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Anvisa aprova 1ª insulina semanal do país para o tratamento de diabetes tipo 1 e 2

 



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta sexta-feira (7) a primeira insulina semanal do mundo para o tratamento de pacientes com diabetes tipo 1 e 2. O medicamento insulina basal icodeca é comercializado como Awiqli e produzido pela farmacêutica Novo Nordisk, a mesma que produz Ozempic.

A aprovação foi baseada nos resultados de testes clínicos que mostraram que o fármaco é eficaz no controle dos níveis de glicose em pacientes com diabetes tipo 1, alcançando controle glicêmico comparável ao da insulina basal de aplicação diária. Os pacientes que utilizarama insulina basal icodeca mantiveram níveis adequados de glicemia ao longo da semana com uma única injeção.

O medicamento também demonstrou segurança e controle glicêmico eficaz, comparável ao das insulinas basais diárias, em pacientes com diabetes tipo 2. A insulina icodeca permitiu um controle estável da glicemia ao longo da semana com uma única injeção semanal, sendo eficaz em pacientes com diferentes perfis, incluindo aqueles com disfunção renal.

Em ambos os casos, o tratamento não demonstrou aumento significativo de eventos adversos graves, incluindo hipoglicemia.

“A aprovação de Awiqli️ no Brasil é um exemplo prático de como podemos simplificar e melhorar o tratamento do diabetes, o que tende a oferecer ainda mais qualidade de vida e autonomia aos pacientes, visto que esse novo medicamento proporciona a redução de 7 aplicações semanais para 1, ou seja, de 365 para 52 aplicações em 1 ano.”, afirma Priscilla Mattar, vice-presidente da área médica da Novo Nordisk no Brasil, em comunicado.

De acordo com a Novo Nordisk, não há data prevista de lançamento do produto no Brasil. O próximo passo para que o novo medicamento possa estar disponível no mercado nacional é a definição do preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

A insulina semanal icodeca já foi aprovada pela EMA, agência que regula medicamentos na União Europeia, e em países como Austrália, Suíça, Alemanha, Japão, Canadá e China. Os pedidos também já foram submetidos à FDA, agência que regula medicamentos nos EUA, para avaliação.

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