Pular para o conteúdo principal

Hospital Federal realiza primeira cirurgia por vídeo para retirada do útero

O procedimento para tratamento de mioma e retirada de útero utilizou somente uma única incisão no umbigo, minimamente invasiva. A paciente terá alta em 24 horas

A equipe do Serviço de Ginecologia do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB) realizou, na manhã desta segunda-feira, dia 18, a primeira cirurgia de retirada de mioma e útero por laparoscopia. Ou seja, a single port de histerectomia laparoscópica é um procedimento conduzido por vídeo, que utiliza somente com uma única incisão no umbigo, minimamente invasiva. A operação foi conduzida pelo cirurgião Marco Aurélio Pinho de Oliveira, responsável pelo Serviço de Ginecologia do Hospital Universitário Pedro Ernesto (UERJ), e pelo cirurgião do Serviço de Ginecologia do HFB, Thiago Rodrigues Dantas Pereira.

Segundo o chefe do Serviço de Ginecologia do HFB, Luiz Zamagna, o cirurgião e professor Marco Aurélio foi convidado por ser um profissional de referência nacional e expressão internacional na área ginecológica, atuando na Fiocruz e na Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. O primeiro procedimento single port realizado no mundo foi em 2008, na Índia, e no Brasil em 2009.

O procedimento teve duração de duas horas e contou com três cirurgiões. A paciente, de 43 anos, tinha mioma uterino, sangramento abundante e dor pélvica. Para Thiago Rodrigues, o método novo é um avanço em termos de histerectomia por usar apenas uma punção. “A mentalidade do nosso Serviço de Ginecologia está focada nos procedimentos minimamente invasivos. Graças aos equipamentos de ponta que temos no hospital, tais como material de vídeo, pinças, suporte de anestesia, entre outros, foi possível realizar esta cirurgia”, disse.

Zamagna explicou as vantagens do procedimento ressaltando que a cirurgia single port é realizada através de uma única incisão no umbigo do paciente. “É uma forma de cirurgia que geralmente resulta em menos complicações e uma recuperação mais rápida. É esteticamente melhor e a paciente sente menos dor”, disse o médico. A paciente terá alta em 24 horas e passa bem.

Por Thaís Martinelli, da Agência Saúde – Ascom/Nerj


Fonte: Portal da Saúde

Comentários

Populares

UFF Responde: Hanseníase

  A hanseníase carrega um histórico marcado por preconceito e exclusão. Por décadas, pacientes foram afastados do convívio social, confinados em colônias devido ao estigma em torno da doença. Hoje, embora os avanços no diagnóstico e no tratamento tenham transformado essa realidade, o combate ao preconceito ainda é um desafio. No Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, neste ano celebrado em 26 de janeiro, a campanha do “Janeiro Roxo” reforça a importância da conscientização, do diagnóstico precoce e da adesão ao tratamento gratuito oferecido pelo SUS, que ajuda a desconstruir mitos e ampliar o acesso à saúde. Em 2023, de acordo com o Ministério da Saúde, foram registrados 22.773 novos casos da doença no Brasil. Por isso, a Estratégia Nacional para Enfrentamento à Hanseníase, estabelecida para o período 2024-2030, trouxe metas importantes, como a capacitação de profissionais de saúde e a ampliação do exame de contatos, que visam à eliminação da hanseníase como problema de...

Morte de turista no Cristo Redentor: cardiologista explica como um desfibrilador poderia ter evitado a tragédia

  A morte do turista gaúcho Jorge Alex Duarte, de 54 anos, no Cristo Redentor, no último domingo, trouxe à tona a falta de estrutura para atendimentos de emergência em um dos principais cartões-postais do Brasil. Jorge sofreu um infarto fulminante logo após subir parte da escadaria do monumento, mas não havia socorristas nem um desfibrilador disponível no local. Para o cardiologista e professor do Curso de Medicina da Unig, Jorge Ferreira, o uso rápido do equipamento poderia ter feito toda a diferença no desfecho da tragédia. "O desfibrilador é o principal aparelho que precisa estar disponível em casos de parada cardíaca. Ele funciona como um relógio da sobrevida: a cada minuto sem atendimento, as chances de sobrevivência diminuem. Se o paciente tiver um ritmo chocável (quando é necessário um choque elétrico para voltar à normalidade), o desfibrilador pode aumentar significativamente as chances de salvá-lo", explica o médico, que também é coordenador do Laboratório de Habili...

Anvisa aprova 1ª insulina semanal do país para o tratamento de diabetes tipo 1 e 2

  A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta sexta-feira (7) a primeira insulina semanal do mundo para o tratamento de pacientes com diabetes tipo 1 e 2. O medicamento insulina basal icodeca é comercializado como Awiqli e produzido pela farmacêutica Novo Nordisk, a mesma que produz Ozempic. A aprovação foi baseada nos resultados de testes clínicos que mostraram que o fármaco é eficaz no controle dos níveis de glicose em pacientes com diabetes tipo 1, alcançando controle glicêmico comparável ao da insulina basal de aplicação diária. Os pacientes que utilizarama insulina basal icodeca mantiveram níveis adequados de glicemia ao longo da semana com uma única injeção. O medicamento também demonstrou segurança e controle glicêmico eficaz, comparável ao das insulinas basais diárias, em pacientes com diabetes tipo 2. A insulina icodeca permitiu um controle estável da glicemia ao longo da semana com uma única injeção semanal, sendo eficaz em pacientes com diferentes ...

Vacina brasileira contra dengue estará no SUS em 2026, diz governo

  O governo anunciou, nesta terça-feira, a incorporação no Sistema Único de Saúde (SUS) da primeira vacina brasileira contra a dengue de dose única, produzida pelo Instituto Butantan. Isso vai valer a partir de 2026. O imunizante será destinado para toda a faixa etária de 2 a 59 anos e será produzido em larga escala, de acordo com o governo. O anúncio foi feito em cerimônia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Saúde, Nísia Trindade. Segundo o governo, a partir do próximo ano, serão ofertadas 60 milhões de doses anuais, com possibilidade de ampliação do quantitativo conforme a demanda e a capacidade produtiva. Fonte: Jornal Extra

UFF responde: Alzheimer

  Doença de causa desconhecida e incurável, o Alzheimer é a forma mais comum de demência e afeta, principalmente, idosos com mais de 65 anos. Identificada inicialmente pela perda de memória, pessoas acometidas pela doença têm, a partir do diagnóstico, uma sobrevida média que oscila entre 8 e 10 anos, segundo o  Ministério da Saúde  .  Em um  Relatório sobre Demência , a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que mais de 55 milhões de pessoas no mundo possuem algum tipo dessa doença, sendo mais de 60% dessas pessoas habitantes de países de baixa e média renda. A previsão é de que esse número ultrapasse mais de 130 milhões no ano de 2050. Outros dados apresentados na publicação indicam que a demência é a sétima maior causa de morte no mundo e que, em 2019, representou um custo global superior a 1 trilhão de dólares. Com o intuito de criar ações para o tratamento e a conscientização sobre a Doença de Alzheimer e de demências, em junho de 2024, foi instituída a...