Pular para o conteúdo principal

Doença de Crohn: entenda o que é a doença que fez o apresentador Evaristo Costa perder 22 kg em três semanas

 




O jornalista Evaristo Costa, 48 anos, disse em entrevista recente a experiência ao lidar com a doença de Crohn, uma síndrome gastrointestinal crônica que, em geral, atinge o intestino delgado e o cólon, mas pode afetar outras partes do trato gastrointestinal. Ele revelou que uma das consequências do problema foi a rápida perda de peso, cerca de 22 quilos em apenas três semanas.

— Eu cheguei a 99 quilos, mas estava com 99 porque estava tomando corticoide, que incha demais. Os médicos chegaram à conclusão de que os corticoides não fazem efeito em mim [...] aí cortaram o remédio. Eu perdi 22 quilos em três semanas — disse ele em entrevista ao PodCringe.

Considerada grave e fator de risco para o câncer de intestino, ela não manifesta uma razão específica para o desenvolvimento de seu quadro. Dentre os principais sintomas está a diarreia crônica.

O apresentador ainda afirmou que seu emagrecimento aconteceu por causa da doença, e não por iniciativa própria ligada ao físico ou aparência. “Eu me sinto definhando. É como eu me defino para o médico. Todos os dias eu me sinto definhando”.

Quais os sintomas da doença de Crohn?

Entre os sintomas da doença de Crohn estão alguns sinais muito comuns em outras condições que afetam o trato gastrointestinal. Por isso, é necessário procurar um médico que realizará os exames necessários para formar o diagnóstico. São alguns dos sintomas:

  • Diarreia crônica;
  • Dor abdominal;
  • Perda de peso;
  • Febre;
  • Sangramento retal;
  • Fístulas (pequenos canais que conectam indevidamente partes do intestino)

Além disso, em alguns casos, a doença de Crohn pode apresentar sintomas que não estão ligados ao trato gastrointestinal, como:

  • Artrite;
  • Aftas;
  • Olhos inflamados, vermelhos, feridos e sensíveis à luz;
  • Desenvolvolvimento de erupções cutâneas ou doenças fúngicas dolorosas e avermelhadas nas pernas.


Como é o diagnóstico da doença de Crohn?

De acordo com a Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn, o diagnóstico da doença ocorre após a realização de testes laboratoriais, exame físico e análise do histórico clínico do paciente.

A confirmação do diagnóstico e determinação do local afetado é feita por meio de exames radiológicos — raio-x do trânsito intestinal, ultrassom, tomografia e ressonância — e endoscópicos — colonoscopia, enteroscopia, cápsula endoscópica, endoscopia alta e biópsia.

Qual o fator de risco para a doença de Crohn?

A doença de Crohn tem maior incidência no período entre os 20 e os 30 anos, mas pode acometer pessoas de qualquer idade.

Como é o tratamento da Doença de Crohn?

O tratamento tem como objetivo conter a inflamação. O cuidado médico adequado à doença de Crohn é essencial, devido ao risco de desenvolvimento de condições gastrointestinais mais graves.

A depender do impacto da doença, em casos agudos, o paciente pode ser submetido à cirurgia e, também, à utilização de medicamentos imunosupressores. De modo geral, é necessário se manter afastado do tabagismo e estar atento à alimentação, que não pode incluir alimentos gordurosos. Atividades físicas também são recomendadas de forma moderada e é importante evitar situações de estresse.

Doença de Crohn tem cura?

A doença de Crohn não tem cura definitiva. Os medicamentos utilizados no tratamento da doença têm a intenção de manter os sintomas amenizados e a inflamação controlada.


