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Ter um animal de estimação reduz a sensação de solidão, aponta estudo



Um estudo feito pela Universidade de Sydney, na Austrália, comprovou que ter um animal de estimação — como um cachorro — ajuda a reduzir a sensação de solidão de seu dono, independentemente da idade. A pesquisa mostrou que as pessoas responsáveis por um pet acabam fazendo mais amizades com os vizinhos, já que passam mais tempo nas ruas do bairro por causa dos passeios.
— Os cães são facilitadores. Ter um animal de estimação aumenta a interação social entre humanos, como os vizinhos, e reduz a solidão — explica Nadége Herdy, psiquiatra da Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo.
Outros estudos relacionam a adoção de animais de estimação à redução de sintomas característicos da depressão.
— Os animais são compreensíveis, solidários e muito fiéis aos donos. É isso que estabelece a relação de confiança e afeto entre eles. O contato com os animais aumenta a produção de endorfina, que ao ser liberada estimula a sensação de bem-estar, conforto e alegria — afirma a psicóloga Flavia Pitella, do projeto Terapia pra TDS.
Muitas vezes, os donos se relacionam com seus cães como se eles fossem pessoas.
— Com a convivência, eles acabam aprendendo a se entender. Um pet sabe quando seu dono está triste ou quando precisa de atenção. A sensação de não estar sozinho, saber que tem alguém realmente ansioso com a sua chegada em casa faz muito bem aos donos — diz Ellen Moraes Senra, psicóloga especialista em terapia cognitivo-comportamental.
Os benefícios de ter um animal de estimação em casa podem ser vistos em pessoas de qualquer idade, desde crianças a idosos. Mas a recomendação de adotar um pet pode não servir para todos.
— Acredito que não seria positivo para pacientes que não gostem de animais, ou que apresentam alguma fobia específica para o tipo de bicho escolhido. Também pode não ser benéfico para aqueles que foram diagnosticados com transtornos que comprometam a capacidade de se organizar para cuidar do animal — alerta Nadége.
‘Tenho alguém que me faz sair de casa’
Isabelle Loureiro, profissional de comunicação empresarial, 27 anos
Esse ano fui diagnosticada com depressão profunda. Passei cerca de 1 ano afastada do trabalho por conta de um problema de coluna e a depressão só piorou. Chegou a um ponto em que eu já nem saía mais do quarto.
Moro com meus pais e meu namorado. Apesar de todo o apoio deles eu ainda tinha muitos episódios de reclusão e não levantava da cama para nada.
Foi aí que pensei em finalmente ter outro cachorro, pois tive um grande parceiro de quatro patas. Então comprei, em junho, um filhote de maltês, já que moro em um apartamento.
Quando comprei o Adam, minha psicóloga falou que seria ótimo para o meu tratamento, pois me ajudaria a criar hábitos, melhorar minhas interações e seria bom para a minha saúde emocional. O Adam tem me ajudado demais! Além das responsabilidades de cuidar dele, tenho uma companhia, alguém que me faz sair mais de casa para passear, me tira da rotina.
Ele também é super simpático e brinca com outras pessoas e cães na rua. Isso também me ajudou a melhorar a interação com as pessoas. Sempre fui de falar com todo mundo, mas por conta da depressão parei de conversar com muitos amigos e até familiares. Hoje me pego na rua conversando com gente que nunca vi sobre o meu cachorro. Ele também tem um perfil no Instagram e tenho contato virtual com outros tutores.

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