Quem sou eu

Minha foto
A Biblioteca da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense destina-se a alunos, professores e funcionários da área médica da Universidade e a comunidade em geral. Localiza-se na Av. Marquês de Paraná, n° 303, Prédio Anexo - Niterói. Tel. (21) 2629-9329 / 2629-9333 Horário de Atendimento: 2ª a 6ª feira: 8:00 às 20:00 h. Bibliotecárias responsáveis: Danúzia de Paula e Verônica Esteves

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Programação do Museu da Vida: venha curtir com a gente!

Confira a programação de janeiro do Museu da Vida!

A visita ao Museu da Vida está cheia de atrações que oferecem muita ciência, diversão e reflexão! Por aqui, a boa é aprender trocando uma ideia com a gente. Para quem gosta de natureza, há uma área verde incrível para apreciar! Durante o período de férias, de dezembro a fevereiro, não há necessidade de agendamento prévio para grupos com mais de dez pessoas. É só chegar! ;) Veja mais informações sobre a visita e se planeje! Todas as atividades são gratuitas e há estacionamento gratuito no local. Ah, venha sempre com um documento com foto para apresentar na portaria da Fiocruz, ok?

Horário de visitação: terça a sexta-feira, de 9h às 16h30 | sábados, de 10h às 16h 

Atenção: nos sábados de janeiro, o Epidauro não estará disponível para visitação do público.


A bagunga dos sólidos
Às terças, às 10h30 e 13h30, no Epidauro | 16, 23 e 30 de janeiro e 6, 20 e 27 de fevereiro
Sábado, 27 de janeiro, às 12h30 | confirmar o local no número (21) 2590-6747
Idade: de 6 a 10 anos
Capacidade: 50 pessoas

Baseada no livro "Desarrumar", escrito e ilustrado pelas portuguesas Margarida Fonseca Santos e Inês do Carmo, a nossa brincadeira literária promete trazer a criançada para dentro do mundo da matemática. Um boneco muito mal humorado vai fazer todo mundo botar a mão na massa, ou melhor, nos sólidos! 



De terça a sexta, das 9h às 16h30 | Sábados, das 10h às 16h - Até abril de 2018
Faixa etária: livre
No Salão de Exposições Temporárias

Que tal um mergulho nos oceanos, este mundo que cobre 70% da Terra? Apesar de exercerem um papel fundamental para preservar a vida, o que se conhece atualmente sobre os oceanos representa menos de 1% da superfície que ocupam. A exposição Oceanos permite um passeio da praia até profundidades abissais para se entender um pouco mais sobre a influência da luz solar nos oceanos, a biodiversidade aquática e as correntes marinhas. 


Visita ao Castelo da Fiocruz
De terça a sexta, das 9h às 16h30 | Aos sábados, de 10h às 16h 
Visitas mediadas aos sábados: 10h10, 11h, 11h50, 12h40, 13h30, 14h20 e 15h10

Joia da arquitetura eclética brasileira, o Castelo Mourisco é a principal edificação do núcleo histórico e arquitetônico de Manguinhos. Este senhor centenário é tombado como patrimônio histórico nacional! Ao visitá-lo, fatos, fotos e documentos históricos revelam curiosidades de sua construção. Neste espaço de visitação, o público também pode contemplar a arquitetura em estilo neomourisco, a beleza dos azulejos portugueses e os mosaicos inspirados em tapeçaria árabe.


Visita à Biblioteca de Obras Raras no Castelo

De terça a sexta, de 9h às 16h30 | Aos sábados, das 10h às 16h 
Visitas mediadas de terça a sexta: 9h, 10h, 11h, 13h30, 14h30 e 15h30
Local: Castelo

Em 1909, o livreiro holandês Assuerus H. Overmeer foi contratado por Oswaldo Cruz para organizar a Biblioteca de Manguinhos, atualmente Biblioteca de Ciências Biomédicas e uma das maiores bibliotecas especializadas da América Latina. Inspirada na linguagem neomourisca do Palácio de Alhambra, localizado na cidade de Granada, Espanha, a Biblioteca apresenta detalhes construtivos e decorativos que poderão ser conferidos pelos visitantes.


