Pular para o conteúdo principal

Coronavírus e tabagismo: por que essa relação não dá certo?

Coronavírus e tabagismo: por que essa relação não dá certo?


Entenda por que os fumantes são mais vulneráveis à infecção por Covid-19
 Data: 22 Junho 2020

cigarro apagado


A Covid-19, provocada pelo novo Coronavírus, é uma doença relativamente nova e, portanto, muitos estudos sobre seu comportamento ainda estão sendo desenvolvidos.
Enquanto a ciência tenta desvendar todos as nuances desse novo vírus, alguns perfis já valem ser colocados no radar, como é o caso dos fumantes. Para entender a relação da doença com esse grupo, considerado de risco, é preciso traçar uma linha do tempo sobre os malefícios do cigarro para o sistema respiratório.
Quando o assunto é tabagismo, o risco de adoecer as vias aéreas aumenta. Muito se fala sobre o surgimento do câncer, mas o cigarro também está associado a doenças respiratórias como asma, enfisema pulmonar, bronquite crônica e a doença pulmonar obstrutiva (DPOC).

Sistema respiratório comprometido: alerta para maior gravidade do Coronavírus



Segundo Andréa Reis, da Divisão de Controle do Tabagismo do Instituo Nacional do Câncer (INCA), os fumantes também são acometidos com maior frequência a infecções, como sinusites, traqueobronquites, pneumonias e tuberculose. Além disso, o tabaco tem relação com diferentes tipos de inflamação e pode prejudicar os mecanismos de defesa do organismo.
Tratar sobre os malefícios do cigarro nos ajuda a entender por que os fumantes estão mais vulneráveis ao agravamento da infecção por Covid-19, uma vez que a doença acomete o sistema respiratório. Segundo o Ministério da Saúde,  o novo Coronavírus tem alta transmissibilidade e provoca síndrome respiratória aguda, cuja letalidade varia em função da faixa etária e condições clínicas associadas.
É importante lembrar que a maioria das pessoas que adoecem em decorrência dessa doença apresentarão sintomas leves a moderados e se recuperarão sem tratamento especial. Porém, ainda segundo oMinistério da Saúde, casos mais graves podem requerer atendimento hospitalar por apresentarem dificuldade respiratória ou ainda necessitar de suporte para o tratamento de insuficiência respiratória (suporte ventilatório).
Portanto, o INCA alerta que devido a um possível comprometimento da capacidade pulmonar, o fumante possui mais chances de desenvolver sintomas graves da Covid-19. Além disso, vale destacar que o contágio se dá pelo contato com gotículas respiratórias de doentes e que, por isso, é tão importante higienizar as mãos com frequência, bem como superfícies tocadas constantemente, além de evitar tocar as mucosas de boca, nariz e olhos.

Contatos de risco


Uma vez que os fumantes estão constantemente colocando as mãos, e até mesmo cigarros contaminados, em contato com a boca, a possibilidade de transmissão do vírus fica maior ainda, reforça Andréa. Ela lembra também que o risco vale para os produtos que envolvem compartilhamento, como o narguilé, cigarros eletrônicos e cigarros de tabaco aquecido.
A boa notícia é: ao deixar de fumar, os benefícios à saúde são imediatos. Segundo o INCA, os pulmões dos fumantes já passam a funcionar melhor após 12 a 24 horas sem fumar. Desse modo, além dos cuidados com a higiene pessoal e de evitar aglomerações, é muito importante parar de fumar para prevenir o contágio de Covid-19.
Em qualquer situação, essa é uma decisão difícil e passa em algum grau pela gestão da abstinência. Pode ser ainda mais desafiador durante uma pandemia, quando há diversas situações estressantes. Mas a especialista do INCA lembra que o fumante precisa ponderar os riscos que corre, especialmente neste momento, e considerar esse contexto de pandemia como uma janela de oportunidade para dar um adeus definitivo ao cigarro.
Se você é fumante e quer parar de fumar, mas ainda não sabe por onde começar, separamos no quadro abaixo algumas orientações importantes dadas pelo INCA. Vamos nessa?


