Pular para o conteúdo principal

Saiba quais cuidados você deve ter antes de se submeter a uma laqueadura


A laqueadura é um tipo de cirurgia feita por mulheres que não querem mais engravidar. Sua função é obstruir as trompas e evitar o encontro entre óvulos e espermatozoides. Para isso, o canal que liga os ovários ao útero é bloqueado por laços e corte ou cauterização. Até janeiro deste ano, era possível conseguir o mesmo resultado da laqueadura cirúrgica usando um dispositivo no formato de mola. Mas o produto não é mais comercializado no Brasil.
A laqueadura cirúrgica é considerada praticamente irrerversível.
— As trompas são feitas de um tecido muito sensível. É difícil restabelecer a passagem. Quem faz uma cirurgia de reversão de laqueaduras normalmente não consegue um resultado satisfatório — alerta Nathalie Raibolt, ginecologista especialista em sexualidade.
Existem mais de um método de realização de laqueadura cirúrgica, como explica Karina Tafner, ginecologista, obstetra e especialista em endocrinologia ginecológica:
— Todas as técnicas consistem na interrupção do caminho das trompas. Podem variar desde a colocação de grampos e anéis elásticos até a remoção de parte ou de toda a trompa.
Quanto mais tempo se demora para tentar a reversão, mais difícil ela fica. Por isso, as mulheres precisam pensar bem antes de se submeterem à cirurgia de laqueadura. Além disso, elas devem também estar dentro das determinações legais para a realização do procedimento: ser maior de 25 anos ou ter pelo menos dois filhos vivos.
— A laqueadura era muito comum nos 80 e 90 porque os casamentos duravam mais e a taxa de divórcios era menor. Hoje, o número de pessoas que se separam e se casam novamente aumentou de forma significativa. Com isso, a mulher pode querer ter um filho com o novo parceiro e se arrepender pela escolha da laqueadura — pondera o ginecologista Edvaldo Cavalcante.
Em mulheres com laqueadura a melhor alternativa para engravidar é por meio da fertilização in vitro.
— Nesses casos, o sucesso depende apenas de fatores externos, ligados à idade, à qualidade dos óvulos e espermatozoides coletados e do endométrio da paciente — afirma Maria Cecília Erthal, especialista em reprodução humana do Vida Centro de Fertilidade.

Pacientes reclamam de técnica não cirúrgica

Algumas pacientes que foram submetidas à laqueadura sem cirurgia reclamam de dores intensas e diversas outras complicações graves. O dispositivo no formato de mola era colocado dentro da trompa da paciente. Assim, provocava inflamações nas tubas uterinas, evitando a passagem de óvulos e espermatozoides.
A vendedora Rosa German, uma das pacientes submetidas ao procedimento, afirmou à reportagem da Globonews que, após a instalação do dispositivo, começou a sentir “dores de cabeça recorrentes, dores pélvicas, quedas de cabelo, dores nas articulações e pontadas”.
As pacientes buscam a retirada cirúrgica do dispositivo pelo SUS, onde foram submetidas à laqueadura sem cirurgia, mas relatam demora e burocracia para o procedimento que, em alguns casos, demanda a remoção total das trompas e até a retirada do útero.
De acordo com Nathalie Raibolt, ginecologista especialista em sexualidade, a colocação do dispositivo é fácil e barata: pode ser feita no ambulatório e sem necessidade de anestesia. Mas a retirada não é tão simples assim:
— Retirar a mola é um procedimento complexo, pode ser um problema caso o dispositivo esteja apresentado algum resultado ruim.
Fonte: Jornal Extra

Comentários

Populares

Campanha Hanseníase 2018

Fonte: Portal da Saúde

UFF Responde: Tuberculose

  No dia 17 de novembro é celebrado o Dia Nacional de Combate à Tuberculose, data que reforça a importância da conscientização sobre uma das doenças infecciosas mais antigas e ainda presentes no mundo. Segundo dados do  Ministério da Saúde , o Brasil registrou cerca de 84 mil novos casos em 2025, o maior número das últimas duas décadas. Fatores como a desigualdade social, dificuldade de acesso aos serviços de saúde e   o abandono do tratamento contribuem para o avanço da doença. O problema também é agravado pela disseminação de desinformação sobre vacinas e doenças infecciosas, o que dificulta o enfrentamento da tuberculose e retarda o diagnóstico precoce — essencial para interromper a cadeia de transmissão. Causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, a enfermidade afeta principalmente os pulmões e pode ser transmitida pelo ar, por meio da tosse, fala ou espirro de pessoas infectadas. Apesar de ter cura e tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a tube...

UFF Responde: Menopausa

  A data 18 de outubro é marcada pelo Dia Mundial da Menopausa, criado na intenção de promover a conscientização e o apoio para a melhora da saúde e bem-estar da mulher diante das mudanças fisiológicas. A menopausa é um processo natural que indica o fim do período reprodutivo, definida respectivamente pela ausência da menstruação por 12 meses consecutivos, sem causas secundárias, como gravidez ou uso de medicamentos. Trata-se de uma transição biológica que costuma ocorrer entre os 45 e 55 anos, com idade média no Brasil em torno de 48 anos. Durante a menopausa, ocorre a queda progressiva dos níveis de estrogênio e de progesterona, hormônios produzidos pelos ovários. Essa diminuição hormonal provoca alterações físicas, metabólicas e emocionais. Entre os sintomas mais comuns estão os fogachos (ondas de calor), sudorese noturna, alterações do sono e humor, ressecamento vaginal e redução da libido. Além disso, é possível que haja o surgimento de condições mais graves, como impacto na s...

NBR 6028:2021 atualizada

 

Painel Coronavírus

Diariamente, o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS) divulga dados consolidados sobre o COVID-19. Link:  https://covid.saude.gov.br/