Borboletário Fiocruz 

De terça a sexta, das 9h às 16h30 | Aos sábados, das 10h às 16h 
Local: área externa da Tenda da Ciência | Idade: a partir de cinco anos

O espaço é ornamentado por plantas e habitado por quatro espécies de borboletas do continente americano: olho-de-coruja (Caligo illioneus), ponto-de-laranja (Anteos menippe), borboleta-brancão (Ascia monuste) e Julia (Dryas iulia). Durante a visita, o público mergulha no universo das borboletas e descobre detalhes sobre seu ciclo de vida, hábitos alimentares, o segredo por trás de suas variadas cores, táticas e estratégias de sobrevivência, entre outros fatos adoráveis! 


Parque da Ciência e Pirâmide 

De terça a sexta, de 9h às 16h30 | Aos sábados, das 10h às 16h 
Idade: a partir de dez anos

No Parque da Ciência, aproveite para explorar os equipamentos que abordam conceitos como comunicação, energia e organização da vida! Já a Pirâmide, parte interna do Parque da Ciência, conta com uma câmara escura onde os visitantes podem observar um modelo de olho humano gigante, além de sala de informática e salão de jogos e experimentos com diversas atividades sobre as vidas micro e macroscópica. 


O Museu da Vida fica na avenida Brasil, nº 4365, no campus Manguinhos da Fiocruz. Para mais informações, ligue para (21) 2590-6747 ou envie um e-mail para recepcaomv@coc.fiocruz.br.

Fonte: Fiocruz

Novos surtos em São Paulo e no Rio revertem uma década de queda nos casos de hepatite A





Há uma década, novos casos de Hepatite A vêm diminuindo no Brasil, mas dois surtos recentes nas duas maiores cidades do país reverteram a tendência de queda na incidência da infecção, que pode matar.

Em 2017, somente a cidade de São Paulo contabilizou 694 casos - um terço do registrado em todo o país em 2015. Já o Rio de Janeiro relatou um aumento súbito de Hepatite A no final do ano, a maioria no Vidigal. Foram 119 pessoas infectadas na capital fluminense - no ano anterior, houve apenas dez registros.

Aumento nos casos da doença, que ataca o fígado, vinham sendo observados desde 2016 em diferentes países.

"Ainda em 2016, diversos países começaram a registrar casos de Hepatite A. Começou na Inglaterra, depois foi para Holanda, Escandinávia, França e foi se espalhando", afirma Estevão Portela Nunes, vice-diretor de serviços clínicos do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), da Fiocruz.

O que causou os surtos no Brasil?

Apesar de semelhantes, os surtos nas duas maiores cidades do país parecem ter sido causados por fenômenos diferentes, afirmam especialistas.

Em São Paulo, a Secretaria Municipal de Saúde atribuiu o avanço ao contato sexual desprotegido. Apesar de a hepatite A não ser uma infecção sexualmente transmissível, contato com a região perianal ou com material fecal pode gerar contaminação.

Já no Rio, gestores de saúde acreditam que a doença se espalhou por causa do uso de água contaminada com o vírus.

"Com certeza é isso que está fazendo a doença se espalhar tão rapidamente", afirma Cristina Lemos, superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde da capital fluminense. Na segunda-feira, a prefeitura colheu amostras de água no Vidigal para investigar essa hipótese.

Para Nunes, ainda é cedo para dizer se os dois surtos estão ligados. Mas o especialista não descarta a possibilidade de o vírus ter chegado ao Rio por contato sexual e depois acabado na água, fazendo com que a doença se espalhasse rapidamente.

Como ocorre a infecção?

A contaminação é fecal-oral, o que faz a hepatite A geralmente ser adquirida por água e alimentos em que há a presença do vírus.

Por isso, locais com abastecimento de água irregular, falta de saneamento básico adequado ou com baixas condições de higiene são foco da doença.

No Rio, a concentração de novos casos no Vidigal - que registrou 59 pessoas infectadas em 2017, após seis anos sem qualquer episódio - é atribuída a uma possível contaminação da água, provavelmente pela deficiência de saneamento básico na região.

Nunes explica que um local com essas condições sanitárias pode ficar anos sem registrar a doença. Mas se um agente externo trouxer o vírus, como um turista, o germe encontra ali as condições ideais para proliferar. "É como se jogasse fogo num lugar onde há pólvora."

Quais podem ser os impactos à saúde?

A infecção, causada pelo vírus VHA, geralmente não causa complicações. No entanto, uma pequena parcela dos pacientes pode desenvolver quadros sérios, como a hepatite fulminante, que pode levar à perda do fígado e à morte.

Em São Paulo, quatro pacientes foram levados à fila de transplante de fígado devido à doença. Dois morreram - algo que não ocorria no Estado desde 2012.

