Pular para o conteúdo principal

Uso de camisinha é o meio mais eficaz de prevenção contra DSTs


Com a proximidade do carnaval, as campanhas de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) são intensificadas a fim de conscientizar a população sobre os cuidados com a saúde durante a folia e de estimular o uso de preservativos. No entanto, é importante reiterar que a precaução deve persistir durante todo o ano. A camisinha é o método contraceptivo mais barato e de fácil acesso, com distribuição gratuita nos postos de saúde, além de evitar a transmissão de doenças como Aids e sífilis.

De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde (MS), o Brasil registrou anualmente uma média de 40 mil novos casos de Aids nos últimos cinco anos. E no período compreendido entre 2010 e junho de 2017, foram contabilizados 342.531 casos de Sífilis Adquirida – transmitida através de relação sexual desprotegida.

A coordenadora e a coordenadora substituta do Núcleo Técnico de Artigos de Saúde do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz), Michele Feitoza e Renata Dalavia, comentam que o preservativo mais utilizado é o de látex masculino, mas reforçam que existem outras modalidades igualmente importantes, como os preservativos masculinos que não são de látex e os femininos.

De acordo com Michele, o diferencial da camisinha para mulheres é que ela confere maior proteção na área da vulva, a entrada da vagina, permitindo que a própria usuária se preserve, e é feita de material antialérgico. “Não é novidade para a maioria das mulheres a existência da camisinha feminina, ainda que sua utilização não seja muito ampla. Uma das vantagens do seu uso é que são feitos em poliuretano ou borracha nitrílica, materiais antialérgicos, diferente do látex usado na versão masculina. Também podem ser colocados até oito horas antes da relação sexual”, esclarece.

A importância do controle da qualidade dos preservativos

Segundo explicações da coordenadora do Núcleo Técnico de Artigos de Saúde do INCQS, Michele Feitoza, os preservativos masculinos de látex fabricados no Brasil ou importados precisam obrigatoriamente de certificação metrológica e, para isto, passam por avaliações de qualidade que atestam a eficácia e a segurança do seu uso.

O controle da qualidade é feito antes da comercialização, na própria indústria ou importadora e consiste em testes preconizados na legislação, dentre eles: comprimento, largura, integridade da embalagem primária, verificação de vazamento, pressão e volume antes e após envelhecimento. Após todas as avaliações exigidas pela legislação vigente, o produto poderá ser comercializado.

Também são desenvolvidas ações posteriores à venda, como programas governamentais de monitoramento, onde são coletados lotes para análises. Esses programas estão incluídos nas ações chamadas de ações de Tecnovigilância, que buscam verificar desvios da qualidade no produto pós-comercializado e que podem promover coleta e análise fiscal.

Michele conta que além do controle da qualidade dos preservativos realizado pelos detentores, a avaliação de uma amostragem dentro de cada lote, feita por laboratórios acreditados pelo Inmetro, e inspeções realizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nas fábricas e importadoras ainda é compulsória no país. “O controle da qualidade é imprescindível, pois assegura que o preservativo está seguro e eficaz para o uso. Também é importante que os produtos sejam acompanhados após a sua comercialização por meio de programas de monitoramento”, afirma.

De olho no rótulo e na embalagem

Segundo Michele Feitoza e Renata Dalavia, dois tipos de observações são necessários na aquisição dos preservativos: as informações de rotulagem e o aspecto da embalagem.

No caso da embalagem, é fundamental que esteja lacrada e não haja furos, pois a má conservação pode danificar o produto e comprometer a sua eficácia. É também importante ter precaução com objetos cortantes ou pontiagudos na hora de abrir a embalagem primária.

Já com relação aos rótulos, as pessoas devem verificar as informações gerais para todos os produtos, em destaque para data de validade e presença do número do registro, que comprova que o produto está registrado no país pela Anvisa. Além destes dados, devem ainda conter nome/marca, o número do CNPJ do detentor do registro e responsável técnico, que asseguram a identificação, legalidade e a procedência do mesmo.

Para as informações específicas dos preservativos vale ressaltar informações na rotulagem como: tipo de material, aviso de que o látex pode causar alergia, presença do selo do Inmetro (que comprova que aquele lote passou por análises relacionadas à certificação metrológica) e informações sobre o tamanho adequado ao uso de cada consumidor.

- Verificar o tamanho do preservativo é fundamental, pois a utilização inadequada pode comprometer a finalidade do produto impactando a saúde pública. O uso de tamanhos inadequados pode levar ao extravasamento de sêmen pela lateral e também à ruptura – enfatizam.

Observar a rotulagem é imprescindível, conforme atenta Renata Dalavia, porque é nela que o fabricante comunica ao usuário as informações necessárias. “Os dizeres presentes na rotulagem dos preservativos, assim como de outros materiais médicos, representam a melhor forma de estabelecer uma comunicação entre os consumidores e as empresas detentoras, por isto devem ser alvo de muita atenção no momento da aquisição e do uso. O rótulo busca garantir informações sobre a rastreabilidade, vínculo de responsabilidade jurídica, validade e orientações técnicas como cuidados e variedades dentro do mesmo produto” elucida.

