Pular para o conteúdo principal

Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular tem quinto maior fator de impacto entre as publicações na área


A Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (RBCCV) atingiu um fator de impacto de 1,239 no 2011 Journal Citation Reports, divulgado pela Thomson Reuters, que avalia os fatores de impacto das principais revistas científicas no mundo.
Em 2010, o fator de impacto da revista, publicada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV), era de 0,963. Com o aumento de 30% de seu número médio de citações de artigos científicos publicados no periódico em 2011 em relação a 2010, a RBCCV passou a ser a 5ª publicação com maior fator de impacto na área cardiovascular no mundo.
“Isso se deve à qualidade que a cirurgia cardíaca brasileira alcançou, que é reconhecida hoje no mundo inteiro”, disse Walter Gomes, presidente da SBCCV, à Agência FAPESP.
“A maioria das técnicas e conceitos utilizados na cirurgia cardíaca no mundo hoje, como a cirurgia de revascularização do miocárdio, foi desenvolvida por cirurgiões brasileiros. O reconhecimento da qualidade da cirurgia brasileira e da produção científica dos nossos pesquisadores na área é um dos fatores responsáveis pela projeção que a RBCCV possui internacionalmente”, avaliou Gomes.
As revistas científicas internacionais com maior fator de impacto na área são a Annals of Thoracic Surgery, da The Society of Thoracic Surgeons, com fator de impacto de 3,741; o The Journal of Thoracic and Cardiovascular Surgery, da The American Association for Thoracic Surgery, com fator de impacto de 3,406; e o European Journal of Cardio-Thoracic Surgery, da European Association for Cardio-Thoracic Surgery, com fator de impacto de 2,550.
Entretanto, o conteúdo publicado nessas revistas científicas internacionais é restrito e só pode ser realizado, na maioria dos casos, mediante pagamento.
Como o conteúdo da RBCCV é totalmente aberto e disponibilizado gratuitamente em bases como a da biblioteca eletrônica SciELO, da Bireme/FAPESP, além de no site próprio da revista, de acordo com Gomes, a publicação brasileira vem recebendo parte dos artigos científicos que antes eram destinados às publicações estrangeiras.
“Os pesquisadores querem que seus artigos sejam lidos pelo maior número possível de cientistas de sua área. Como o conteúdo da RBCCV é disponibilizado tanto em bases como a SciELO como em outros endereços na internet, o pesquisador sabe que publicando na nossa revista seu artigo terá maior visibilidade”, estimou Gomes.
Com periodicidade trimestral, a revista é publicada desde 1986 em português e inglês e conta atualmente com uma equipe de 100 revisores, que está em ampliação.
Além da edição on-line, com acesso livre e gratuito e disponibilizado nos formatos PDF, EPUB e FLIP, a revista também tem uma versão impressa, cujo número de exemplares deverá ser reduzido drasticamente nos próximos meses.
“Nós fizemos uma enquete que apontou que menos de 20% dos leitores da RBCCV querem continuar a ler a revista na versão impressa. Em função disso, vamos reduzir a tiragem da edição impressa”, contou Gomes.
De acordo com ele, atualmente o site da revista registra, aproximadamente, 3,5 mil visitas por dia, de pesquisadores de diferentes partes do mundo. E, em breve, a publicação contará como uma nova seção de imagens de cirurgias cardiovasculares.
“Nosso desafio agora é tornar a RBCCV a quarta revista com maior fator de impacto entre os periódicos científicos da área de cirurgia cardiovascular”, afirmou Gomes.
Entre os destaques da última edição da revista estão os artigos “Comparação de parâmetros eletrofisiológicos das estimulações cardíacas endocárdicas septal e apical”, “Fatores de risco para síndrome de baixo débito cardíaco após cirurgia de revascularização miocárdica” e “Uso do balão intra-aórtico no trans e pós-operatório de cirurgia cardíaca: análise de 80 casos consecutivos”. 
 

