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Fumo afeta proteína de forma similar à fibrose cística, diz estudo


Um estudo realizado por diversas instituições francesas de pesquisa sugere que sintomas de insuficiência pulmonar que atingem fumantes podem ocorrer devido a alterações no funcionamento de duas proteínas que também estão ligadas à fibrose cística.
O estudo foi publicado nesta segunda-feira (18) na revista "Proceedings of the Natural Academy of Sciences" (PNAS, na sigla em inglês), da Academia Americana de Ciências.
Muitos fumantes sofrem de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (conhecida por DPOC), problema caracterizado pelo comprometimento e destruição dos alvéolos, que tem como sintomas a tosse persistente, crises de bronquite e falta de ar.
A DPOC causa condições parecidas aos efeitos da fibrose cística nos pulmões. A fibrose cística, que é hereditária, faz com que o indivíduo possua pulmões estruturalmente normais na infância, mas que vão sendo atingidos, com o tempo, por sucessivas inflamações e infecções.
A fibrose cística gera defeitos no funcionamento de uma proteína chamada CFTR, encontrada nos pulmões e vias aéreas, segundo os cientistas. A doença, que tem origem genética, leva à insuficiência respiratória crônica e à hipertensão pulmonar, entre outros problemas, de acordo com dados da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Os pesquisadores da Universitdade de Reims Champagne-Ardenne, um dos grupos responsáveis pelo estudo francês, exploraram os mecanismos pelos quais a fumaça do cigarro alteraria o funcionamento da proteína CFTR em ratos. Eles descobriram que outra proteína, encontrada em células epiteliais das vias aéreas, se liga à nicotina. Esta proteína provavelmente cumpre o papel de regular o funcionamento da CFTR, segundo o estudo.
Ratos expostos à fumaça de cigarro tiveram redução nos níveis da proteína que regula a CFTR, o que levou à diminuição no transporte de muco pelas vias aéreas. Em testes de laboratório, a presença reduzida da proteína reguladora teve efeito semelhante ao encontrado em células de pessoas expostas à nicotina de forma prolongada.
De acordo com os cientistas, alterações nas proteínas podem levar a problemas crônicos nas vias aéreas de fumantes, de maneira semelhante ao que ocorre com quem sofre de fibrose cística.
Fonte : G1


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