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Proteção maior para bebês na saúde pública

Rio - Substância que protege contra a má-formação do feto, o ácido fólico poderá ser distribuido gratuitamente. Projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados prevê que o Sistema Único de Saúde (SUS) forneça o produto a gestantes e mulheres que desejam engravidar.

O ácido fólico é uma das oito vitaminas do complexo B, com atuação no processo da multiplicação celular. Ingeri-lo previne contra defeitos no tubo neural (estrutura embrionária que origina cérebro e medula) e contra deficiências congênitas, como fissura labial, fenda palatina e a má-formação de membros inferiores e posteriores. Além disso, a substância pode evitar doenças cardiovasculares e câncer no bebê.

“Fornecer o ácido fólico é uma medida simples, de baixo custo e de grande impacto para a saúde”, disse o autor do projeto de lei, André Vargas (PT-PR).

Para o deputado, a má-formação fetal deve ser considerada uma epidemia passível de prevenção. Vargas lembra que, embora as causas do problema não sejam conhecidas, estudos indicam a relação entre alimentação materna pobre em ácido fólico e defeitos no tubo neural.

Segundo o deputado, a vitamina poderá ser distribuída na forma de comprimidos, mas a escolha é do Ministério da Saúde, que deverá arcar com o custo. “A aprovação do projeto trará pouco impacto orçamentário. O ácido fólico é uma vitamina de custo relativamente barato nas farmácias”, aponta.

A Organização Mundial de Saúde recomenda a ingestão de 0,4mg por dia do ácido fólico pela gestante. A substância também é encontrada em alimentos como espinafre, brócolis, couve, fígado e gema de ovo, além de frutas cítricas.

O projeto de lei foi apresentado em maio e será apreciado por três comissões da Câmara dos Deputados, antes de ser enviado para o Senado Federal. Atualmente, o projeto já está na primeira delas, a Comissão de Seguridade Social e Família.

Fonte: O Dia

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