Pular para o conteúdo principal

Anvisa aprova novas vacinas contra Covid


Vacina contra a covid-19


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou de forma unânime nesta terça-feira o uso emergencial de duas vacinas contra a Covid-19 para serem aplicadas como doses de reforço em pessoas acima de 12 anos. Ambas são bivalentes e combatem novas variantes do coronavírus, como a ômicron. Agora, cabe ao Ministério da Saúde negociar com a Pfizer, laboratório responsável pelos imunizantes, para viabilizar a oferta dos produtos à população.

Antes mesmo de os dados relacionados ao coronavírus voltarem a escalar no Brasil, já em agosto, a Pfizer solicitou o registro temporário de uma vacina bivalente, eficiente no combate à subvariante BA.1 e à cepa original. No fim de setembro protocolou outro pedido, para um imunizante que contempla as subvariantes BA.4 e BA.5. Essas vacinas são eficazes no combate a uma parte das linhagens citadas pelo ministério na semana passada.

De acordo com a pasta, na semana de 6 a 11 de novembro, houve aumento de 120% na média de casos em comparação à semana anterior. Os óbitos cresceram 28% no período.

O ministro da Saúde Marcelo Queiroga afirmou ao GLOBO na semana passada que as novas vacinas da Pfizer poderão ser oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) quando elas fossem aprovadas pela Anvisa, o que ocorreu nesta terça. Na mesma ocasião, ele disse que a prioridade da pasta passa por ampliar a cobertura das doses de reforço.

— Mais importante é avançar na aplicação da 2ª dose de reforço no público para o qual já existe a recomendação. O aumento no número de casos tem que ser monitorado, mas as recomendações (de prevenção) são as mesmas — afirmou.

As questões relacionadas ao coronavírus e as estratégias de combate a ele já estão sendo debatidas pela equipe escalada pelo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para cuidar da área da saúde.

— Vamos tentar saber quais são as medidas do ministério para incorporar e fazer aquisição da nova vacina — adiantou o ex-ministro da Saúde Arthur Chioro, integrante da transição.


Os votos

Todos os quatro diretores e o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, votaram a favor autorização emergencial dos novos imunizantes.

Primeira a votar, Meiruze Souza Freitas, diretora e relatora do pedido de autorização, afirmou que as vacinas bivalentes já são usadas em várias partes do mundo e que, apesar das vacinas originais continuarem eficazes, as bivalentes são uma ferramenta a mais de vacinação. Meiruze destacou que ainda não é possível saber a gravidade das variantes BA4/BA5 e que o cenário da pandemia reforça a necessidade de medidas de saúde pública.

— O cenário da pandemia reforça a necessidade da adoção de medidas de saúde pública. […] As vacinas contra a covid continuam sendo a melhor esperança para o controle da pandemia. Continuam sendo a melhor medida de saúde pública, oferecem alto nível de proteção contra agravamento da doença e hospitalização. As pessoas que receberam doses de reforço estão mais protegida — afirmou, completando:

— Nas últimas semanas, os números de casos confirmados de covid-19 tem mostrado aumento, e neste contexto é possível que no Brasil ocorra também o aumento de hospitalização, tornando essencial a estratégia de ampliar a vacinação e reforço e a disponibilização de mais vacina, incluindo as bivalentes que promovam uma resposta imune mais específica.

Meiruze ainda ressaltou que a população elegível para doses de reforço, principalmente aqueles que fazem parte de um grupo de risco, não devem atrasar a vacinação para aguardar a bivalente.

— Todas as vacinas de reforço aprovadas ajudam a melhorar a proteção obtida com as doses anteriores da vacina e ajudam a fornecer proteção contra adoecimento grave e óbitos — destacou.


Especialistas

Flavio da Fonseca, virologista do Centro em Tecnologia em Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), destaca que a oferta de imunizantes bivalentes à população ajudará a retardar a aparição de novas mutações do vírus.

— É importante incorporar essa vacina ao SUS. A gente aumenta a eficácia, que cai quando surge uma variante. Não sabemos quanto, mas ajuda a segurar o surgimento de novas variantes — diz Fonseca

Ethel Maciel, epidemiologista e professora Titular da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), ressalta, no entanto, que a nova leva de vacinas não vão por fim à doença.

— É importante ter vacina remodelada, mas também não podemos abrir mão de alertar para que a população tome as doses de reforço (das vacinas já disponíveis). Ela não podem ser esquecidas. Sobre os novos imunizantes, não estamos falando de uma bala de prata. Não vão vai resolver tudo — pondera.

O presidente do departamento de imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria, Renato Kfouri, ressalta que a tendência mundial é de que as doses de reforço sejam aplicadas com vacinas atualizadas, capazes de combater as subvariantes que foram surgindo.

