Pular para o conteúdo principal

Ministério da Saúde investe mais R$ 400 milhões nos hospitais universitários

Verba extra será liberada até outubro pelo Ministério da Saúde e faz parte do Programa de Expansão e Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF)

O Ministério da Saúde vai liberar mais R$ 400 milhões, até outubro,para dar seqüência ao processo de melhorias ereestruturação dos 45 Hospitais Universitários Federais do país. Com este aporte financeiro, o investimento extra do governo federal nessas unidades chegará a R$ 500 milhões em 2011 – 66,6% a mais do que ano passado. Os recursos fazem parte Programa de Expansão e Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF) e devem ser empregados na aquisição de equipamentos, reformas e na ampliação do atendimento à população. A iniciativa é coordenada pelos ministérios da Saúde e de Educação, com o apoio do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Os R$ 400 milhões serão repassadosem duas parcelas: a primeira - R$ 250 milhões (veja quanto cada unidade receberá no fim do texto) - será liberada na segunda-feira (23) e os outros R$ 150 milhões em outubro. No primeiro semestre deste ano, foram aplicados R$ 100 milhões para a melhoria dessas unidades. No ano passado, quando foi criado o REHUF, o Ministério da Saúde liberou R$ 300 milhões aos Hospitais Universitários Federais.

“Fizemos um esforço muito grande para ampliar os recursos para os Hospitais Universitários Federais e atender as suas necessidades. Muitas dessas unidades são referências no atendimento pelo SUS e, este ano, estamos firmando o compromisso dos hospitais com as redes prioritárias do Ministério da Saúde”, destaca o Secretário de Atenção a Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães. “Estamos ampliando os recursos para as unidades e procurando integra-las cada vez mais ao SUS”, reforça.

Para receberem parte dos recursos, os hospitais universitários precisaram se comprometer com o fortalecimento das redes de assistência lançadas pelo Ministério da Saúde, entre elas, a Estratégia Rede Cegonha, para a atenção integral de gestantes e bebês; a rede Saúde a Toda Hora, voltada ao fortalecimento da rede de urgência; a rede de atenção psicossocial para o enfrentamento do crack e outras drogas; além dos programas nacionais de controle do câncer de mama e de colo do útero.

REHUF -O programa prevê o aumento gradual do investimento do governo federal nas unidades, além dos valores repassados mensalmente para custear o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – em 2010, foi R$ 1,23 bilhão. O objetivo é, a partir do esforço dos dois ministérios, instituir mecanismos adequados de financiamento desses hospitais que atuam simultaneamente na assistência à população, na formação dos profissionais de saúde e no desenvolvimento de pesquisa e inovação.

O valor destinado a cada unidade é definido conforme o plano de reestruturação elaborado pelo gestor do hospital, com a participação da secretaria de saúde municipal e estadual e da reitoria da universidade a que está vinculado.  Cada uma das 45 unidades de saúde fez um diagnóstico da situação e elencou prioridades.