No Rio, ainda não houve complicações, segundo a Secretaria de Saúde.

E além dos danos ao fígado, a falência hepática que pode ser provocada pela hepatite A pode afetar o funcionamento do cérebro.

O fígado é uma glândula responsável, entre outros, pela eliminação de toxinas vindas do intestino, como a amônia. Se estiver lesionado, o órgão pode não conseguir eliminar essas toxinas, que passam direto para a corrente sanguínea e alcançam o cérebro.

Pessoas que desenvolvem o quadro, chamado de chamada de encefalopatia hepática, podem ficar sonolentas, confusas, desorientadas e, em alguns casos, apresentarem alterações no comportamento e na personalidade.

"Pela infecção, pode haver destruição maciça das células do fígado. Assim, o órgão não cumpre sua função de eliminar impurezas do sangue. Se houver acúmulo dessas substâncias (na corrente sanguínea), pode levar à alteração do sistema nervoso central, com redução do nível de consciência, confusão mental e coma", explica Paulo Abrão, professor de infectologia da Universidade Federal de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

A doença é mais perigosa para adultos, porque esses têm resposta imunológica mais intensa - o corpo, ao detectar a presença do vírus, parte para o ataque mas, como o VHA se aloja nas células do fígado, a ação de defesa do organismo pode levar à falência completa do órgão.

"No adulto, o sistema imunológico responde de maneira mais intensa que nas crianças, o que pode gerar uma necrose no fígado pelo ataque dos anticorpos e das células do corpo ao vírus", explica Abrão.

A hepatite A não tem cura. Os medicamentos disponíveis tratam os sintomas, mas não há remédio para frear a proliferação do vírus no organismo.

Quais são os sintomas, e o que difere a hepatite A dos tipos B e C?

Os sinais que indicam a infecção podem ser confundidos com um resfriado - como febre, mal estar, dor abdominal, náuseas, vômitos e dor no lado direito do abdômen, região onde está localizado o fígado.

Mas há sintomas mais claros - como a icterícia, que é o amarelamento dos olhos, a urina escurecida e as fezes muito claras.

Apesar de sua gravidade, a hepatite A difere da B e da C, que deixam doentes crônicos.

Outra diferença é a forma de transmissão, que varia para cada uma das hepatites virais.

No caso da B, ocorre pelo esperma, pelo leite materno e pelo sangue. Já a hepatite C pode ser transmitida pelo sangue e, por isso, a contaminação pode ocorrer em transfusões e no compartilhamento de objetos de uso pessoal - como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha, entre outros - e seringas.

Como se prevenir?

Desde 2014, o governo brasileiro disponibiliza gratuitamente vacina contra a hepatite A para crianças abaixo de cinco anos e para pessoas que convivem com doenças imunossupressoras, como o HIV e as hepatites B e C.

Para os grupos que não podem se vacinar na rede pública, a melhor maneira de prevenir é por bons hábitos de higiene - o que inclui lavar sempre as mãos após ir ao banheiro -, além de consumir somente água tratada e potável e cozinhar bem os alimentos.

Para Nunes, do INI da Fiocruz, os casos de São Paulo, Rio e de outras cidades do mundo, servem de alerta para o restante do país, uma vez que o vírus pode se espalhar rapidamente.

Ele afirma que os casos recentes reverteram a curva de queda da doença no Brasil, mas acredita que, com ações de controle, em breve os números devem retrair novamente.

"A hepatite A tem duas coisas boas, que é o fato de não deixar pessoas doentes cronicamente e o fato de que há vacina para prevenir", afirma Nunes.

"Mas para haver queda novamente, precisa intervir nos fatores de risco, melhorar as condições de saneamento e vacinar populações vulneráveis."

Fonte: G1

Febre amarela: especialistas explicam o que é a dose fracionada



O Ministério da Saúde anunciou uma campanha de emergência nos estados mais atingidos pela febre amarela: São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Serão aplicadas doses fracionadas da vacina para combater com maior agilidade a circulação do vírus. Já foram confirmadas 13 mortes só em São Paulo e 92 casos são investigados. Quem precisa se vacinar? Por que a doença é perigosa?

O Bem Estar desta quarta-feira (10) convidou a infectologista Rosana Richtmann e a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde Carla Domingues para falar sobre a febre amarela e tirar dúvidas. As especialistas lembram que quem tomou a dose única está protegido por toda a vida. Não há necessidade de outra dose.

