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UFF Responde: Tuberculose

 


No dia 17 de novembro é celebrado o Dia Nacional de Combate à Tuberculose, data que reforça a importância da conscientização sobre uma das doenças infecciosas mais antigas e ainda presentes no mundo. Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil registrou cerca de 84 mil novos casos em 2025, o maior número das últimas duas décadas. Fatores como a desigualdade social, dificuldade de acesso aos serviços de saúde e o abandono do tratamento contribuem para o avanço da doença. O problema também é agravado pela disseminação de desinformação sobre vacinas e doenças infecciosas, o que dificulta o enfrentamento da tuberculose e retarda o diagnóstico precoce — essencial para interromper a cadeia de transmissão.

Causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, a enfermidade afeta principalmente os pulmões e pode ser transmitida pelo ar, por meio da tosse, fala ou espirro de pessoas infectadas. Apesar de ter cura e tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a tuberculose ainda representa um desafio à saúde pública brasileira.

Por isso, a data também reforça a necessidade de ampliar campanhas educativas e fortalecer os programas de prevenção e controle, como o Programa de Controle da Tuberculose Hospitalar do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap/UFF), que atua no monitoramento e acompanhamento dos casos de tuberculose em pacientes internados e aqueles encaminhados pela rede pública de saúde.

Para esclarecer dúvidas sobre como reconhecer os sintomas, saber quais são os principais desafios do tratamento e compreender melhor o cenário atual, conversamos com a professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense (UFF) e coordenadora do Programa de Controle da Tuberculose do Huap-UFF, Anna Christina Pinho de Oliveira.

O que é a tuberculose e qual a sua relevância?

Christina Pinho: A tuberculose é a doença infecciosa que mais mata  no Brasil, o que gera uma preocupação especial em razão de sua alta prevalência no país. Em nível mundial, o Brasil está entre os 30 países com maior número de casos da doença. Até 2016, a doença infecciosa que mais matava no Brasil era a AIDS. Em 2017, porém, a tuberculose assumiu essa posição. Durante a pandemia, o número de mortes por COVID-19 foi superior, mas, com seu fim, a tuberculose voltou a ser a principal causa de morte entre as doenças infecciosas no país.

Além do pulmão, outros órgãos podem ser afetados pela doença?

Christina Pinho: A forma pulmonar da tuberculose apresenta incidência bastante relevante. Em adultos, o segundo tipo mais comum é o pleural, que afeta a pleura — uma membrana que recobre os pulmões. A terceira mais frequente é a ganglionar, caracterizada pelo aumento e inflamação dos gânglios linfáticos, geralmente localizados no pescoço. Entretanto, é importante destacar que a doença pode acometer qualquer parte do organismo. Pode haver casos de tuberculose óssea, mamária, cutânea, do sistema nervoso central, intestinal, nas trompas ou no epidídimo, entre outros locais. Apesar dessa variedade, a pulmonar continua sendo a mais significativa e predominante.

Quais são os sintomas mais comuns e em que momento a pessoa deve procurar atendimento médico?

Christina Pinho: A Organização Mundial da Saúde (OMS) chama atenção para os sintomas clássicos da tuberculose: tosse persistente, febre, emagrecimento, falta de apetite, prostração e sudorese noturna (suor excessivo e fora do habitual). No caso do último sintoma, o paciente frequentemente relata acordar encharcado, precisando trocar o pijama ou a roupa de cama. Esse problema nem sempre é relatado espontaneamente, exigindo que o profissional questione o paciente diretamente. Assim, os quatro sinais clássicos da tuberculose pulmonar são: febre baixa no final da tarde, tosse (inicialmente seca e depois produtiva), emagrecimento e sudorese noturna.

Como a doença pode acometer outros órgãos, os sintomas variam conforme a localização. Por exemplo, na tuberculose óssea, que é comum na região da coluna, ocorre destruição do osso e compressão dos nervos, podendo causar dormência nas pernas. Já a tuberculose no sistema nervoso central se manifesta de forma semelhante à meningite, com febre, mal-estar e alteração de comportamento.

O Ministério da Saúde orienta atenção especial aos casos de tosse com mais de três semanas, sem causa aparente (como sinusite, alergia ou asma). Esse é um dos principais indícios para a suspeita de tuberculose.

Como ocorre a transmissão e quais medidas ajudam a prevenir o contágio?

Christina Pinho: A transmissão ocorre principalmente pela eliminação dos bacilos por pacientes com a doença ativa, por meio da tosse e, com menor frequência, pelo espirro ou fala. Ao tossir, o indivíduo libera os bacilos, que podem ser inalados por pessoas próximas. A forma pulmonar é a mais comum e a responsável pela transmissão. Já casos extrapulmonares, como tuberculose renal, não oferecem risco de contágio, pois o bacilo não tem acesso às vias aéreas.

