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Coração na reta: frio, estresse e comilança aumentam risco de enfarte no inverno, alerta cardiologista

 


O frio chegou com tudo e parece que ainda vai seguir intenso pelos próximos dias, influência da onda de frio que, por aqui, passou a ter efeito na última segunda-feira. De acordo com Hana Silveira, meteorologista da Climatempo, as madrugadas ficarão mais frias e os termômetros devem marcar 12°C, com possibilidade de ser a menor temperatura neste ano na capital. O coração sente essa baixa térmica e há um aumento de internações por enfarte durante o inverno, de acordo com a cardiologista metabólica Priscila Sobral.

Mas o frio não é o único vilão. Segundo Priscila, que é membro da Sociedade Brasileira de Obesidade e da Sociedade Brasileira da Menopausa e Andropausa, outros fatores associados à estação influenciam como o aumento do estresse, mudanças na alimentação e acúmulo de gordura abdominal.

— Muita gente acha que só quem tem colesterol alto precisa se preocupar, mas o risco cardiovascular é multifatorial. A forma como o corpo lida com a insulina, o tamanho da circunferência abdominal e até os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, têm um papel importante nesse cenário — explica a médica.

Especialista em saúde cardiometabólica, Priscila aponta que o frio pode funcionar como um gatilho para quem já está no limite.

— O organismo tende a contrair os vasos sanguíneos para manter a temperatura, o que pode elevar a pressão arterial. Se essa pessoa já tem resistência à insulina, gordura visceral ou está com o emocional abalado, o risco de um evento cardíaco aumenta — alerta.

E não é preciso estar acima do peso para entrar na zona de risco.

— Há pessoas magras com circunferência abdominal aumentada e alto risco metabólico. Por isso, olhar só o número na balança não é suficiente — afirma.

Para prevenir, a receita é simples, mas exige disciplina: alimentação equilibrada, sono de qualidade, prática regular de exercícios e exames de rotina em dia.

— Um check-up cardiometabólico pode identificar alterações antes que elas virem problema. E quanto mais cedo a gente age, melhores são os resultados — conclui a médica.

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