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Conheça detalhes do transtorno de Asperger, que afeta Benê de ‘Malhação’

A personagem Benê (Daphne Bozaski), de “Malhação”, contou ao seu pai, na última sexta-feira, que tem Aspenger. O transtorno é um tipo leve de autismo e suas principais características não estão ligadas ao comprometimento das habilidades cognitivas e comunicacionais. O problema aparece mais na dificuldade de interagir socialmente.
— Muitas vezes, o diagnóstico só é dado quando a criança tem entre 7 e 11 anos. É que, antes disso, dificilmente alguém observa comportamentos de tendência ao isolamento e interesses repetitivos. É diferente do autismo clássico, que é descoberto entre 3 e 5 anos — explica Clay Brites, pediatra e neurologista infantil do Instituto NeuroSaber.
Os sintomas de Asperger ficam mais evidentes na fase escolar, quando a criança apresenta dificuldades para criar amizades. Mas, quem sofre do transtorno possui um alto grau de inteligência e sempre explica o que sabe com riqueza de detalhes, sendo visto como um “pequeno professor”.
Durante a temporada da novelinha, que está chegando ao fim, Benê chorava e corria para debaixo da cama todas as vezes que aconteciam situações com as quais ela não sabia lidar. Ter crises de ansiedade diante da dificuldade de interações sociais é recorrente para quem tem Asperger.
— Nesses casos, os pais devem deixar seu filho chorar, ficar no canto dele. Quando a criança se acalmar, devem conversar tranquilamente, perguntar o que aconteceu e se oferecer para ajudar — orienta Clay. — Quem tem Asperger precisa de ajuda, mas não sabe pedir ajuda.
Tratamento deve ser feito com psicólogo
Estabelecer amizades é muito importante para quem tem Asperger. De acordo com o neurologista, essa é uma troca muito benéfica, já que é com o amigo que o Asperger vai treinar suas habilidades sociais.
Apesar de não ter cura, Asperger tem tratamento. Diferentemente do autismo severo — que necessita de uma equipe multidisciplinar para tratar não apenas as questões sociais, mas também de comunicação — quem tem esse transtorno precisa se consultar com psicólogos.
— Com autistas leves pode ser feita uma terapia que com foco comportamental. Isto já vai ser o suficiente para trabalhar o treinamento de habilidades sociais — explica Ellen Moraes Senra, psicóloga e especialista em Terapia Cognitivo Comportamental.
Segundo Ellen, muitos pacientes com Asperger são inicialmente diagnosticados, equivocadamente, com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).
— É importante não aceitar o primeiro diagnóstico e fazer uma investigação mais profunda — aconselha.

Fonte: Jornal Extra

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