Pular para o conteúdo principal

Depressão pós-parto: fazer exercícios por uma hora ajuda a reduzir risco da condição, sugere estudo

 



Encontrar tempo para fazer cerca de uma hora de exercícios leves a moderados por semana pode reduzir o risco de depressão pós-parto quase pela metade. A prática também poderia ajudar a reduzir os sintomas de depressão e ansiedade entre as novas mães que já sofrem dessas condições, de acordo com um estudo publicado recentemente na revista científica British Journal of Sports Medicine.

A depressão e a ansiedade materna são relativamente comuns após o parto, muitas vezes provocadas por grandes mudanças físicas e emocionais associadas à gravidez e ao parto. A condição pode levar à redução do autocuidado e comprometer o cuidado e o vínculo entre mãe e bebê, o que pode, por sua vez, afetar o desenvolvimento cognitivo, emocional e social da criança.

Diversos estudos mostram que a prática regular de atividade física ajuda a melhorar a saúde mental, sendo, em muitos casos, prescrita como parte do tratamento para pessoas com ansiedade e depressão, por exemplo. Mas o novo estudo avaliou o impacto da atividade física em um grupo específico de pessoas: novas mães.

Pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, analisaram 35 estudos envolvendo mais de 4 mil mulheres de 14 países diferentes. Os resultados mostraram que fazer exercícios por pelo menos 80 minutos por semana pode reduzir drasticamente o risco ou aliviar os sintomas de sofrimento.

O pesar dos resultados, os especialistas ressaltam que as experiências de parto podem variar amplamente e que a prática de exercícios deve ser equilibrada de acordo com a recuperação de cada indivíduo. Eles sugerem reiniciar o exercício com caminhadas "suaves", que podem ser feitas com o bebês, e depois aumentar para atividades "moderadas", que pode incluir caminhada rápida, hidroginástica, ciclismo ergométrico ou treinamento de resistência, quando estiverem prontas.

“O momento de início ideal para cada pessoa será diferente, equilibrando a necessidade de recuperação e cura do parto com a prontidão para começar a ser fisicamente ativo para obter benefícios para a saúde física e mental”, orienta a autora principal, Margie Davenport, professora da Universidade de Alberta, em comunicado.

Começar o exercício em até 12 semanas após o nascimento do bebê foi associado a uma maior redução dos sintomas depressivos do que começar mais tarde. E quanto maior o volume de exercício, maior a redução na gravidade dos sintomas, concluiu a pesquisa.

"Embora as recomendações históricas sugiram esperar seis semanas antes de iniciar exercícios de intensidade moderada a vigorosa, trabalhos mais recentes sugeriram que a mobilização precoce e a incorporação de atividade física de intensidade leve, como caminhada suave pode facilitar a recuperação pós-parto", diz Davenport. "Depois que (a mãe) se recuperar do trabalho de parto e do parto, é incentivado fazer caminhadas curtas e suaves. Caminhar é uma ótima maneira de fazer exercícios e é algo que você pode fazer com seu bebê", completa.


Fonte: O Globo

Comentários

Populares

UFF Responde: Hanseníase

  A hanseníase carrega um histórico marcado por preconceito e exclusão. Por décadas, pacientes foram afastados do convívio social, confinados em colônias devido ao estigma em torno da doença. Hoje, embora os avanços no diagnóstico e no tratamento tenham transformado essa realidade, o combate ao preconceito ainda é um desafio. No Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, neste ano celebrado em 26 de janeiro, a campanha do “Janeiro Roxo” reforça a importância da conscientização, do diagnóstico precoce e da adesão ao tratamento gratuito oferecido pelo SUS, que ajuda a desconstruir mitos e ampliar o acesso à saúde. Em 2023, de acordo com o Ministério da Saúde, foram registrados 22.773 novos casos da doença no Brasil. Por isso, a Estratégia Nacional para Enfrentamento à Hanseníase, estabelecida para o período 2024-2030, trouxe metas importantes, como a capacitação de profissionais de saúde e a ampliação do exame de contatos, que visam à eliminação da hanseníase como problema de...

