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Reitor da Universidade Federal Fluminense pede socorro ao Estado


A onda de violência que ronda os campi da Universidade Federal Fluminense (UFF) levou o governador Sérgio Cabral a enviar a Niterói a cúpula da Secretaria Estadual de Segurança. Segundo o reitor, Roberto Salles, amanhã ele recebe o comandante-geral da PM, coronel Eri Ribeiro, de quem pretende cobrar mais efetivo para o 12º BPM (Niterói). No próximo dia 27, a delegada chefe da Polícia Civil, Martha Rocha, virá conhecer pessoalmente as áreas consideradas mais críticas, inclusive onde uma estudante de economia foi atacada na última quarta-feira por bandidos armados, que tentaram estuprá-la. 
“Eu já entrei em contato com ela [a estudante] através de um e-mail, no qual explico que estamos muito preocupados com a realidade que os estudantes estão enfrentando na Universidade, e, sobretudo, que estamos muito preocupados com a saúde dela”, disse Salles, que na última terça-feira procurou Sérgio Cabral, por telefone: “Conversei com o governador e ele se mostrou muito preocupado com a nossa realidade. Ele me colocou em contato com a chefe da Polícia Civil e com o comandante geral da PM. Nesta quinta-feira eu estarei reunido com o coronel, na reitoria da UFF, para elaborarmos uma solução emergencial para este problema da insegurança dos universitários. No dia 27, a delegada Martha Rocha estará aqui para conhecer as ruas onde ocorrem os casos de violências mais frequentes. Ela poderá conversar com os estudantes e professores daqui, com o objetivo de registrar as principais demandas enfrentadas por todos”, informou Salles.
O reitor também contou que já procurou o comandante do Batalhão de Niterói e disse que ele prometeu tomar providências contra a onda de violência: “Tenho uma grande parceria com o coronel Wolney Dias, e ele já aumentou o policiamento. Mas sei que o Batalhão de Niterói enfrenta problemas para cuidar da cidade com baixo efetivo”, disse.
De acordo com Roberto Salles, os crimes costumam ocorrer em pontos específicos, como na Rua Passo da Pátria, onde estão os cursos das engenharias; na Rua Presidente Pedreira (Faculdade de Direito); na Rua Professor Hernani Pires de Melo (Instituto Biomédico); na Rua Tiradentes (Economia) e na Rua Lara Vilela (Instituto de Arte e Comunicação Social). “Eu acredito que os autores dos atos de violência são originários do Rio de Janeiro, fugindo da opressão policial, sobretudo com o aumento das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadoras)”, disse o reitor, que já havia instalado câmeras de segurança nos campi para inibir os crimes e comprado ônibus para fazer o transporte seguro de estudantes entre os campi e os terminais de ônibus e barcas.

Prefeitura vai melhorar iluminação no entorno dos campi
Para contribuir com a redução da insegurança entre os universitários, a Prefeitura de Niterói informou ontem que já está promovendo a troca de luminárias dos postes nas ruas ao redor da UFF. Segundo estudantes, a iluminação precária tem facilitado a ação de criminosos, que agem principalmente à noite.
O estudante Roney Mendes Vieira contou que há duas semanas foi abordado, com outros três colegas, na saída da universidade, às 22h, por dois homens armados em uma moto. A dupla usava capacetes para dificultar o reconhecimento.
“Entreguei minha mochila com tudo meu dentro, material da faculdade, óculos, carteira, celular. Meus amigos também tiveram pertences levados. Na delegacia encontramos com outro grupo, três moças e um rapaz, que também foi roubado pela dupla de ladrões. Uma das vítimas teve o lap top levado”.
Outro aluno, Paulo Macedo, reclamou que há algum tempo não são vistas viaturas da PM fazendo rondas no local: “Muitos alunos têm que andar até a estação das barcas, ou pontos de ônibus, e ficam expostos à criminalidade. 
O comandante Wolney Dias argumenta que já colocou mais homens no entorno dos campi da UFF: “Os nossos policiais já estão em um número bem maior em todas as ruas, que circundam a UFF. E pretendemos diminuir os números dos registros policiais entre os universitários e também os moradores da vizinhança”, declarou.
Crime – Na semana passada uma universitária do curso de Economia sofreu um sequestro-relâmpago. Ela foi atacada por dois homens quando saía da faculdade e se dirigia para o carro dela, parado na Rua Tiradentes, no Ingá. Os bandidos tentaram violentar a estudante, mas não conseguiram. Ela foi deixada por eles num acesso ao Morro do Cavalão, em Icaraí. Segundo o delegado que investiga o caso, Mario Luiz da Silva, titular da 77ª DP (Icaraí), a vítima está em choque e, muito abalada, ainda não prestou depoimento.

Indignação pela internet
•A Falta de segurança acontece dentro da própria universidade. A minha nora teve o vidro do carro quebrado, arrombaram, levaram rádio etc. ao falar com o segurança, o mesmo disse que não era o primeiro naquele dia e que a universidade não se responsabiliza pelo acontecido. Para que serve os seguranças? São todos figurantes?? Vamos tomar as providências cabíveis.. Como pode não ter segurança dentro da própria universidade? Senhor reitor... como é que é? Tem que processar, o único jeito!!
Rose Pereira – 19/03/2013 – 02:19

•Não há policiamento algum nessa região. Os assaltos são frequentes até durante o dia e não existe qualquer segurança. Vão colocar policiais durante uma semana e tudo voltará a ser como antes.
Saul Rosental – 19/03/2013 – 07:38

•Vale ressaltar que há uma semana o poste em frente à faculdade de economia está apagado e cercado de galhos de árvores, tornando a rua ainda mais deserta e escura.
Ana Paula – 19/03/2013 – 10:17

•“Bom número de viaturas no local”??? Não adianta ter viaturas se quando precisamos eles fingem que não veem como aconteceu comigo no mes passado em que dois homens quase me assaltaram na Andrade Neves. Já fui assaltada três vezes e quando fui fazer o B.O a própria policia admitiu ter ciência do número de assaltos mas afirmaram não poder fazer nada quanto a isso. É um absurdo! Enquanto isso os moradores saem todos os dias de casa aguardando quando será o próximo assalto.
Marina Leite – 19/03/2013 – 11:24

•É um descaso e absurdo total! Também resido na Andrade Neves e vivo com medo de entrar e sair de casa. Já fui assaltada 2 vezes e além de ter presenciado outros casos de assalto e violência. Essa região precisa de uma atenção urgente das autoridades de Niterói. Todos conhecem o problema porém não agem para solucioná-lo.
Tatiane Prado – 19/03/2013 – 12:24

•Tenho 2 filhos, sendo uma menina, que estudam na Faculdade de Engenharia e esse problema não é novo. No ano passado meu sobrinho teve a mochila roubada em frente à Faculdade, às 7h da manhã. Meus filhos estão sempre contando casos de assalto na região, mas estupro já é demais. Cadê nossas autoridades???????
Cléria – 19/03/2013 – 16:51

Fonte: O Fluminense

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