Comentários

Populares

Outubro Rosa

  Outubro chegou! Durante este mês, o Ministério da Saúde traz conteúdos educativos e histórias inspiradoras relacionadas à detecção e ao tratamento do câncer de mama, com o objetivo de levar informações confiáveis à população. Incentive outras mulheres a adotarem práticas saudáveis e buscarem assistência médica em caso de alterações suspeitas. Informar para proteger. Cuidar para viver. Fonte: Ministério da Saúde

Ataques cardíacos são mais fatais em meses mais frios, aponta estudo

De acordo com um novo estudo realizado por médicos cardiologistas do hospital britânico Leeds General Infirmary, os ataques cardíacos são mais fatais em meses mais frios. O estudo foi apresentado nesta terça-feira, 5, na Conferência da Sociedade Cardiovascular Britânica em Manchester, Inglaterra. O estudo comparou os dados de mais de quatro mil pacientes que receberam tratamento para ataque cardíaco em quatro anos separados, e descobriram que os ataques cardíacos mais graves foram mais fatais nos seis meses mais frios, em comparação com os mais quentes. O número total de ataques cardíacos foi aproximadamente o mesmo na metade mais fria do ano, em comparação com os meses mais quentes, com os mais sérios ataques cardíacos levando à parada cardíaca e choque cardiogênico. Porém, o risco de morrer nos 30 dias depois de ter de um ataque cardíaco grave foi quase 50% maior nos seis meses mais frios, em comparação com os seis meses mais quentes. A parada cardíaca é quando o c...

UFF Responde: Tuberculose

  No dia 17 de novembro é celebrado o Dia Nacional de Combate à Tuberculose, data que reforça a importância da conscientização sobre uma das doenças infecciosas mais antigas e ainda presentes no mundo. Segundo dados do  Ministério da Saúde , o Brasil registrou cerca de 84 mil novos casos em 2025, o maior número das últimas duas décadas. Fatores como a desigualdade social, dificuldade de acesso aos serviços de saúde e   o abandono do tratamento contribuem para o avanço da doença. O problema também é agravado pela disseminação de desinformação sobre vacinas e doenças infecciosas, o que dificulta o enfrentamento da tuberculose e retarda o diagnóstico precoce — essencial para interromper a cadeia de transmissão. Causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, a enfermidade afeta principalmente os pulmões e pode ser transmitida pelo ar, por meio da tosse, fala ou espirro de pessoas infectadas. Apesar de ter cura e tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a tube...

Quais sinais indicam a perda do bebê na gravidez? Casos de Tati Machado e outras famosas acendem alerta para gestantes

  Nos últimos meses, algumas celebridades enfrentaram a dor de perder um bebê durante a gestação. Nesta semana, a jornalista Tati Machado e a atriz Micheli Machado contaram que passaram por isso para seus seguidores. Ambas estavam na reta final da gravidez. Meses antes, a influenciadora Maíra Cardi e a apresentadora Sabrina Sato também falaram que passaram por abortos espontâneos. Ainda que a gestante faça um bom pré-natal e tome todos os cuidados, estes casos podem acontecer. E nesse momento, o apoio emocional é o mais importante para as mulheres. — Mesmo na ausência de doenças ou fatores de risco, a perda gestacional pode ser inevitável e nem sempre terá uma causa determinada, o que gera ainda mais angústia para quem passa por esse luto. Mesmo com todos os cuidados, algumas perdas simplesmente acontecem, e não devem ser motivo de culpa. O mais importante é que as mulheres que vivenciam esse processo sejam acolhidas com empatia, escuta e apoio profissional — ressalta a obstetra ...

SBQ.Covid19 - Uso indiscriminado de álcool contra o coronavírus aumenta riscos de queimaduras

SBQ.Covid19 - Uso indiscriminado de álcool contra o coronavírus aumenta riscos de queimaduras Com a recomendação do uso de álcool 70% para limpar superfícies e higienizar as mãos em razão da pandemia de coronavírus, acende-se um novo alerta: o risco de acidentes com queimaduras. Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ) tem buscado conscientizar a população sobre os cuidados no manuseio e estoque deste produto.“É extremamente necessário redobrar o cuidado com a presença do álcool em casa, especialmente com crianças. Guardar em local que elas não acessem e não utilizar o álcool perto de chamas, como fogão e velas”, frisa o presidente da SBQ, José Adorno.Diante da baixa nos estoques de álcool em gel, a Câmara dos Deputados aprovou a liberação da venda do álcool líquido 70% para o consumidor individual. A proposta segue para votação no Senado. Porém, há uma previsão de que a Anvisa publique uma nova portaria, estabelecendo a venda em embalagens de até 50...