A infecção exige contato próximo e prolongado com o paciente doente. Por isso, a tuberculose está frequentemente associada a áreas de baixa renda, onde há moradias pequenas, pouca ventilação e alta densidade de pessoas por ambiente. Essa proximidade contínua facilita o contágio. A prevenção consiste em evitar a exposição a indivíduos infectados. Pacientes em tratamento ou sob suspeita devem utilizar máscara e, sempre que possível, evitar contato próximo com outras pessoas.

No dia 17 de novembro é celebrado o Dia Nacional de Combate à Tuberculose, data que reforça a importância da conscientização sobre uma das doenças infecciosas mais antigas e ainda presentes no mundo. Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil registrou cerca de 84 mil novos casos em 2025, o maior número das últimas duas décadas. Fatores como a desigualdade social, dificuldade de acesso aos serviços de saúde e o abandono do tratamento contribuem para o avanço da doença. O problema também é agravado pela disseminação de desinformação sobre vacinas e doenças infecciosas, o que dificulta o enfrentamento da tuberculose e retarda o diagnóstico precoce — essencial para interromper a cadeia de transmissão.

Causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, a enfermidade afeta principalmente os pulmões e pode ser transmitida pelo ar, por meio da tosse, fala ou espirro de pessoas infectadas. Apesar de ter cura e tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a tuberculose ainda representa um desafio à saúde pública brasileira.

Por isso, a data também reforça a necessidade de ampliar campanhas educativas e fortalecer os programas de prevenção e controle, como o Programa de Controle da Tuberculose Hospitalar do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap/UFF), que atua no monitoramento e acompanhamento dos casos de tuberculose em pacientes internados e aqueles encaminhados pela rede pública de saúde.

Para esclarecer dúvidas sobre como reconhecer os sintomas, saber quais são os principais desafios do tratamento e compreender melhor o cenário atual, conversamos com a professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense (UFF) e coordenadora do Programa de Controle da Tuberculose do Huap-UFF, Anna Christina Pinho de Oliveira.

O que é a tuberculose e qual a sua relevância?

Christina Pinho: A tuberculose é a doença infecciosa que mais mata  no Brasil, o que gera uma preocupação especial em razão de sua alta prevalência no país. Em nível mundial, o Brasil está entre os 30 países com maior número de casos da doença. Até 2016, a doença infecciosa que mais matava no Brasil era a AIDS. Em 2017, porém, a tuberculose assumiu essa posição. Durante a pandemia, o número de mortes por COVID-19 foi superior, mas, com seu fim, a tuberculose voltou a ser a principal causa de morte entre as doenças infecciosas no país.

Além do pulmão, outros órgãos podem ser afetados pela doença?

Christina Pinho: A forma pulmonar da tuberculose apresenta incidência bastante relevante. Em adultos, o segundo tipo mais comum é o pleural, que afeta a pleura — uma membrana que recobre os pulmões. A terceira mais frequente é a ganglionar, caracterizada pelo aumento e inflamação dos gânglios linfáticos, geralmente localizados no pescoço. Entretanto, é importante destacar que a doença pode acometer qualquer parte do organismo. Pode haver casos de tuberculose óssea, mamária, cutânea, do sistema nervoso central, intestinal, nas trompas ou no epidídimo, entre outros locais. Apesar dessa variedade, a pulmonar continua sendo a mais significativa e predominante.

Quais são os sintomas mais comuns e em que momento a pessoa deve procurar atendimento médico?

Christina Pinho: A Organização Mundial da Saúde (OMS) chama atenção para os sintomas clássicos da tuberculose: tosse persistente, febre, emagrecimento, falta de apetite, prostração e sudorese noturna (suor excessivo e fora do habitual). No caso do último sintoma, o paciente frequentemente relata acordar encharcado, precisando trocar o pijama ou a roupa de cama. Esse problema nem sempre é relatado espontaneamente, exigindo que o profissional questione o paciente diretamente. Assim, os quatro sinais clássicos da tuberculose pulmonar são: febre baixa no final da tarde, tosse (inicialmente seca e depois produtiva), emagrecimento e sudorese noturna.

Como a doença pode acometer outros órgãos, os sintomas variam conforme a localização. Por exemplo, na tuberculose óssea, que é comum na região da coluna, ocorre destruição do osso e compressão dos nervos, podendo causar dormência nas pernas. Já a tuberculose no sistema nervoso central se manifesta de forma semelhante à meningite, com febre, mal-estar e alteração de comportamento.