A meta do governo é vacinar 19,7 milhões de pessoas em 76 municípios de São Paulo, Rio e Bahia. Ao todo, 15 milhões receberão a dose fracionada da vacina e as outras 4,7 milhões, a dose padrão.

Quem for viajar para algum lugar de risco precisa tomar a vacina 10 dias antes da viagem.

Dose fracionada? A dose será dividida para ampliar a imunização. O que diferencia a vacina neste caso é a duração da proteção, não a eficácia. Quem receber a dose fracionada deverá receber um reforço no futuro, no mínimo oito anos depois da primeira dose. Já a dose padrão requer uma dose única durante a vida.

Quem pode tomar a vacina

Crianças a partir dos nove meses até idosos com 60 anos

Quem deve perguntar ao médico antes de tomar a vacina

Gestantes
Mulheres que estão amamentando
Idosos
Pessoas que vivem com o HIV
Pessoas que terminaram o tratamento de quimioterapia e radioterapia
Pessoas com doenças do sangue, como anemia falciforme

Quem não pode tomar a vacina

Crianças menores de seis meses
Pessoas que estejam fazendo agora quimioterapia e radioterapia
Pessoas com alergia a ovo
Pessoas que vivem com HIV e têm contagem de células CD4 menor do que 350
Pessoas com doenças ativas ou condições que diminuem as defesas do corpo (pessoa transplantada tomando drogas para diminuir rejeição)

Confira o período de vacinação em cada estado

São Paulo

A vacinação será realizada em 53 municípios. A meta de vacinação é de 6,3 milhões de pessoas. Período de campanha: 3 a 24 de fevereiro.
Mapa mostra os municípios de SP onde haverá vacina fracionada da febre amarela (Foto: Divulgação/Ministério da Saúde)



Rio de Janeiro
Vacinação será realizada em 15 municípios. A meta é de 10 milhões de pessoas vacinadas. Período de campanha: 19 de fevereiro a 9 de março.

Mapa mostra os municípios do RJ onde haverá vacina fracionada da febre amarela (Foto: Divulgação/Ministério da Saúde)



Bahia
Vacinação será realizada em 8 municípios, com meta de 3,3 milhões de imunizados. Período da campanha: 19 de fevereiro a 9 de março.

Mapa mostra os municípios da BA onde haverá vacina fracionada da febre amarela (Foto: Divulgação/Ministério da Saúde)

Fonte: G1

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Dengue, zika e chikungunya têm sintomas comuns. Saiba como diferenciá-los

Além de serem igualmente temidas pela população, a dengue, zika e chikungunya têm outro denominador comum: seus sintomas. Dor de cabeça, enjoo, febre e dores espalhadas pelo corpo são apenas algumas das semelhanças dessas doenças, que também podem ser confundidas com uma simples gripe. Além de um atendimento médico especializado, é preciso bastante atenção para identificar possíveis sinais desse indesejado trio de doenças.
A dengue comum tem como primeira manifestação a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias. Ela vem acompanhada de dores intensas atrás dos olhos e dores de cabeça, cansaço, dores fortes nos músculos, falta de apetite, abatimento, fraqueza e coceira na pele. Perda de peso, náuseas e vômitos também são comuns. A desidratação é grave em todos os casos e a ingestão de líquido é primordial para a melhora.
A doença é caracterizada por derrubar o número de plaquetas do sangue, o que pode ser verificado após um hemograma. Plaquetas são as responsáveis por evitar sangramentos (hemorragias), e é justamente por isso que a versão mais radical e perigosa, a dengue hemorrágica, pode matar. Ela provoca sangramentos na boca, gengivas e nariz, dificuldade de respiração, fortes dores abdominais, confusão mental, boca seca e sede constante. Não hesite em procurar tratamento especializado quando sentir alguns desses sintomas.
Conheça os sintomas da dengue
Muito temido pelas grávidas, o zika vírus tem como sintomas mais característicos dor de cabeça moderada, coceira intensa pelo corpo, surgimento de manchas vermelhas na pele, dor nos ossos e nos músculos e crescimento dos gânglios. Há a possibilidade de ainda vir acompanhada de uma conjuntivite. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos. No geral, a doença é branda e os sintomas desaparecem espontaneamente em 3 a 7 dias. No entanto, a dor nas articulações pode persistir por aproximadamente um mês. Formas graves e atípicas são raras, mas quando ocorrem podem, excepcionalmente, matar.
Além da transmissão por meio do Aedes aegypti, o zika também pode ser passado de mãe para filho durante a gestação – podendo causar a microcefalia –, por transfusão sanguínea ou até via sexual.
Conheça os sintomas da zika
Já a chikungunya provoca sintomas como febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele.
Não é possível ter chikungunya mais de uma vez. Depois de infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida. Os sintomas aparecem entre 2 e 12 dias após a picada do mosquito. A doença é caracterizada por abalar o infectado por muito tempo. Há casos de pessoas que foram contaminadas no início do surto e até hoje continuam com dores nas articulações.
Conheça os sintomas da chikungunya
Ao apresentar alguns desses sintomas, procure logo um serviço de saúde e não tome medicamentos por conta própria, como recomenda o Ministério da Saúde. Dor abdominal intensa e vômitos persistentes são sinais de alarme.
Fique atento!
Fonte: Jornal Extra

