo com Giuseppe Amado, no IBC, os estudantes desenvolveram um tapete para auxiliar o professor de dança da instituição a ensinar passos para crianças cegas. Na Afac, os graduandos aprimoraram um acessório denominado pré-bengala, criado para treinar crianças com deficiência visual no uso de bengalas longas. “A principal melhoria desenvolvida foi um sistema de ajuste que tornou o seu uso seguro e mais confortável para um maior número de usuários”, conta.
O estudante Rafael Gonçalves integrou a equipe que aprimorou a pré-bengala, juntamente com Bruno Monteiro e Shirley Prazeres. Ele conta que os principais desafios foram os problemas de ergonomia encontrados no produto original. “Não era nada intuitivo, não tinha uma estética apropriada ao público infantil, faltava ajuste para diferentes alturas e não conseguia simular bem a bengala normalmente usada”, enumera Rafael. “Percebemos que a pré-bengala transformou uma tarefa chata em algo lúdico e divertido, tirando um pouco o clima pesado. O melhor foi ver o manuseio do produto como se fosse um brinquedo. Ficamos satisfeitos com o resultado final, pois atendeu a todas as expectativas”.
 
O grupo de Ana Paula Freires, Hugo Moutinho, Rafaela Borges e Renata Veiga fez um mural textural. “Verificamos que havia poucos brinquedos e atividades na AFR que exploravam as texturas. O produto é dividido em três cenários, o primeiro é o da horta, para a criança pegar os alimentos e pôr na cestinha. O segundo é o da alimentação e consiste em retirar os elementos da cestinha e relacionar com o animal que o come. E o terceiro é o da higiene, no qual é preciso escovar os dentes do porco. Essas atividades desenvolvem o tato fino e o cognitivo, por meio de associações de formas e cores, além de práticas diárias, como escovar os dentes. O objetivo é proporcionar experiências que, provavelmente, ela tem dificuldade de desenvolver sozinha”, explica Ana Paula. Para a estudante, passar da teoria para a prática por meio da pesquisa e do contato com a área de Terapia Ocupacional Infantil foi uma vivência única. “O momento do teste foi a concretização do nosso estudo. Ver o entusiasmo das crianças e o quanto auxilia o trabalho da terapeuta foi maravilhoso”, afirma.

A dupla Gabriella Santos e Thales Porto escolheu trabalhar junto à área de Psicopedagogia Infantil da AFR. Após algumas conversas com as pedagogas, decidiram auxiliar pacientes com o transtorno do espectro autista e outras deficiências intelectuais criando um kit do jogo Desenhe e Apague, para desenvolver a escrita e a criatividade. “Trabalhar com pessoas de verdade e que realmente esperam algo de você pode parecer um pouco intimidante no início, mas é bastante satisfatório quando concluído. O nível de seriedade foi elevado a outro patamar, porque encaramos vivências até então nunca experimentadas em nível profissional, que com certeza serão muito válidas para o restante do curso”, acredita Thales.
Seguindo esse exemplo, a graduanda Hívinna Dineas utilizou o que produziu na disciplina Projeto 4 como tema do seu Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado em dezembro de 2016.
Leia, a seguir, uma breve entrevista com Hívinna.
Sobre o que consiste o seu projeto de calçado feminino adaptado para pessoas com deficiência?
Consiste no desenvolvimento de um acessório elaborado para botas ortopédicas, tendo como público-alvo crianças do sexo feminino. Ele estimula o conforto mental do usuário, além de atender questões de funcionalidade, conforto físico, estética e versatilidade. O projeto está diretamente ligado à causa da inclusão social, visto que as crianças com algum tipo de deficiência ortopédica precisam de um incentivo para se sentirem mais incluídas na sociedade. O estudo e a confecção dos calçados foram realizados dentro da oficina ortopédica da Associação Fluminense de Reabilitação (AFR), em Niterói, e consideraram as tecnologias e limitações do local.
O que despertou em você o interesse pelo produto?
Sempre tive um interesse especial por calçados em geral. Em 2014, participei do programa Ciência sem Fronteiras nos Estados Unidos e estudei bastante sobre design de calçados. Ao retornar para a UFF, precisava pensar no tema para meu projeto de conclusão de curso. Não queria apenas trabalhar com calçados, desejava unir isso a uma causa social. Queria muito abordar o tema de Tecnologia Assistiva, quando encontrei a AFR e vi ali uma oportunidade de ajudar.
Por que você decidiu dar continuidade e tornar esse o tema do seu trabalho de conclusão de curso?
Há cerca de três anos, cursei a disciplina do professor Giuseppe Amado, cujo tema era Tecnologia Assistiva. Foi a partir daí que soube o significado e importância dessas palavras. Na época desenvolvi com uma dupla um acessório para amputados bilaterais de membros superiores e, ao chegar ao resultado, percebi o quanto eu precisava abordar mais esse assunto em meus projetos. Já em Projeto 8 (TCC), vi a oportunidade de unir meu interesse em calçados com a tecnologia assistiva. Não perdi tempo e me foquei nas botas ortopédicas.
Qual foi a importância de desenvolver um produto com relevância social?
Não tem sentimento melhor do que concluir a faculdade com a certeza de que o período como graduanda valeu à pena e sabendo que o último produto desenvolvido foi capaz de melhorar a vida de alguém. Fico feliz em saber que o curso de Desenho Industrial da UFF vem estimulando os alunos desde cedo a trabalhar com um tema de tamanha relevância social e formando profissionais cada vez mais interessados em ajudar ao próximo. Nós saímos da universidade e já entramos no mercado de trabalho com a vontade de tornar a sociedade um lugar melhor.
Fonte: UFF

