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Terceira edição do Salão da Leitura de Niterói começa nesta sexta 0

Com mais de 100 atrações e abordagem de escala nacional, nova edição do projeto literário vai englobar personalidades de todo o Brasil

No último trimestre do ano passado, produtos de entretenimento e cultura tiveram um aumento nas vendas de 1,3% em comparação ao terceiro semestre de 2011, de acordo com dados do IBGE. Entre os produtos mais vendidos, o livro era um deles. Mesmo que tímida, a venda de livros digitais para tablet’s e smartphones também reforça a inserção do brasileiro no hábito da leitura. Para discutir e refletir os rumos da literatura brasileira, acontece, a partir desta sexta-feira, a terceira edição do Salão da Leitura de Niterói. O evento, que tem apoio da prefeitura municipal, acontece, em sua maior parte, no Teatro Popular de Niterói e propõe discutir, apresentar e informar o público sobre a cultura literária brasileira.

Desde a primeira edição, que ocorreu em 2006, o evento se propôs a ter uma nova edição a cada dois anos, contudo, em 2010, ele foi adiado por conta das fortes chuvas que atingiram a cidade, voltando, agora, em 2012. Ao contrário das duas edições anteriores, a nova edição do projeto vai englobar personalidades ligadas às letras e temas não apenas restritos à cidade de Niterói.

“Nossa ideia para este ano foi dar um caráter mais amplo ao Salão da Leitura. Isto é, torná-lo mais nacional. Para isso, chamamos nomes como Maria Bethânia, Adriana Calcanhoto, Antonio Torres, o antropólogo Roberto Da Matta, os escritores Ruy Castro, Affonso Romano de Sant´anna, entre muitos outros. Claro, também teremos escritores e artistas de Niterói, como Bia Bedran”, diz o produtor do evento, João Carlos Carino.

O convite a artistas como Maria Bethânia e Adriana Calcanhoto não foi por acaso. Ambas são consideras grandes nomes dentro da Música Popular Brasileira e já ganharam prêmios nacionais e internacionais por seus trabalhos. Adriana, inclusive, já lançou um projeto voltado para crianças, o Adriana Partimpim, que reunia canções de várias gerações de compositores. Já Bethânia transita entre a religião e a cultura nordestina, trazendo em suas músicas a realidade do povo brasileiro e uma predisposição já declarada pela poesia em sua obra.

Sobre a programação deste ano, Carino revela que o salão vai contar, ainda, com quadros diversificados para atrair a atenção do público.

“Os temas são muito abrangentes. Desde o lançamento de um livro, passando por uma palestra, indo para uma mesa de debates, shows para o público infantil e adulto. Levaremos crianças e professores da rede escolar municipal e também das escolas particulares. Para os adulto, teremos o ‘Café Literário’ e o ‘Conversa Em Conversa’, na parte da tarde. Pela manhã, teremos o “Contando e ouvindo histórias”, enumera o produtor.

Cidadania
Para o curador do Salão da Leitura, o Doutor em Literatura, Júlio Diniz, o conceito do evento estimula a cultura e a arte, além de exprimir um compromisso social.

“A proposta do 3º Salão da Leitura de Niterói tem como eixo principal um conceito imprescindível ao desenvolvimento de qualquer sociedade – cidadania. A palavra, de tão usada, parece às vezes sem força suficiente para expressar a importância de seu conteúdo como concepção, valor e prática. O pleno exercício da cidadania é o único caminho possível de construção de uma sociedade plural, justa e tolerante, ou seja, fundamento de uma vida democrática”, explica.

Segundo ele, a leitura não se restringe ao ato de ler um jornal, uma revista ou um livro.

“O conceito de leitura, nos dias atuais, significa a ampliação de seu uso para distintas linguagens artísticas, práticas estéticas e comunicação cotidiana. Por acreditarmos no valor simbólico e na força da leitura como transformação social, convidamos escritores, educadores, intelectuais, artistas e pensadores importantes para, juntos, conversarmos sobre temas relevantes do mundo atual. Serão mais de 100 atividades que levarão ao público reflexão, entretenimento e prazer”, acrescenta.

Serviço: O Teatro Popular fica na Avenida Jornalista Rogério Coelho Neto, s/nº, Centro. Entrada franca. Livre.

Fonte : O Fluminense

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