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

'Aids nos anos 80' é tema de exposição na Biblioteca de Manguinhos



No Dia Mundial de Luta contra a Aids, 1º de dezembro, a Biblioteca de Manguinhos inaugura a exposição Aids nos anos 80: medo e preconceito, com documentos e arquivos históricos mostrando o alarme, o estigma e a discriminação nos veículos de comunicação da época. Esta é a primeira exibição organizada pela instituição a partir do acervo da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (ABIA), que se encontra sob a gestão do Icict/Fiocruz.

De acordo com os organizadores, a mostra reúne uma série de notícias da década em que se iniciou a epidemia de HIV/Aids, revelando como os veículos de comunicação trataram o assunto, muitas vezes de forma alarmista, promovendo a discriminação e estigmatização das pessoas que conviveram com a doença, além de outras obras do acervo como cartazes e materiais educativos.

Atualmente em fase de tratamento técnico, a Coleção ABIA está sob a guarda da Biblioteca de Manguinhos desde 2014 e já disponibiliza fitas, DVDs, teses e dissertações a estudantes e pesquisadores, e agora promove acesso de outros materiais à comunidade. Trata-se de um acervo de grande significado sobre a trajetória brasileira na luta contra a epidemia de Aids, reunindo mais de 32 mil itens, de mais de 40 países.

Sobre a Coleção ABIA

A Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA), desde sua criação, vem investindo na sistematização de informações sobre a epidemia, reunindo documentos sobre AIDS em seu Centro de Documentação e Recursos (CEDOC). Seu objetivo consiste em fornecer à sociedade brasileira uma fonte estratégica de dados e informações relacionadas à epidemia. Durante esses anos, o CEDOC buscou abrigar todo o conhecimento produzido no Brasil e no mundo a respeito da epidemia de AIDS.

A exposição está aberta a visitação do dia 1º de dezembro de 2017 até 5 de janeiro de 2018, no hall da Biblioteca de Manguinhos.

Exposição: AIDS nos anos 80: medo e preconceito
O alarme, o estigma e a discriminação nos veículos de comunicação
De 1º de dezembro de 2017 até 5 de janeiro de 2018
Local: Biblioteca de Manguinhos
Pavilhão Haity Moussatché - Campus Fiocruz
Av. Brasil, 4.365 - Manguinhos - Rio de Janeiro - RJ


Fonte: Fiocruz

Terapia genética contra o câncer: estudos mostram boas taxas de remissão, mas fortes efeitos colaterais


Estudos publicados neste domingo (10) no periódico "The New England Journal of Medicine" mostram novos resultados para o tratamento de câncer com a ajuda de uma terapia genética, a CAR T-Cell. Os efeitos colaterais relatados, no entanto, ainda atingem parte dos pacientes.

A terapia CAR T-Cell consiste em habilitar linfócitos T, células de defesa do corpo. Elas são injetadas depois que são modificadas para rastrear e matar as células tumorais. O ataque é contínuo e específico e, na maioria das vezes, basta uma única dose.



Entenda o procedimento para CART-Cell (Foto: Roberta Jaworski/Arte G1)




Uma das análises, liderada pelo pesquisador Stephen J. Schuster, da Universidade da Pensilvânia, incluiu 27 regiões de dez países da América do Norte, Europa, Ásia e Austrália. Oitenta e um pacientes receberam as células do CAR T-Cell.