O Ministério da Saúde orienta atenção especial aos casos de tosse com mais de três semanas, sem causa aparente (como sinusite, alergia ou asma). Esse é um dos principais indícios para a suspeita de tuberculose.

Como ocorre a transmissão e quais medidas ajudam a prevenir o contágio?

Christina Pinho: A transmissão ocorre principalmente pela eliminação dos bacilos por pacientes com a doença ativa, por meio da tosse e, com menor frequência, pelo espirro ou fala. Ao tossir, o indivíduo libera os bacilos, que podem ser inalados por pessoas próximas. A forma pulmonar é a mais comum e a responsável pela transmissão. Já casos extrapulmonares, como tuberculose renal, não oferecem risco de contágio, pois o bacilo não tem acesso às vias aéreas.

A infecção exige contato próximo e prolongado com o paciente doente. Por isso, a tuberculose está frequentemente associada a áreas de baixa renda, onde há moradias pequenas, pouca ventilação e alta densidade de pessoas por ambiente. Essa proximidade contínua facilita o contágio. A prevenção consiste em evitar a exposição a indivíduos infectados. Pacientes em tratamento ou sob suspeita devem utilizar máscara e, sempre que possível, evitar contato próximo com outras pessoas.

Quais exames são utilizados para o diagnóstico da tuberculose? 

Christina Pinho: O diagnóstico envolve diversos exames. Para as formas pulmonares, a radiografia de tórax auxilia na confirmação da suspeita e na exclusão de outras doenças. Nos casos de tosse produtiva, realiza-se a análise do escarro para identificar o bacilo da tuberculose, além do exame de PCR, técnica que ficou conhecida durante a pandemia de COVID-19, e da cultura do material coletado. Mesmo que os exames iniciais sejam negativos, a cultura – procedimento laboratorial que consiste em colocar a amostra em um meio específico para permitir o crescimento da bactéria e confirmar o diagnóstico – pode confirmar o diagnóstico e fornecer informações adicionais.

Nas formas extrapulmonares, os exames variam conforme o local afetado. Na tuberculose pleural, por exemplo, o paciente apresenta derrame pleural (“água na pleura”), sendo necessária a coleta e análise do líquido, além do estudo de fragmentos da membrana. Em outras localizações, pode ser indicada biópsia do tecido afetado e os exames complementares pertinentes a cada caso.

A tuberculose é uma doença curável, mas ainda muito presente. Por que ela continua sendo um desafio global e nacional de saúde pública?

Christina Pinho: É uma doença curável, desde que o tratamento seja realizado corretamente. O tratamento, oferecido gratuitamente pelo SUS, dura seis meses e apresenta alta taxa de cura. Os principais desafios estão na precariedade da rede de saúde e na adesão ao tratamento. Os comprimidos são grandes, exigem jejum e podem causar efeitos colaterais. Além disso, muitos pacientes interrompem o uso após melhora dos sintomas. Ambientes superlotados também favorecem a disseminação e dificultam o controle da doença — como nos presídios, onde há alta taxa de infecção devido à convivência próxima e à falta de adesão ao tratamento. 

A tuberculose ainda é cercada por estigmas. Esse preconceito pode interferir na busca por diagnóstico e tratamento? Quais são os principais desafios para garantir que os pacientes completem o tratamento corretamente?

Christina Pinho: Os estigmas relacionados à tuberculose ainda são numerosos. Muitas pessoas associam a doença à morte e à pobreza, o que causa medo e resistência. É comum que indivíduos de classes médias e altas não acreditem no diagnóstico justamente por essa associação social. O medo da morte decorre, em grande parte, da alta taxa de mortalidade, que está frequentemente ligada à má adesão ao tratamento, e não à ineficácia dos medicamentos.

Além do estigma social, há vergonha e negação do diagnóstico, o que pode atrasar a busca por atendimento e prejudicar a terapia medicamentosa. A adesão costuma ser mais afetada pelos efeitos colaterais e pelo tamanho dos comprimidos do que pelo estigma em si. Como o medicamento deve ser tomado em jejum, o tratamento pode ser feito de forma discreta, sem que outras pessoas saibam.

Qual é o papel da BCG e a partir de qual idade ela pode ser aplicada?

Christina Pinho: A vacina BCG, embora antiga, continua essencial e deve ser feita ainda nos primeiros dias de vida. Ela não oferece proteção total contra a doença, mas reduz significativamente as formas graves, como a tuberculose miliar (pulmonar grave) e a meníngea, que afeta as meninges – membranas que protegem o cérebro e a medula espinhal. Mesmo vacinadas, as crianças ainda podem adoecer, pois a BCG apenas diminui a gravidade dos casos e a mortalidade. A proteção tende a reduzir após cerca de 10 anos, mas o Ministério da Saúde não recomenda revacinação da população. Atualmente, a aplicação da BCG em adultos ocorre apenas em situações específicas, relacionadas ao tratamento de outras doenças, e não para prevenção da tuberculose.

