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Saiba quais são os principais fatores de risco que podem levar a um ataque cardíac


A doença pode ser silenciosa

Você sabe quais são os principais fatores de risco para um infarto? Um deles, por exemplo, é o colesterol elevado. Por isso, é preciso identificar os perigos para evitá-los, e assim cuidar melhor do seu coração. As doenças cardiovasculares provocam 30% de todos os óbitos registrados no Brasil e no mundo. As informações são da Agência Einstein.

Outros grandes inimigos do coração são a hipertensão (“pressão alta”), o tabagismo e a diabetes, de acordo com a Interheart, uma pesquisa clássica que foi realizada em 52 países.

— O infarto é uma doença do estilo de vida e da má adaptação à urbanização — sentencia o médico Otavio Berwanger, membro da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP).

Neste sentido, fatores como colesterol, hipertensão e diabetes decorrem em boa medida de sedentarismo, má alimentação e obesidade.

Ao ajustar esses hábitos e também não fumar (ou participar de programas de cessação de tabagismo), seria possível evitar boa parte dos ataques cardíacos.

— Essas medidas são eficazes, seguras, custo-efetivas s e aplicáveis em qualquer lugar — explica Berwanger, que também é diretor da Academic Research Organization (ARO), uma unidade da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein que coordena pesquisas clínicas de grande porte.

Dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) apontam que as doenças cardiovasculares foram a causa de morte de 18 milhões de pessoas em 2016 — 85% por causa de infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs). Vale destacar que o impacto dessas enfermidades é ainda maior em países de baixa e de média renda, que concentram a maior parte destes óbitos.

Apesar da possibilidade de controle e tratamento, esses quatro fatores de risco são altamente prevalentes na população brasileira.

— Temos um número elevado de pessoas com colesterol alto, que pode chegar a 40%. Já 28% apresentam hipertensão e em torno de 15%, diabetes. E às vezes o paciente possui mais de um desses problemas — alerta Berwanger.

Um desafio é conscientizar os brasileiros da importância de cuidar da saúde cardiovascular. Uma pesquisa feita em 2017 pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) indicou que 67% dos entrevistados desconheciam seus níveis de colesterol, por exemplo.

Ataques podem ser assintomáticos

O infarto do miocárdio é o resultado da obstrução de uma artéria que leva o sangue para o coração. Com isso, as células do músculo cardíaco começam a morrer. Dor no peito — que pode irradiar para o braço esquerdo —, sensação de aperto no tórax, suor excessivo, palidez e alteração na frequência cardíaca são os principais sintomas.

Mas o ataque cardíaco pode ser assintomático, especialmente entre idosos e pacientes com diabetes. Por isso, é importante ter acompanhamento médico e realizar exames frequentemente.

O infarto é mais comum a partir dos 45 anos — o risco aumenta com o avançar da idade. Entre as medidas de prevenção para evitar o entupimento das artérias estão a prática de exercícios físicos, alimentação adequada, cessação do tabagismo e o adequado controle de fatores de risco, como colesterol elevado, hipertensão e diabetes.

Estudo alerta para perigos da matrícula escolar precoce

As crianças vão para a escola cada vez mais cedo e passam mais tempo no ambiente escolar do que nunca, afirma um novo estudo publicado na última semana. No entanto, consequentemente, cada vez mais elas precisam aprender desde cedo o conteúdo acadêmico que pode estar bem acima de sua capacidade de desenvolvimento. As informações são da revista Crecer.

Os pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, descobriram que aquelas crianças que começam a escola entre as mais novas têm uma probabilidade muito maior de obter o diagnóstico de transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH).

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