Pular para o conteúdo principal

Febre Amarela: moradores buscam vacina no Vital Brazil


Fora da antecipação da campanha de vacinação, Niterói só deve receber os primeiros lotes no fim de março, iniciando, desta forma a sua campanha provavelmente em abril. Com isso, unidades de Niterói tiveram fila nesta quinta-feira (16) para vacinação contra febre amarela. Na Policlínica Regional Sérgio Arouca, no Vital Brazil, Zona Sul da cidade, teve gente ficando mais de quatro horas na fila para conseguir imunização. Procurada, a Prefeitura de Niterói confirmou que a Policlínica Regional Sérgio Arouca, no Vital Brazil, foi a unidade que recebeu a maior demanda, no entanto, não informou os números de pessoas imunizadas nesta quinta no município.

Pela manhã, a Secretaria Estadual de Educação anunciou que 1.250 escolas da rede serão utilizadas como locais de vacinação contra a febre amarela, priorizando o atendimento de alunos e pais.
A orientação da Secretaria de Estado de Saúde (SES) é de que aqueles que vão viajar para áreas com ocorrência da doença em humanos se vacinem com dez dias de antecedência. Daniela Corrêa, de 38 anos, foi acompanhada do marido e do filho ao posto. O trio vai, ainda esse mês, para Casimiro de Abreu, cidade que teve a primeira morte por conta da doença no Estado. “Cheguei às 9h. Cerca de uma hora e meia depois, começaram a distribuir senha. Estou operada, com criança de colo, e não tem fila prioritária. Está desorganizado. Esperava pegar fila, mas não tanta”, comentou. 
A gerente administrativa Cláudio Seabra, de 52 anos, chegou ao posto de saúde às 9h30. Duas horas depois, resolveu ir em casa e voltar mais tarde. “Nem imaginava pegar uma fila desse tamanho. Deixei uma pessoa esperando aqui para mim, e volto mais tarde. Vim porque quero me resguardar”, disse.  
O subsecretário de Vigilância em Saúde da SES, Alexandre Chieppe, alertou que a população não precisa correr aos postos de saúde em busca da vacina contra a febre amarela. Pela manhã, o órgão se reuniu com  representantes de 12 municípios localizados nas proximidades de Casimiro de Abreu, cidade onde foram registrados dois casos da doença, sendo um óbito. Nesta quinta, um Hospital de Campanha foi montado em Casimiro para imunizar a população. A vacinação nas escolas estaduais começará pelos seguintes municípios: Casimiro de Abreu, Silva Jardim, Macaé, Rio das Ostras, Trajano de Moraes, São Pedro da Aldeia, Armação de Búzios e Cabo Frio. Neste período, as aulas ocorrerão normalmente, sem impacto na rotina das unidades escolares.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomenda a vacina para pessoas com doenças que baixam a imunidade – como lúpus, câncer e HIV – nem para quem tem alergia à gelatina e ovo. Já o Ministério da Saúde indica que pessoas com doenças agudas febris moderadas ou graves devem adiar a vacinação até a resolução do quadro para não se atribuir à vacina as manifestações da doença. A vacina não pode ser aplicada em crianças com menos de 6 meses. Em crianças de 6 meses a 9 meses de idade incompletos, só deve ser aplicada em situações de emergência epidemiológica ou viagem para área de risco. A vacinação é contraindicada em gestantes e mulheres que estejam amamentando crianças com menos de 6 meses de idade. Pessoas acima de 60 anos só podem ser vacinadas após avaliação médica. 
Estratégia -  As novas ações da Secretaria de Estado de Saúde (SES) compreendem a antecipação da vacinação para 25 municípios estratégicos, nas regiões Norte, Noroeste, Serrana, dos Lagos e no entorno da reserva do Poço das Antas. Os demais municípios, incluindo a capital e a Região Metropolitana, integrarão as duas fases seguintes, com previsão de início até o fim do mês de março, mediante a liberação de novos lotes de doses a serem disponibilizados pelo MS para o RJ. A SES reforça que todo o Estado do Rio de Janeiro será contemplado, portanto, não há necessidade de deslocamento da população entre os municípios em busca da vacina. Toda a população do RJ, observando as contraindicações, será imunizada, de forma gradativa, até o fim deste ano. 
Fonte: O Fluminense

