A exposição à fumaça de queimadas durante a gravidez aumenta o risco de um bebê nascer prematuramente, sugere um novo estudo da Universidade de Stanford. Em tempos de clima seco e com o aumento de incêndios e queimadas pelo país , o alerta ganha ainda mais relevância. O estudo, publicado em 14 de agosto na Environmental Research, concluiu que pode ter havido até 7.000 nascimentos prematuros extras na Califórnia, atribuídos à exposição à fumaça de incêndio florestal entre 2007 e 2012. Esses nascimentos ocorreram antes de 37 semanas de gestação, quando o desenvolvimento incompleto aumenta o risco de várias complicações neurodesenvolvimentais, gastrointestinais e respiratórias e, eventualmente, até o óbito do recém-nascido. A fumaça do incêndio contém altos níveis do menor, porém mais mortal, tipo de poluição por partículas, conhecido como PM 2.5. Essas partículas de fuligem tóxica, ou partículas em suspensão, são tão finas que podem se inserir profundamente nos pulmões e passar para a co...