Parcela dos R$ 250 milhões destinada a cada unidade


INSTITUIÇÕES FEDERAIS  
VALORES
UNIFESPHospital de São Paulo
R$ 26,604
milhões
HCPAHospital de Clínicas de Porto Alegre
R$ 21,569
milhões
UFPRHospital de Clínicas
R$ 16,458
milhões
UFMAHospital Universitário
R$ 15,409
milhões
UFMGHospital de Clínicas
R$ 13,357
milhões
UFUHospital de Clínicas
R$ 16,153
milhões
UFPEHospital das Clínicas
R$ 9,437
milhões
UFSMHospital Universitário
R$ 9,416
milhões
UFRJHospital Universitário Clementino Fraga Filho
R$ 6,922
milhões
UFTMHospital Escola
R$ 7,757
milhões
UFGHospital das Clínicas
R$ 8,651
milhões
UFSCHospital Universitário Polidoro Ernani de São Thiago
R$ 7,261
milhões
UFESHospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes
R$ 6,063
milhões
UFMSHospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian
R$ 6,655
milhões
UFFHospital Universitário Antônio Pedro
R$ 6,040
milhões
UNBHospital Universitário
R$ 4,746
milhões
UFCHospital Universitário Walter Cantídio
R$ 5,640
milhões
UFPAHospital Univeristário João de Barros Barreto
R$ 5,316
milhões
UFCMaternidade Escola Assis Chateaubriand
R$ 5,259
milhões
FURGHospital Univeristário Dr. Miguel Riet Correia Júnior
R$ 4,706
milhões
UFALHospital Universitário Professor Alberto Antunes
R$ 4,063
milhões
UFBAHospital Universitário Professor Edgard Santos
R$ 3,878
milhões
UFPBHospital Universitário Lauro Wanderley
R$ 3,720
milhões
UFRNHospital Universitário Onofre Lopes
R$ 3,840
milhões
UFPELHospital Escola
R$ 2,888
milhões
UFAMHospital Universitário Getúlio Vargas
R$ 3,212
milhões
UNIRIOHospital Universitário Gaffrée e Guinle
R$ 3,639
milhões
UFCGHospital Universitário Alcides Carneiro
R$ 3,297
milhões
UFJFHospital Universitário
R$ 2,707
milhões
UFMTHospital Universitário Julio Muller
R$ 1,849
milhões
UFSHospital Univesritário
R$ 1,837
milhões
UFRJMaternidade Escola
R$ 1,748
milhões
UFRNMaternidade Escola Januário Cicco
R$ 2,144
milhões
UFBAMaternidade Clemério de Oliveira
R$ 1,661
milhões
UFRJInstituto de Psiquiatria
R$ 1,499
milhões
UFGDHospital Universitário
R$ 2,113
milhões
UFRNHospital Universitário Ana Bezerra
R$ 408,770
mil
UFRJInstituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira
R$ 956,187
mil
UFPRMaternidade Vitor Ferreira do Amaral
R$ 427,296
mil
UFRJInstituto de Neurologia Deolindo Couto
R$ 161,356
mil
UFRNHospital de Pediatria Professor Heriberto F. Bezerra
R$ 351,398
mil
UFPAHospital Universitário Bettina Ferro de Souza
R$ 83,666
mil
UFRJInstituto de Doenças do Tórax
R$ 53,785
mil
UFRJHospital Escola São Francisco de Assis
R$ 26,892
mil


Recursos repassados por meio do REHUF

2011
R$ 100 milhões – em julho de 2011
R$ 250 milhões – em setembro de 2011
R$ 150 milhões – em outubro de 2011
Total: R$ 500 milhões

2010
R$ 100 milhões – em julho de 2010
R$ 200 milhões – em fevereiro de 2011
Total: 300 milhões 

Comentários

Populares

UFF Responde: Hanseníase

  A hanseníase carrega um histórico marcado por preconceito e exclusão. Por décadas, pacientes foram afastados do convívio social, confinados em colônias devido ao estigma em torno da doença. Hoje, embora os avanços no diagnóstico e no tratamento tenham transformado essa realidade, o combate ao preconceito ainda é um desafio. No Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, neste ano celebrado em 26 de janeiro, a campanha do “Janeiro Roxo” reforça a importância da conscientização, do diagnóstico precoce e da adesão ao tratamento gratuito oferecido pelo SUS, que ajuda a desconstruir mitos e ampliar o acesso à saúde. Em 2023, de acordo com o Ministério da Saúde, foram registrados 22.773 novos casos da doença no Brasil. Por isso, a Estratégia Nacional para Enfrentamento à Hanseníase, estabelecida para o período 2024-2030, trouxe metas importantes, como a capacitação de profissionais de saúde e a ampliação do exame de contatos, que visam à eliminação da hanseníase como problema de...