Fonte: O Globo

Comentários

Populares

Outubro Rosa

  Outubro chegou! Durante este mês, o Ministério da Saúde traz conteúdos educativos e histórias inspiradoras relacionadas à detecção e ao tratamento do câncer de mama, com o objetivo de levar informações confiáveis à população. Incentive outras mulheres a adotarem práticas saudáveis e buscarem assistência médica em caso de alterações suspeitas. Informar para proteger. Cuidar para viver. Fonte: Ministério da Saúde

Irritação, euforia, agressividade e depressão podem ser sinais do distúrbio. Doença, que atinge 4% da população brasileira, não tem cura, mas tratamento pode controlá-la

Sintomas como euforia, fala rápida, irritação, agitação, insônia, agressividade, hostilidade e depressão podem ser sinais de vários transtornos que acometem o humor, seja para o polo depressivo, seja para o da euforia. Porém, quando os sintomas vêm alternados em uma mesma pessoa, pode ser um alerta para o transtorno bipolar, uma doença sem cura, mas com tratamento e controle. De acordo com a Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB), o distúrbio atinge 4% da população. O censo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, informa que o Brasil tem uma população de 190.732.694 pessoas. A doença se manifesta em fases que alternam a hiperexcitabilidade e a agitação com profunda tristeza e depressão. A duração de cada fase varia de pessoa para pessoa, podendo durar horas, dias, meses e até anos. Um complicador para a pessoa portadora do transtorno surge quando as duas fases se misturam, o chamado estado misto.  “A pessoa pode...

SBQ.Covid19 - Uso indiscriminado de álcool contra o coronavírus aumenta riscos de queimaduras

SBQ.Covid19 - Uso indiscriminado de álcool contra o coronavírus aumenta riscos de queimaduras Com a recomendação do uso de álcool 70% para limpar superfícies e higienizar as mãos em razão da pandemia de coronavírus, acende-se um novo alerta: o risco de acidentes com queimaduras. Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ) tem buscado conscientizar a população sobre os cuidados no manuseio e estoque deste produto.“É extremamente necessário redobrar o cuidado com a presença do álcool em casa, especialmente com crianças. Guardar em local que elas não acessem e não utilizar o álcool perto de chamas, como fogão e velas”, frisa o presidente da SBQ, José Adorno.Diante da baixa nos estoques de álcool em gel, a Câmara dos Deputados aprovou a liberação da venda do álcool líquido 70% para o consumidor individual. A proposta segue para votação no Senado. Porém, há uma previsão de que a Anvisa publique uma nova portaria, estabelecendo a venda em embalagens de até 50...

Hérnia inguinal pode levar à morte se não for operada logo

As inovações no tratamento da hérnia inguinal estão entre os temas a serem abordados na quarta edição do Congresso Brasileiro de Hérnia e da Convenção Latinoamericana de Hérnia, que serão realizados entre amanhã e sábado, em Búzios, na Região dos Lagos. Embora muitas pessoas que sofrem do problema adiem a solução, todos os casos necessitam de intervenção cirúrgica, cujo índice de cura alcança 98%. Se não cuidado, o problema pode desencadear complicações que trazem risco de morte ao paciente. Segundo o cirurgião geral Júlio César Beitler, presidente da Sociedade Brasileira de Hérnia, cerca de 5% da população mundial já teve, tem ou terá hérnia inguinal. Os primeiros sintomas costumam ser inchaço abdominal e desconforto local. Ao surgimento desses sinais, é preciso procurar um médico para investigar o caso. O diagnóstico é clínico, na maioria das vezes. Mesmo nas pessoas em que o problema desaparece devem buscar auxílio, já que a hérnia inguinal não é curada sozinha. — Não p...

Histerectomia: quando a remoção do útero é necessária e quais problemas ela pode trazer para a saúde física e mental

  As indicações de cirurgia de remoção do útero (histerectomia) estão diminuindo cada vez mais – tanto em casos de doenças benignas quanto malignas - mas o procedimento ainda é um dos mais realizados em mulheres, em todo o mundo. Ele é indicado quando a paciente tem um sangramento uterino anormal, que prejudica muito a qualidade de vida, ou por causa de cânceres. Essa cirurgia em geral ocorre na quarta década de vida da mulher, em casos benignos, mas pode ocorrer em qualquer idade no caso de doenças malignas. Quando é indicada em pacientes mais jovens – o que é bastante raro – é por conta de tumor maligno ou malformação genética ou congênita do útero, que o impede de funcionar adequadamente, segundo a médica Marair Gracio, presidente da Comissão de Uroginecologia e Cirurgia Vaginal da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). A retirada somente do útero, biologicamente, não afeta em nada a vida sexual da mulher. Mas quando a histerectomia precisa...