Pular para o conteúdo principal

Assédio moral no trabalho pode causar depressão

Um bom ambiente de trabalho está diretamente ligado à boa saúde do funcionário. Pesquisas mostram que o mau relacionamento entre patrão e empregado pode desencadear transtornos mentais graves. O chamado assédio moral é um dos motivos da depressão, que afasta cerca de 75 mil trabalhadores da função, segundo dados da Previdência Social de 2016. Segundo a Organização Mundial da Saúde, até 2020, essa será a doença mais incapacitante do mundo.
— O pouco controle sobre o ritmo de trabalho, associado a cobranças agressivas, ambientes competitivos e falta de recompensas adequadas ao nível de dedicação trazem, além de insatisfação, grande angústia e ansiedade para o dia a dia do trabalhador. Afetam, assim, o seu desempenho profissional, as relações sociais e a sua saúde física e mental — diz Erick Petry, médico psiquiatra do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro.
Ser alvo de piadas, receber “castigos” do patrão ou passar por vários tipos de constrangimento não faz bem a ninguém. Mas será que só assédio moral no trabalho pode desencadear depressão e ansiedade em todo mundo? De acordo com a psicóloga Laura França, que é gerente de Recursos Humanos do Grupo Prontobaby, é necessário que haja uma predisposição do indivíduo ou um acúmulo de fatores.
— Temos que considerar que pode haver uma predisposição genética ou também que a pessoa pode estar passando por vários problemas ao mesmo tempo.
O preconceito contra a depressão é um dos fatores que dificultam o diagnóstico e o início do tratamento.
— Vivemos em uma sociedade na qual devemos estar felizes o tempo inteiro. Existe uma dificuldade enorme de pedir ajuda — afirma Laura.
Quanto antes o tratamento for iniciado, menor será o efeito da depressão sobre a mente e o corpo do paciente.
— Quando a pessoa está deprimida, ela tem alterações nos neurotransmissores que alteram os hormônios, provocando um aumento de cortisol, que, a médio prazo, eleva as chances de enfarte ou derrame — alerta Erick.
O tratamento é multidisciplinar e inclui orientação de psicólogo e psiquiatra. Dependendo do caso, é necessário fazer uso de antidepressivos. Ao perceber sintomas como insônia, alterações no apetite, irritabilidade e falta de vontade de fazer atividades prazerosas procure ajuda profissional.

Fonte: Jornal Extra

Comentários

Populares

UFF Responde: Menopausa

  A data 18 de outubro é marcada pelo Dia Mundial da Menopausa, criado na intenção de promover a conscientização e o apoio para a melhora da saúde e bem-estar da mulher diante das mudanças fisiológicas. A menopausa é um processo natural que indica o fim do período reprodutivo, definida respectivamente pela ausência da menstruação por 12 meses consecutivos, sem causas secundárias, como gravidez ou uso de medicamentos. Trata-se de uma transição biológica que costuma ocorrer entre os 45 e 55 anos, com idade média no Brasil em torno de 48 anos. Durante a menopausa, ocorre a queda progressiva dos níveis de estrogênio e de progesterona, hormônios produzidos pelos ovários. Essa diminuição hormonal provoca alterações físicas, metabólicas e emocionais. Entre os sintomas mais comuns estão os fogachos (ondas de calor), sudorese noturna, alterações do sono e humor, ressecamento vaginal e redução da libido. Além disso, é possível que haja o surgimento de condições mais graves, como impacto na s...

Campanha Hanseníase 2018

Fonte: Portal da Saúde

Câncer de próstata mata 48 homens por dia no Brasil; atendimento por causa da doença cresce entre jovens

                        Administrador de empresas, Luciano foi diagnosticado com câncer de próstata em 2022 — Foto: Arquivo Pessoal Luciano Ferreira, de 50 anos, só foi ao médico porque estava prestes a perder o plano de saúde. Procurava resolver um problema no estômago, mas saiu do consultório com outro pedido de exame: o PSA, marcador usado para rastrear o câncer de próstata. O tumor foi descoberto em 2022, ainda no início e, poucos meses depois, Luciano passou por cirurgia para retirar a próstata, a prostatectomia radical. Não precisou de quimioterapia nem radioterapia. “Tive sorte e diagnóstico precoce. Estou há três anos em remissão (sem sinal da doença). Hoje entendo que exame de rotina não é exagero, é cuidado com a vida”, resume. Crescimento entre homens mais jovens 📊 Dados do Ministério da Saúde mostram que o número de atendimentos por câncer de próstata em homens com até 49 anos cresceu 32% entre 2020 e 2024, passand...

UFF responde: Alzheimer

  Doença de causa desconhecida e incurável, o Alzheimer é a forma mais comum de demência e afeta, principalmente, idosos com mais de 65 anos. Identificada inicialmente pela perda de memória, pessoas acometidas pela doença têm, a partir do diagnóstico, uma sobrevida média que oscila entre 8 e 10 anos, segundo o  Ministério da Saúde  .  Em um  Relatório sobre Demência , a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que mais de 55 milhões de pessoas no mundo possuem algum tipo dessa doença, sendo mais de 60% dessas pessoas habitantes de países de baixa e média renda. A previsão é de que esse número ultrapasse mais de 130 milhões no ano de 2050. Outros dados apresentados na publicação indicam que a demência é a sétima maior causa de morte no mundo e que, em 2019, representou um custo global superior a 1 trilhão de dólares. Com o intuito de criar ações para o tratamento e a conscientização sobre a Doença de Alzheimer e de demências, em junho de 2024, foi instituída a...

Crioablação: Nova técnica em teste para tratar o câncer de mama usa congelamento; entenda

Crioablação, em teste do Hospital de Amor de Barretos, usa congelamento em tumores de até 2 cm na mama — Foto: Reprodução/EPTV O Hospital de Amor em Barretos (SP) é um dos dez centros de saúde no estado de São Paulo a participar de um estudo de fase 3, ou seja, em larga escala, que testa uma nova técnica de combate ao câncer de mama. A pesquisa avalia a eficácia da crioablação, procedimento que utiliza temperaturas extremamente baixas para congelar e destruir as células responsáveis pelo tumor no seio. O Hospital do Coração (HCor), em São Paulo (SP), é o principal responsável pelo estudo e conta com a participação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Hospital da Mulher, Serviço Social da Construção Civil do Estado de São Paulo (Seconci-SP), Faculdade de Medicina de Jundiaí e Hospital Santa Marcelina, além do Hospital de Barretos, entre outras unidades. Até agora, os estudos anteriores demonstraram resultados promissores e seguros, principalmente para pacientes com tumores ...