Programa de Estágio Interno UFF 2017: oportunidade de vagas no Huap


A Pró-Reitoria de Graduação ( Prograd ), através da Divisão de Estágios, divulgou as informações sobre  o Programa de Estágio Interno UFF - 2017. O Programa de Estágio Interno da UFF tem como objetivos complementar a formação profissional dos estudantes de cursos de graduação da UFF, estimular a participação de estudantes nas atividades técnicas, científicas e administrativas da Universidade e contribuir para o aumento do número de campos para estágios disponíveis aos estudantes.

As oportunidades no Huap são para as seguintes áreas:

Administração, Arquitetura, Ciências da Computação, Enfermagem, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Farmácia, Engenharia elétrica, Engenharia de Telecomunicações, Biomedicina, Ciências Biológicas, Farmácia, Odontologia, Medicina e Nutrição.

Editais ( em breve serão divulgados os demais ) : 

Saiba mais informações e listagem completa com a distribuição de vagas em : http://www.uff.br/sites/default/files/informes/distribuicao_de_vagas_pei_2017.pdf
Fonte: HUAP

Chikungunya pode causar doença vascular crônica, revela estudo

A dona de casa Edinilza Marques da Silva, de 38 anos, não escapou do surto de chikungunya que se instalou em Fortaleza em outubro do ano passado. Foram cerca de oito dias calejados pelos sintomas da doença: febre, dor intensa, fraqueza que a impedia de ficar em pé. Quinze dias depois, ela precisou voltar ao posto de saúde. As pernas estavam inchadas e roxas na altura dos tornozelos. A dor a impedia de caminhar.

Edinilza foi uma das pessoas atendidas no Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Fortaleza, que acaba de divulgar o resultado de uma pesquisa mostrando pela primeira vez que a chikungunya pode provocar doenças vasculares crônicas, como linfedemas (acúmulo de líquido devido ao bloqueio do sistema linfático). Em alguns casos, irreversíveis.

- Os resultados mostraram que 50% dos pacientes acompanhados ainda continuam com inchaço nas pernas na fase crônica da doença, ou seja, com três meses ou mais após os sintomas agudos da chikungunya. Alguns estão com esse quadro há mais de um ano. Ainda não sabemos a porcentagem de pacientes que vão evoluir para linfoedemas na população em geral. O mais importante desse estudo é alertar os médicos para essa evolução da chikungunya, para que possam diagnosticar e atuar mais rapidamente e, dessa forma, evitar complicações - disse a cirurgiã vascular Catarina Almeida, de 35 anos, que apresentou na última quarta-feira sua pesquisa à banca de mestrado no Departamento de Cirurgia Vascular da UFPE.

