Pular para o conteúdo principal

Vacinação contra gripe sazonal vai imunizar também contra H1N1

Campanha começa 5 de maio. Idosos, crianças de 6 meses a menores de 2 anos, grávidas, indígenas e profissionais de saúde devem comparecer aos postos de saúde

Cerca de 65 mil postos de saúde em todo o país abrem neste sábado para o início da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. O horário de funcionamento será das 8h às 17h. A dose aplicada vai proteger também contra a influenza A(H1N1) – gripe suína. Em Niterói, segundo a Secretaria de Saúde, as vacinas serão aplicadas em todas as oito Unidades Básicas de Saúde, seis Policlínicas Regionais, quatro Policlínicas Comunitárias e nas 30 Unidades de Médico de Família do município.

Devem procurar os locais de vacinação idosos com mais de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 2 anos, grávidas em qualquer período da gestação, indígenas e profissionais de saúde. A meta é imunizar 24,1 milhões de pessoas até o dia 25 de maio. Crianças que serão vacinadas pela primeira vez deverão tomar duas doses, com intervalo de 30 dias. Aquelas que já receberam uma ou duas doses da vacina no ano passado deverão receber apenas uma este ano. Os demais grupos deverão tomar dose única.

Segundo Jaime Rocha, infectologista do Laboratório Lâmina Medicina Diagnóstica, mesmo quem se vacinou no ano passado deve se vacinar novamente este ano. Esta indicação se deve, principalmente, a três fatores. Somente as pessoas que tiveram confirmadamente a doença adquiriram imunidade permanente, específica para a cepa que infectou a pessoa.

“Portanto, mesmo estas pessoas continuam suscetíveis às outras cepas”, reforça.

Em segundo lugar, nenhuma vacina é perfeita e 100% efetiva.

“De forma bastante simplista, pode-se dizer que a eficácia média da vacina em adultos é algo em torno de 80%”, diz.

Outro motivo é que os níveis de anticorpos protetores desencadeados pela vacina tendem a se reduzir gradualmente com o tempo, fazendo com que mesmo pessoas que responderam adequadamente à vacina venham a perder esta imunidade.

Rocha lembra que as pessoas passaram a dar mais importância à imunização contra a gripe após a pandemia do H1N1.

“Atualmente, as pessoas têm procurado a vacina da gripe para se imunizar contra a H1N1, mas é importante ser imunizado também contra outras cepas do vírus Influenza. O paciente vacinado fica protegido contra três cepas de vírus Influenza, causadores habituais da gripe, incluindo a H1N1.”

Vale por três - A vacina é trivalente e protege contra os tipos A-H1N1, A-H3N2 e o B – que são os que deverão ter maior circulação no hemisfério Sul nos próximos meses. Por essa composição, a vacina está adaptada a todas as faixas etárias, inclusive crianças menores de cinco anos e idosos que, em conjunto com pacientes com problemas cardíacos e pulmonares, além de gestantes, são os grupos mais vulneráveis a complicações causadas pela gripe.

Segundo o infectologista, o ideal é que a vacina seja aplicada o quanto antes, o que confere proteção precoce. Aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacina contra a gripe está disponível nas duas unidades do Laboratório Lâmina Medicina Diagnóstica que possuem o serviço de vacinação.

“A gripe já é grave o suficiente para justificar a vacinação e, se não bastasse esse argumento, os quadros mais simples podem ainda evoluir para pneumonia. A doença é caracterizada por febre alta, fraqueza, cefaléia e dor no corpo, além de congestão do sistema respiratório”, resume.

Reações - As reações mais comuns, que atingem entre 10% e 20% dos vacinados, são dor no local da aplicação. Os sintomas desaparecem espontaneamente entre 24 e 72 horas após receber a dose. A vacina não é indicada para pessoas com alergia comprovada à proteína do ovo, já que a produção é a partir de embriões de galinha.

Eficácia - A vacinação apresenta até 90% de eficácia, tem efeitos protetores com duração de oito a 12 meses, os quais não iniciam imediatamente após a vacinação, mas depois de duas a quatro semanas. É importante ressaltar que esta vacina está indicada anualmente para todas as pessoas com idade superior a seis meses de idade.

Menos casos - Em 2011, de acordo com dados do Ministério da Saúde, 25,134 milhões de pessoas foram vacinadas – 84% do público-alvo. No mesmo período, foi registrada uma redução de 64% nas mortes provocados pelo vírus Influenza H1N1. Ao todo, 53 óbitos foram confirmados. Também no ano passado, houve queda de 44% nos casos graves da doença, que totalizaram 5.230.

