Pular para o conteúdo principal

Com que idade e com que frequência devemos fazer exames para evitar os 4 tipos de câncer mais comuns

 


Ao se falar de câncer é aberto um conjunto com mais de 100 diferentes tipos de doenças. Mas quatro delas: câncer de pulmão, de mama, colorretal e de próstata são as mais comuns, ou seja, ocorrem com maior frequência em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Dentre as diversas medidas de prevenção, a detecção precoce é uma das mais importantes, segundo especialistas. Quanto mais cedo a condição for detectada, mais chances dela ser tratada.


Câncer de pulmão

O mais frequente no mundo, o câncer de pulmão atinge pessoas com 65 anos ou mais, mas a idade média do diagnóstico é 70 anos. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 85% dos casos registrados ele está associado ao consumo do tabaco.

A American Cancer Society (Sociedade Americana do Câncer), nos Estados Unidos, recomenda para quem fuma ou fumou mais de um maço diário de cigarros pelo período de 30 anos (ou mais) fazer os exames de rastreamento, como a o raio-x do tórax ou a tomografia computadorizada, pelo menos uma vez ao ano. A última sendo mais demorada, podendo chegar a 30 minutos, enquanto o raio-x dura em média apenas 5 minutos.

No que tange a faixa etária, é indicada a examinação anual para pessoas de 50 a 80 anos. Além disso, no Brasil, é necessário o encaminhamento de um profissional.


Câncer de mama

De acordo com o Ministério da Saúde, mulheres a partir dos 50 anos de idade passam a ter maiores chances de desenvolver o câncer de mama. Por isso, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) recomenda que as mulheres entre os 50 e os 69 anos façam mamografias de rotina a cada dois anos.

Ainda, conforme a organização, homens trans e pessoas não-binárias assignadas no feminino ao nascer, que mantêm as suas mamas e estão dentro da faixa etária, devem realizar o rastreamento.

O exame, feito com o mamógrafo, comprime as mamas para que sejam feitas imagens das mamas e pode gerar um pequeno desconforto. Ele pode ser realizado por encaminhamento médico e dura entre 15 e 25 minutos.


Câncer colorretal

O câncer colorretal, que acomete um segmento do intestino grosso (o cólon) e o reto, abrange muitas idades, mas na maioria dos casos apenas pessoas acima dos 50 anos são diagnosticadas com ele. Atualmente, tem ocorrido um aumento no número de pessoas mais jovens que desenvolvem a doença.

Contudo, segundo as principais diretrizes, a recomendação é fazer pesquisa de sangue oculto nas fezes e endoscopias (colonoscopia ou retossigmoidoscopia), com regularidade a partir dos 50 anos. O primeiro, que recolhe as fezes e as analisa, já o segundo, mais complexo e que envolve a anestesia pois aparelhos são inseridos no organismo, dura em média 30 minutos. Geralmente, eles são realizados após um médico encaminhar o paciente.


Câncer de próstata

A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda aos homens que busquem os exames de próstata anualmente a partir dos 50 até os 80 anos. Uma exceção é quando existe um histórico de câncer de próstata na família, como no pai, irmãos ou tio paterno, ou homens negros. Para esses dois casos, a recomendação é começar os exames a partir dos 45 anos.

Para além da idade e da hereditariedade, a obesidade também é considerada um fator de risco para o desenvolvimento do câncer de próstata, segundo o Inca.


A examinação consiste em:

  • Dosagem anual do antígeno prostático específico (PSA), que leva de 5 a 10 minutos e mede a presença de uma proteína indicadora do câncer.
  • Toque retal, o qual dura até 10 minutos, avalia a próstata.
Ambos são indolores, ou seja, não causam dor ao paciente. O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde orientam que os exames devem ser realizados após serem discutidos com um médico, na presença de sinais e sintomas.

Comentários

Populares

SBQ.Covid19 - Uso indiscriminado de álcool contra o coronavírus aumenta riscos de queimaduras

SBQ.Covid19 - Uso indiscriminado de álcool contra o coronavírus aumenta riscos de queimaduras Com a recomendação do uso de álcool 70% para limpar superfícies e higienizar as mãos em razão da pandemia de coronavírus, acende-se um novo alerta: o risco de acidentes com queimaduras. Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ) tem buscado conscientizar a população sobre os cuidados no manuseio e estoque deste produto.“É extremamente necessário redobrar o cuidado com a presença do álcool em casa, especialmente com crianças. Guardar em local que elas não acessem e não utilizar o álcool perto de chamas, como fogão e velas”, frisa o presidente da SBQ, José Adorno.Diante da baixa nos estoques de álcool em gel, a Câmara dos Deputados aprovou a liberação da venda do álcool líquido 70% para o consumidor individual. A proposta segue para votação no Senado. Porém, há uma previsão de que a Anvisa publique uma nova portaria, estabelecendo a venda em embalagens de até 50...

