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Tratamento especial para vítimas de queimaduras é realizado no Heat, SG

Hospital Estadual Alberto Torres, São Gonçalo, é referência no tratamento de queimados. Cirurgias reparadoras também podem ser realizadas gratuitamente na unidade de saúde

O Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê, em São Gonçalo, está há dois anos sendo considerado referência no tratamento de queimados. O título deve-se à capacidade estrutural e profissional que o hospital tem oferecido aos pacientes. O cirurgião plástico Bruno Costa, responsável pelo setor de queimados, disse que atualmente o hospital possui 75 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo 11 infantil, que atende também a pacientes que sofreram queimaduras graves.

Além da estrutura, o hospital também oferece cirurgias plásticas para reparar os danos causados pelas queimaduras. “Hoje temos 75 leitos para o tratamento de pessoas que chegam aqui com o estado de saúde grave. Além disso, oferecemos cirurgia plástica para tentar reparar os danos que as queimaduras causaram”, disse.

De acordo com Bruno Costa, a procura é grande. “Já tivemos cerca de 60 pacientes queimados aqui. Geralmente eles chegam aqui com mais de 60% do corpo queimado. Nós só atendemos pessoas em estado grave”.

Atendimento psicológico, fisioterapia e nutrição são alguns dos tratamentos dados aos pacientes. De acordo com a pediatra Leila Pereira, tratamentos psicológicos têm ajudado muitos nos casos de queimadura. “O que vemos são crianças muito traumatizadas e frágeis. A psicologia tem ajudado muito e é um fator importante que impulsiona o tratamento”.

O secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, falou sobre a importância do Hospital Estadual Alberto Torres para o tratamento de queimados. “O grande queimado é um paciente muito grave e complicado de tratar. Por isso, é fundamental ter um hospital de referência equipado com o que há melhor em tecnologia. No Hospital Estadual Alberto Torres há um ótimo serviço de pediatria, uma grande UTI pediátrica e, agregado a isso, serviços de cirurgias pediátrica e plástica. Mas, além da parte técnica, há o diferencial humano. A equipe de tratamento de queimados conta com profissionais especializados, com renome nacional e experiência na rede privada de saúde. O Heat está fazendo um trabalho primordial dentro da rede de saúde no estado e se tornando cada vez mais a principal referência neste tipo de tratamento. É um orgulho para a Secretaria de Estado de Saúde.”

Caso Jhonatan – Um paciente cuidado no hospital foi Jhonatan Gabriel Batista, 7 anos, que teve cerca de 70% do corpo queimado no dia 27 de maio de 2011, quando a casa onde morava com a mãe e três irmãos pegou fogo. Na tragédia, um morreu. Os outros dois foram levados para Hospital Estadual Albert Schweitzer, na Zona Oeste do Rio, e a irmã para o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna. A mãe de Jhonatan, Marina do Nascimento Batista, 31 anos, contou como foi difícil conviver com a perda de um filho e com três no hospital.

“Foi muito difícil ver meus três filhos nesse estado. O acidente aconteceu quando eu fui buscar um remédio para espantar mosquito na casa de uma amiga. Quando voltei, eu ouvi os vizinhos gritando ‘Está pegando fogo’ e eu vi que era minha casa. Vi meus filhos sendo carregados pelos vizinhos. Minha rotina há um ano é hospital. Me dividia entre o hospital daqui e o de Saracuruna. Agora o Mateus, meu filho de 11 anos, está aqui também, e infelizmente não tem data para sair”. Jhonatan teve alta do hospital no dia 7 de maio e passará por mais algumas cirurgias reparadoras.

Fonte : O Fluminense

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