Na primeira fase da pesquisa (realizada de março a junho de 2016), 32 pacientes, com idades entre 30 e 80 anos, se submeteram ao exame de linfocitigrafia (que permite avaliar o funcionamento do sistema linfático). Desses, 86% apresentaram acometimento da circulação linfática devido à chikungunya, com inchaço nas pernas. Noventa dias após a realização do primeiro exame, na segunda etapa da pesquisa, 16 pacientes persistiram com o inchaço. Vinte e nove pacientes voltaram a ser acompanhados, sendo que 20 repetiram a linfocitigrafia. Foi constatado que 65% deles tiveram piora em seu quadro.

- O estudo revelou que a chikungunya pode provocar doenças vasculares crônicas, como linfedemas (acúmulo de líquido devido ao bloqueio do sistema linfático) - concluiu Catarina, acrescentando que não há cura para essas complicações. - Tratamos os sintomas com uso de meia elástica, drenagem linfática e medicamentos para reduzir o inchaço.

Dona de casa usa meia elástica para aliviar inchaço e dor nas pernas

Para Edinilza, que depende da rede pública para se tratar, restou a meia elástica. O que, segundo ela, já proporcionou um grande alívio contra o inchaço e as dores que a impossibilitavam de andar:

- Não consegui fazer a drenagem linfática. Mas uso diariamente a meia elástica até hoje. Se deixar de usar, o inchaço volta. Ainda sinto dores. Essa doença deixa a gente velha precocemente e tenho dois filhos para criar - disse a dona de casa, mãe de dois meninos, de 5 e 9 anos.

Para o médico Júlio Cesar Peclat de Oliveira, diretor da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, ainda não é o caso de recomendar o uso de meia de média compressão e drenagem linfática de forma preventiva para todo paciente com chikungunya:

- Ainda estamos descobrindo essas complicações causadas pela doença e por que elas acontecem. É fundamental pesquisar para poder prevenir. Esse estudo de Pernambuco corrobora com nossa impressão clínica. Temos visto esse quadro inflamatório vascular relacionados à chikungunya nos serviços de angiologia e cirurgia vascular. Notamos que as paredes dos vasos linfáticos inflamam e diminui a absorção dos líquidos que ficam nos tecidos, provocando os edemas (inchaços). Tenho um paciente internado com um quadro inicial de abscesso na perna. Precisamos drenar com procedimento cirúrgico para evitar complicações - relatou Oliveira.

Segundo ele, a melhor recomendação é procurar um serviço de cirurgia vascular ao primeiro sinal de alteração nas pernas, como vermelhidão, calor, inchaço e dor. Já no caso de acometimento das articulações após a fase aguda da doença, o paciente deve procurar um reumatologista. Estudo realizado pela Uerj, com colaboração da UFRJ e da Unirio, mostrou que isso pode acontecer em 30% dos casos de chikungunya.

A pesquisa “Complicações Vasculares na Febre Chikungunya” foi desenvolvida por Catarina em conjunto com o chefe do Serviço de Cirurgia Vascular do HC, Esdras Marques, a cirurgiã vascular Gabriela Buril, a chefe do Serviço de Medicina Nuclear da unidade, Simone Brandão, e os especialistas em cardiologia Monica Becker e Roberto Buril.

Estado do Rio registrou mais de 17 mil casos no ano passado

No ano passado, a chikungunya matou 14 pessoas e deixou 14 mil doentes no município do Rio. Este ano, 333 casos foram notificados até o último dia 13. No Estado do Rio, a Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria estadual de Saúde registrou 17.625 casos no ano passado. Este ano, até o último dia 14, foram 498 notificações.

Fonte: Jornal Extra


Entenda o que é a apendicite, inflamação que acometeu José Loreto

A notícia de que o ator José Loreto teve apendicite e foi operado de emergência, esta semana, gerou discussão sobre o que de fato é a doença e quem ela pode atingir. Afinal, o ator, no ar no programa “Amor&Sexo”, de 32 anos, é jovem, forte e, aparentemente, saudável. Ele teve alta ontem e ficará em repouso por 15 dias em casa.

