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Cuidados o sol provocam insuficiência de vitamina D; Entenda

Estudos feitos por órgãos americanos afirmam que a falta de Vitamina D no organismo já é uma pandemia, ou seja, uma epidemia disseminada em vários países. Com o bloqueio dos raios UV que já acontece pelo ar poluído, associado ao uso de proteção solar o tempo todo e ao tempo que se passa protegido do sol em locais fechados, as pessoas têm apresentado insuficiência da substância no corpo. No Brasil ainda se investiga a real incidência do problema, mas pesquisas sugerem que 50% dos adultos jovens em São Paulo não sabem, mas precisam cuidar da reposição da vitamina.

A relação da insuficiência com a falta de exposição ao sol acontece porque os raios UV atuam na pele permitindo que o colesterol precursor da síntese se transforme na vitamina D. No caso do uso de filtros solares, uma loção com FPS de 30, por exemplo, inibe em 95% a produção da substância.

— Podemos fazer uma relação entre a sintetização da vitamina D e a fotossíntese nas plantas, que só acontece com a exposição ao sol. E aí entra a contraposição com a necessidade de prevenção do desenvolvimento de câncer de pele, que acontece principalmente com o uso da proteção solar — explica a nutricionista Flavia Fioruci do Instituto de Nutrição da Uerj.

Entre as orientações da Sociedade Brasileira de Dermatologia para a proteção da pele está o uso de filtro solar com o fator mínimo de proteção 30 e a indicação de que se deve evitar a exposição ao sol das 10h às 15h, com exceção da região Nordeste, onde a radiação solar já é alta a partir das 9h. Para garantir a produção de vitamina D é preciso buscar uma mediação saudável entre as recomendações, alerta nutrólogo Guilherme Giorelli, médico membro da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

— Sem dúvida as loções são necessárias, mas é preciso saber administrar a quantidade usada. Na exposição ao sol o importante é o equilíbrio. Algumas pessoas devem ficar apenas antes das 10 horas, mesmo sendo um período onde o estimulo para a produção de vitamina D é menor — comenta Guilherme Giorelli.

Especialistas ponderam que não é possível indicar quanto tempo o indivíduo deve se expor ao sol já que existem muitos fatores que determinam a capacidade de sintetização da substância na pele. Isso porque pessoas com pele mais escura possuem mais melanina, que funciona como um bloqueador natural de raios UV, e por isso têm mais dificuldade de produzir vitamina D por exposição solar que as pessoas de pele mais clara.

Apesar de ter esse nome, a vitamina D é considerada um hormônio e tem sido muito pesquisada recentemente. Em níveis adequados, ela traz benefícios para o reforço dos ossos e para a imunidade. Já a falta da vitamina pode influenciar no desenvolvimento de doenças como raquitismo com prejuízo para o crescimento em crianças e, em jovens e adultos, a osteoporose, problemas cardíacos, gripes e resfriados, doenças autoimunes como esclerose múltipla e diabetes tipo 1, aumento do riscos de infecções e, até mesmo, alguns tipos de câncer.

A alimentação é a solução?

Esta poderia ser uma alternativa para a reposição da vitamina, encontrada em peixes de maneira geral, mas não costuma ser uma opção viável, já que a maior parte da população não tem o hábito de consumir este tipo de alimento em quantidade diariamente. Para exemplificar, a nutricionista Flavia Fiourci usou a medida de ingestão diária de vitamina de fornecida pelo Instituto de Medicina dos Estados Unidos, que é de 15 microgramas: esta quantidade significaria o consumo de um file grande de salmão grelhado ou outro peixe gorduroso por dia, ou duas latas de sardinha ou atum em conserva, ou seis copos de leite integral ou até 23 ovos de galinha. A especialista explica que, além de ser difícil cumprir estas quantidades, ainda poderia provocar outros prejuízos à saúde.

Suplementação em cápsulas

— Cogumelos como o shitake e peixes como o salmão selvagem possuem a substância em maior quantidade, mas definitivamente não são uma realidade da alimentação dos brasileiros. Por isso, a recomendação é que se procure um médico para que se faça a suplementação por cápsulas, em caso de necessidade — recomenda Guilherme Giorelli, nutrólogo da Abran.

Para a suplementação correta é aconselhável que um acompanhamento médico seja feito, já que intoxicação por excesso de vitamina D provoca os mesmos sintomas em saúde da deficiência da substância. Só um exame de sangue e a indicação de um médico garantem o tratamento adequado, que pode ser com dosagens diárias, semanais ou mensais, dependendo da idade, cor da pele, rotina e insuficiência de cada um.

Fonte: Jornal Extra


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