Pular para o conteúdo principal

Covid-19: 'vacina deve ser bem de saúde pública acessível a todos', diz secretário da ONU

 Ministério da Saúde da Rússia diz que a entrega está prevista para um futuro próximo, mas não especifica datas

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, caracterizou as vacinas como "um bem de saúde pública" que deve ser "acessível a todos". Ele defendeu que os países se unam para desenvolver os tratamentos no combate ao novo coronavírus. "A pandemia está assolando o mundo e, hoje, é a principal ameaça. Devemos começar imediatamente acelerando todas as ferramentas que nos permitem salvar vidas", disse durante coletiva de imprensa da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira.
De acordo com ele, todos os países precisam estar seguros para que a covid-19 seja combatida, por isso, ressaltou a importância da "distribuição equitativa" de insumos. O programa ACT Accelerator da OMS, que cobre imunizantes, ferramentas de diagnósticos e terapias para pacientes com o novo coronavírus, busca essa partilha para todo o mundo, segundo Guterres. Ele fez um apelo para que mais patrocinadores apostem na iniciativa e afirmou que são necessários pelo menos US$ 15 milhões (cerca de R$ 80 milhões) para a continuidade do projeto nos próximos três meses.
Ao citar ainda a resistência de algumas pessoas para a vacinação, Guterres destacou que essa também é umas das preocupações do programa ACT Accelerator. Segundo ele, a difusão de "informações pertinentes" sobre o imunizante é uma das "soluções mundiais" para que o mundo não fracasse no combate à pandemia. O princípio que se aplica é que nenhum país, não importa o quão rico, estará livre do coronavírus até que todos o tenham derrotado.
Neste mês, o presidente Jair Bolsonaro afirmou mais de uma vez que ninguém no Brasil será obrigado a tomar o imunizante contra a covid-19, embora uma legislação sancionada por ele no início do ano preveja a possibilidade de vacinação compulsória. A declaração ainda motivou críticas de especialistas, que temem risco de baixa adesão da população à vacina, o que é considerado essencial para frear a pandemia.
A OMS estima que a vacina pode custar entre US$ 10 e US$ 11 (entre R$ 53 e R$ 58). "As diferentes tecnologias têm preços diferentes, ainda não sabemos o preço final, mas estamos trabalhando com uma estimativa de dez a onze dólares por dose", disse à agência EFE a diretora adjunta para acesso a medicamentos e produtos para saúde, Mariângela Batista.
O preço final dependerá do tipo de vacina e, principalmente, da tecnologia utilizada. No entanto, independentemente disso, a intenção é evitar que os países com mais recursos acumulem vacinas quando forem colocadas no mercado, segundo a entidade.
O próximo dia 18 é o prazo para que as nações com capacidade de financiar a compra de imunizantes confirmem sua participação no Covax - setor do ACT Accelerator que cuida do desenvolvimento das vacinas contra a covid-19 - e indiquem quanto estão dispostos a investir. No momento, 80 países manifestaram interesse em assumir esse compromisso e outros 92 foram escolhidos para receber o apoio da plataforma.
Vacinação em massa
Na quarta-feira, dia 9, a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, alertou que não espera que vacinas contra a covid-19 estejam disponíveis para a população em geral antes de 2022, embora os grupos de risco possam ser imunizados em meados de 2021. "Muitos pensam que no início do próximo ano haverá uma panaceia que resolverá tudo, mas não será assim: há um longo processo de avaliação, licenciamento, fabricação e distribuição", frisou a especialista durante sessão de perguntas e respostas na internet.
Soumya indicou que a OMS trata a primeira chegada de vacinas a vários países em meados do próximo ano como o cenário mais otimista, momento em que deverá ser dada prioridade aos grupos de maior risco, visto que então ainda não terão sido produzidas doses para toda a população. "É a primeira vez na história que precisamos de bilhões de doses de uma vacina", disse a cientista-chefe da entidade.
A declaração de Soumya foi dada um dia após a farmacêutica AstraZeneca anunciar que a vacina contra a covid-19, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, teve os estudos clínicos suspensos por suspeita de reação adversa grave em um dos voluntários participantes no Reino Unido. (Com agências internacionais).
Fonte: O Dia


