Pular para o conteúdo principal

Verão: atenção especial à saúde

 Temperaturas altas no verão aumentam os riscos de problemas com a saúde


Especialistas em meteorologia apontam que o pico da onda de calor deve acontecer neste mês de dezembro, com agravamento dos extremos climáticos. O aumento das temperaturas e o clima seco, principalmente no Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste, assinalados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) acendem um importante alerta sobre o impacto direto das condições do clima na saúde, principalmente nos sistemas vascular e respiratório. Conforme o médico de família Arthur Zanolla, da rede de clínicas Meu Doutor Novamed, a exposição prolongada ao calor pode provocar inúmeros efeitos no organismo, incluindo situações mais graves, capazes de levar a pessoa à hospitalização.

— Sabemos que o calor muda a forma que o corpo humano funciona, comprometendo a execução de várias funções vitais. Ele pode resultar em exaustão, insolação e hipertermia. Segundo estudos realizados nas ondas de calor que atingiram a Europa nos últimos anos, este fenômeno está associado a um aumento do risco de morte, especialmente entre pessoas portadoras de doenças cardiovasculares e pulmonares — destaca Zanolla.

O especialista ressalta, ainda, que o calor excessivo diminui a umidade relativa do ar, o que pode elevar os problemas respiratórios e provocar ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz.

— Essa baixa umidade significa menos partículas de água dispersas no ar que respiramos. Na prática, isso quer dizer que substâncias poluentes permanecem flutuando por mais tempo, gerando consequências principalmente para pessoas portadoras de doenças respiratórias. Dentre os sinais de que o ar seco pode estar fazendo mal estão: tosse persistente, falta de ar e sangramentos nasais. E, quando não melhora, é preciso procurar por assistência médica — ressalta.

O médico explica que os problemas podem ser categorizados em leves, moderados e graves. Entre os transtornos considerados leves estão o eczema (brotoeja), o inchaço das pernas e sintomas relacionados à redução da pressão arterial.

— Esses problemas podem ser resolvidos retirando a pessoa do ambiente com exposição ao calor e refrescando a pele — ensina. — Dentre as complicações consideradas moderadas, podemos destacar as cãibras, causadas pela desidratação e pela falta de sais minerais no corpo. Já entre as graves, temos a exaustão pelo calor, que consiste na desidratação intensa, causando fraqueza e sensação de desmaio persistente. Nestes casos, a pessoa deve receber hidratação oral também com eletrólitos e ser levada a um ambiente com temperatura amena, em que haja ar-condicionado ou água fria, por exemplo, capaz de diminuir a temperatura corporal.

Sobre os sintomas de maior gravidade, que exigem atenção, o especialista cita os principais aspectos que devem ser observados:

— Os quadros considerados graves são a insolação e a exaustão pelo calor. Essas condições são caracterizadas pela disfunção orgânica (quando algum órgão ou sistema para de funcionar), associada nos quadros moderados e leves. Pessoas que apresentem esses sinais por mais de uma hora após receber hidratação adequada e resfriamento corporal, ou com temperatura acima de 39 graus devem ser levadas para avaliação médica, pois correm risco de vida — alerta o médico.


Cuidados essenciais

  • Mantenha sua casa e seu local de trabalho fresco
  • A temperatura interna não deve ultrapassar 32 °C. Formas de manter o ambiente fresco incluem janelas abertas para promover a circulação do ar, ventiladores e aparelhos de ar-condicionado, além de evitar o uso de aparelhos elétricos que gerem calor. 
  • Evite atividades físicas intensas em local aberto
  • Busque realizá-las no período mais fresco do dia (antes das 7h da manhã) e evite se expor ao calor nos momentos mais quentes do dia, especialmente entre 10h e 15h.
  • Beba bastante água, e o máximo de líquidos frios possível
  • A menos que você tenha contraindicação médica para essa ingestão. Importante lembrar que bebidas à base de cafeína e álcool podem provocar desidratação. 
  • Atenção com a aceleração da decomposição dos alimentos
  • Isto aumenta o risco de intoxicação alimentar e transmissão de doenças. Devemos buscar pequenas refeições leves, com alimentos frescos.

