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Servidores da UFF cruzam os braços no próximo dia 17

O coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal Fluminense (Sintuff), Pedro Rosa Cabral, confirmou o início da greve na UFF a partir do dia 17 de março. Segundo o representante, a assembleia realizada pelo sindicato, na última terça-feira, teve a aprovação unânime de uma paralisação por tempo indeterminado, inicialmente dos funcionários técnico-administrativos, confirmando o calendário nacional das universidades estabelecido pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra). Os professores da UFF ainda estudam a possibilidade de aderir ou não à parada.
“Tomamos todas as iniciativas esperando que o governo apresentasse propostas para classe e não houve nenhuma medida. Queremos uma política de salário permanente que prevê a reposição de inflação nos nossos salários. Nos últimos anos, já tivemos uma perda de cerca de 30% do que recebemos. Este reajuste deveria acontecer anualmente. Além disso, somos contra a privatização dos hospitais universitários, que como em todo Brasil, estão abandonados. Junto a isso, vinculamos a necessidade de anular a reforma da Previdência”, declara o coordenador.
De acordo com a Fasubra, a decisão foi tomada após reunião em Brasília nos dias 8 e 9 de fevereiro, quando a ampla maioria dos 161 membros presentes à Plenária Nacional Estatutária deliberou pela deflagração da greve da categoria no dia 17 de março. 
“Depois de dois dias de debates sobre a conjuntura política e econômica do país e as demandas da categoria, tais como: o cumprimento do acordo de greve de 2012, o posicionamento do Governo Federal quanto à pauta específica da categoria, o que chamaram de caos após a criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), a rejeição em garantir os turnos contínuos (30 horas), foi avaliado e aprovado que a categoria tem sim condições de implementar uma greve forte, agora no dia 17 de março de 2014”, diz o texto da Federação.

Reforma – O coordenador do Sintuff explica ainda que o desejo da anulação da reforma da Previdência se deve ao fato de que, só assim, volta a haver paridade nos salários dos funcionários novos e antigos.  
“Todos têm o direito de receber o mesmo valor. Além disso, a reforma obrigou os aposentados a pagar a Previdência. E fez com que eu, por exemplo, que iria me aposentar com 53 anos, agora com a reforma tenha que trabalhar por mais sete anos, mesmo contribuindo com a totalidade do tempo que exigia a lei”, queixa-se.

Protesto – O Sintuff planeja para às 7h de hoje, um protesto contra a privatização, em frente ao Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), e às 10h, no Rio, junto a profissionais de outras universidades públicas, na frente do Hospital Federal dos Servidores do Estado.

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