Comentários

Populares

UFF Responde: Hanseníase

  A hanseníase carrega um histórico marcado por preconceito e exclusão. Por décadas, pacientes foram afastados do convívio social, confinados em colônias devido ao estigma em torno da doença. Hoje, embora os avanços no diagnóstico e no tratamento tenham transformado essa realidade, o combate ao preconceito ainda é um desafio. No Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, neste ano celebrado em 26 de janeiro, a campanha do “Janeiro Roxo” reforça a importância da conscientização, do diagnóstico precoce e da adesão ao tratamento gratuito oferecido pelo SUS, que ajuda a desconstruir mitos e ampliar o acesso à saúde. Em 2023, de acordo com o Ministério da Saúde, foram registrados 22.773 novos casos da doença no Brasil. Por isso, a Estratégia Nacional para Enfrentamento à Hanseníase, estabelecida para o período 2024-2030, trouxe metas importantes, como a capacitação de profissionais de saúde e a ampliação do exame de contatos, que visam à eliminação da hanseníase como problema de...

Morte de turista no Cristo Redentor: cardiologista explica como um desfibrilador poderia ter evitado a tragédia

  A morte do turista gaúcho Jorge Alex Duarte, de 54 anos, no Cristo Redentor, no último domingo, trouxe à tona a falta de estrutura para atendimentos de emergência em um dos principais cartões-postais do Brasil. Jorge sofreu um infarto fulminante logo após subir parte da escadaria do monumento, mas não havia socorristas nem um desfibrilador disponível no local. Para o cardiologista e professor do Curso de Medicina da Unig, Jorge Ferreira, o uso rápido do equipamento poderia ter feito toda a diferença no desfecho da tragédia. "O desfibrilador é o principal aparelho que precisa estar disponível em casos de parada cardíaca. Ele funciona como um relógio da sobrevida: a cada minuto sem atendimento, as chances de sobrevivência diminuem. Se o paciente tiver um ritmo chocável (quando é necessário um choque elétrico para voltar à normalidade), o desfibrilador pode aumentar significativamente as chances de salvá-lo", explica o médico, que também é coordenador do Laboratório de Habili...

Anvisa aprova 1ª insulina semanal do país para o tratamento de diabetes tipo 1 e 2

  A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta sexta-feira (7) a primeira insulina semanal do mundo para o tratamento de pacientes com diabetes tipo 1 e 2. O medicamento insulina basal icodeca é comercializado como Awiqli e produzido pela farmacêutica Novo Nordisk, a mesma que produz Ozempic. A aprovação foi baseada nos resultados de testes clínicos que mostraram que o fármaco é eficaz no controle dos níveis de glicose em pacientes com diabetes tipo 1, alcançando controle glicêmico comparável ao da insulina basal de aplicação diária. Os pacientes que utilizarama insulina basal icodeca mantiveram níveis adequados de glicemia ao longo da semana com uma única injeção. O medicamento também demonstrou segurança e controle glicêmico eficaz, comparável ao das insulinas basais diárias, em pacientes com diabetes tipo 2. A insulina icodeca permitiu um controle estável da glicemia ao longo da semana com uma única injeção semanal, sendo eficaz em pacientes com diferentes ...

Vacina brasileira contra dengue estará no SUS em 2026, diz governo

  O governo anunciou, nesta terça-feira, a incorporação no Sistema Único de Saúde (SUS) da primeira vacina brasileira contra a dengue de dose única, produzida pelo Instituto Butantan. Isso vai valer a partir de 2026. O imunizante será destinado para toda a faixa etária de 2 a 59 anos e será produzido em larga escala, de acordo com o governo. O anúncio foi feito em cerimônia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Saúde, Nísia Trindade. Segundo o governo, a partir do próximo ano, serão ofertadas 60 milhões de doses anuais, com possibilidade de ampliação do quantitativo conforme a demanda e a capacidade produtiva. Fonte: Jornal Extra

Destaque UFF

  Mais um projeto da UFF que vem para somar na cidade de Niterói. Com foco no turismo responsável, o Observatório do Turismo de Niterói (ObservaTur Niterói) busca monitorar a atividade turística da região visando à geração de empregos, implementação de políticas públicas e outros investimentos no setor.  O projeto, elaborado pela nossa Universidade em parceria com a Prefeitura Municipal de Niterói e a Fundação Euclides da Cunha (FEC), envolve docentes e estudantes de graduação e pós.  Como destaca o reitor da UFF, professor Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, a cidade sorriso tem um grande potencial turístico. ""A UFF está atuando junto ao município para cooperar neste processo de recuperação dos efeitos da pandemia, para que Niterói avance e se torne referência para todo o estado"". Leia a matéria completa do #DestaquesUFF  no link https://bit.ly/3FaRxBT