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Vacina da dengue: Ministério da Saúde define as 521 cidades que receberão imunizante neste ano; veja a lista

 Crianças serão público prioritário da imunização

O Ministério da Saúde divulgou a lista de cidades que vão receber a vacina contra a dengue. Ao todo, foram incluídos mais de 500 municípios que receberão a vacina contra a dengue neste ano.

Foram selecionadas cidades de mais de 100 mil habitantes com alta transmissão de dengue, com predominância do sorotipo dois de dengue. A vacinação irá abranger todas as regiões do país. As estratégias para a campanha foram divulgadas pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira.

Ela começa em fevereiro e será destinada a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, por serem a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações pela doença depois dos idosos.

O primeiro lote de doses, de 750 mil, chegou no país no último sábado e faz parte de um total de 1,32 milhão de doses da vacina fornecidas sem custo pela empresa. Uma segunda remessa, com 570 mil doses, tem previsão para ser entregue ainda no próximo mês, de um total de aproximadamente 6,5 milhões esperadas durante o ano de 2024.

As doses adquiridas dão conta de vacinar 3,2 milhões de pessoas neste ano. Para 2025, segundo o ministério, estão asseguradas 9 milhões de doses.

Regiões contempladas

Serão 521 municípios contemplados em 16 estados. Foram selecionadas cidades de mais de 100 mil habitantes com alta transmissão de dengue, com predominância do sorotipo dois de dengue.

A campanha irá abranger cidades como Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Manaus, Foz do Iguaçu, Londrina, Salvador, Feira de Santana, João Pessoa, São Luis, Rio Branco, Duque de Caxias, Belford Roxo, Luziânia e Goiânia.

Acre - 11 cidades
Amazonas - 12 cidades
Bahia - 115 cidades
Distrito Federal
Espírito Santo - 20 cidades
Goiás - 134 cidades
Maranhão - 5 cidades
Minas Gerais - 22 cidades
Mato Grosso do Sul - 79 cidades
Paraíba - 14 cidades
Paraná - 30 cidades
Rio de Janeiro - 14 cidades
Rio Grande do Norte - 19 cidades
Roraima - 10 cidades
Santa Catarina - 13 cidades
São Paulo - 11 cidades
Tocantins - 14 cidades

Segundo o ministério, nem todas as cidades receberão as doses já em fevereiro. A distribuição será feita conforme o envio das vacinas pela farmacêutica.

Público

Inicialmente, a vacina será para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. O público mais velho, por enquanto, não pode ser alvo da campanha já que a Qdenga foi aprovada pela Anvisa apenas para indivíduos de 4 a 60 anos. Além disso, o imunizante não pode ser ofertado à população geral devido à limitação de produção da farmacêutica Takeda.

De acordo com a ministra da Saúde, Nísia Trindade, devido ao baixo quantitativo e ao público-alvo limitado, a vacinação "é um instrumento cujo o impacto não vamos ver agora". Trindade afirmou que o ministério está em contato com a farmacêutica e aguarda um aumento de escala de produção.

— Estávamos com um prognóstico de aumento de casos nesses meses que tem se confirmado. Esse aumento não se dá de forma uniforme e acontece principalmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. Neste momento temos que continuar a fazer o controle e organizar a rede (do SUS) — disse a ministra.

Ainda conforme o ministério, o impacto coletivo da vacinação começará a ser sentido pela população em torno de dois anos. A pasta espera também incluir no SUS um imunizante nacional contra a doença, em desenvolvimento pelo Instituto Butantan. A expectativa é que ela seja aprovada pela Anvisa em 2025 e inserida no SUS em 2026, segundo o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti.

— Iremos agregar (a campanha) com mais vacinas e até novas vacinas. Neste primeiro momento precisamos vacinar o máximo possível — disse Gatti. — Nós oferecemos todo o apoio possível para o Butantan e esperamos que ela seja licenciada o quanto antes.

Quando a vacina estará nos postos?

A primeira remessa de vacinas ainda precisa passar ainda pelo processo de liberação da Alfândega e da Anvisa para, depois, ser enviada para o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS).

O ministério afirma aguardar a liberação da Anvisa e do INCQS para iniciar a distribuição. De acordo com o diretor do PNI, Eder Gatti, o processo leva de uma a duas semanas, "mas o ministério não tem governabilidade":

— Assim que estiver liberada, vamos começar a distribuição. No início de fevereiro esperamos começar, mas dependemos do procedimento.

Óbitos e casos

Em 2023, o Brasil registrou 1,6 milhão de casos de dengue e 1.094 óbitos. Desde o início deste ano, a doença já atingiu 120.874 brasileiros e causou 12 mortes.

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