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Especialistas combatem o consumo excessivo de açúcar


Quando chega a terceira idade é bom redobrar os cuidados com a saúde, já que nesta fase o organismo fica mais propenso a diversas doenças, inclusive a diabetes. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, há três tipos da doença: tipo 1, tipo 2 e gestacional. O endocrinologista e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Gilberto Miranda, explica que na terceira idade, a diabetes tipo 2 é a mais comum. 
“Esta diabetes é recorrente de maus hábitos de vida. Sedentarismo, alimentação rica em carboidrato e açúcar, falta de exercício e hereditariedade são os fatores que provocam este tipo de diabetes”, diz.
Segundo Miranda, a doença é perigosa por não apresentar sintomas, o que acontece somente nos casos mais avançados. Por isso, é fundamental fazer exames rotineiros, principalmente, as pessoas com histórico familiar da doença, obesos e aqueles com colesterol alto. 
“Sem tratamento, a diabetes pode causar cegueira, problemas nos rins, aumentar o risco de acidente vascular cerebral, além de aumentar as chances de aparecerem problemas no coração”, enumera o médico, que destaca, ainda, a importância dos exercícios para quem tem diabetes. “Tem uma teoria que diz que quando a pessoa caminha 30 minutos por dia, ela já evita bastante a progressão para a doença. Quem faz atividade física, toma menos remédio e está sempre mais saudável”, acrescenta.
A empresária Maria da Conceição Magalhães, de 66 anos, descobriu que tem diabetes tipo 2 há mais de dez anos. Para facilitar sua rotina, tem em casa o aparelho que realiza o exame de glicose, uma canetinha que faz um furinho no dedo e por meio do sangue retirado apresenta sua taxa de glicose. 
“Quando o meu emocional é afetado, começo a suar, como se fosse desmaiar e sinto um gosto estranho na boca. Só faço este exame quando o médico solicita, ou quando não estou me sentindo bem”, conta, ressaltando as dificuldades trazidas pela doença. “O pior é a dieta. Passei a consumir comida integral e tive que substituir o doce normal pelo zero”, completa.
Neste caso, o médico dá uma dica: 
“O jeito é ir tirando os alimentos aos poucos até se adaptar ao novo cardápio”, diz Miranda.

Fonte: O Fluminense

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