Pular para o conteúdo principal

Aplicativos para celular ajudam cegos com tarefas e desafios do dia a dia



A vida do cantor e compositor Marcelo Lemmer, de 47 anos, mudou completamente em 2013, quando ele começou a usar a tecnologia a seu favor. Cego desde os 5 anos de idade, o músico usa aplicativos de celular para ganhar mais autonomia em seu dia a dia. Com o smartphone na mão, por exemplo, ele consegue conversar com alguém nas redes sociais e até a pagar contas de casa. O EXTRA listou alguns aplicativos que ajudam Marcelo e outros deficientes visuais a viverem melhor.


— Hoje eu tenho controle quase que total sobre as minhas coisas. Posso ler uma postagem nas redes sociais de forma independente, posso entrar na minha conta bancária e fazer uma movimentação sem ter que pedir ajuda para ninguém. Sem a tecnologia, não sei como viveria — afirma Marcelo.
A médica Andrea Zin, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, aprova o uso de apps por pessoas cegas.
— Hoje em dia a vida está muito mais fácil com a disponibilidade dos aplicativos eletrônicos.
A facilidade que os adultos têm com a tecnologia também pode ser usufruída pelas crianças deficientes.
— É papel dos pais buscar proporcionar uma infância saudável e feliz para seus filhos. Esses apps devem ser ferramentas aliadas para alcançar este objetivo. Por isso, se informar antes de oferecê-los ao filho e acompanhar a criança durante o uso destes aplicativos é fundamental — aponta a pediatra Lílian Cristina Moreira.
Mas, por estar em fase de formação, não é bom deixar as crianças superconectadas.
— Devemos lembrar que elas não devem ficar muito tempo expostas à tela — alerta Patricia Rezende, pediatra do grupo Prontobaby.

Apps que ajudam a incluir

  • TalkBack: É um software leitor de tela para celulares Android. Este recurso de acessibilidade ajuda pessoas com deficiência visual a selecionarem as opções que aparecem em menus do smartphone. O suporte de voz, para quem tem baixa ou perda total de visão, fala em voz alta quais são as alternativas na tela.
  • VoiceOver: É um recurso que detalha cada item da tela por áudio. Tem o funcionamento parecido com o TalkBack, mas está disponível apenas para o sistema IOS. Ele pode descrever tudo que está na interface do celular
  • Be My Eyes: Funciona como uma videoconferência entre o deficiente visual e um voluntário. O app busca pessoas para auxiliar o cego no que ele precisa. Através da câmera a pessoa mostra ao voluntário o que precisa saber, recebendo a resposta logo depois
  • Pay Voice: É um aplicativo para conferir o valor cobrado na maquininha de cartão
  • Cash reader (leitor monetário): É um aplicativo que identifica as notas de dinheiro. Ao apontar o celular na direção do dinheiro, o aplicativo fala em voz alta qual é o valor das notas
Fonte: Jornal Extra

Comentários

Populares

Outubro Rosa

  Outubro chegou! Durante este mês, o Ministério da Saúde traz conteúdos educativos e histórias inspiradoras relacionadas à detecção e ao tratamento do câncer de mama, com o objetivo de levar informações confiáveis à população. Incentive outras mulheres a adotarem práticas saudáveis e buscarem assistência médica em caso de alterações suspeitas. Informar para proteger. Cuidar para viver. Fonte: Ministério da Saúde

Ataques cardíacos são mais fatais em meses mais frios, aponta estudo

De acordo com um novo estudo realizado por médicos cardiologistas do hospital britânico Leeds General Infirmary, os ataques cardíacos são mais fatais em meses mais frios. O estudo foi apresentado nesta terça-feira, 5, na Conferência da Sociedade Cardiovascular Britânica em Manchester, Inglaterra. O estudo comparou os dados de mais de quatro mil pacientes que receberam tratamento para ataque cardíaco em quatro anos separados, e descobriram que os ataques cardíacos mais graves foram mais fatais nos seis meses mais frios, em comparação com os mais quentes. O número total de ataques cardíacos foi aproximadamente o mesmo na metade mais fria do ano, em comparação com os meses mais quentes, com os mais sérios ataques cardíacos levando à parada cardíaca e choque cardiogênico. Porém, o risco de morrer nos 30 dias depois de ter de um ataque cardíaco grave foi quase 50% maior nos seis meses mais frios, em comparação com os seis meses mais quentes. A parada cardíaca é quando o c...

UFF Responder: Dengue

 🦟 A elevação do número de casos de dengue no Brasil tem sido motivo de preocupação no âmbito da saúde pública. Entretanto, com a campanha de vacinação, a esperança é que a população esteja imunizada e que a mortalidade caia.  🤔 Para esclarecer as principais dúvidas acerca da dengue, conversamos com a professora Cláudia Lamarca Vitral, do Departamento de Microbiologia e Parasitologia da UFF. 💬 A docente aborda temas como as razões para o aumento dos casos, as diferenças entre os sorotipos do vírus, sintomas, infecções simultâneas e as principais medidas no combate à proliferação da doença. Além disso, também elucida questões sobre a tão esperada vacina. Leia a matéria completa pelo link: https://bit.ly/3SuOZXV #UFFResponde

UFF Responde: Tuberculose

  No dia 17 de novembro é celebrado o Dia Nacional de Combate à Tuberculose, data que reforça a importância da conscientização sobre uma das doenças infecciosas mais antigas e ainda presentes no mundo. Segundo dados do  Ministério da Saúde , o Brasil registrou cerca de 84 mil novos casos em 2025, o maior número das últimas duas décadas. Fatores como a desigualdade social, dificuldade de acesso aos serviços de saúde e   o abandono do tratamento contribuem para o avanço da doença. O problema também é agravado pela disseminação de desinformação sobre vacinas e doenças infecciosas, o que dificulta o enfrentamento da tuberculose e retarda o diagnóstico precoce — essencial para interromper a cadeia de transmissão. Causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, a enfermidade afeta principalmente os pulmões e pode ser transmitida pelo ar, por meio da tosse, fala ou espirro de pessoas infectadas. Apesar de ter cura e tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a tube...

Quais sinais indicam a perda do bebê na gravidez? Casos de Tati Machado e outras famosas acendem alerta para gestantes

  Nos últimos meses, algumas celebridades enfrentaram a dor de perder um bebê durante a gestação. Nesta semana, a jornalista Tati Machado e a atriz Micheli Machado contaram que passaram por isso para seus seguidores. Ambas estavam na reta final da gravidez. Meses antes, a influenciadora Maíra Cardi e a apresentadora Sabrina Sato também falaram que passaram por abortos espontâneos. Ainda que a gestante faça um bom pré-natal e tome todos os cuidados, estes casos podem acontecer. E nesse momento, o apoio emocional é o mais importante para as mulheres. — Mesmo na ausência de doenças ou fatores de risco, a perda gestacional pode ser inevitável e nem sempre terá uma causa determinada, o que gera ainda mais angústia para quem passa por esse luto. Mesmo com todos os cuidados, algumas perdas simplesmente acontecem, e não devem ser motivo de culpa. O mais importante é que as mulheres que vivenciam esse processo sejam acolhidas com empatia, escuta e apoio profissional — ressalta a obstetra ...