— Apendicite acomete qualquer um. Não tem restrição de sexo ou idade, apesar de ser mais incidente em jovens. Basta ter um apêndice para ter apendicite. Não tem como controlar ou prevenir — diz o chefe da equipe de emergência do Hospital Oeste D’or, Antônio Mateus.

O apêndice ligado ao intestino grosso e a apendicite ocorre quando há obstrução nesse canal.

— É uma emergência médica, um processo agudo. Os sintomas vão se intensificando conforme o tempo da obstrução — afirma o médico.

É preciso, então, se atentar à dor, que, no começo, é difusa, e, depois, localiza-se na parte inferior direita da barriga. É comum que a associe a uma indisposição ou cólica.

— Se evoluir e vier com outras queixas, como o funcionamento do intestino alterado, busque avaliação médica. Quanto mais precoce o diagnóstico, melhor será a resposta ao tratamento.

Fonte: Jornal Extra

Hugh Jackman faz alerta nas redes sociais sobre câncer de pele; saiba como se proteger

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

O ator Hugh Jackman, que interpreta o Wolwerine, voltou às redes sociais para alertar sobre o câncer de pele. Ele passou por tratamento contra o tipo mais comum da doença, o carcinoma basocelular. O australiano, que teve o mesmo problema em 2013, publicou uma foto em que aparece com um curativo no nariz. “Graças a frequentes exames e incríveis médicos, está tudo bem. #usemfiltrosolar", escreveu.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, o de pele corresponde a 30% dos cânceres no Brasil. O Conselho Brasileiro de Dermatologia alerta que quem já teve uma lesão, tem 40% de chance de ter novamente nos cinco anos seguintes.

— Uma pesquisa do Datafolha mostra que só 20% das pessoas passa filtro solar adequadamente. Tem que passar todos os dias e reaplicar a cada duas horas ou quando estiver suando muito, por exemplo. O sol do dia a dia também leva ao surgimento de câncer — afirma a dermatologista Gabriella Albuquerque.

Ela lembra que protetor solar é apenas uma das medidas eficazes de proteção.

— O filtro protege, mas ainda deixa passar raio ultravioleta. Tem que usar chapéu, evitar exposição excessiva ao sol, procurar a sombra, usar camisa protetora — aconselha a dermatologista Maria Cristina de Castro.

O diretor da Sociedade Brasileira de dermatologia, Flavio Luz, afirma que a incidência da doença cresce mais que a população. Ele explica que os danos na pele aparecem após exposição acumulada ao sol.

— Por isso é importante educar e proteger as crianças para que não tenham no futuro — diz o médico.

Além do tipo que Jackman teve, há o carcinoma espinocelular, o segundo mais prevalente, e o melanoma. Este é menos frequente, mas mais letal. Detectado precocemente tem 90% de chance de cura.Por isso, manter em dia a visita ao dermatologista e estar atento aos sinais no corpo é fundamental.

Saiba quais são os tipos de tratamento de acordo com o Conselho Brasileiro de Dermatologia
- Cirurgia excisional: remoção, com bisturi, do tumor e de uma borda adicional de pele sadia, como margem de segurança. A técnica tem altos índices de cura.

- Curetagem e eletrodissecção: usadas em tumores menores, fazem a raspagem da lesão com cureta (instrumento cirúrgico), enquanto um bisturi eletrônico destrói as células cancerígenas.

- Criocirurgia: promove a destruição do tumor por congelamento com nitrogênio líquido. A técnica tem taxa de cura menor do que a cirurgia excisional, mas pode ser uma opção para tumores pequenos ou recorrentes.

- Cirurgia a laser: remove as células tumorais com laser. Por não causar sangramentos, é uma opção eficiente para quem tem desordens sanguíneas.

- Terapia Fotodinâmica: o médico aplica um agente fotossensibilizante nas células anormais. No dia seguinte,as áreas tratadas são expostas a luz intensa que destrói as células tumorais.



Fonte: G1