Pular para o conteúdo principal

Morte da vovó Palmirinha por problemas renais: entenda doenças que podem afetar os rins

 


Palmirinha morre aos 91 anos


Vovó Palmirinha morreu neste domingo em decorrência de agravamento de problemas renais crônicos, segundo informou a família, em um comunicado, sem detalhar qual doença renal teria provocado a morte da idosa. A apresentadora, de 91 anos, estava internada desde o dia 11 de abril no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. O corpo da apresentadora Palmira Nery da Silva Onofre, a Vovó Palmirinha, será velado na manhã desta segunda-feira (8), na cidade de São Paulo. O enterro será apenas para parentes e amigos à tarde.

Os rins são órgãos vitais para o corpo humano. Eles funcionam como filtros do sangue, removendo resíduos tóxicos — como ureia, creatinina e ácido úrico — que entram na corrente sanguínea como resultado do metabolismo do organismo. O órgão também participa da produção de hormônios e substâncias que influenciam na saúde dos ossos, no transporte de oxigênio no corpo e regulam a pressão arterial.

Sintomas de que os rins não estão funcionando como deveriam:

  • Sangue na urina
  • Urina com espuma
  • Edemas (inchaços)
  • Cansaço
  • Anemia
  • Dores nas costas
  • Redução do volume da urina
  • Perda do apetite
  • Náuseas e vômitos

Os principais fatores de risco para as doenças renais crônicas são:

  • Pessoas com diabetes (quer seja do tipo 1 ou do tipo 2)
  • Pessoa hipertensa
  • Idosos
  • Pessoas com obesidade
  • Histórico de doença do aparelho circulatório (doença coronariana, acidente vascular cerebral, doença vascular periférica, insuficiência cardíaca)
  • Histórico de doença renal crônica na família
  • Tabagismo
  • Uso de agentes nefrotóxicos, principalmente medicações que necessitam de ajustes em pacientes com alteração da função renal
  • O tratamento para as doenças renais vai depender do diagnósticos. Casos em que o comprometimento da função renal é grande, podem ser indicados a hemodiálise, a diálise peritoneal e até um transplante renal.

Veja abaixo algumas das doenças que podem surgir e comprometer os rins.


Insuficiência renal


Insuficiência renal é a condição na qual os rins perdem a capacidade de efetuar suas funções básicas. A insuficiência renal pode ser aguda (IRA), quando ocorre súbita e rápida perda da função renal, ou crônica (IRC), quando esta perda é lenta, progressiva e irreversível.

Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), quando ocorre a insuficiência renal, as toxinas podem chegar a níveis perigosos e afetar a composição química do seu sangue, desequilibrando-o.

A IRC pode ocorrer durante vários anos, apresentando poucos sintomas ou até mesmo ser assintomática. Por isso, quando o paciente começa a apresentar sinais mais perceptíveis, seus rins já estão bem lesionados. A melhor maneira de acompanhar o bom funcionamento dos rins é através de exames de sangue periódicos.

Já a IRA é mais comum em pacientes que já estão no hospital com alguma outra condição. Pode desenvolver-se rapidamente ao longo de algumas horas ou mais lentamente, durante alguns dias. Pessoas que estão gravemente doentes e necessitam de cuidados intensivos estão em maior risco de desenvolver insuficiência renal aguda. Insuficiência renal aguda pode ser fatal e requer tratamento intensivo. No entanto, pode ser reversível. Tudo depende do estado de saúde do paciente.


Glomerulopatia

As glomerulopatias, conhecidas como glomerulonefrites, são doenças que acometem os glomérulos, estruturas formadas por capilares sanguíneos e células responsáveis pela ultrafiltração do plasma — uma das partes do sangue.

"São doenças muito variadas, algumas de natureza aguda, outras de curso crônico; umas de caráter eminentemente inflamatório, outras não", informa a SBN. Algumas dessas doenças são tratáveis.

Esse problema renal é classificado de duas formas: primário, se tiver origem nos rins e afetar apenas esses órgãos; secundários, se ocorrer em decorrência de outras doenças como diabetes, hepatites e doenças autoimunes.


Litíase renal

Popularmente conhecida como pedra nos rins ou cálculo renal, a litíase renal é caracterizada pela cristalização de sais minerais presentes na urina. Quando esses minerais — oxalato de cálcio, ácido úrico e fosfato de cálcio — se acumulam e formam pequenas pedras, seja por alterações metabólicas do corpo ou por dieta e ingestão de água inadequadas.

Quando não tratadas, podem levar à hidronefrose (dilatação do rim) e à pielonefrite (inflamação renal provocada pela ação de bactérias nos rins), provocando lesões nos órgãos e possível perda deles.


Infecção urinária

A infecção do trato urinário (ITU) é uma das causas mais comuns de infecção na população geral, segundo a SBN. As mulheres são mais vulneráveis porque possuem uma uretra menor, em comparação com os homens, e maior proximidade entre a vagina e o ânus. Porém, os homens também são acometidos, principalmente quando há doença prostática associada.