Morte de turista no Cristo Redentor: cardiologista explica como um desfibrilador poderia ter evitado a tragédia

  A morte do turista gaúcho Jorge Alex Duarte, de 54 anos, no Cristo Redentor, no último domingo, trouxe à tona a falta de estrutura para atendimentos de emergência em um dos principais cartões-postais do Brasil. Jorge sofreu um infarto fulminante logo após subir parte da escadaria do monumento, mas não havia socorristas nem um desfibrilador disponível no local. Para o cardiologista e professor do Curso de Medicina da Unig, Jorge Ferreira, o uso rápido do equipamento poderia ter feito toda a diferença no desfecho da tragédia. "O desfibrilador é o principal aparelho que precisa estar disponível em casos de parada cardíaca. Ele funciona como um relógio da sobrevida: a cada minuto sem atendimento, as chances de sobrevivência diminuem. Se o paciente tiver um ritmo chocável (quando é necessário um choque elétrico para voltar à normalidade), o desfibrilador pode aumentar significativamente as chances de salvá-lo", explica o médico, que também é coordenador do Laboratório de Habili...

Anvisa aprova 1ª insulina semanal do país para o tratamento de diabetes tipo 1 e 2

  A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta sexta-feira (7) a primeira insulina semanal do mundo para o tratamento de pacientes com diabetes tipo 1 e 2. O medicamento insulina basal icodeca é comercializado como Awiqli e produzido pela farmacêutica Novo Nordisk, a mesma que produz Ozempic. A aprovação foi baseada nos resultados de testes clínicos que mostraram que o fármaco é eficaz no controle dos níveis de glicose em pacientes com diabetes tipo 1, alcançando controle glicêmico comparável ao da insulina basal de aplicação diária. Os pacientes que utilizarama insulina basal icodeca mantiveram níveis adequados de glicemia ao longo da semana com uma única injeção. O medicamento também demonstrou segurança e controle glicêmico eficaz, comparável ao das insulinas basais diárias, em pacientes com diabetes tipo 2. A insulina icodeca permitiu um controle estável da glicemia ao longo da semana com uma única injeção semanal, sendo eficaz em pacientes com diferentes ...

Vacina brasileira contra dengue estará no SUS em 2026, diz governo

  O governo anunciou, nesta terça-feira, a incorporação no Sistema Único de Saúde (SUS) da primeira vacina brasileira contra a dengue de dose única, produzida pelo Instituto Butantan. Isso vai valer a partir de 2026. O imunizante será destinado para toda a faixa etária de 2 a 59 anos e será produzido em larga escala, de acordo com o governo. O anúncio foi feito em cerimônia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Saúde, Nísia Trindade. Segundo o governo, a partir do próximo ano, serão ofertadas 60 milhões de doses anuais, com possibilidade de ampliação do quantitativo conforme a demanda e a capacidade produtiva. Fonte: Jornal Extra

UFF Responder: Dengue

 🦟 A elevação do número de casos de dengue no Brasil tem sido motivo de preocupação no âmbito da saúde pública. Entretanto, com a campanha de vacinação, a esperança é que a população esteja imunizada e que a mortalidade caia.  🤔 Para esclarecer as principais dúvidas acerca da dengue, conversamos com a professora Cláudia Lamarca Vitral, do Departamento de Microbiologia e Parasitologia da UFF. 💬 A docente aborda temas como as razões para o aumento dos casos, as diferenças entre os sorotipos do vírus, sintomas, infecções simultâneas e as principais medidas no combate à proliferação da doença. Além disso, também elucida questões sobre a tão esperada vacina. Leia a matéria completa pelo link: https://bit.ly/3SuOZXV #UFFResponde