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Saúde mental de mães: Equilibrando filhos e negócios com leveza e autenticidade.

 

94% das mulheres sentem dificuldades para conciliar maternidade e carreira — Foto: Crescer

Toda vez que escrevo sobre maternidade e carreira, a pergunta é inevitável: "Como você dá conta?". E a resposta, sincera e talvez um pouco decepcionante, é: eu não dou conta de tudo. Sempre tem alguma bolinha caindo, algum compromisso sendo remarcado, alguma expectativa frustrada. Mas decidi, há algum tempo, que a última pessoa que posso deixar na mão sou eu mesma.

Aprendi que cuidar de mim é fundamental para poder cuidar de todos ao meu redor. É como no avião: primeiro a máscara em você, depois nos outros. E essa clareza tem sido libertadora.

A maternidade e o empreendedorismo são jornadas intensas, cheias de desafios e aprendizados. Mas, quando se encontram, essa combinação pode ser ainda mais desafiadora para a saúde mental. Ao mesmo tempo, também desperta superpoderes incríveis, como criatividade, empatia e resiliência, que nos permitem enfrentar qualquer obstáculo.

No Brasil, mais da metade das empreendedoras são mães. Muitas vezes, o empreendedorismo surge como uma forma de equilibrar a vida profissional com a maternidade, oferecendo flexibilidade e autonomia. Mas a pressão por ser a mãe perfeita, a empreendedora de sucesso e a parceira ideal pode ser esmagadora.

Minha mãe, lá nos anos 90, já entendia a importância do autocuidado. Ela não perdia sua aula de local por nada, mesmo que isso significasse me deixar na esquina da escola para ir andando. Na época, eu achava bem chato, mas hoje entendo que ela estava, à sua maneira, cuidando da sua saúde mental em um mundo onde esse assunto ainda era tabu.

Inspirada por ela, busco o meu próprio equilíbrio. Organização, acolhimento e empatia são meus pilares. Planejo cada compromisso, desde um café com um cliente até uma reunião com a equipe, e sempre reservo um tempo para me conectar comigo mesma antes de me conectar com o mundo.

Acredito que a verdadeira felicidade está no equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. E isso só é possível quando nos permitimos ser autênticas, em todas as nossas versões, inclusive a de mãe.

A rede de apoio é essencial para a saúde mental. Amigas, familiares, colegas de trabalho... são essas mulheres incríveis que nos sustentam nos momentos difíceis e nos inspiram a voar mais alto.

Outro dia, indo para um podcast que me tirava da zona de conforto, minha professora de yoga me lembrou da importância de ter alguém para nos escutar e apoiar. E ela estava certa. A rede de apoio é esse abraço invisível que nos dá força para seguir em frente.

Por isso, peço a vocês: sejam gentis com vocês mesmos. Se permitem pedir ajuda, falar sobre seus medos e angústias. Estendam a mão para outras mulheres e construam juntas essa rede de apoio que nos empodera e nos permite ser quem realmente somos.

O caminho para uma vida mais leve e feliz

Acredito que o mundo é simples e a felicidade está ao alcance de todos. E para mim, a felicidade passa por:

Gerenciar minhas emoções: Entender o que estou sentindo e expressar meus sentimentos. 
Ouvir com atenção: A empatia começa com a escuta ativa e genuína. 
Comunicar com gentileza e firmeza: Expressar minhas necessidades e limites com clareza e respeito.

Aprendi a balancear, a pedir ajuda e, acima de tudo, a ser gentil comigo mesma. E isso tem sido transformador.

Convido você aí, que está lendo essa coluna a começar, a trilhar esse caminho. Abrace suas vulnerabilidades, cultive sua rede de apoio e tenha coragem de ser você mesma. A felicidade está na jornada, na autenticidade e na conexão com quem somos de verdade.

Fonte: Globo.com


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