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Médicos protestam contra resolução que veta terapias hormonais

O uso de terapias hormonais com o objetivo de retardar, modular ou prevenir o processo de envelhecimento se transformou em polêmica quando o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou, em outubro, uma resolução (nº1999/2012) que veta o tratamento. No início da semana, a Sociedade Brasileira para Estudos da Fisiologia (Sobraf) entregou ao órgão uma carta-protesto, com mais de cem assinaturas, que acusa o órgão de extrapolar as competências legais por julgar trabalhos científicos de prática médica.

O argumento da resolução é que faltam evidências científicas sobre os benefícios e riscos das terapias. A resolução permite apenas a reposição de deficiências hormonais e de outros elementos em casos de necessidade comprovada. Segundo o documento entregue pela Sobraf, os argumentos do órgão "são severamente incorretos e distorcidos da realidade, posto que estão fundamentados em omissão de farta base de evidências científicas disponibilizadas".

Para o ginecologista Ítalo Rachid, presidente da Sobraf, a decisão proíbe a liberdade de escolha e de expressão do médico na relação com o paciente e ignora trabalhos científicos que demonstram e, segundo ele, comprovam o papel dos hormônios na promoção de qualidade de vida.

— A gravidade desse julgamento e os prejuízos potenciais que venham a causar danos à saúde humana é tamanha que atuamos nas esferas médicas e jurídicas no sentido de salvaguardar e garantir os direitos dos seus associados de praticar medicina e dos cidadãos brasileiros escolherem livremente, além do modelo de medicina que desejam para as suas vidas.

O Conselho Federal de Medicina foi procurado mas, até o fechamento da matéria, não se pronunciou.

Fonte : Jornal Extra

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