Para o tipo mais comum de linfoma não-Hodgkin, o difuso de grandes células B, cerca de 38% dos pacientes tiveram efeitos parciais (5 pessoas) ou uma resposta completa (26 pessoas) contra o tumor após três meses. Entre esses pacientes que apresentaram uma resposta, cerca de 73% continuaram isentos do câncer após seis meses.

"Cerca de um terço dos pacientes que falham em todas as terapias convencionais de hoje, mesmo os transplantes, agora podem ter uma outra forma de terapia que ofereça remissões duráveis", disse Schuster.

A outra pesquisa divulgada neste domingo é uma atualização de dados levantados anteriormente. O linfoma difuso de grandes células B apresentou 43% de remissão completa. Para o segundo tipo mais comum de linfoma não-Hodgkin, o folicular, o índice é de 71%. Após 2,5 anos desde o início do estudo, todos os pacientes que estavam "curados" na avaliação de seis meses continuam sem incidência da doença.


Efeitos colaterais

A "síndrome de liberação de citoquinas (SIR)", resposta imune progressiva que causa sintomas semelhantes aos da gripe – febres altas, náuseas, dores musculares –, tem potencial fatal em alguns desses pacientes devido à forte baixa no sistema imunológico. No estudo que envolveu vários países, 58% dos pacientes tiveram essa reação.

Dentre as pessoas que apresentaram a síndrome, 26% precisaram de tratamento com tocilizumab, terapia padrão para a liberação de citoquinas. Outras toxicidades incluíram infecções (34% dos pacientes), questões sanguíneas (36%), eventos neurológicos (21%), entre outros. Todos os efeitos colaterais do tratamento foram tratados. Ninguém morreu.

Fonte: G1


'Em 15 ou 20 anos, o câncer deverá ser uma doença controlada, como a Aids', diz pesquisador do Inca



Nas décadas de 1980 e 1990, um mal pouco conhecido passou a assombrar o mundo e intrigar os cientistas: a Aids, causada pelo vírus HIV. Altamente letal à época, a nova doença se tornou um pesadelo. O filósofo Michel Focault, o ator Rock Hudson, o cantor brasileiro Cazuza e o lendário roqueiro Freddie Mercury foram apenas algumas das celebridades que morreram em decorrência dela.

Mas três décadas depois do surto inicial, as perspectivas de vida de um portador do vírus do HIV são bem diferentes das daqueles tempos. A eficiência dos coquetéis antirretrovirais é comprovada pelos números - no Brasil, o índice de mortalidade caiu mais de 42% nos últimos 20 anos, e a epidemia é considerada estabilizada. Hoje, a doença que mais assusta os brasileiros não é mais a Aids - e sim o câncer.

Segundo pesquisa do instituto Datafolha, esse é o diagnóstico que 76% das pessoas mais temem ouvir - é visto por elas praticamente como uma "sentença de morte". Só entre o ano passado e o atual, a estimativa era de que 600 mil novos casos surgissem no Brasil.

Mas diferentemente do senso comum, os tratamentos já evoluíram bastante, a ponto de João Viola, pesquisador do Inca (Instituto Nacional do Câncer) desde 1998 e chefe da divisão de pesquisa experimental e translacional do órgão, dizer que "a grande maioria dos cânceres são curáveis". "Hoje a gente tem capacidade de curar doentes. Esse estigma, a gente tem que combater", afirma em entrevista à BBC Brasil.

Por outro lado, ressalta ser difícil poder falar em "cura definitiva" quando se trata da doença, já que ela pode ser extinta em um órgão e voltar em outro. Até por isso, os cientistas trabalham para torná-la "controlável" - assim como é a infecção pelo HIV hoje.

"É muito difícil falar em cura porque, uma vez que você tem, precisa estar sempre em vigilância. Mas o que a gente está prevendo é que, em 15 ou 20 anos, o câncer vai ser a mesma coisa que a Aids. O paciente fica em tratamento-controle por muito tempo, e aí vira uma doença crônica. Isso é bem plausível, bem possível."

Leia os principais trechos da entrevista, na qual Viola fala sobre a evolução no tratamento da doença e as perspectivas sobre seu futuro.

BBC Brasil - Quando falamos em câncer, ainda há um estigma forte e uma ideia de que a doença é uma "sentença de morte", mais ou menos como era a Aids na década de 1980. Hoje, a Aids não foi erradicada, mas consegue ser bem controlada com remédios. O que evoluiu de lá para cá no caso do câncer?

