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HPV: vacina conseguiu reduzir em até 58% os casos de câncer do colo do útero no Brasil, diz estudo da Fiocruz

 

                                                           Vacina contra o HPV — Foto: Freepik


Novo estudo da Fiocruz mostra que a vacinação contra o HPV conseguiu reduzir em 58% os casos de câncer do colo do útero e em 67% as lesões pré-cancerosas graves no Brasil. Os resultados também se mostraram consistentes até mesmo antes dos 25 anos, que é a idade indicada para o rastreamento.

O imunizante é oferecido de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2014, como parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Para a pesquisa, foram analisados dados de mais de 60 milhões de mulheres com idade de 20 a 24 anos.

“O impacto observado no Brasil confirma que a vacinação contra o HPV é eficaz não apenas em países de alta renda, mas também em contextos com recursos limitados. Esse é um passo fundamental rumo à eliminação global do câncer do colo do útero”, ressaltam os autores do estudo.

Segundo os pesquisadores, os resultados demonstram o potencial do imunizante como uma das estratégias mais eficazes de saúde pública para salvar vidas e reduzir desigualdades no acesso à saúde.

A análise foi conduzida por pesquisadores da Fiocruz Bahia, Thiago Cerqueira-Silva, Manoel Barral-Netto e Viviane Sampaio Boaventura, com apoio da Royal Society e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O trabalho foi publicado na revista científica The Lancet.

Crianças e adolescentes que receberam a primeira dose precisam se vacinar novamente?

A orientação, de modo geral, é que a vacinação seja em dose única para todas as pessoas dentro da faixa etária de 9 a 14 anos (tanto meninos como meninas). No entanto, na nova campanha do Ministério da Saúde, que vai até dezembro, pessoas entre 15 e 19 anos também poderão tomar a dose única.

Quem precisa tomar três doses de HPV?

Os grupos (tanto de mulheres quanto homens) que precisam tomar três doses da vacina do HPV são:

  • Imunodeprimidos (de 9 a 45 anos);
  • Usuários de PrEp (15 a 45 anos); e
  • Pessoas com papilomatose respiratória aguda (a partir dos 2 anos de idade).
  • No caso de vítimas de abuso sexual, duas doses para quem tem entre 9 e 14 anos e três doses para quem tem entre 15 e 45 anos.
Fonte: O Globo

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