Comentários

Populares

Governo do Rio divulga resultado de ação contra a poliomielite

Nos primeiros sete dias da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite, 78% das crianças menores de 5 anos já receberam a vacina no Estado do Rio Nos primeiros sete dias da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite, 78% das crianças menores de 5 anos já receberam a vacina no Estado. A meta é imunizar, em todo o País, 95% do total de 14,1 milhões de crianças nesta faixa etária. No Rio de Janeiro, das 1.030.026 crianças que precisam receber a vacina, 810.189 já foram imunizadas. Em 2012, a campanha de prevenção à paralisia infantil será feita em uma única etapa, que vai até dia 6 de julho. Os postos de vacinação permanecerão abertos das 8 às 17 horas. A Secretaria de Estado de Saúde distribuiu aos 92 municípios 1,6 milhão de doses da vacina Sabin (contra a poliomielite), que serão dadas às crianças em 4.200 postos de saúde espalhados por todo o Estado. Em 2011, o Rio de Janeiro superou a cobertura vacinal estipulada pelo Ministério da Saúde. É importante que o...

Outubro Rosa

  Outubro chegou! Durante este mês, o Ministério da Saúde traz conteúdos educativos e histórias inspiradoras relacionadas à detecção e ao tratamento do câncer de mama, com o objetivo de levar informações confiáveis à população. Incentive outras mulheres a adotarem práticas saudáveis e buscarem assistência médica em caso de alterações suspeitas. Informar para proteger. Cuidar para viver. Fonte: Ministério da Saúde

SBQ.Covid19 - Uso indiscriminado de álcool contra o coronavírus aumenta riscos de queimaduras

SBQ.Covid19 - Uso indiscriminado de álcool contra o coronavírus aumenta riscos de queimaduras Com a recomendação do uso de álcool 70% para limpar superfícies e higienizar as mãos em razão da pandemia de coronavírus, acende-se um novo alerta: o risco de acidentes com queimaduras. Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ) tem buscado conscientizar a população sobre os cuidados no manuseio e estoque deste produto.“É extremamente necessário redobrar o cuidado com a presença do álcool em casa, especialmente com crianças. Guardar em local que elas não acessem e não utilizar o álcool perto de chamas, como fogão e velas”, frisa o presidente da SBQ, José Adorno.Diante da baixa nos estoques de álcool em gel, a Câmara dos Deputados aprovou a liberação da venda do álcool líquido 70% para o consumidor individual. A proposta segue para votação no Senado. Porém, há uma previsão de que a Anvisa publique uma nova portaria, estabelecendo a venda em embalagens de até 50...

Irritação, euforia, agressividade e depressão podem ser sinais do distúrbio. Doença, que atinge 4% da população brasileira, não tem cura, mas tratamento pode controlá-la

Sintomas como euforia, fala rápida, irritação, agitação, insônia, agressividade, hostilidade e depressão podem ser sinais de vários transtornos que acometem o humor, seja para o polo depressivo, seja para o da euforia. Porém, quando os sintomas vêm alternados em uma mesma pessoa, pode ser um alerta para o transtorno bipolar, uma doença sem cura, mas com tratamento e controle. De acordo com a Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB), o distúrbio atinge 4% da população. O censo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, informa que o Brasil tem uma população de 190.732.694 pessoas. A doença se manifesta em fases que alternam a hiperexcitabilidade e a agitação com profunda tristeza e depressão. A duração de cada fase varia de pessoa para pessoa, podendo durar horas, dias, meses e até anos. Um complicador para a pessoa portadora do transtorno surge quando as duas fases se misturam, o chamado estado misto.  “A pessoa pode...

Cristo recebe iluminação vermelha para celebrar Dia Mundial Sem Tabaco

  O Cristo Redentor recebeu iluminação vermelha nesta terça-feira para celebrar o Dia Mundial Sem Tabaco, data instituída pelo OMS (Organização Mundial de Saúde). A ação fez parte da campanha “Sem Tabaco, 100% Fashion”, criada pelos oncologistas do Centro de Câncer de Brasília. No ano passado, foi realizado um desfile-intervenção na Avenida Paulista, em São Paulo. A população foi convidada a participar vestindo vermelho durante o dia. As ações visam diminuir o consumo de cigarro pelo país. De acordo com o oncologista Murilo Buso “o cigarro foi responsável pela morte de mais de cem milhões de pessoas durante o século passado e poderá fazer mais de um bilhão de vítimas durante o século 21”. Buso é um dos idealizadores da campanha antitabagismo que nasceu na capital federal em 2003. Fonte: eBand