João Viola - Existe uma correlação de desenvolvimento muito semelhante com a Aids, hoje a gente discute o câncer mais ou menos desse jeito. Mas é importante ressaltar que, quando a gente fala em Aids, a gente está falando em uma doença. Quando a gente fala em câncer, a gente está falando em mais de cem doenças diferentes. Há alguns mais agressivos, menos agressivos, mas é uma abrangência de diferentes tipos.

O ponto importante é: a grande maioria dos tumores hoje são curáveis. Desde que sejam identificados mais precocemente. Se a gente consegue identificar o tumor bem precoce, há intervenções com as quais conseguimos curar o paciente.

BBC Brasil - O câncer engloba várias doenças, mas o mecanismo de ação é o mesmo em todas elas, certo? Uma célula ruim que se multiplica e vai afetando um órgão. Por que, então, é tão difícil inibir esse mecanismo que forma os tumores malignos?

João Viola - O câncer é uma doença basicamente genética. Nosso genoma é a informação genética que nós temos, então o câncer tem uma base genética e ele parte de mutações no nosso genoma que alteram a fisiologia daquela célula. Uma célula, como qualquer ser vivo, nasce, divide, diferencia e morre. Toda célula tem que fazer isso. O câncer é uma doença genética que altera essa relação da fisiologia celular, e essa célula passa a se dividir desreguladamente e não morre.

Há um conjunto de genes chamados oncogenes que, quando estão no seu funcionamento normal, são fundamentais para nós. Mas se ele passa por uma mutação que o faz se desregular, isso altera a vida celular. Só que são milhares de genes. A gente já conhece algumas dessas alterações, mas elas são muitas, e relacionadas a diferentes tipos tumorais.

São doenças muito diferentes que podem ter estágios diferentes, e que são causadas por mutações em genes diferentes. O tumor X pode estar mais relacionado ao oncogene Y e por aí vai. Mas o mecanismo é o mesmo: em algum órgão seu, uma célula mutou para uma célula tumoral.

E aí tem uma coisa que a gente chama de microambiente tumoral. Quando a gente tem um tumor que está crescendo, ele altera o ambiente onde está, onde as outras células vivem. Os tumores malignos, além de crescerem naquele local, as células dele saem daquele tumor, pegam a corrente sanguínea e crescem em outros tecidos - que são as metástases. Então retirar o tumor não necessariamente retira o problema.

BBC Brasil - O senhor se formou no final da década de 1980, quando o câncer ainda era pouco conhecido. Um paciente que se descobria com a doença naquela época tinha quais tipos de tratamento disponíveis?

João Viola - O primeiro tratamento que se tem é a cirurgia. Até hoje, a primeira coisa que se faz é tentar retirar esse tumor. Então até que os primeiros quimioterápicos surgissem, era só cirurgia. Mas a probabilidade de curar assim era muito pequena, não vai resolver por causa dos tumores secundários que surgem.

No final da década de 1970, começam a surgir as primeiras químios, as primeiras drogas quimioterápicas que aparecem e que basicamente inibem a divisão celular, ou seja, inibe que aquela célula (tumoral) se divida muito. Só que são drogas completamente inespecíficas. Elas não inibem só a divisão das células tumorais, inibem a divisão das células normais também. Quais são as células nossas que dividem muito? Cabelo, pele, intestino - por isso que as pessoas que passam por químio têm problemas intestinais e perdem cabelo.

Então o que você fazia? Retirava o tumor por cirurgia e tratava por quimioterapia tentando matar aquelas células tumorais que você não sabe onde está. Junto com isso surge também a radioterapia, no século 20. Você tenta matar essas células também por radiação. Esse era o tripé do tratamento.

BBC Brasil - E hoje, três décadas depois, o que há de novidade nos tratamentos?

João Viola - No final do século 20 e início do 21: dois grandes grupos de drogas começam a ser importantíssimos e começam a mudar a perspectiva de vida dos pacientes, junto com as outras.

Uma delas é a terapia-alvo. Você começa a conhecer melhor a biologia do tumor e consegue entender qual é o gene que faz o tumor X, Y, Z, quais são as mutações, e isso é muito importante. No final do século 20, a gente teve o genoma humano mapeado, e aí a gente conhece todos os genes humanos e sabe qual é a estrutura do gene normal.

