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Doença que atinge Pelé é mais comum em idosos. Saiba identificar os sinais

 

O rei do futebol, Pelé, foi submetido a uma cirurgia para retirada, no último dia 4, de um tumor no cólon direito, descoberto durante exames cardiovasculares e laboratoriais de rotina. Na terça-feira, o ex-jogador teve uma melhora e recebeu alta da UTI do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e segue em recuperação na unidade. A doença que afeta Pelé é muito comum em idosos, principalmente homens.

Segundo Décio Lerner, oncologista, coordenador do Centro Avançado de Oncologia do Hospital São Vicente de Paulo (RJ) e membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica e da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula, na grande maioria das vezes, o tumor no cólon se origina “de pólipos que podem existir no intestino em até 20 a 30% da população”.

— Dependendo do tipo e características, alguns desses pólipos podem se tornar malignos, mas esse é um processo que pode levar até 10 anos — explica Décio.

Ainda segundo o oncologista, os principais fatores de risco para a doença são obesidade, diabetes, história familiar de câncer de cólon e, provavelmente, uso frequente de carnes processadas:

— Este tipo de câncer também pode ser ocasionado por algumas síndromes genéticas que, no entanto, são muito raras, no máximo 5% dos tumores de cólon.

Bons hábitos

Décio explica que a principal recomendação de prevenção é ter hábitos saudáveis: manter alimentação balanceada e controlar o peso. Também é importante realizar regularmente exames de rotina, que podem mostrar uma anemia e alertar para alguma perda de sangue no intestino.

— Os exames para a detecção do câncer de cólon estão indicados, via de regra, a partir dos 45 anos. Caso haja história familiar, este acompanhamento deve começar antes — afirma o médico.

Em postagem na última terça-feira, Pelé anunciou saída da UTI e agradeceu o apoio dos fãs Foto: reprodução/instragram

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