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Disfunção da tireoide na gravidez causa problemas graves para mãe e bebê


Tireoide e gestante” é o tema da Semana Internacional de Tireoide deste ano, promovido pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). O assunto foi escolhido porque a glândula localizada no pescoço produz hormônios fundamentais (T3 e T4) para a saúde da mãe e o bom desenvolvimento do bebê.
— No começo da gestação, o feto não produz os hormônios da tireoide e, por isso, precisa usar os da mãe. Mesmo quando ele começa a produzir, a partir da 8ª semana, a quantidade é insuficiente e ele continua dependente — explica Rosita Fontes, endocrinologista membro da SBEM.
Mulheres que previamente sofrem de disfunções da tireoide, como hipotireoidismo ou hipertireoidismo, devem avisar seu endocrinologista sobre a intenção de engravidar ou comunicar a gestação imediatamente após a descoberta. Durante a gravidez, a tireoide precisa trabalhar mais para suprir as necessidades de mãe e bebê e, por isso, provavelmente será necessário alterar a quantidade ou o tipo de remédio do tratamento.
— As disfunções da tireoide na mãe podem alterar a pressão arterial e aumentar o risco de abortos e partos prematuros. Já nos fetos, elas podem trazer problemas para a formação, principalmente no desenvolvimento neurológico — alerta Fernanda Vaisman, endocrinologista membro da diretoria do departamento de tireoide da SBEM.
A gestação pode alterar o funcionamento da tireoide, em mulheres que não apresentavam problemas anteriores. Uma disfunção pode ser detectada pelo exame de sangue de dosagem de TSH, hormônio responsável por estimular a glândula.

Mulheres com risco de apresentar alguma disfunção na gestação

Já ter apresentado, no passado, algum problema na tireoide ou ter anticorpos antitireoidianos no exame de sangue.
Ter sinais ou sintomas que sugerem problemas na tireoide, tais como: cansaço, rouquidão, pele seca, alterações no funcionamento do intestino, maior intolerância para o frio ou para o calor que o habitual, entre outros sintomas.
Apresentar aumento da tireoide visível ou palpável.
Ter mais de 30 anos de idade.
Ter feito radiação ou cirurgia no pescoço previamente.
Ter diabetes tipo 1 ou outra doença autoimune, como vitiligo, artrite reumatoide, lúpus, entre outras.
Ter história de perda fetal, parto prematuro ou infertilidade.
Ter engravidado duas ou mais vezes no passado.
Ter história familiar de doença tireoidiana ou doenças autoimunes.
Ter obesidade.
Ter usado recentemente amiodarona, lítio, contrastes iodados ou medicações contendo iodo.
Morar numa região onde sabidamente há carência de iodo.
Fonte: Jornal Extra

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