— Uma das principais missões que aprendemos com a Covid-19 é de que a duração da proteção da vacinação não é longa. Há uma perda de proteção natural. Vamos ter a possibilidade de fazer um reforço com uma resposta imune mais potente com o passar do tempo — avalia ele.

Kfouri destaca, ainda, que não é possível prever a periodicidade da necessidade de atualização das vacinas contra o coronavírus, uma vez que depende das características de cada nova linhagem do vírus.

Comentários

Populares

Governo do Rio divulga resultado de ação contra a poliomielite

Nos primeiros sete dias da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite, 78% das crianças menores de 5 anos já receberam a vacina no Estado do Rio Nos primeiros sete dias da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite, 78% das crianças menores de 5 anos já receberam a vacina no Estado. A meta é imunizar, em todo o País, 95% do total de 14,1 milhões de crianças nesta faixa etária. No Rio de Janeiro, das 1.030.026 crianças que precisam receber a vacina, 810.189 já foram imunizadas. Em 2012, a campanha de prevenção à paralisia infantil será feita em uma única etapa, que vai até dia 6 de julho. Os postos de vacinação permanecerão abertos das 8 às 17 horas. A Secretaria de Estado de Saúde distribuiu aos 92 municípios 1,6 milhão de doses da vacina Sabin (contra a poliomielite), que serão dadas às crianças em 4.200 postos de saúde espalhados por todo o Estado. Em 2011, o Rio de Janeiro superou a cobertura vacinal estipulada pelo Ministério da Saúde. É importante que o...

Outubro Rosa

  Outubro chegou! Durante este mês, o Ministério da Saúde traz conteúdos educativos e histórias inspiradoras relacionadas à detecção e ao tratamento do câncer de mama, com o objetivo de levar informações confiáveis à população. Incentive outras mulheres a adotarem práticas saudáveis e buscarem assistência médica em caso de alterações suspeitas. Informar para proteger. Cuidar para viver. Fonte: Ministério da Saúde

SBQ.Covid19 - Uso indiscriminado de álcool contra o coronavírus aumenta riscos de queimaduras

SBQ.Covid19 - Uso indiscriminado de álcool contra o coronavírus aumenta riscos de queimaduras Com a recomendação do uso de álcool 70% para limpar superfícies e higienizar as mãos em razão da pandemia de coronavírus, acende-se um novo alerta: o risco de acidentes com queimaduras. Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ) tem buscado conscientizar a população sobre os cuidados no manuseio e estoque deste produto.“É extremamente necessário redobrar o cuidado com a presença do álcool em casa, especialmente com crianças. Guardar em local que elas não acessem e não utilizar o álcool perto de chamas, como fogão e velas”, frisa o presidente da SBQ, José Adorno.Diante da baixa nos estoques de álcool em gel, a Câmara dos Deputados aprovou a liberação da venda do álcool líquido 70% para o consumidor individual. A proposta segue para votação no Senado. Porém, há uma previsão de que a Anvisa publique uma nova portaria, estabelecendo a venda em embalagens de até 50...

Irritação, euforia, agressividade e depressão podem ser sinais do distúrbio. Doença, que atinge 4% da população brasileira, não tem cura, mas tratamento pode controlá-la

Sintomas como euforia, fala rápida, irritação, agitação, insônia, agressividade, hostilidade e depressão podem ser sinais de vários transtornos que acometem o humor, seja para o polo depressivo, seja para o da euforia. Porém, quando os sintomas vêm alternados em uma mesma pessoa, pode ser um alerta para o transtorno bipolar, uma doença sem cura, mas com tratamento e controle. De acordo com a Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB), o distúrbio atinge 4% da população. O censo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, informa que o Brasil tem uma população de 190.732.694 pessoas. A doença se manifesta em fases que alternam a hiperexcitabilidade e a agitação com profunda tristeza e depressão. A duração de cada fase varia de pessoa para pessoa, podendo durar horas, dias, meses e até anos. Um complicador para a pessoa portadora do transtorno surge quando as duas fases se misturam, o chamado estado misto.  “A pessoa pode...

Cristo recebe iluminação vermelha para celebrar Dia Mundial Sem Tabaco

  O Cristo Redentor recebeu iluminação vermelha nesta terça-feira para celebrar o Dia Mundial Sem Tabaco, data instituída pelo OMS (Organização Mundial de Saúde). A ação fez parte da campanha “Sem Tabaco, 100% Fashion”, criada pelos oncologistas do Centro de Câncer de Brasília. No ano passado, foi realizado um desfile-intervenção na Avenida Paulista, em São Paulo. A população foi convidada a participar vestindo vermelho durante o dia. As ações visam diminuir o consumo de cigarro pelo país. De acordo com o oncologista Murilo Buso “o cigarro foi responsável pela morte de mais de cem milhões de pessoas durante o século passado e poderá fazer mais de um bilhão de vítimas durante o século 21”. Buso é um dos idealizadores da campanha antitabagismo que nasceu na capital federal em 2003. Fonte: eBand