Comentários

Populares

Governo do Rio divulga resultado de ação contra a poliomielite

Nos primeiros sete dias da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite, 78% das crianças menores de 5 anos já receberam a vacina no Estado do Rio Nos primeiros sete dias da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite, 78% das crianças menores de 5 anos já receberam a vacina no Estado. A meta é imunizar, em todo o País, 95% do total de 14,1 milhões de crianças nesta faixa etária. No Rio de Janeiro, das 1.030.026 crianças que precisam receber a vacina, 810.189 já foram imunizadas. Em 2012, a campanha de prevenção à paralisia infantil será feita em uma única etapa, que vai até dia 6 de julho. Os postos de vacinação permanecerão abertos das 8 às 17 horas. A Secretaria de Estado de Saúde distribuiu aos 92 municípios 1,6 milhão de doses da vacina Sabin (contra a poliomielite), que serão dadas às crianças em 4.200 postos de saúde espalhados por todo o Estado. Em 2011, o Rio de Janeiro superou a cobertura vacinal estipulada pelo Ministério da Saúde. É importante que o...

Outubro Rosa

  Outubro chegou! Durante este mês, o Ministério da Saúde traz conteúdos educativos e histórias inspiradoras relacionadas à detecção e ao tratamento do câncer de mama, com o objetivo de levar informações confiáveis à população. Incentive outras mulheres a adotarem práticas saudáveis e buscarem assistência médica em caso de alterações suspeitas. Informar para proteger. Cuidar para viver. Fonte: Ministério da Saúde

SBQ.Covid19 - Uso indiscriminado de álcool contra o coronavírus aumenta riscos de queimaduras

SBQ.Covid19 - Uso indiscriminado de álcool contra o coronavírus aumenta riscos de queimaduras Com a recomendação do uso de álcool 70% para limpar superfícies e higienizar as mãos em razão da pandemia de coronavírus, acende-se um novo alerta: o risco de acidentes com queimaduras. Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ) tem buscado conscientizar a população sobre os cuidados no manuseio e estoque deste produto.“É extremamente necessário redobrar o cuidado com a presença do álcool em casa, especialmente com crianças. Guardar em local que elas não acessem e não utilizar o álcool perto de chamas, como fogão e velas”, frisa o presidente da SBQ, José Adorno.Diante da baixa nos estoques de álcool em gel, a Câmara dos Deputados aprovou a liberação da venda do álcool líquido 70% para o consumidor individual. A proposta segue para votação no Senado. Porém, há uma previsão de que a Anvisa publique uma nova portaria, estabelecendo a venda em embalagens de até 50...

Irritação, euforia, agressividade e depressão podem ser sinais do distúrbio. Doença, que atinge 4% da população brasileira, não tem cura, mas tratamento pode controlá-la

Sintomas como euforia, fala rápida, irritação, agitação, insônia, agressividade, hostilidade e depressão podem ser sinais de vários transtornos que acometem o humor, seja para o polo depressivo, seja para o da euforia. Porém, quando os sintomas vêm alternados em uma mesma pessoa, pode ser um alerta para o transtorno bipolar, uma doença sem cura, mas com tratamento e controle. De acordo com a Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB), o distúrbio atinge 4% da população. O censo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, informa que o Brasil tem uma população de 190.732.694 pessoas. A doença se manifesta em fases que alternam a hiperexcitabilidade e a agitação com profunda tristeza e depressão. A duração de cada fase varia de pessoa para pessoa, podendo durar horas, dias, meses e até anos. Um complicador para a pessoa portadora do transtorno surge quando as duas fases se misturam, o chamado estado misto.  “A pessoa pode...

Cristo recebe iluminação vermelha para celebrar Dia Mundial Sem Tabaco

  O Cristo Redentor recebeu iluminação vermelha nesta terça-feira para celebrar o Dia Mundial Sem Tabaco, data instituída pelo OMS (Organização Mundial de Saúde). A ação fez parte da campanha “Sem Tabaco, 100% Fashion”, criada pelos oncologistas do Centro de Câncer de Brasília. No ano passado, foi realizado um desfile-intervenção na Avenida Paulista, em São Paulo. A população foi convidada a participar vestindo vermelho durante o dia. As ações visam diminuir o consumo de cigarro pelo país. De acordo com o oncologista Murilo Buso “o cigarro foi responsável pela morte de mais de cem milhões de pessoas durante o século passado e poderá fazer mais de um bilhão de vítimas durante o século 21”. Buso é um dos idealizadores da campanha antitabagismo que nasceu na capital federal em 2003. Fonte: eBand