
A vacinação é uma etapa importante do pré-natal. Durante a gravidez, o sistema imunológico da mulher apresenta uma leve queda, que acaba deixando a futura mamãe mais suscetível a algumas infecções por vírus e bactérias.
— Com a vacina, conseguimos evitar doenças que acometeriam tanto a mãe quanto o bebê em formação. Algumas vacinas, como a da coqueluche, são dadas na infância. Mas, como as mulheres engravidam décadas depois, entende-se que é importante reforçar a proteção — explica o obstetra e ginecologista da clínica Fertipraxis Roberto Antunes, que é especialista em reprodução humana pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA).
A vacinação nas mães também garante em parte a imunização dos bebês.
— A ideia de vacinar a mulher no momento em que está grávida é que ela consiga produzir anticorpos, principal mecanismo de defesa, e que eles sejam passados para o bebê pela placenta, e, depois do nascimento, pelo leite materno. A mãe funciona como uma grande fábrica de anticorpos — afirma a pediatra Bárbara Furtado.
Porém, os anticorpos recebidos da mãe não duram muito tempo no organismo do bebê, e por isso ele precisa seguir o próprio calendário vacinal, que começa com as vacinas BCG e hepatite B, ao nascer.
— Quando o bebê ganha o anticorpo da mãe, ele recebe a proteção, mas não consegue produzir seus próprios anticorpos. Para que sua medula passe a trabalhar para proteger seu organismo, ele tem que ser vacinado ou exposto ao patógeno que causa a doença — diz Roberto.
Vacinas feitas de vírus atenuado, como a do sarampo, são contraindicadas para as gestantes e bebês com menos de 6 meses. Isto ocorre porque, com o sistema imunológico debilitado, há chance de desenvolver uma versão leve da doença após receber a dose de imunização.
— Quando você está planejando sua gravidez, é importante checar sua carteirinha de vacinação e só começar a tentar engravidar pelo menos 30 dias após receber todas as doses imunizadoras — aconselha Roberto.

Fonte: Jornal Extra
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