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Novembro Azul: campanha de alerta para a detecção precoce do câncer de próstata começa hoje

Depois do Outubro Rosa, chegou a vez do Novembro Azul. Hoje, o Cristo Redentor e a Igreja da Penha, no Rio, e o Congresso Nacional, em Brasília, vão receber iluminação especial na cor do céu em apoio à campanha, que visa conscientizar a população masculina da importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata. A doença atinge um a cada seis homens no Brasil e mata um a cada 36.

No primeiro ano de realização do Novembro Azul, a Sociedade Brasileira de Urologia fará, durante todo o mês, ações de esclarecimento sobre o câncer de próstata. Haverá ainda distribuição de panfletos informativos em estádios de futebol nos jogos do Campeonato Brasileiro.

Um dos principais motivos da campanha é o combate à cultura dos homens de só se consultarem com um médico quando estão doentes, diferentemente das mulheres, mais adeptas de exames preventivos.

Estatísticas oficiais mostram que cerca de 30% dos pacientes do Sistema Único de Saúde são diagnosticados com câncer de próstata já em estágio avançado. Se descoberta no início, a doença é curável em 90% dos casos.

Segundo o urologista Alfredo Canalini, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia do Rio de Janeiro, visitas regulares ao médico — pelo menos, uma vez ao ano — são fundamentais para a detecção precoce não só do câncer de próstata, mas também de doenças cardiovasculares e outros tipos de cânceres, que juntos são as maiores causas de morte entre homens no país.

— O urologista é o clínico do homem e está habilitado para fazer uma série de diagnósticos em todas as fases da vida, desde a infância até a terceira idade — afirma Alfredo Canalini.

Como o câncer de próstata é silencioso, fazer o exame de sangue com dosagem de PSA (antígeno prostático específico) é a única forma de descobrir o problema no início. Homens com fatores de risco (negros, por questões genéticas, ou com histórico familiar da doença) devem fazer o exame a partir dos 40 anos. Os demais, a partir dos 45.



Fonte: Jornal Extra

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