Fonte: Fiocruz

Comentários

Populares

Governo do Rio divulga resultado de ação contra a poliomielite

Nos primeiros sete dias da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite, 78% das crianças menores de 5 anos já receberam a vacina no Estado do Rio Nos primeiros sete dias da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite, 78% das crianças menores de 5 anos já receberam a vacina no Estado. A meta é imunizar, em todo o País, 95% do total de 14,1 milhões de crianças nesta faixa etária. No Rio de Janeiro, das 1.030.026 crianças que precisam receber a vacina, 810.189 já foram imunizadas. Em 2012, a campanha de prevenção à paralisia infantil será feita em uma única etapa, que vai até dia 6 de julho. Os postos de vacinação permanecerão abertos das 8 às 17 horas. A Secretaria de Estado de Saúde distribuiu aos 92 municípios 1,6 milhão de doses da vacina Sabin (contra a poliomielite), que serão dadas às crianças em 4.200 postos de saúde espalhados por todo o Estado. Em 2011, o Rio de Janeiro superou a cobertura vacinal estipulada pelo Ministério da Saúde. É importante que o...

Outubro Rosa

  Outubro chegou! Durante este mês, o Ministério da Saúde traz conteúdos educativos e histórias inspiradoras relacionadas à detecção e ao tratamento do câncer de mama, com o objetivo de levar informações confiáveis à população. Incentive outras mulheres a adotarem práticas saudáveis e buscarem assistência médica em caso de alterações suspeitas. Informar para proteger. Cuidar para viver. Fonte: Ministério da Saúde

SBQ.Covid19 - Uso indiscriminado de álcool contra o coronavírus aumenta riscos de queimaduras

SBQ.Covid19 - Uso indiscriminado de álcool contra o coronavírus aumenta riscos de queimaduras Com a recomendação do uso de álcool 70% para limpar superfícies e higienizar as mãos em razão da pandemia de coronavírus, acende-se um novo alerta: o risco de acidentes com queimaduras. Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ) tem buscado conscientizar a população sobre os cuidados no manuseio e estoque deste produto.“É extremamente necessário redobrar o cuidado com a presença do álcool em casa, especialmente com crianças. Guardar em local que elas não acessem e não utilizar o álcool perto de chamas, como fogão e velas”, frisa o presidente da SBQ, José Adorno.Diante da baixa nos estoques de álcool em gel, a Câmara dos Deputados aprovou a liberação da venda do álcool líquido 70% para o consumidor individual. A proposta segue para votação no Senado. Porém, há uma previsão de que a Anvisa publique uma nova portaria, estabelecendo a venda em embalagens de até 50...

Irritação, euforia, agressividade e depressão podem ser sinais do distúrbio. Doença, que atinge 4% da população brasileira, não tem cura, mas tratamento pode controlá-la

Sintomas como euforia, fala rápida, irritação, agitação, insônia, agressividade, hostilidade e depressão podem ser sinais de vários transtornos que acometem o humor, seja para o polo depressivo, seja para o da euforia. Porém, quando os sintomas vêm alternados em uma mesma pessoa, pode ser um alerta para o transtorno bipolar, uma doença sem cura, mas com tratamento e controle. De acordo com a Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB), o distúrbio atinge 4% da população. O censo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, informa que o Brasil tem uma população de 190.732.694 pessoas. A doença se manifesta em fases que alternam a hiperexcitabilidade e a agitação com profunda tristeza e depressão. A duração de cada fase varia de pessoa para pessoa, podendo durar horas, dias, meses e até anos. Um complicador para a pessoa portadora do transtorno surge quando as duas fases se misturam, o chamado estado misto.  “A pessoa pode...

Cristo recebe iluminação vermelha para celebrar Dia Mundial Sem Tabaco

  O Cristo Redentor recebeu iluminação vermelha nesta terça-feira para celebrar o Dia Mundial Sem Tabaco, data instituída pelo OMS (Organização Mundial de Saúde). A ação fez parte da campanha “Sem Tabaco, 100% Fashion”, criada pelos oncologistas do Centro de Câncer de Brasília. No ano passado, foi realizado um desfile-intervenção na Avenida Paulista, em São Paulo. A população foi convidada a participar vestindo vermelho durante o dia. As ações visam diminuir o consumo de cigarro pelo país. De acordo com o oncologista Murilo Buso “o cigarro foi responsável pela morte de mais de cem milhões de pessoas durante o século passado e poderá fazer mais de um bilhão de vítimas durante o século 21”. Buso é um dos idealizadores da campanha antitabagismo que nasceu na capital federal em 2003. Fonte: eBand