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Cristo será iluminado com as cores azul e vermelho para o início da campanha anual do Dia Mundial do Rim


O Cristo Redentor ganhará iluminação especial para a campanha do Dia Mundial do Rim

Amanhã, a partir das 19h, o Cristo Redentor será iluminado com as cores azul e vermelho, marcando o início da campanha anual do Dia Mundial do Rim. O objetivo da iniciativa é alertar a população sobre a Doença Renal Crônica (DRC), que atinge cerca de 5 milhões de brasileiros.

Personalidades como o ex-futebolista Zico já vestiram a camisa em apoio à causa. Segundo dados da Sociedade de Nefrologia do Estado do Rio de Janeiro (Sonerj), apenas no estado 13 mil pessoas sofrem com a doença. O nefrologista Pedro Tulio Rocha, presidente da instituição, explica que, por se tratar de uma condição muitas vezes assintomática e de progressão silenciosa, o cenário atual não é dos melhores:

— Por causa do isolamento social causado pela pandemia de Covid-19, exames de rotina e visitas a médicos se tornaram mais negligenciados. Para uma doença como essa, o diagnóstico precoce é fundamental.

Estimativas apontam que, até 2040, a DRC será a quinta maior causa de morte no mundo. Corroborando a projeção, dados da Sonerj mostram uma progressão anual no número de pacientes em tratamento dialítico — em 2020, foram mais de 144 mil no Brasil, cerca de 50 mil a mais do que em 2010, e confirma que mais de 80% dos tratamentos são realizados pelo SUS.

Ainda que as projeções para os próximos anos sejam alarmantes, há vasto desconhecimento sobre a doença e seus impactos na saúde pública. Neste ano, o Dia Mundial do Rim tem como foco o lema “Educando sobre a Doença Renal”, que esquematiza a necessidade de gerar conscientização em três diferentes eixos da sociedade: comunidade, profissionais de saúde e formuladores de políticas em saúde

SERVIÇO:

Iluminação do monumento ao Cristo Redentor nas cores azul e vermelho pelo Dia Mundial do Rim

Data: 10 de março

Horário: A partir das 19h
Entenda a DRC

Quando uma lesão nos rins se mantém por três ou mais meses, alterando o funcionamento do órgão, trata-se de uma Doença Renal Crônica. Essa condição é capaz de proporcionar impactos negativos em funções vitais do organismo, como a regulação da pressão arterial; a filtragem do sangue; a eliminação de toxinas do corpo; o controle de sal e água e a produção de hormônios que evitam complicações diversas.

Pedro Tulio Rocha afirma que, entre as principais causas, podem ser citados o diabetes, a pressão alta (hipertensão), as infecções do tecido renal e o uso excessivo de alguns medicamentos que podem reduzir a função dos rins a longo prazo.

Nos estágios iniciais, a doença renal crônica é silenciosa. Em outras palavras, não apresenta sintomas ou eles são poucos e inespecíficos. Em muitos casos, o diagnóstico acontece tardiamente, acompanhado da progressão da doença.

— Se o funcionamento dos rins já estiver suficientemente comprometido, pode ser necessário recorrer à diálise ou mesmo ao transplante renal — explica o nefrologista.

Alguns dos principais exames para a detecção precoce da DRC são a dosagem de creatinina no sangue e o exame de urina simples. De baixo custo, possibilitam evitar os agravos da doença e, consequentemente, permitem melhor qualidade de vida ao paciente.

Entre os sinais de alerta da DRC, Pedro Tulio cita menor produção de urina; inchaço nas mãos, no rosto e nas pernas; falta de ar; dificuldade para dormir; perda de apetite; náusea e vômito; pressão alta e sensação de frio e cansaço:

— Quanto mais cedo se notarem os indícios, melhor será para o paciente, que receberá o diagnóstico preciso e deverá ser encaminhado a um nefrologista para ter o tratamento adequado. A ajuda certa no momento oportuno pode evitar o avanço da doença renal.

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