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Fiocruz lança teste rápido de HIV

 
O Instituto de Tecnologia em Imunibiológicos Bio-Manguinhos lançou um kit para diagnóstico rápido de HIV, que custa cinco vezes menos que o utilizado na rede pública e pode dar resultados em até 20 minutos. O equipamento Dual Path Platform foi apresentado nesta quarta-feira (4), durante o 2º Simpósio Internacional de Imunobiológicos que acontece no Rio de Janeiro até esta sexta-feira (6).

Cerca de 40% das pessoas que fazem teste de HIV não voltam para buscar o resultado final do exame. Para driblar o problema, o Ministério da Saúde quer que todos os pacientes que queiram fazer o teste saiam dos centros de saúde sabendo se são soropositivos ou não.

Atualmente, a pessoa faz o teste de HIV pelo método Elisa. Se der positivo, ela volta ao serviço de saúde, recebe orientação e faz o exame confirmatório, pelo método western blot (o mais usado) ou imunofluorescência. O resultado final leva dias ou semanas para sair.

Um acordo entre Bio-Manguinhos e o laboratório americano Chembio permitiu o desenvolvimento conjunto, no Brasil, de dois kits de testes rápidos - o de triagem, lançado em fevereiro pelo ministro Alexandre Padilha, e o confirmatório, chamado de Imunoblot e que foi divulgado ontem no simpósio.
Para fazer o teste, o paciente recebe uma picada no dedo. O resultado sai em 20 minutos. O gerente do programa de Desenvolvimento de Reativos, Antonio Ferreira, diz que "o kit é sensível e eficaz já a partir do 25º dia de infecção".

Inicialmente, os kits rápidos serão usados em grupos vulneráveis (como moradores de rua, prostitutas, garotos de programa), populações indígenas e ribeirinhas, grávidas que não completaram o pré-natal e campanhas específicas do ministério, como as que ocorrem em grandes eventos como carnaval e Festa do Peão Boiadeiro. Ainda será avaliada a capacidade de produção dos testes e os custos, mas a estimativa é de que em dois anos tenha sido completada a substituição dos métodos Elisa/western blot pelos kits rápidos.

Evento
O simpósio reúne cerca de 300 especialistas do Brasil, Estados Unidos e de Cuba para debater temas relacionados ao assunto. A Bio-Manguinhos, unidade da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) responsável pelo desenvolvimento tecnológico e criação de vacinas, é uma das maiores produtoras das doses e de kits para diagnósticos de doenças infecto-parasitárias da América Latina.
Ainda no primeiro dia de simpósio, o instituto mostrou interesse em desenvolver vacinas em conjunto com outros laboratórios, segundo o diretor da instituição, Artur Roberto Couto.
- Estamos buscando parcerias nacionais e internacionais para alavancar nosso desenvolvimento. Ou parcerias para a transferência de tecnologia ou para o desenvolvimento conjunto.
Na Bio-Manguinhos, segundo Couto, está em estágio avançado o desenvolvimento de vacina contra as meningites B e C.

Fonte: R7

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