Fonte : O Fluminense

Comentários

Populares

UFF Responde: Hanseníase

  A hanseníase carrega um histórico marcado por preconceito e exclusão. Por décadas, pacientes foram afastados do convívio social, confinados em colônias devido ao estigma em torno da doença. Hoje, embora os avanços no diagnóstico e no tratamento tenham transformado essa realidade, o combate ao preconceito ainda é um desafio. No Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, neste ano celebrado em 26 de janeiro, a campanha do “Janeiro Roxo” reforça a importância da conscientização, do diagnóstico precoce e da adesão ao tratamento gratuito oferecido pelo SUS, que ajuda a desconstruir mitos e ampliar o acesso à saúde. Em 2023, de acordo com o Ministério da Saúde, foram registrados 22.773 novos casos da doença no Brasil. Por isso, a Estratégia Nacional para Enfrentamento à Hanseníase, estabelecida para o período 2024-2030, trouxe metas importantes, como a capacitação de profissionais de saúde e a ampliação do exame de contatos, que visam à eliminação da hanseníase como problema de...

Morte de turista no Cristo Redentor: cardiologista explica como um desfibrilador poderia ter evitado a tragédia

  A morte do turista gaúcho Jorge Alex Duarte, de 54 anos, no Cristo Redentor, no último domingo, trouxe à tona a falta de estrutura para atendimentos de emergência em um dos principais cartões-postais do Brasil. Jorge sofreu um infarto fulminante logo após subir parte da escadaria do monumento, mas não havia socorristas nem um desfibrilador disponível no local. Para o cardiologista e professor do Curso de Medicina da Unig, Jorge Ferreira, o uso rápido do equipamento poderia ter feito toda a diferença no desfecho da tragédia. "O desfibrilador é o principal aparelho que precisa estar disponível em casos de parada cardíaca. Ele funciona como um relógio da sobrevida: a cada minuto sem atendimento, as chances de sobrevivência diminuem. Se o paciente tiver um ritmo chocável (quando é necessário um choque elétrico para voltar à normalidade), o desfibrilador pode aumentar significativamente as chances de salvá-lo", explica o médico, que também é coordenador do Laboratório de Habili...

Anvisa aprova 1ª insulina semanal do país para o tratamento de diabetes tipo 1 e 2

  A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta sexta-feira (7) a primeira insulina semanal do mundo para o tratamento de pacientes com diabetes tipo 1 e 2. O medicamento insulina basal icodeca é comercializado como Awiqli e produzido pela farmacêutica Novo Nordisk, a mesma que produz Ozempic. A aprovação foi baseada nos resultados de testes clínicos que mostraram que o fármaco é eficaz no controle dos níveis de glicose em pacientes com diabetes tipo 1, alcançando controle glicêmico comparável ao da insulina basal de aplicação diária. Os pacientes que utilizarama insulina basal icodeca mantiveram níveis adequados de glicemia ao longo da semana com uma única injeção. O medicamento também demonstrou segurança e controle glicêmico eficaz, comparável ao das insulinas basais diárias, em pacientes com diabetes tipo 2. A insulina icodeca permitiu um controle estável da glicemia ao longo da semana com uma única injeção semanal, sendo eficaz em pacientes com diferentes ...

Vacina brasileira contra dengue estará no SUS em 2026, diz governo

  O governo anunciou, nesta terça-feira, a incorporação no Sistema Único de Saúde (SUS) da primeira vacina brasileira contra a dengue de dose única, produzida pelo Instituto Butantan. Isso vai valer a partir de 2026. O imunizante será destinado para toda a faixa etária de 2 a 59 anos e será produzido em larga escala, de acordo com o governo. O anúncio foi feito em cerimônia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Saúde, Nísia Trindade. Segundo o governo, a partir do próximo ano, serão ofertadas 60 milhões de doses anuais, com possibilidade de ampliação do quantitativo conforme a demanda e a capacidade produtiva. Fonte: Jornal Extra

Destaque UFF

  Mais um projeto da UFF que vem para somar na cidade de Niterói. Com foco no turismo responsável, o Observatório do Turismo de Niterói (ObservaTur Niterói) busca monitorar a atividade turística da região visando à geração de empregos, implementação de políticas públicas e outros investimentos no setor.  O projeto, elaborado pela nossa Universidade em parceria com a Prefeitura Municipal de Niterói e a Fundação Euclides da Cunha (FEC), envolve docentes e estudantes de graduação e pós.  Como destaca o reitor da UFF, professor Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, a cidade sorriso tem um grande potencial turístico. ""A UFF está atuando junto ao município para cooperar neste processo de recuperação dos efeitos da pandemia, para que Niterói avance e se torne referência para todo o estado"". Leia a matéria completa do #DestaquesUFF  no link https://bit.ly/3FaRxBT