A ITU é definida pela presença de agente infeccioso na urina. Ela pode acometer somente o trato urinário baixo, sendo chamada de “cistite”, ou afetar também o trato urinário superior (infecção urinária alta), sendo chamada de “pielonefrite”.

Comentários

Populares

UFF Responde: Hanseníase

  A hanseníase carrega um histórico marcado por preconceito e exclusão. Por décadas, pacientes foram afastados do convívio social, confinados em colônias devido ao estigma em torno da doença. Hoje, embora os avanços no diagnóstico e no tratamento tenham transformado essa realidade, o combate ao preconceito ainda é um desafio. No Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, neste ano celebrado em 26 de janeiro, a campanha do “Janeiro Roxo” reforça a importância da conscientização, do diagnóstico precoce e da adesão ao tratamento gratuito oferecido pelo SUS, que ajuda a desconstruir mitos e ampliar o acesso à saúde. Em 2023, de acordo com o Ministério da Saúde, foram registrados 22.773 novos casos da doença no Brasil. Por isso, a Estratégia Nacional para Enfrentamento à Hanseníase, estabelecida para o período 2024-2030, trouxe metas importantes, como a capacitação de profissionais de saúde e a ampliação do exame de contatos, que visam à eliminação da hanseníase como problema de...

Morte de turista no Cristo Redentor: cardiologista explica como um desfibrilador poderia ter evitado a tragédia

  A morte do turista gaúcho Jorge Alex Duarte, de 54 anos, no Cristo Redentor, no último domingo, trouxe à tona a falta de estrutura para atendimentos de emergência em um dos principais cartões-postais do Brasil. Jorge sofreu um infarto fulminante logo após subir parte da escadaria do monumento, mas não havia socorristas nem um desfibrilador disponível no local. Para o cardiologista e professor do Curso de Medicina da Unig, Jorge Ferreira, o uso rápido do equipamento poderia ter feito toda a diferença no desfecho da tragédia. "O desfibrilador é o principal aparelho que precisa estar disponível em casos de parada cardíaca. Ele funciona como um relógio da sobrevida: a cada minuto sem atendimento, as chances de sobrevivência diminuem. Se o paciente tiver um ritmo chocável (quando é necessário um choque elétrico para voltar à normalidade), o desfibrilador pode aumentar significativamente as chances de salvá-lo", explica o médico, que também é coordenador do Laboratório de Habili...

Anvisa aprova 1ª insulina semanal do país para o tratamento de diabetes tipo 1 e 2

  A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta sexta-feira (7) a primeira insulina semanal do mundo para o tratamento de pacientes com diabetes tipo 1 e 2. O medicamento insulina basal icodeca é comercializado como Awiqli e produzido pela farmacêutica Novo Nordisk, a mesma que produz Ozempic. A aprovação foi baseada nos resultados de testes clínicos que mostraram que o fármaco é eficaz no controle dos níveis de glicose em pacientes com diabetes tipo 1, alcançando controle glicêmico comparável ao da insulina basal de aplicação diária. Os pacientes que utilizarama insulina basal icodeca mantiveram níveis adequados de glicemia ao longo da semana com uma única injeção. O medicamento também demonstrou segurança e controle glicêmico eficaz, comparável ao das insulinas basais diárias, em pacientes com diabetes tipo 2. A insulina icodeca permitiu um controle estável da glicemia ao longo da semana com uma única injeção semanal, sendo eficaz em pacientes com diferentes ...

Vacina brasileira contra dengue estará no SUS em 2026, diz governo

  O governo anunciou, nesta terça-feira, a incorporação no Sistema Único de Saúde (SUS) da primeira vacina brasileira contra a dengue de dose única, produzida pelo Instituto Butantan. Isso vai valer a partir de 2026. O imunizante será destinado para toda a faixa etária de 2 a 59 anos e será produzido em larga escala, de acordo com o governo. O anúncio foi feito em cerimônia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Saúde, Nísia Trindade. Segundo o governo, a partir do próximo ano, serão ofertadas 60 milhões de doses anuais, com possibilidade de ampliação do quantitativo conforme a demanda e a capacidade produtiva. Fonte: Jornal Extra

UFF responde: Alzheimer

  Doença de causa desconhecida e incurável, o Alzheimer é a forma mais comum de demência e afeta, principalmente, idosos com mais de 65 anos. Identificada inicialmente pela perda de memória, pessoas acometidas pela doença têm, a partir do diagnóstico, uma sobrevida média que oscila entre 8 e 10 anos, segundo o  Ministério da Saúde  .  Em um  Relatório sobre Demência , a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que mais de 55 milhões de pessoas no mundo possuem algum tipo dessa doença, sendo mais de 60% dessas pessoas habitantes de países de baixa e média renda. A previsão é de que esse número ultrapasse mais de 130 milhões no ano de 2050. Outros dados apresentados na publicação indicam que a demência é a sétima maior causa de morte no mundo e que, em 2019, representou um custo global superior a 1 trilhão de dólares. Com o intuito de criar ações para o tratamento e a conscientização sobre a Doença de Alzheimer e de demências, em junho de 2024, foi instituída a...