Pular para o conteúdo principal

Alunos da UFF criam aplicativos que ajudam a diminuir o contágio por coronavírus

Alunos da UFF criam aplicativos que ajudam a diminuir o contágio por coronavírus





Desde que a pandemia de COVID-19 passou a fazer parte da realidade dos brasileiros, muita coisa mudou em suas vidas. Vieram novas rotinas e, com elas, outras necessidades. Como, por exemplo, se proteger com máscaras para trabalhar e sair de casa e também criar outros rituais para ir ao mercado ou higienizar produtos. Pensando nisso, alunos da Universidade Federal Fluminense de diferentes cursos de graduação desenvolveram aplicativos, para uso em smartfones, que buscam auxiliar as pessoas a lidar com as novas demandas do cenário atual.
Um desses aplicativos foi batizado de ‘EPI Solidário’. Sua proposta é a de conectar pessoas que estão necessitando de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), e que trabalham na linha de frente de combate ao coronavírus, com outras que tenham esse material para doar. O projeto surgiu da constatação do aumento da demanda repentina por estes equipamentos somada à diminuição da produção de algumas fábricas, culminando em sua falta, em lojas ou hospitais.
Segundo Eduardo de Oliveira Camara, formado em Ciências da Computação e atualmente aluno de Medicina também pela UFF, a equipe de desenvolvimento do aplicativo conta com a colaboração de alunos dos dois cursos. Além dele, participam dois outros da Ciência da Computação e um terceiro do curso de Medicina. O estudante explica que  a doação dos EPIs normalmente é feita por contato direto, em grupos de conversa no Whatsapp ou por pedidos para conhecidos. O objetivo é expandir esta rede de solidariedade, permitindo que pessoas que não tenham contato direto normalmente consigam se comunicar para que sejam feitas estas doações”, destaca.
Seu uso é bastante simples e permite duas formas de interação. O interessado pode se cadastrar como doador ou receptor. Ele pode registrar os pedidos de equipamentos de proteção ou acompanhar a lista de quem está doando, sem necessariamente ter que cadastrar a sua intenção. A partir da página de listagem, os usuários podem interagir de algumas formas básicas. “Caso o usuário tenha EPIs para doação, ele pode verificar quem está listado com pedido e enviar os seus contatos, telefone e e-mail, para que o interessado entre em contato. Já, ao contrário, se o usuário necessitar de EPIs, pode acessar a listagem das doações e pedir o contato da pessoa, que escolhe se aceita compartilhar seu telefone e e-mail, ou não”, destaca Eduardo.
De acordo com o professor do Instituto de Computação da UFF responsável pelo projeto, Flávio Luiz Seixas, “a meta inicial é ajudar na proteção dos que estão atuando e salvando vidas neste momento difícil pelo qual estamos passando. Mas se o projeto tiver uma boa visibilidade, poderemos atrair parcerias público/privadas para que outras excelentes iniciativas possam ser postas em produção e ajudar mais pessoas”, ressalta. O aplicativo também poderia vir a servir, por exemplo, como um facilitador para outros equipamentos, “inclusive de aparelhos produzidos por iniciativa das universidades, como os faceshields, e até mesmo respiradores”, explica Eduardo.
O aplicativo foi disponibilizado em versão de testes numa plataforma da Microsoft que permite fazer seu download para dispositivos Android. A previsão é que, em breve, possa também ser acessado na Loja da Apple - para quem possui Iphone. Segundo Eduardo, que se diz muito feliz em poder ajudar a sociedade de alguma forma, “hoje em dia, com a disseminação da tecnologia, existe uma grande oportunidade de melhorar a medicina através da informatização de processos e conhecimentos. Muitos aplicativos já são utilizados como auxílio à tomada de decisão para tornar mais eficazes os diagnósticos e tratamentos”, conclui.
Compras mais seguras com o Match Buyer
Outro aplicativo idealizado por estudantes da UFF, e também inteiramente executado por eles, é o Match Buyer. A ideia é interligar três tipos de usuários, conectando quem necessita de auxílio para realizar suas compras e quem tem a possibilidade de sair de casa para isso, assim como o pequeno comerciante do bairro que está com seu caixa comprometido e produto estocado. De acordo com Leolo Lopes, graduando em Engenharia Química e que atua como desenvolvedor do aplicativo, ao mesmo tempo em que ele une pessoas que estão em situação de risco, evitando o seu contágio, opera para prevenir o fechamento de estabelecimentos.