Comentários

Populares

UFF Responde: Hanseníase

  A hanseníase carrega um histórico marcado por preconceito e exclusão. Por décadas, pacientes foram afastados do convívio social, confinados em colônias devido ao estigma em torno da doença. Hoje, embora os avanços no diagnóstico e no tratamento tenham transformado essa realidade, o combate ao preconceito ainda é um desafio. No Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, neste ano celebrado em 26 de janeiro, a campanha do “Janeiro Roxo” reforça a importância da conscientização, do diagnóstico precoce e da adesão ao tratamento gratuito oferecido pelo SUS, que ajuda a desconstruir mitos e ampliar o acesso à saúde. Em 2023, de acordo com o Ministério da Saúde, foram registrados 22.773 novos casos da doença no Brasil. Por isso, a Estratégia Nacional para Enfrentamento à Hanseníase, estabelecida para o período 2024-2030, trouxe metas importantes, como a capacitação de profissionais de saúde e a ampliação do exame de contatos, que visam à eliminação da hanseníase como problema de...

Morte de turista no Cristo Redentor: cardiologista explica como um desfibrilador poderia ter evitado a tragédia

  A morte do turista gaúcho Jorge Alex Duarte, de 54 anos, no Cristo Redentor, no último domingo, trouxe à tona a falta de estrutura para atendimentos de emergência em um dos principais cartões-postais do Brasil. Jorge sofreu um infarto fulminante logo após subir parte da escadaria do monumento, mas não havia socorristas nem um desfibrilador disponível no local. Para o cardiologista e professor do Curso de Medicina da Unig, Jorge Ferreira, o uso rápido do equipamento poderia ter feito toda a diferença no desfecho da tragédia. "O desfibrilador é o principal aparelho que precisa estar disponível em casos de parada cardíaca. Ele funciona como um relógio da sobrevida: a cada minuto sem atendimento, as chances de sobrevivência diminuem. Se o paciente tiver um ritmo chocável (quando é necessário um choque elétrico para voltar à normalidade), o desfibrilador pode aumentar significativamente as chances de salvá-lo", explica o médico, que também é coordenador do Laboratório de Habili...

Anvisa aprova 1ª insulina semanal do país para o tratamento de diabetes tipo 1 e 2

  A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta sexta-feira (7) a primeira insulina semanal do mundo para o tratamento de pacientes com diabetes tipo 1 e 2. O medicamento insulina basal icodeca é comercializado como Awiqli e produzido pela farmacêutica Novo Nordisk, a mesma que produz Ozempic. A aprovação foi baseada nos resultados de testes clínicos que mostraram que o fármaco é eficaz no controle dos níveis de glicose em pacientes com diabetes tipo 1, alcançando controle glicêmico comparável ao da insulina basal de aplicação diária. Os pacientes que utilizarama insulina basal icodeca mantiveram níveis adequados de glicemia ao longo da semana com uma única injeção. O medicamento também demonstrou segurança e controle glicêmico eficaz, comparável ao das insulinas basais diárias, em pacientes com diabetes tipo 2. A insulina icodeca permitiu um controle estável da glicemia ao longo da semana com uma única injeção semanal, sendo eficaz em pacientes com diferentes ...

Vacina brasileira contra dengue estará no SUS em 2026, diz governo

  O governo anunciou, nesta terça-feira, a incorporação no Sistema Único de Saúde (SUS) da primeira vacina brasileira contra a dengue de dose única, produzida pelo Instituto Butantan. Isso vai valer a partir de 2026. O imunizante será destinado para toda a faixa etária de 2 a 59 anos e será produzido em larga escala, de acordo com o governo. O anúncio foi feito em cerimônia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Saúde, Nísia Trindade. Segundo o governo, a partir do próximo ano, serão ofertadas 60 milhões de doses anuais, com possibilidade de ampliação do quantitativo conforme a demanda e a capacidade produtiva. Fonte: Jornal Extra

Destaque UFF

  Mais um projeto da UFF que vem para somar na cidade de Niterói. Com foco no turismo responsável, o Observatório do Turismo de Niterói (ObservaTur Niterói) busca monitorar a atividade turística da região visando à geração de empregos, implementação de políticas públicas e outros investimentos no setor.  O projeto, elaborado pela nossa Universidade em parceria com a Prefeitura Municipal de Niterói e a Fundação Euclides da Cunha (FEC), envolve docentes e estudantes de graduação e pós.  Como destaca o reitor da UFF, professor Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, a cidade sorriso tem um grande potencial turístico. ""A UFF está atuando junto ao município para cooperar neste processo de recuperação dos efeitos da pandemia, para que Niterói avance e se torne referência para todo o estado"". Leia a matéria completa do #DestaquesUFF  no link https://bit.ly/3FaRxBT