Sabendo isso, a gente começa a trabalhar em cima do câncer e entender: o gene X está mutado na doença A. E começa a correlacionar os genes e as doenças: esse gene é importante para desenvolver o tumor de mama, esse para o tumor cerebral e por aí vai. Aí começamos a desenvolver drogas que agem especificamente nessas vias que estamos falando, para interferir no gene X, Y ou Z.

Isso é o que a gente chama de terapias-alvo. Se a gente sabe que há tal mutação, a gente vai trabalhar para bloquear essa mutação para se aproximar da cura. As terapias-alvo são um passo à frente da quimioterapia. Porque na quimio você vai lá e mata tudo, a terapia-alvo consegue ir naquele alvo específico.

Uma das possibilidades que a gente tem, além de fazer todos esses tratamentos, é ativar o nosso próprio sistema imune para destruir o câncer, destruir a célula tumoral. Porque temos uma resposta imunológica no organismo contra ela, só que, por diversas razões, o tumor consegue escapar. Mas aí conseguimos modular esse escape e fazer com que as células do sistema imune combatam esse tumor. Essas são as imunoterapias.

Agora uma coisa importante é o custo. Essas terapias não tiram as originais. O paciente continua sendo operado, continua usando químio, radioterapia e mais essas duas outras terapias. O que faz com que hoje o tratamento seja extremamente caro. Teremos que trabalhar isso, mas é um tratamento que está dando muito certo.

BBC Brasil - Se é possível fazer com que o próprio organismo produza os anticorpos para combater as células tumorais, isso significaria uma possível cura definitiva do câncer?

João Viola - Não necessariamente, porque essa resposta autoimune também pode ter consequências ruins. Veja, a maior revolução mesmo contra o câncer que temos hoje é uma outra coisa, os bloqueadores do ponto de checagem imunológico.

Isso funciona assim: tudo em nosso organismo tem algo que acelera e tem um freio, como em qualquer lugar. Para balancear. A resposta imune é a mesma coisa. Há um ponto de checagem em que identificamos que essa célula, por exemplo, é tumoral - aí vem o linfócito e vai tentar matar. Esse linfócito reconhece inicialmente o problema e libera o anticorpo contra ele, mas depois o linfócito passa a ter na sua membrana umas moléculas que vão fazer um freio na resposta imune. Ela freia a resposta imune. Porque você ter uma reposta autoimune exagerada também vai causar doença - por exemplo, as doenças autoimunes.

O tumor é feito pela gente, diferente de uma infecção viral ou de bactéria, que vem de fora. Então a resposta antitumoral é uma resposta que está na gente, ou seja, autoimune, a princípio. Então como qualquer resposta autoimune, o nosso organismo freia essa resposta. Porque indivíduos que apresentam problemas nesse freio têm doenças autoimunes. Há muitas: lúpus, artrite reumatoide....

O que se viu? É que no câncer, se eu venho aqui e bloqueio essa via negativa que freia os linfócitos, eu aumento a resposta antitumoral. Se eu posso ativar a resposta autoimune contra um tumor, também posso bloquear o bloqueador da resposta, que são essas moléculas. E aí o organismo consegue continuar multiplicando os anticorpos e os linfócitos conseguem combater e matar o tumor.

BBC Brasil - O câncer tem esse aspecto de ir e voltar. É possível hoje falar em cura real do câncer?

João Viola - É muito difícil falar em cura, porque uma vez você que tem, precisa estar sempre em vigilância. Você só cura se, depois de 20 anos, não apareceu mais nada. Só posso falar em cura se ela for definitiva. A gente sempre fala que o câncer pode recorrer, sim.

Eu vi a Aids aparecer, depois vi os tratamentos. Então saí da faculdade, e ela não tinha cura. Um paciente que tinha diagnóstico de Aids, isso era uma sentença de morte. Um, dois anos de vida, seis meses. Mas mudou absolutamente, essa terapia tripla que se faz atualmente é uma coisa fantástica. Eu tenho amigos que são HIV positivo, não têm Aids e estão no tratamento há 15 anos.

Mas vira uma doença crônica. É a mesma coisa que estamos falando da diabetes, vai ter que controlar o resto da vida. Hipertensão se trata para o resto da vida. Mas se fizer direitinho, está controlado. Mas não está curado. A Aids, a mesma coisa.

O que estamos prevendo é que, possivelmente, em alguns anos o câncer vai ser assim. É possível que daqui a pouco a gente tenha tratamento e que o paciente fique em tratamento-controle por muito tempo, que vire uma doença crônica. Continue mais ou menos na correlação da Aids.

Fonte: G1