Morte de turista no Cristo Redentor: cardiologista explica como um desfibrilador poderia ter evitado a tragédia

  A morte do turista gaúcho Jorge Alex Duarte, de 54 anos, no Cristo Redentor, no último domingo, trouxe à tona a falta de estrutura para atendimentos de emergência em um dos principais cartões-postais do Brasil. Jorge sofreu um infarto fulminante logo após subir parte da escadaria do monumento, mas não havia socorristas nem um desfibrilador disponível no local. Para o cardiologista e professor do Curso de Medicina da Unig, Jorge Ferreira, o uso rápido do equipamento poderia ter feito toda a diferença no desfecho da tragédia. "O desfibrilador é o principal aparelho que precisa estar disponível em casos de parada cardíaca. Ele funciona como um relógio da sobrevida: a cada minuto sem atendimento, as chances de sobrevivência diminuem. Se o paciente tiver um ritmo chocável (quando é necessário um choque elétrico para voltar à normalidade), o desfibrilador pode aumentar significativamente as chances de salvá-lo", explica o médico, que também é coordenador do Laboratório de Habili...

Anvisa aprova 1ª insulina semanal do país para o tratamento de diabetes tipo 1 e 2

  A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta sexta-feira (7) a primeira insulina semanal do mundo para o tratamento de pacientes com diabetes tipo 1 e 2. O medicamento insulina basal icodeca é comercializado como Awiqli e produzido pela farmacêutica Novo Nordisk, a mesma que produz Ozempic. A aprovação foi baseada nos resultados de testes clínicos que mostraram que o fármaco é eficaz no controle dos níveis de glicose em pacientes com diabetes tipo 1, alcançando controle glicêmico comparável ao da insulina basal de aplicação diária. Os pacientes que utilizarama insulina basal icodeca mantiveram níveis adequados de glicemia ao longo da semana com uma única injeção. O medicamento também demonstrou segurança e controle glicêmico eficaz, comparável ao das insulinas basais diárias, em pacientes com diabetes tipo 2. A insulina icodeca permitiu um controle estável da glicemia ao longo da semana com uma única injeção semanal, sendo eficaz em pacientes com diferentes ...

Vacina brasileira contra dengue estará no SUS em 2026, diz governo

  O governo anunciou, nesta terça-feira, a incorporação no Sistema Único de Saúde (SUS) da primeira vacina brasileira contra a dengue de dose única, produzida pelo Instituto Butantan. Isso vai valer a partir de 2026. O imunizante será destinado para toda a faixa etária de 2 a 59 anos e será produzido em larga escala, de acordo com o governo. O anúncio foi feito em cerimônia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Saúde, Nísia Trindade. Segundo o governo, a partir do próximo ano, serão ofertadas 60 milhões de doses anuais, com possibilidade de ampliação do quantitativo conforme a demanda e a capacidade produtiva. Fonte: Jornal Extra

UFF responde: Alzheimer

  Doença de causa desconhecida e incurável, o Alzheimer é a forma mais comum de demência e afeta, principalmente, idosos com mais de 65 anos. Identificada inicialmente pela perda de memória, pessoas acometidas pela doença têm, a partir do diagnóstico, uma sobrevida média que oscila entre 8 e 10 anos, segundo o  Ministério da Saúde  .  Em um  Relatório sobre Demência , a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que mais de 55 milhões de pessoas no mundo possuem algum tipo dessa doença, sendo mais de 60% dessas pessoas habitantes de países de baixa e média renda. A previsão é de que esse número ultrapasse mais de 130 milhões no ano de 2050. Outros dados apresentados na publicação indicam que a demência é a sétima maior causa de morte no mundo e que, em 2019, representou um custo global superior a 1 trilhão de dólares. Com o intuito de criar ações para o tratamento e a conscientização sobre a Doença de Alzheimer e de demências, em junho de 2024, foi instituída a...