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Lábio leporino atinge uma a cada mil crianças. Entenda o problema

A cada mil crianças nascidas no mundo, uma tem fissura labiopalatal (popularmente conhecida como lábio leporino), malformação que produz uma abertura nos lábios. Em alguns casos, essa abertura também atinge o palato (céu da boca), dificultando a alimentação e aumentando o risco de infecções recorrentes, como a otite. A solução para os dois tipos de fissura, segundo especialistas, é simples: uma cirurgia reparadora que pode ser feita ainda no bebê.

De acordo com o presidente do Conselho Multidisciplinar de Saúde da Operação Sorriso, Ricardo Barros, quando a fenda é apenas labial, recomenda-se a cirurgia a partir dos seis meses de vida. Já nos casos mais complexos, que atingem o palato, o procedimento deve ser feito depois da criança completar um ano. A Operação Sorriso faz mutirões de cirurgias gratuitas em todo o Brasil. No Rio, a ação acontece geralmente em outubro.

“O lábio leporino pode ter prejuízos funcionais para a vida do paciente, se não corrigido. O maior prejuízo, porém, é social. Essas crianças sofrem bulling na escola, têm dificuldade para fazer amigos e muitas vezes acabam até abandonando os estudos”, afirma Ricardo Barros.

As causas para o lábio leporino ainda não estão completamente desvendadas. Pesquisas apontam que deficiências nutricionais na gestante - principalmente de ácido fólico - aumentam os riscos da malformação. Por isso, é fundamental que, durante o pré-natal a futura mamãe se informe sobre o uso de suplementos alimentares.

Adultos que sofrem com o problema também podem procurar um médico para corrigir a fissura. Não há limite de idade para a reparação do lábio leporino. No Rio de Janeiro, duas unidades são referência para o procedimento: o Hospital Municipal Nossa Senhora do Loreto, na Ilha do Governador, e o Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel.


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