Irritação, euforia, agressividade e depressão podem ser sinais do distúrbio. Doença, que atinge 4% da população brasileira, não tem cura, mas tratamento pode controlá-la

Sintomas como euforia, fala rápida, irritação, agitação, insônia, agressividade, hostilidade e depressão podem ser sinais de vários transtornos que acometem o humor, seja para o polo depressivo, seja para o da euforia. Porém, quando os sintomas vêm alternados em uma mesma pessoa, pode ser um alerta para o transtorno bipolar, uma doença sem cura, mas com tratamento e controle. De acordo com a Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB), o distúrbio atinge 4% da população. O censo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, informa que o Brasil tem uma população de 190.732.694 pessoas. A doença se manifesta em fases que alternam a hiperexcitabilidade e a agitação com profunda tristeza e depressão. A duração de cada fase varia de pessoa para pessoa, podendo durar horas, dias, meses e até anos. Um complicador para a pessoa portadora do transtorno surge quando as duas fases se misturam, o chamado estado misto.  “A pessoa pode...

Prefeitura de Niterói prepara plano de transição gradual para uma nova normalidadePrefeitura de Niterói prepara plano de transição gradual para uma nova normalidade

Prefeitura de Niterói prepara plano de transição gradual para uma nova normalidade Fonte: Site da Prefeitura de Niterói                                                                                                                                                18/5/2020 A Prefeitura de Niterói inicia na próxima quinta-feira (21) uma transição gradual para uma nova normalidade. O anúncio foi feito neste domingo (17) pelo prefeito Rodrigo Neves, em pronunciamento nas redes sociais. O plano, que está sendo desenvolvido por técnicos da prefeitura, especialistas da Fiocruz, UFF, UFRJ e representantes de entidades empresariais ser...

Janeiro Branco

 Saúde mental em foco aqui na Universidade com o Janeiro Branco. 💙 O movimento criado propositalmente no primeiro mês do ano amplia a perspectiva de discussão sobre saúde mental e reforça a necessidade de ações de prevenção, que estimulem a qualidade de vida de todos.  Aqui na UFF, diferentes ações institucionais corroboram com esse propósito. Confira: ▶ Projeto Gato em teto de zinco quente: voltado para as grandes dificuldades psíquicas apresentadas por estudantes e egressos da UFF, e, também, pelas crianças e jovens do COLUNI. Para marcação, ligar: 2629-2664 ou 998117129. Mais informações: subjetividadefeuff@gmail.com ▶ Projeto Saúde e Bem estar da UFF: disponibiliza escuta psicológica para servidores e estudantes. Saiba mais em (21) 96743-8502 ou sabegra.uff@gmail.com. Siga o perfil @sabegra.uff ▶ SPA da Escola de Psicologia: disponibiliza vagas para atendimento psicoterápico à comunidade de Niterói. Oferece também espaços de cuidado grupal com a Oficina Vivências Negr...

UFF Responde: Tuberculose

  No dia 17 de novembro é celebrado o Dia Nacional de Combate à Tuberculose, data que reforça a importância da conscientização sobre uma das doenças infecciosas mais antigas e ainda presentes no mundo. Segundo dados do  Ministério da Saúde , o Brasil registrou cerca de 84 mil novos casos em 2025, o maior número das últimas duas décadas. Fatores como a desigualdade social, dificuldade de acesso aos serviços de saúde e   o abandono do tratamento contribuem para o avanço da doença. O problema também é agravado pela disseminação de desinformação sobre vacinas e doenças infecciosas, o que dificulta o enfrentamento da tuberculose e retarda o diagnóstico precoce — essencial para interromper a cadeia de transmissão. Causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, a enfermidade afeta principalmente os pulmões e pode ser transmitida pelo ar, por meio da tosse, fala ou espirro de pessoas infectadas. Apesar de ter cura e tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a tube...