O Brasil vem enfrentando uma queda na cobertura vacinal. Essa baixa adesão à BCG pode contribuir para o aumento dos casos de tuberculose?

Christina Pinho: As taxas de vacinação têm diminuído progressivamente há mais de uma década. Essa queda antecede a pandemia e está relacionada, em parte, ao fortalecimento de movimentos antivacina, especialmente na Europa e nos Estados Unidos.

Infelizmente, a BCG também foi afetada por essa tendência, resultando em menor número de crianças protegidas contra as formas graves da doença — justamente as que apresentam maior risco de morte. Como a BCG não impede a infecção, a redução na cobertura vacinal não influencia diretamente o número de casos de tuberculose, mas aumenta o risco de evolução para formas graves.

A senhora coordena o Programa de Controle da Tuberculose Hospitalar do Huap-UFF. Quais são as principais ações realizadas pelo programa?

Christina Pinho: O HUAP é uma unidade terciária, ou seja, dispõe de recursos, equipamentos e profissionais especializados que nem sempre estão disponíveis em outras unidades de saúde. Isso não significa que o conhecimento médico seja superior, mas que há maior acesso a tecnologias e insumos para diagnósticos específicos.

A principal atuação do PCTH-HUAP é no controle dos pacientes internados. Nem sempre a apresentação da tuberculose é clara, em especial nos pacientes com o perfil daqueles internados no HUAP. Sabe-se que a população que frequenta os hospitais, não apenas os médicos e a enfermagem, estamos falando também de outros profissionais, mesmo os administrativos, além dos alunos, temos uma chance maior de adoecermos por tuberculose do que a população em geral. Esse diagnóstico, uma vez estabelecido, deflagra uma série de ações de cuidados com o paciente e aqueles no seu entorno, inclusive familiares.

O hospital recebe pacientes encaminhados de sete municípios da Região Metropolitana II, entre eles Niterói e São Gonçalo. Esses pacientes realizam exames no hospital, e, quando o resultado é positivo — especialmente nas culturas, que demoram cerca de dois meses para ficarem prontas —, a equipe entra em contato para garantir que o paciente receba o diagnóstico e leve o resultado à unidade de origem para assegurar a continuidade do tratamento. Quando são pacientes externos, mas oriundos dos ambulatórios, os médicos responsáveis pelo caso também são comunicados.

O que ainda precisa ser feito para reduzir os casos e alcançar as metas de eliminação da doença definidas pela Organização Mundial da Saúde?

Christina Pinho: O mais importante seria transformar o enfrentamento da tuberculose em uma política nacional mais enfática. Embora existam esforços, ainda é necessário maior envolvimento da população. A OMS destaca o papel do cidadão comum como agente fundamental no combate à doença. Diante de sintomas clássicos, como tosse, febre, emagrecimento e sudorese noturna, é essencial considerar a possibilidade de tuberculose e procurar atendimento médico. 

Além disso, a adesão ao tratamento é fundamental: interromper a medicação pode levar ao retorno da doença e ao contágio de outras pessoas. Quando há um caso confirmado em casa ou no ambiente de trabalho, os contatos próximos também devem ser avaliados, mesmo que não apresentem sintomas. Nessas situações, realiza-se o exame PPD ou IGRA, que indicam se há infecção latente e a necessidade de tratamento profilático, que é mais simples e curto. Portanto, além das políticas públicas, a conscientização individual é essencial. Cada cidadão pode contribuir adotando atitudes preventivas e incentivando a busca por diagnóstico e tratamento adequados.

______________________

Anna Christina Pinho de Oliveira é professora de Pneumologia da Universidade Federal Fluminense (UFF). Doutora pelo Programa de Pós Graduação em Ciências Médicas da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), concluído em dezembro de 2017. Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1989), mestrado em Medicina pelo Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (1998), Especialização em Ativação de Processos de Mudança na Formação Superior de Profissionais de Saúde pela Fundação Oswaldo Cruz (2007) e Especialização em Educação Médica pela Faculdade de Medicina de Petrópolis (2008). Trabalhou como Professora na Universidade do Grande Rio (UNIGRANRIO) de setembro de 1999 a agosto de 2014. Trabalhou como Pneumologista no Hospital São Vicente de Paulo (RJ) no período de janeiro de 2001 a outubro de 2021.

 Por Alícia Carracena


Fonte: UFF



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