Para utilizar o Match Buyer, é preciso realizar um cadastro anteriormente. Existe um tipo diferente para cada perfil de usuário, e também uma área limitada a partir da qual eles podem se comunicar. A interface, segundo o estudante, possui similaridade com o famoso aplicativo de relacionamentos Tinder: “podemos dizer que o Match Buyer é Tinder da Pandemia”.
O grupo que assina pelo projeto, e que é composto por seis estudantes, membros da Equipe de Foguetes da UFF, estima que, em breve, o aplicativo de compras vai estar disponível na Play Store, sendo possível acessá-lo através de download e cadastro. A previsão é que seja possível aprová-lo na loja do Google em algumas semanas. Para o aluno, esta é uma oportunidade ‘energizante’: “sinto que estamos tentando solucionar problemas e ajudar no meio desse caos todo que tem sido a pandemia de COVID -19”, comemora.



Comentários

Populares

Outubro Rosa

  Outubro chegou! Durante este mês, o Ministério da Saúde traz conteúdos educativos e histórias inspiradoras relacionadas à detecção e ao tratamento do câncer de mama, com o objetivo de levar informações confiáveis à população. Incentive outras mulheres a adotarem práticas saudáveis e buscarem assistência médica em caso de alterações suspeitas. Informar para proteger. Cuidar para viver. Fonte: Ministério da Saúde

Irritação, euforia, agressividade e depressão podem ser sinais do distúrbio. Doença, que atinge 4% da população brasileira, não tem cura, mas tratamento pode controlá-la

Sintomas como euforia, fala rápida, irritação, agitação, insônia, agressividade, hostilidade e depressão podem ser sinais de vários transtornos que acometem o humor, seja para o polo depressivo, seja para o da euforia. Porém, quando os sintomas vêm alternados em uma mesma pessoa, pode ser um alerta para o transtorno bipolar, uma doença sem cura, mas com tratamento e controle. De acordo com a Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB), o distúrbio atinge 4% da população. O censo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, informa que o Brasil tem uma população de 190.732.694 pessoas. A doença se manifesta em fases que alternam a hiperexcitabilidade e a agitação com profunda tristeza e depressão. A duração de cada fase varia de pessoa para pessoa, podendo durar horas, dias, meses e até anos. Um complicador para a pessoa portadora do transtorno surge quando as duas fases se misturam, o chamado estado misto.  “A pessoa pode...

SBQ.Covid19 - Uso indiscriminado de álcool contra o coronavírus aumenta riscos de queimaduras

SBQ.Covid19 - Uso indiscriminado de álcool contra o coronavírus aumenta riscos de queimaduras Com a recomendação do uso de álcool 70% para limpar superfícies e higienizar as mãos em razão da pandemia de coronavírus, acende-se um novo alerta: o risco de acidentes com queimaduras. Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ) tem buscado conscientizar a população sobre os cuidados no manuseio e estoque deste produto.“É extremamente necessário redobrar o cuidado com a presença do álcool em casa, especialmente com crianças. Guardar em local que elas não acessem e não utilizar o álcool perto de chamas, como fogão e velas”, frisa o presidente da SBQ, José Adorno.Diante da baixa nos estoques de álcool em gel, a Câmara dos Deputados aprovou a liberação da venda do álcool líquido 70% para o consumidor individual. A proposta segue para votação no Senado. Porém, há uma previsão de que a Anvisa publique uma nova portaria, estabelecendo a venda em embalagens de até 50...

Hérnia inguinal pode levar à morte se não for operada logo

As inovações no tratamento da hérnia inguinal estão entre os temas a serem abordados na quarta edição do Congresso Brasileiro de Hérnia e da Convenção Latinoamericana de Hérnia, que serão realizados entre amanhã e sábado, em Búzios, na Região dos Lagos. Embora muitas pessoas que sofrem do problema adiem a solução, todos os casos necessitam de intervenção cirúrgica, cujo índice de cura alcança 98%. Se não cuidado, o problema pode desencadear complicações que trazem risco de morte ao paciente. Segundo o cirurgião geral Júlio César Beitler, presidente da Sociedade Brasileira de Hérnia, cerca de 5% da população mundial já teve, tem ou terá hérnia inguinal. Os primeiros sintomas costumam ser inchaço abdominal e desconforto local. Ao surgimento desses sinais, é preciso procurar um médico para investigar o caso. O diagnóstico é clínico, na maioria das vezes. Mesmo nas pessoas em que o problema desaparece devem buscar auxílio, já que a hérnia inguinal não é curada sozinha. — Não p...

Prefeitura de Niterói prepara plano de transição gradual para uma nova normalidadePrefeitura de Niterói prepara plano de transição gradual para uma nova normalidade

Prefeitura de Niterói prepara plano de transição gradual para uma nova normalidade Fonte: Site da Prefeitura de Niterói                                                                                                                                                18/5/2020 A Prefeitura de Niterói inicia na próxima quinta-feira (21) uma transição gradual para uma nova normalidade. O anúncio foi feito neste domingo (17) pelo prefeito Rodrigo Neves, em pronunciamento nas redes sociais. O plano, que está sendo desenvolvido por técnicos da prefeitura, especialistas da Fiocruz, UFF, UFRJ e representantes de entidades empresariais ser...