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Coletor menstrual: veja perguntas e respostas sobre esta alternativa aos absorventes




O coletor menstrual – copinho de silicone usado para coletar o sangue da menstruação dentro do canal vaginal – passou a ser uma alternativa aos absorventes mais tradicionais há alguns anos. Mulheres que aderem ao dispositivo apontam vantagens como o fato de poder ser utilizado por até 10 horas seguidas e de resultar em uma menor produção de lixo.

Atualmente, está disponível em várias marcas e preços. Mas o uso do copinho ainda desperta muitas dúvidas. Veja algumas perguntas e respostas sobre esta alternativa aos absorventes:

O que é o coletor menstrual?

É um dispositivo maleável feito de silicone em formato de taça que, introduzido no canal vaginal, coleta o sangue da menstruação. Trata-se de uma alternativa aos absorventes externos e internos mais tradicionais.

 (Foto: Arte/G1)


Como usar?

O copinho deve ser dobrado para ter seu diâmetro reduzido e, em seguida, introduzido com cuidado na vagina. Dentro do canal vaginal, o coletor se abre e fica preso à parede vaginal. Ali, passa a coletar o sangue da menstruação.

Que cuidados que devem ser tomados?

A cada 10 horas, a mulher deve retirar o dispositivo, esvaziá-lo, lavá-lo com água e sabão e reintroduzi-lo. Ao final do ciclo, deve lavá-lo com água e sabão e depois fervê-lo por alguns minutos. O objeto deve ser, então, secado e guardado em local limpo.

Quais são as vantagens?

Questão ecológica: O coletor menstrual pode durar até 10 anos, segundo especialistas, e dispensa o uso de absorventes descartáveis. Portanto, reduz a produção de lixo. Segundo o ginecologista Alexandre Faisal Cury, a questão ecológica é importante: uma mulher que tem até 35 anos de ciclos menstruais pode usar até 10 mil absorventes ao longo da vida. Em longo prazo, também pode representar uma economia de dinheiro.

Maior tempo de uso: Diferentemente dos absorventes interno e externo, que devem ser trocados a cada quatro horas, o coletor menstrual pode ficar até 10 horas direto. “Tem o caráter de liberdade da mulher, que pode dormir com ele, ir à piscina, fazer esportes, então atende ao apelo da mulher moderna”, diz Cury.

Odor: Como o sangue coletado pelo copinho não entra em contato com o ar ambiente, ele permanece sem cheiro. No caso do uso de absorventes externos, o odor pode ocorrer quando o sangue acumulado em contato com o ar entra em processo de degradação.

Quais são os riscos?

Assim como o absorvente interno, o coletor menstrual já foi associado à síndrome do choque tóxico. “O choque tóxico foi inicialmente descrito em associação com uso do tampão (absorvente interno). Isso causa uma preocupação porque é uma síndrome bastante grave, com risco de vida para a mulher, mas vale destacar que é raríssimo: 30 casos em um milhão de pessoas”, diz Cury.

Segundo o ginecologista, o choque pode ocorrer quando a colocação do dispositivo leva a uma pequena lesão na vagina e, nesta lesão, bactérias comuns na região como o Staphylococcus aureus adquirem um caráter tóxico e entram para a circulação sanguínea. Os sintomas são febre alta súbita, instabilidade cardiovascular, erupção na pele, comprometimento renal que se evoluir pode ser fatal.

A síndrome é mais comumente associada ao uso prolongado do absorvente interno, mas já há casos descritos de ocorrências relacionadas ao coletor.

Tem contraindicação?

Não é aconselhável que mulheres que nunca tiveram relações sexuais usem o coletor menstrual sob o risco de o dispositivo provocar o rompimento do hímen.

Tem regulamentação?

Por enquanto, coletores menstruais ainda não são regulamentados, mas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirma que os dispositivos em breve receberão uma regulamentação.

A norma deve estabelecer que o coletor seja feito com material atóxico, sem componentes como fragrâncias e inibidores de odor. Um alerta sobre a síndrome do choque tóxico será obrigatória, além de um alerta sobre a frequência da remoção do produto para descarte do sangue.

Quanto custa?

Há várias marcas e modelos disponíveis no mercado brasileiro que custam até R$ 100.

Fonte: G1




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