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Surto de febre amarela não chegará ao Rio, diz secretário de Saúde

Diante do surto de febre amarela em Minas Gerais, o secretário municipal de Saúde, Carlos Eduardo de Mattos, afirma que o Rio não corre o risco de ter casos semelhantes. A epidemia no estados vizinho fez com que começassem a circular boatos de que a vacina contra a doença também preveniria contra a zika e a chikungunya. Especialistas ouvidos pelo EXTRA, porém, garantem que essa informação não é verdadeira.

— Embora os vírus sejam da mesma família, eles são totalmente diferentes. A vacina contra a febre amarela é para uma doença específica e não serve para a dengue, zika ou chikungunya — afirma o epidemiologista Guilherme Franco Netto, assessor da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Até esta segunda-feira, a Secretaria estadual de Saúde de Minas Gerais havia registrado 152 casos suspeitos de febre amarela, com 47 mortes sob investigação. No Espírito Santo, foram identificados dois casos.

— O Rio não está na área de risco. Reparamos um aumento da procura pela vacina, mas alertamos que não existe recomendação para isso. Só se a pessoa for viajar para os locais onde a vacinação é indicada. A nossa guerra hoje é contra o Aedes aegypti — declara o secretário.




Doença foi registrada em áreas rurais

O infectologista Alberto Chebabo, do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ, explica que os casos de febre amarela são “silvestres”, ou seja, foram detectados em áreas rurais.

— A febre amarela acontece com o contato de mosquitos com macacos e, eventualmente, com humanos. Os surtos da doença são cíclicos e último foi em 2010, então já esperávamos outro. O estranho é que essas pessoas, por morarem em áreas de risco, deveriam ser vacinadas — diz.

Chebabo não indica que qualquer pessoa tome a vacina, apenas ser for viajar para áreas de risco. Segundo o infectologista, ela é feita com o vírus vivo atenuado.

— Em casos muito raros, a pessoa pode acabar ficando doente. Principalmente se ela tiver alguma alteração de imunidade, como idosos, grávidas e quem está em tratamento contra o câncer. A vacina só deve ser tomada se houver indicação — afirma.

De acordo com o Ministério da Saúde, não há tratamento específico. O médico deve tratar os sintomas, como dores no corpo, com analgésicos e antitérmicos.




Fonte: Jornal Extra

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