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Nova geração de equipamentos transforma exames neurológicos

 


O Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap-UFF), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), apresenta no quadro De Olho na Pesquisa deste mês dois equipamentos de ponta que produziram impacto significativo para as investigações da área de neurociência do hospital. O primeiro deles atende pacientes com Mal de Parkinson e o segundo alcança também o público com autismo, epilepsia, transtorno do déficit de atenção, tumor cerebral ou ainda dores crônicas.

Premiada, a pesquisa sobre a tecnologia do TREMSEN (Tecnologia de Detecção Precisa de Tremores) utiliza um dispositivo chamado acelerômetro para medir e melhor compreender os fatores relacionados aos tremores nos pacientes com Parkinson. O equipamento - em uso no hospital universitário desde 2018 - é fruto de parceria com a Universidade Federal de Uberlândia (MG) e a Universidade da Califórnia (EUA).

Segundo o neuropesquisador do Huap-UFF e coordenador do projeto, Bruno Pessoa, a forma mais comum para a avaliação do Parkinson ainda é feita pelas chamadas escalas. Ou seja, por meio de questionários aplicados por médicos, “o que torna o procedimento mais subjetivo”, aponta ele. Graças ao acelerômetro, essa pontuação passa a ser detectada e convertida em números, trazendo mais precisão ao método. “Quanto maior é o tremor, maior será o número. Então, conseguimos transformar em uma métrica muito mais objetiva”.

Mais recente no Huap, o Imedisync - um capacete importado da Coreia do Sul- aplica eletroencefalograma quantitativo (QEEG) para acelerar a velocidade de processamento dos sinais cerebrais. O sistema de interpretação da fisiologia do cérebro utiliza inteligência artificial, concluindo exames complexos em 10 minutos. “Essa ferramenta avalia 33 mil variáveis do cérebro dos pacientes. Isso permite a gente ter uma noção melhor do que está acontecendo na fisiologia do cérebro”, diz o médico, destacando o impacto positivo para subsidiar análises pré e pós neurocirurgias.

Os exames produzidos pelo capacete coreano se diferem das ultrassonografias, ressonância e até do PET Scan, por serem baseados na neuroplasticidade, isto é, na parte funcional elétrica do cérebro - não em imagens estáticas do órgão. “O sistema do capacete consegue realizar o exame dinâmico pelo qual é possível avaliar ao longo do tempo que muda. Já uma ressonância ou o ultrassom são métodos estáticos baseados em fotografias”, resume.

Sobre a Ebserh

O Hospital Universitário da Antônio Pedro da Universidade Federal Fluminense (Huap-UFF) faz parte da Rede Ebserh desde o início de 2016. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

Por Elisa Monteiro Andrade

Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh

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